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História Quatro Semanas de Amor - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Olá meus queridos!!!

Voltei com o último capítulo da trama, e espero de coração que vcs gostem!!!!

Agradeço imensamente à todos que acompanharam a fic, que apesar de pequena, teve o intuito de contar algo diferente de um shipp que ainda é considerado inusitado. Espero que essa história despretensiosa possa inspirar minhas florzinhas a escreverem com esse ou mais shipps, pois a escrita ajuda a manter viva a chama desse anime que tanto amamos!

Sem mais delongas, desfrutem!!!

OBS: a arte da capa é de minha autoria!

Capítulo 8 - A decisão


Fanfic / Fanfiction Quatro Semanas de Amor - Capítulo 8 - A decisão

No Santuário, como de praxe, Camus chegou sem fazer alarde, e já em sua respectiva casa, deixou suas malas no meio da sala, e sentou-se em um dos sofás que compunham a mobília do cômodo, deitando-se neste logo em seguida, tentando assim relaxar, porém, sem sucesso algum. Passou as mãos pelos fios azuis, e inspirou fundo, e ao fechar seus orbes, só a imagem da linda italiana veio à sua mente. Rapidamente abriu os olhos, tentando assim se livrar daquela perfeita ilusão criada por sua mente, mas, não adiantou, pois o cheiro, o calor da pele alva, o gosto adocicado de seus beijos, de seu delineado corpo… tudo estava vivo, impregnado em si como uma tatuagem… algo que por mais que se esforçasse, jamais seria apagado de si.

Saiu de seu triste ensimesmamento ao sentir que alguém quase sentou em cima de seus pés, e ao olhar para a direção destes, viu que era Milo que havia se jogado propositalmente ali, e com cara de pouquíssimos amigos, o indagou sem delongas.

- Onde diabos você foi parar, seu francês safado?

- Oi Camus! Tudo bem? Como foi de viagem? - o aquariano diz em tom de ironia - Essas seriam as perguntas mais adequadas para o momento, não acha?

- Corta essa, Pinguim! - o escorpiano retruca possesso - Tu disse que iria passar três dias em Paris, depois mudou de ideia indo para Londres, e sem mais nem menos, seu telefone ficou mudo, e ninguém mais soube notícias suas! Até seu cosmo tu ocultou de nós! - cruza os braços como um menino birrento - O que houve? Ou já não confia mais em mim para contar seus segredos?

- Não tem segredo nenhum… - suspira triste - Eu… só queria passar esse tempo sem interferência de quaisquer tipo, pois… vivi algo muito especial em Londres. - seu tom misterioso aguçou o faro do grego, que indagou sem rodeios.

- Se isolou por causa de uma mulher? - sacode o francês pelos ombros, que não reage, o mirando com cara de paisagem - Como ela é? É bonita? Do tipo gostosa ou daquelas bem magrinhas e sem sal? Te deixou feliz e sorridente, ou foi só trepar e mais nada?

- Calma Milo! - exclamou impaciente - Sim, ela é bonita, atraente e me fez sorrir. Aliás, fez bem mais do que isso… - a melancolia era visível em seu olhar - E... tu a conhece muito bem.

- Eu conheço a santa que te fez confessar que se sentiu feliz? - questiona duvidoso.

- Sim. É a Shina. - despejou de uma vez.

- Que??? A mulher cavaleiro??? - perguntou para logo levar um tapa bem dado na nuca - Ai!!! Mas que porra! Porque me bateu?

- Porque ela não era uma mulher cavaleiro, e sim uma amazona, seu tosco! - já sentado, recostou-se no encosto do confortável sofá, voltando a falar - Eu a reencontrei em Londres, onde ela trabalha como gerente de uma famosa loja de departamentos, que foi onde comprei seu presente de casamento, diga-se de passagem. No momento em que a vi, eu… subitamente me encantei por ela, pelo seu novo jeito de ser, de agir…

- E...???

- A convidei para jantar, e… não preciso explicar o que houve depois. - ri de canto ao ver a cara de frustração de seu melhor amigo por não lhe contar os detalhes sórdidos da noite de amor com Shina.

- Mas, foi só isso? Transaram e nada mais?

- Claro que não! Eu fiquei essas quatro semanas inteiras com ela. - fita o chão entristecido - Shina me convidou para ficar no apartamento dela, onde vivenciei uma experiência à dois que foi simplesmente maravilhosa. Passeamos por toda Londres e arredores, a levei à Paris, ficamos hospedados em uma chácara em Cambridge, e tudo foi tão surreal… ela está tão mudada… - sorri orgulhoso - Não é nem sombra da garota arredia e grosseira que metia medo até nos marmanjos daqui. Ela se lapidou, moldou sua personalidade, está refinada, sofisticada, ama as belas artes, os livros, o bom cinema… eu…

- Está apaixonado. - Milo dá alguns tapinhas no ombro do amigo, que volta a baixar seu olhar - Eu te entendo… o amor às vezes é ingrato, e nos pega de surpresa. Vê o meu caso? June, que sempre me detestou, amanhã, estará casada comigo? E finalmente seremos marido e mulher!

- Mas… aí é que está o problema. Nem tu e nem June precisaram abrir mão de seus deveres para viver seu amor, e no caso, Shina não deseja mais essa vida. São dez anos longe de tudo relacionado à Atena, e não será por minha causa que…

- Largue tudo e vá viver esse sentimento. - Milo o interrompe, deixando o aquariano sumamente surpreso - Hyoga não é mais um menino, e poderá muito bem ficar em seu lugar sem maiores problemas. Creio que Saori também não se importará que tu, que sempre foi um fiel Cavaleiro, queira seguir um outro rumo, e viver seu amor ao lodo da Cobrinha. - ri com gosto - Minto, ex-Cobrinha.

- Acha mesmo que devo fazer isso? - questiona receoso.

- Acho não. Deve. Mas, depois do meu casamento, ok? - joga uma almofada em cima do francês, que sorri contido - Você merece ser feliz, cara. Pare de se sabotar como fez por toda vida, e se essa Shina repaginada faz seu coração bater mais forte, é com ela que tem que ficar.

- Vou refletir nos seus conselhos. Obrigado por me ouvir. - agradece honestamente - Eu iria pirar se não desabafasse meus anseios com alguém.

- Para isso somos amigos, não? - o grego pisca maroto.

Alguns passos são ouvidos na área comum da casa, e ao virarem para a direção destes, eis que os rapazes são abraçados por três fofas crianças, e logo atrás delas, Geist se achega á eles, trazendo o pequeno Hans no colo.

- Ficou de babá hoje? - o escorpiano dá uma risadinha sacana.

- Esqueceu que Marin foi com a sua noivinha acertar os últimos detalhes da decoração no salão da Fundação Graad? - a morena se senta em uma cadeira de frente aos Cavaleiros, pois parecia bem cansada.

- Shura e Afrodite estão…? - Camus indaga, colocando o serelepe Paco, filho da ariana no colo.

- Os dois estão fazendo suas rondas agora, e sobrou pra mim tomar conta dessa criançada. - ela nota que sua filha e a da sua ruiva amiga estão bisbilhotando as malas do francês, e logo lhes chama atenção - Gimena e Ingrid, parem de mexer nas coisa do tio Camus já!

- Mas mãe… - a menina, de longos cabelos negros como os dela, e que tinha por volta de seis anos, reclama sentida - Só queremos ver se o tio trouxe presente para nós duas!

- Sim, tia Geist! A gente só queria ver se na mala tem bonecas… - a garotinha de cabelos azuis faz beicinho querendo chorar.

- Eu trouxe presente para todos vocês. Não precisam ficar ansiosos, tá certo? - Camus também coloca Ingrid sentada em seu colo, e Milo senta no seu a filha de Geist.

- Sabia que o Pinguim aqui reencontrou a Shina? - o grego diz fazendo cosquinhas na criança, e não repara na face atordoada da amazona dos Abismos.

- Como é que é? - olha diretamente para o aquariano - Onde ela está?

- Em Londres.

- Que coisa… - ri anasaladamente - Dez anos sem dar notícia alguma, e venho saber justo por você que ela tá viva… não faz ideia da raiva que sinto por ela ter abandonado tudo, e nem sequer teve a decência de se despedir de mim, que era praticamente sua irmã de uma vida inteira.

- Ela estava magoada na época… ferida, destroçada, tente compreender. - o aquariano argumenta, porém, em vão.

- Isso pra mim não é desculpa, e pelo jeito, tu caiu de quatro por ela, não foi? - dá uma risada seca - Eu vou para minha casa, pois o Hans precisa mamar. Venham crianças! Depois o tio Camus dá o presente de vocês. - sai andando na frente, sendo seguida pelas três crianças, que resmungam frustradas, pois queriam ficar um pouco mais na gelada casa de Aquário.

- A Cabrita ficou brava! - Milo não perde a chance de espezinhar.

- Milo… se o Shura te ouve chamando a mulher dele pelo apelido que só ele pode usar… - o francês sorri de canto, e volta a se deitar no sofá - Geist é rancorosa, mas, o dia em que as duas se reencontrarem, todo esse mal estar vai passar, e voltarão ser as velhas amigas de sempre.

- E o que está esperando para providenciar esse e muitos outros reencontros? - o escorpiano se levanta, saindo de fininho, deixando um reflexivo Camus para trás.

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Dois meses depois…

 

Sentada na recepção de uma clínica no centro de Londres, Latifah estava apreensiva, roendo suas unhas, esperando sua melhor amiga sair do consultório do clínico geral. Ultimamente, a esverdeada andava indisposta, enjoada, e para piorar a situação, desmaiou no dia anterior no meio do expediente, causando um grande alvoroço na loja, pois como era uma pessoa muito querida, seus funcionários ficaram preocupados com o seu estado de saúde.

“Queira Deus que não seja o que estou pensando…” - a marroquina reza em silêncio, pois se o que pensava fosse mesmo verdade, sabia que sua amiga jamais procuraria o garboso Cavaleiro para lhe informar seu real estado.

Saiu de sua divagação ao ver que a ariana caminhava vagarosamente até si, e quando a mesma sentou-se à sua frente, não hesitou em perguntar.

- E aí, Fiorella? O que você tem?

Ela põe nas mãos da morena um envelope branco, e com a voz entrecortada, diz quase que imperceptivelmente.

- Eu estou grávida… - levou as mãos ao rosto, e passou a chorar desconsolada.

- Fiorella… - Latifah traz a italiana para junto de si, a estreitando em um abraço apertado - Que pensa em fazer?

- Nada… - diz em meio à muitos soluços - Não irei fazer absolutamente nada…

- Amiga! - a morena se irrita profundamente, e pegando-a pelos ombros, exclama enérgica - Pirou? Como assim não vai fazer nada? Tá pensando que criar um filho sozinha é fácil? Acha justo esconder essa verdade do Camus, se você sabe muito bem onde pode encontrá-lo?

- Mas o que tivemos foi só um caso! - Shina se altera, levantando-se furiosa, e saindo da clínica à passos duros.

- Espera Fiorella! - a de orbes ambarinos sai correndo atrás dela, e no meio da calçada, as duas continuam a discussão - Tem ciência de que está errada! Tanto que quer fugir da realidade que tento te mostrar!

- Que realidade? - para, e encostando-se na parede de uma badalada bomboniére, se deixa escorregar por esta, caindo no chão de qualquer jeito - Ele é um Cavaleiro de Atena que sempre se orgulhou por ser fiel à nossa deusa, e por ser o mais frio entre os doze Dourados… - repousa a mão em seu ventre, tentando enfim se acalmar - Acredita que ele irá largar tudo o que tem como certo pra se unir à mim, que fui uma covarde e desertora, só por causa de um bebê?

Latifah se agacha, e de frente à amiga, fala em um tom mais ameno.

- Deveria dar à ele pelo menos o benefício da dúvida. - acarinha os cabelos verdes da ex-amazona, que afunda seu rosto no meio de seus joelhos, pois não conseguia encarar o olhar austero da morena - Pode chorar… vou chamar o Tom para te levar pra casa, certo?

Shina maneia a cabeça em positivo, enquanto Latifah faz uma chamada para o seu marido, a fim de levar a italiana até seu apartamento em Chelsea.

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Se recuperando da inesperada notícia, já no silêncio de seu lar, a esverdeada, sentada em seu sofá, mirava fixamente para o exame feito à pouco, e seus orbes não desviavam da palavra mais importante que neste havia: positivo. Sua mente dava voltas e mais voltas tentando avaliar cada possibilidade, cada alternativa, para basear suas atitudes futuras em relação à essa gravidez.

“Como eu fui ingênua…” meditava recordando-se das noites tórridas de amor, dos dias maravilhosos que passou ao lado de Camus. Iriam ter um filho, e isso lhe parecia tão… irreal, tão ilógico… mas, por um breve instante sorriu. Sorriu por saber que teria um pedacinho do homem que ama junto à si, que provavelmente, um menininho ou menininha de sobrancelhas bifurcadas correria por aquela sala, e encheria sua vida de alegria, do jeito que sempre almejou… um bebê… um fruto daquelas quatro semanas mais felizes de toda a sua vida…

Levantou-se de onde estava, e secando suas lágrimas, decidiu o que iria fazer, e sem demora, rumou para o seu quarto, onde arrumaria suas malas, porém, o barulho da campainha interrompeu sua curta caminhada, e mesmo à contragosto, foi até a porta atendê-la.

Sua surpresa foi enorme ao dar de cara com aquele a quem amava com devoção, que lhe brindava com o seu mais bonito e sincero sorriso.

- Camus…

Balbuciou confundida, e ele, sem demora, a abraçou com carinho, beijando-lhe a boca com desespero. Logo a assustada jovem relaxa, retribuindo o tão caloroso abraço do homem, sentindo em seu trêmulo corpo aquela aconchegante energia que provinha de seu cosmo, que de frio, só tinha mesmo a fama pregressa.

A boca dele a devorava devagar, languidamente, impondo sua língua incandescente à dela, percorrendo o interior de sua boca como se dono dela fosse… sentia falta dos beijos de sua amada, e estar ali, desfrutando outra vez de seus doces ósculos, era como se por fim, tivesse encontrado sua paz… seu tão sonhado porto seguro.

O oxigênio lhes falta, e por isso, com lentidão se separam, e ao ver mais uma vez aquele sorriso tão especial que ele ostentava, ela pergunta ainda incrédula.

- Porque você voltou? Eu pensei que…

- Eu te amo. - revela à queima-roupa, afastando-se para o lado, onde ela pôde ver quatro grandes malas ao lado dela no chão do hall de entrada - Eu vim em definitivo, pois, por mais que eu tenha amor e lealdade à Atena, passar o resto da minha vida contigo é o que tenho como meta agora. - distribui muitos selinhos molhados nos lábios da ex-amazona, que ainda atordoada, demora a processar tudo o que lhe foi dito.

- Abriu mão de sua armadura? Por mim?

- Sim. - sua voz sai firme e convicta - Meu tempo como servo da deusa passou… o que mais almejo agora é estar ao seu lado, e fazer dessas quatro felizes semanas toda uma vida em conjunto… cheia de cumplicidade e harmonia, pois, mesmo que eu acreditasse ser incapaz de tal feito, eu aprendi a te amar… - com suas grandes mãos na estreita cintura, a estreita contra o seu másculo e viril torso - Não vou abrir mão de viver o que sinto por ti…

- Camus… eu… - sussurra em voz baixa - Te amo… - volta a beijá-lo com paixão, enredando seus finos dedos por entre os fios azuis dos longos cabelos dele, aprofundando ainda mais aquele contato tão magnífico.

Ao se afastarem, Shina tenta escolher as palavras, no intuito de contar à ele que estavam esperando um filho, porém, o francês, em fração de segundos coloca seus pertences dentro do apartamento dela, e puxando-a pela mão, a leva com ele pelo corredor da área comum, onde apertou o botão para chamar o elevador.

- Onde vamos? - inquire intrigada.

- Surpresa. - tira de seu bolso uma venda ao entrarem no elevador.

- Da última vez que me fez uma surpresa usando essa bendita venda, me levou à Paris. - relembra risonha.

- Então, já sabe que pode confiar no meu bom gosto, e que não vai se decepcionar. - pisca travesso.

- Tudo bem… vou confiar em ti. - ela sorri imersa em uma alegria sem igual, pois, coincidência ou não, Camus retornou à sua vida no momento em que decidiu ir atrás dele para informá-lo sobre sua paternidade, mesmo que depois de tudo, fosse voltar à Londres de mãos abanando.

Descendo do elevador, e entrando no táxi que já os estava esperando na frente do prédio, ele gentilmente dá sua mão à ela, e depois de devidamente acomodados, ele venda os orbes verdes da sua adorada, e faz sinal para o motorista seguir viagem.

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Cerca de duas horas depois, o táxi para em definitivo, e atencioso, Camus a ajuda a sair do carro, ainda mantendo a venda que tapava a visão da italiana. Expectante, ela suspira ao sentir entrar por suas narinas o ar puro e fresco do lugar onde estavam, e abrindo um largo sorriso, já tinha um palpite de onde possivelmente estaria.

- Por um acaso me trouxe à… - não completa sua indagação, pois o Cavaleiro lhe tira a venda, e ela confere que estava correta em suas suposições - Sabia! - ela bate algumas palmas empolgada, porém, logo o mira desconfiada - Mas, porque me trouxe à chácara de Edward?

- Não te trouxe à chácara de seu ex-cunhado, e sim, à nossa chácara. - ele não esconde sua satisfação em dar aquela notícia, e ela leva as mãos à boca, sem saber o que dizer, tamanha era a emoção que a envolvia nesse momento.

- Mas… como…? - tenta formular uma pergunta, porém sem êxito.

- Esse tempo que passei longe de ti serviu para refletir em muitas coisa, e cheguei à conclusão de que minha missão como Dourado havia se extinguido, assim como se tornou obsoleta minha estadia no solo de Atena. Tive uma conversa franca com Saori, e expus tudo o que me angustiava há tempos, e como a mulher madura que ela se tornou, compreendeu meus anseios e me liberou de minhas obrigações, me permitindo ser livre para tocar minha vida como eu achasse melhor. Sendo assim, decidi juntar minhas economias, e telefonei para Edward, e, como não havia fechado negócio com nenhum dos interessados que apareceram para conhecer este lugar, eu lhe fiz uma proposta, que ele logicamente aceitou sem objeções.

- Comprou a chácara pensando em… mim? - não sabia se sorria ou se chorava, pois suas emoções, aliadas aos hormônios da gravidez, estavam bastante oscilantes.

- Sim… - deposita nos lábios róseos um cândido beijo - Sei o quanto ama essa propriedade, e sendo também o desejo de seu ex-marido e o irmão dele que esta também fosse sua… não pensei duas vezes em adquiri-la.  - a conduz pela mão, e animado, passa a contar seus planos para sua mais nova aquisição - Pensei em fazermos dessa chácara uma hospedaria, estilo familiar, que só ficaria aberta entre a primavera e o verão, onde receberíamos somente hóspedes indicados por amigos, e...

Repentinamente ela para a caminhada, e ficando de frente para ele, cala os lábios masculinos pousando suavemente seu fino indicador.

- Camus, eu… estou grávida… - ela, mesmo uma pilha de nervos, não evita sorrir ao ver os orbes arregalados do aquariano - Vamos gelinho… diga alguma coisa! - acaricia os braços do rapaz, que voltando à si, a pega pela cintura, suspendendo-a do chão, e girando com ela em torno de si mesmo, grita em alto e bom som.

- Obrigado Atena!!! - pondo-a devagar em terra firme, ele a mira fixamente nos esmeraldinos orbes, e diz com todo o sentimento que havia em seu coração - Eu te amo Shina, e seremos muito felizes, eu, você e o nosso filho… eu prometo…

- Não precisa prometer… eu acredito em ti, meu amor…

E sob as bênçãos do belo entardecer, o casal permanece assim, juntos, unidos, pois o amor que sentiam um pelo outro só faria aumentar dali por diante, pois uma nova etapa se iniciaria, onde Camus e Shina, voltariam a vivenciar a verdadeira alegria que só a cumplicidade, o carinho e o respeito mútuos poderiam proporcionar.

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Um mês depois…

 

Acabando os últimos retoques do cabelo e maquiagem, Shina se encontrava extremamente nervosa, e à todo custo segurava o emocionado pranto, que teimosos, insistia em querer cair, e estragar todo o seu simples, porém sofisticado make.

Solícita, June lhe empresta um lencinho, onde a esverdeada seca os cantinhos de seus verdes olhos, e Marin, terminando de finalizar o coque estrategicamente bagunçado da noiva, pegas as frias mãos da ex-amazona entre as suas, e diz com um sutil sorriso em seu rosto.

- Fique tranquila, meu anjo… vai dar tudo certo! - dá uma piscadinha cúmplice.

- Sim, Shininha. Será tão feliz quanto nós, acredite. - a Camaleoa lhe dá um abraço apertado, e a aludida acena em positivo - Vamos Marin. Chegou a hora.  

As duas amazonas se retiram, e a italiana, olhando-se no espelho, e ajeitando seu rendado vestido longo champagne, rendado com um bonito decote em u, suspira fundo, e pegando o bouquet de rosas vermelhas, que lhe foi presenteado por Afrodite, ela se dirige à porta, onde se depara com Geist, que lhe sorrindo amigavelmente, como nos tempos em que eram apenas meninas, diz com a voz embargada.

- Eu deveria estar com muita raiva de você ainda, por ter ido embora sem se despedir, e nem ter dado notícias por todos esses anos, mas… jamais deixaria de estar presente numa ocasião tão especial como essa. - dá alguns passos, e com delicadeza, dá um singelo beijo na testa da esverdeada - Anda… Camus já está te esperando.

- Me perdoa? - questiona afagando a mão da morena.

- Se estou aqui… - ri de canto - Para de ser sentimental, sua boba! Vai logo!

Shina sorri, e mesmo reticente, pois casar de modo mais tradicional era uma experiência nova para si, ela caminha até o grande portal do salão, onde um rapaz alto, de pele bronzeada e cabelos castanhos, a esperava pacientemente.

Ela mirou fixamente para o rosto dele, e achando que suas vistas lhe pregavam uma peça, ela pergunta confusa.

- Seiya?

- Olá Shina! - ele toma a mão dela com cortesia, e deposita nesta um respeitoso beijo - Está linda!

- Você está… irreconhecível… - foi honesta, pois jamais imaginou que o menino franzino tivesse se transformado em um homem tão bonito e atraente.

- O tempo passou, e acho que não estou tão esquisito como nos tempos em que eu era somente um moleque. - ri com gosto, ato que a faz sorri igualmente, esquecendo-se momentaneamente do frisson que aquela cerimônia causava em si - Me concede a honra? - estende seu braço para que ela possa se enlaçar à ele.

- Sim… - ela aceita a gentileza, e ambos passam, com vagarosos passos, a adentrar o salão cerimonial.

Mantendo sua cabeça erguida, e mirando para a frente, logo avistou Camus, que estava lindíssimo, com seus cabelos presos em um rabo-de-cavalo baixo, terno grafite Armani, com a gravata do mesmo tom, e sapatos italianos nos pés. ele aparentava estar bastante ansioso, e sorrindo para si mesma, ela prosseguia em sua jornada até o altar, onde Shion, a receberia com um discreto e ameno sorriso.

Olhando para a sua esquerda, percebeu que todos os Dourados estavam presentes, além dos Cavaleiros de Bronze e também seus ex-companheiros prateados. Acenou brevemente ao ver Marin e Afrodite acompanhados de seu casal de filhos, assim como seu coração se encheu de alegria ao ver que Geist já havia tomado seu lugar ao lado de Shura, e que os filhos do casal eram seguros por Milo e June, que adoravam aquelas pestinhas como se fossem seus próprios rebentos.

À direita, viu os rostos mais familiares para si durante essas dez anos, que eram das pessoas que trabalhavam consigo na loja, além de sua amiga de todas as horas Latifah e seu marido Tom. Presentes também estavam seu ex-cunhado Edward e sua pequena sobrinha Brianna, que jazia rescostada no colo de Rupert, que lhe sorria largamente, pois tinha certeza de que sua adorada Fiorella seria feliz ao lado do compenetrado francês.

Chegando ao altar, Seiya entrega a ariana ao seu noivo, e amável, lhe dá um beijo na bochecha, e ela agradece com um radiante sorriso. Ao vira-se para Shion, percebe que Saori está ao seu lado. A lilás, dando um leve retoque no penteado da noiva, fala aos noivos de forma benévola e carinhosa.

- Desejo tudo de melhor para vocês, e quero que saibam que, se assim for da vontade de ambos, sempre serão bem vindos aos meus domínios. Porém, se servir à mim não estiver mais em seus planos futuros, profetizo que o amor seja o pilar da relação de vocês, e que o júbilo de uma vida plena e realizada sempre os acompanhe nessa empreitada que trilharão em conjunto. - põe a mão no ventre de sua ex-amazona, e sorri - Que o produto dessa união lhes preencha de uma alegria singular, e que sejam abençoados com quantas crianças almajarem ter, pois filhos são um presente insubstituível, e de valor incontestável. - secando uma solitária lágrima, Saori se afasta, indo para junto de seu marido, e os noivos, se voltam para o altar, onde passam a escutar o pequeno discurso feito por Shion.

 

Passados alguns minutos, o bicentenário de verdes cabelos, diz a célebre frase.

- Pelo poder à mim investido, eu vos declaro marido e mulher. - sorri ao ver a mais honesta felicidade no olhar daqueles que para si, seriam sempre como filhos - Pode beijar a noiva.

Camus delicadamente a vira para si, e com ternura, lhe fala ao pé do ouvido.

- Eu te amo, minha linda...

- Também te amo…- ela o beija com candura -  E vou te amar para sempre…

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Meses depois…

 

Segurando o pequeno bebê nos braços, Camus e Shina adentram as dependências do cartório de Cambridge, a fim de registrar a criança, fruto do amor entre os dois ex-guerreiros de Atena.

Um simpático senhor de meia idade, possuidor de orbes azuis cristalinos, calvo, com uns poucos cabelos esbranquiçados que lhe rodeavam a cabeça, lhes sorriu gentil, e com um gesto igual, os convidou a sentarem-se de frente à si.

- Muito bom dia, meu jovens! - cumprimentou-os amavelmente - Já escolheram o nome para essa linda princesinha? - indagou enquanto fazia um sutil cafuné nos cabelinhos azulados da neném.

- Lourene. - a Cobra responde convicta - Nossa filha se chamará Lourene, assim como sua avó, mãe do meu adorado marido.

- Shina… - o aquariano balbucia surpreso, pois o nome escolhido tinha sido outro bem distinto. Mesmo assim, sentiu uma emoção forte se apossar de si, pois sua mãe era a única pessoa de seu passado que valia à pena lembrar-se - Porque mudou de ideia assim… de repente?

- Não mudei de ideia, pois minha intenção sempre foi homenagear àquela a quem tanto amou. Mas, se eu dissesse, estragaria a surpresa! - pisca marota e se dirige ao escrivão - Concorda comigo?

- Como não? - ri com gosto - É uma mocinha muito viva! - mira o francês - Tem muita sorte, meu rapaz… mulheres como sua esposa são raras de se encontrar hoje em dia…- dia sincero.

- Eu sei disso… - sela seus lábios aos dela, que sorri ante o amoroso contato - E é por essas e outras que eu… a amo...

 


 


Notas Finais


Bem, esse foi o fim!

À ImperatrizPerse e aishandris meus parabéns! Sim, Camus largou tudo pra ficar com a Shinoca, e de quebra comprou a chácara para assim começarem sua vida em conjunto.

Talvez vcs tenham estranhado o fato de poucos personagens terem aparecido ao longo da fic, mas, o foco era mesmo Camus e Shina, e para os outros casais pretendo desenvolver fics curtas como essa, contando um pouco a trajetória de cada um ao longo desses dez anos. Já comecei a escrever a próxima, que será Marin e Dite, mas, só a postarei no ano que vem, pois além de inspiração, preciso de tempo para terminá-la.

Mais uma vez agradeço à todos os favoritos, aos que comentaram, e aos que simplesmente leram a fic! Sintam-se à vontade para deixarem suas opiniões e impressões, pois adoro saber o que pensam!

No mais, milhões de beijos para todos e até a próxima!!!!!


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