História Que Deus te perdoe... Eu não. - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Suigetsu Hozuki, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Gaaino, Hentai, Naruhina, Naruto, Nejiten, Romance, Sakura, Sasuke, Sasusaku, Shikatema
Visualizações 106
Palavras 2.496
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, gatinhos (a), já estava com saudades. Tenham uma boa leitura e preparem os coraçãozinhos. ♡

Capítulo 2 - Sasuke é feito de trevas coloridas.


Fanfic / Fanfiction Que Deus te perdoe... Eu não. - Capítulo 2 - Sasuke é feito de trevas coloridas.

Sinto as palavras não ditas por dentro

E elas te deprimem

Eu darei qualquer coisa que você quiser

Você sabe, você é tudo o que eu queria

Os meus sonhos estão desabando

Remy Zero, Save Me.


Naquela tarde o clima estava ótimo, ao contrário do humor de um certo casal de rivais. Sasuke havia pedido que Temari se mudasse para o quarto de Shikamaru e levasse suas coisas, e por mais que os dois se odiassem concordaram, porém, o Uchiha preferiu não revelar o motivo. No dia anterior Sasuke fora até a antiga casa dos Haruno para pegar as roupas de Sakura. Ele notou que o quarto dela e do seu irmão eram juntos, apenas uma beliche velha e um guarda-roupa caindo de podre estavam ali. Ele começou a procurar pelas coisas da menina, encontrando um diário com capa da Barbie, parecia bem usado, além disso algumas roupas dela que foram todas guardadas na mochila do rapaz. Fora achado também um papel amassado na lixeira, onde estava escrito “Lista de desejos”. Sasuke abriu a bolinha e avaliou o que estava escrito.

“ 1- Ter um quarto todo rosa;

2- Conseguir um emprego melhor;

3- Entrar em uma boa faculdade;

4- Comprar uma roupa bonita e chique para a mamãe... ”

Ele parou sua leitura e sentiu uma pontada de culpa atingi-lo, Sakura podia não ter um bom pai, mas aparentemente Mebuki era uma mãe presente e cuidadosa com os filhos. As coisas na lista da Haruno eram consideravelmente banais, mas para ela era fora de realidade, até agora.

[...]

Quando amanheceu Sakura estava sentada no sofá assistindo televisão e devorando um pacote de bolachas de chocolate. As três semanas que se passaram foram deveras calmas, embora sua convivência com Sasuke só tivesse piorado. Ela sentia tanta falta da família, seu coração se apertava quando as memórias do irmão mais novo pairavam sua mente, e isso acontecia toda maldita noite.

— Bom dia, baby. — o grisalho apareceu bocejando e esticando os braços. Os cabelos dele estavam bagunçados e espetados, seus olhos fundos e avermelhados. — Acordada essa hora?

— Bom dia. — ela sorriu. Suigetsu roubou uma bolacha de Sakura fazendo-a rir e soltar um palavrão. A amizade dos dois já estava deveras forte e a Haruno até arriscava compartilhar com ele seus segredos, como sobre ela nunca ter beijado um rapaz, e é óbvio que Suigetsu riu da situação.

— Sua coluna não está doendo? — a rosada negou com a cabeça. — Você precisava de uma cama. — pensou em voz alta.

— Eu sei, mas não tenho dinheiro para comprar uma. — suspirou. Sakura também sentia falta de seu trabalho, da sensação de sentir-se útil. — E pretendo ir embora logo. — concluiu.

— Se o Sasuke deixar. — coçou o queixo. — Você sabe que corre risco de vida, né. — sua voz denunciou o quanto ele preocupava-se.

Ela assentiu. — Sim, e sinceramente? Preferia estar morta. — Eu odeio toda essa merda.

Suigetsu riu e deu um beijo no topo da testa da amiga, seguindo rumo até o banheiro para fazer a sua higiene matinal. Sakura então desligou a televisão e procurou algo para fazer, pois estava cansada de se sentir incapaz. Ela optou por limpar casa e começou pela cozinha, lavando a louça e colocando os talheres em ordem lado a lado, depois passou um pano com álcool nos armários e vidros. Quando o relógio marcava três da tarde Sakura jogou-se no sofá, ela havia terminado sua faxina e estava completamente acabada. Um barulho na porta a fez pular de susto, somente a rosada estava ali no momento, pois Suigetsu precisou ir no mercado. Quando as batidas soaram novamente — dessa vez mais forte — ela obrigou-se a andar até lá e atendê-la.

— Olá. — um ruivo sorriu. — Procuro por essa menina. — ele mostrou uma foto antiga de Sakura com cabelos loiros. — Ela está aqui, ou esteve? – A Haruno assustada não sabia o que responder, sua boca entreabriu, porém nenhum som saiu. Ele caiu na gargalhada.

— Não precisa dizer nada, eu te reconheceria mesmo careca. Só estava brincando. — disse cínico. — Precisamos conversar. — Sasori empurrou a porta e entrou no cômodo agarrando a menina pelos braços e deixando marcas ali. Ela gritou e recebeu um tapa no rosto como resposta. Seus olhos marejaram e o pavor dominou-a. Sem sucesso Sakura debatia-se tentando sair dali.

— Você até que é bonita. — o Akasuna susurrou. — Posso me divertir com isso. — desferiu um beijo no pescoço da menor. Com um rápido movimento ele estava em cima dela no chão, passando a mão pela extensão de seu corpo. — O que temos aqui? — disse apalpando o peito esquerdo da menina.

Sasori foi puxado bruscamente e jogado contra a parede. Sakura levantou cambaleando e encontrando um Sasuke possesso observando a cena. — Você está bem? — o Uchiha perguntou. A rosada assentiu, sem forças para falar. Ele desviou a atenção para Sasori e socou-lhe inúmeras vezes, quebrando o seu nariz. O ruivo tentou se defender chutando a perna do adversário que desviou. Fora de si Sasuke desferia socos fortes no bandido em sua frente, alternando entre o estômago e rosto. . Sakura estava paralisada.

— Por favor, pare. — ela gritou. No mesmo instante os chutes cessaram e Sasuke cuspiu no rapaz  ainda caído.

Ele soltou Sasori que caiu no chão gemendo de dor. — Some daqui. — grunhiu. O Akasuna levantou com dificuldade e lançou um sorriso debochado. Nem mesmo morto ele pararia com isso? O deboche era uma marca dele?

— Madara já desconfiava, mas não vai gostar de saber que realmente foi desobedecido. — olhou Sakura de relance. — Até uma próxima, gata. — piscou enquanto saía da casa com as mãos no rosto.

Sasuke virou-se para a Haruno. — Tudo bem? Ele te machucou? — questionou.

— Não. — assentiu pasma, seu rosto ainda ardia do tapa.

— Você não pode abrir a porta para qualquer um. — ele rosnou. Seu peito subia e descia descompassado.

— Bom, eu não sou adivinha, e a culpa é totalmente sua. — sua voz saiu ríspida. — Eu estou aqui por que mesmo?

— Minha culpa? Você devia ser grata a mim. — ele cruzou os braços.

— Grata? O caralho que devia. — gritou brava. — Você não vê que tirou de mim tudo que eu tinha? Agora “vivo” – fez aspas com os dedos — trancada aqui e correndo riscos, tudo pela sua prepotência. Você me enoja.

Sasuke limpou a garganta, sentindo uma enorme vontade de agarrar Sakura e lhe ensinar “bons modos”, mas conteve-se. Ele sorriu de soslaio e foi em direção à ela, pegando-a no colo e levando para seu quarto. — Você precisa de disciplina. — riu.

Eram poucas os tempos em que ele sentia-se descontraído daquele modo, e a Haruno questinou-se, pensando o porquê de Sasuke aparentar tamanha calma depois do ocorrido na sala. Quando percebeu ela já estava no quarto de Sasuke sendo jogada na cama. — Abutre. — ela gritou furiosa.

— Fique aí pensando nos seus erros. — ele disse antes de sair e trancar a porta. — Boa sorte, irritante. — sua voz saiu abafada por conta dos risos. Ele às vezes poderia ser tão infantil quanto Naruto.

Sakura bufou e sentou no colchão enquanto observava o quarto escuro do moreno, mas já que estava ali ela decidiu explorar cada canto, começando pelo guarda-roupas. As gavetas guardava algumas cuecas box e meias, todas pretas. A Haruno revirou os olhos com a previsibilidade de Sasuke. Na primeira porta ficavam as camisetas e calças, e ela notou pela primeira vez o tamanho de todas as peças e como seu inimigo era alto, provavelmente passava dos 1,85. Fuçando mais, Sakura encontrou uma pequena caixa dourada. A menina sentou no tapete redondo ao lado da cama e cruzou as pernas. Ali estavam algumas fotos de Sasuke pequeno; um menino mais velho e com os mesmos traços do menor — deveria ser seu irmão, deduziu a rosada; uma mulher de cabelos negros e um homem igual as duas crianças das outras fotografias, porém, o rosto dele estava difícil de se ver, porque havia um “X” em vermelho, o que dificultava as coisas. Quando ouviu passos Sakura guardou tudo e correu para devolver a caixa no seu lugar. Sasuke abriu a porta e analisou a expressão de susto da menor, desconfiado ele entrou no cômodo e permaneceu em silêncio, travando uma batalha de olhares com sua “amiga”.

Ela prendeu o ar e sentiu-se ameaçada com aqueles olhos negros e penetrantes que o Uchiha tinha, eram grandes e intimidadores. Estar na presença do assassino de seus pais era dolorido, aliás, tudo nos últimos dias estava sendo gatilho. Cansada e já completamente envergonhada Sakura decidiu sair dali. Em passos largos a menina passou por Sasuke e correu para o banheiro, lavando o rosto numa tentativa de amenizar sua vermelhidão.

O cheiro da rosada ficou para trás, deixando um homem e seus sentidos inteiramente aguçados. Sasuke discou um número em seu celular e esperou até ser atendido. — Alô? Eu gostaria de saber o preço da tinta cremosa. — disse. — Cor rosa. Isso. Vocês ficam abertos até que horas? Obrigada. — talvez ele não fosse tão diferente de uma pessoa boa. Talvez ele fosse melhor que os outros, mas para Sakura jamais passaria de um homem deplorável e carniceiro.

[...]

De madrugada fazia-se silêncio, exceto pelo barulho que Sasuke emitia em um dos quartos daquela casa. Ele estava com uma camisa e calça velhas, o cabelo preso em um coque e suas roupas inteiramente sujas de tinta. O Uchiha tinha acabado de terminar a segunda mão da pintura das paredes do antigo dormitório de Temari e estava orgulhoso do resultado, e é óbvio que Sakura não imaginava o que estava por vir, mas o moreno tinha planos arquitetados em mente. Ele havia limpado o chão quando a tinta secou, e partiu logo para a montagem da cama, sentindo-se confuso com as instruções, porém nada que não se resolvesse rápido. Sasuke colocou três nichos brancos na parede, um ao lado do outro, e ali deixou algumas bonecas e mini cactos, além de um quadro com uma foto da família Haruno em férias. O guarda roupa que Sasuke pedira já estava montado e era perfeito, grande e com um enorme espelho; um tapete redondo bege fora posicionado perto da sapateira e da escrivaninha — também novas. Quando acabou tudo já era sete da manhã, e ele imaginou que Sakura já estava acordada, porque ela tinha o hábito de levantar às seis.

Com a intenção de não estragar seu plano o Uchiha caminhou até o quarto de Suigetsu e abriu a porta sem bater. — Acorda, ameba. — puxou a coberta do grisalho. O menino murmurou em reposta. — Vamos, porra. — disse mais alto.

Sem opções Suigetsu sentou na cama e esfregou os olhos, nada contente com a situação. — Que foi? — perguntou. — Você está todo sujo de rosa ou é coisa da minha cabeça? — analisou.

Sasuke fechou a porta e voltou sua atenção para o amigo. — Preciso de um favor. — anuiu.— Quero que diga para Sakura que você construiu um quarto para ela. — suspirou. — Não posso te explicar muito, mas é basicamente isso. Se contar que fui eu ela não irá aceitar de bom grado. Pode fazer isso? — ele explicou o resto da situação para Suigetsu, que aceitou prontamente.

[...]

Neji e Tenten estavam preparando o café da manhã juntos, trocando beijos e risadinhas. Sakura adentrou a cozinha e apoiou-se na mesa, observando com ternura a cena. Os dois se davam muito bem, tinham um relacionamento sólido e eram melhores amigos, coisa que a Haruno jamais teria.

— Bom dia, rosada. — Neji sorriu colocando o leite para ferver. Ele definitivamente não era bom com fogões, já que sua companheira precisou lhe ajudar a ligar o fogo. — A Tenten está preparando panquecas.

— Alguém disse panqueca? — Naruto apareceu com Hinata. — Eu amo panquecas. — foi bisbilhotar o trabalho da amiga. — Ai, sua bruta. — resmungou quando levou um beliscão da menina de coques. — Eu só queria experimentar. – Hinata se desculpou pelos modos do loiro e puxou-o pelo colarinho, ouvindo os xingamentos do Uzumaki.

Suigetsu entrou na cozinha e tentou fazer sua melhor cara de cansado. — Bom dia. — forçou um bocejo. — Preciso que você venha comigo, rosada. — disse olhando-a nos olhos. — Tenho uma surpresa.

Todos olharam curiosos para a rosada que mantinha uma expressão confusa. Ela parecia surpresa e divertida com a situação. Suigetsu segurou em sua mão e arrastou até o lugar onde estaria o novo quarto de Sakura. O restante das pessoas seguiu junto, não contendo a curiosidade. De longe Sasuke observava tudo com os cabelos molhados e uma toalha em mãos.

O grisalho colocou a menor de frente para a porta fechada e tampou seus olhos com a mão. — Pronta? — ele abriu e deu passagem para Sakura entrar, ouvindo sussurros dos amigos.

A Haruno sentiu seus olhos marejarem, atenta em cada detalhe. — É lindo. — uma lágrima escapou. — Obrigada, Sui. — ela pulou no colo do amigo. — Era meu sonho, meu Deus. — ela ria em meio ao choro.

Sasuke sentiu seu coração se encher de uma sensação boa ao observar a felicidade de Sakura. Por mais que ela não soubesse a verdade o que importava era seu sorriso espontâneo. Pela primeira vez o Uchiha presenciou uma cena tão bonita, era a única vez em que Sakura sorrira daquela maneira. Sem mais a fazer ele caminhou até a cozinha e pegou um tomate para devorar. Sentando-se na mesa ele desviou o olhar para as pessoas que voltaram ali para fazer o desejum. O rosto da Haruno parecia iluminado. Hirata e Naruto optaram por tomar um banho juntos antes de comer, já Suigetsu alegou estar cansado e fora dormir, enquanto Tenten e Neji levaram panquecas para a sala. No final só sobrou Sakura e Sasuke.

Ele jogou o braço em cima da mesa. — Seu humor parece bom. — comentou.

— E está. — disse enquanto se sentava na outra cadeira. — Acabei de ganhar um quarto.

Sasuke assentiu e segurou um sorriso que teimava em querer aparecer. — Que bom. — tentou soar indiferente.

— Suigetsu que me deu. — sorriu ao lembrar. Sakura jogou calda de chocolate por cima de sua panqueca, olhando-a com água na boca. — Não sabia? — cortou um pedaço da massa e comeu. Sasuke nada respondeu, em silêncio ele terminava de degustar seu tomate. Os olhos de Sakura percorreram a extensão da mesa e um detalhe lhe fez engolir a panqueca em seco. Havia resquícios de tinta rosa nas pontas dos dedos do moreno e um machucado, parecia um hematoma feito com martelo. — Foi você. Você construiu aquele quarto. — cuspiu as palavras sem acreditar.

Sasuke sentiu seu corpo estremecer.


Notas Finais


O que vocês acham que aconteceu com a família de Sasuke? E como ele vai se explicar para Sakura? E o Madara, o que vai fazer com a desobediência do sobrinho? Confabulem aí, que ainda tem muito chão pela frente. Beijocas ;p


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