História Que o Destino Exista - Capítulo 1


Escrita por: e venuzia

Postado
Categorias EXO, SHINee
Personagens Jinki Lee (Onew), Jonghyun Kim, KiBum "Key" Kim, Lay, Lu Han, Minho Choi, Sehun, Taemin Lee
Tags 2min, Hunhan, Jongkey, Minho, Onxing, Shinee, Taemin, Taeminho
Visualizações 64
Palavras 5.162
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ficção, Fluffy, LGBT, Shonen-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi meus 2Minos favs, decidi trazer essa coisa linda de volta dos mortos, escrevi ela há séculos luz atrás, e acabei apagando essa peste, mas agora estou ressuscitando a mesma com uma certa repaginada, espero que gostem.

Capítulo 1 - E me traga até você


Seus olhos eram como uma névoa forte em uma noite escura, cheio de mistérios negros, seu rosto era delicado como uma flor de sakura e ao mesmo tempo robusto como o tronco de uma árvore na primavera. Seu porte era baixo, mas ousado era aquele que tivesse coragem de enfrentá-lo; madeixas de seu cabelo marrom, como um chocolate cinquenta por cento cacau, caiam sobre sua face deixando um ar rebuscado a sua pessoa, em seu torso trajava uma calça preta, um tênis branco e uma blusa cinza com pequenos detalhes pretos, tudo muito simples, mas só de estar naquele corpo se tornava algo esplendoroso. Olhava fixamente seu celular como se esperasse algo importante ou não desejasse o mundo ao seu redor. Em meio a uma cafeteria, referência na cidade, que dava todo um ar de intelectual ou um jeito cool ao jovem que nem se importava de onde estava, preso ao seu telefone, enquanto degustava seu café americano gelado.

Tudo isso se passara na cabeça de um moreno observador, um pouco longe do observado, encontrando-se estagnado pela beleza do rapaz que vira pela primeira vez em sua vida. Será que todos os contos de amor à primeira vista eram verdadeiras ou só histórias que são passadas de geração em geração para acreditar que amor era algo real?

Não teve o descaramento de abordá-lo, e como um perspicaz observador, ficou distante, só a vista, para ele uma obra de arte viva.

O amorenado se pôs em função de trabalhador assalariado em sua jornada de trabalho, já que aquilo era o que movia o mundo e pagava sua faculdade.

Mas não esqueceria o rosto desse rapaz nem tão cedo. Se era amor à primeira vista, o destino faria sua parte em unir as almas gêmeas… ou será que não?


Dois anos depois

O tempo passara como um sopro de vento em um dia quente, poderia-se chamar de azarado por não ter a sorte de encontrar o sujeito. Talvez não fosse para ser, talvez isso de amor à primeira vista fosse mentira, talvez ele só tivesse achado o menino bonito, ou só talvez não fosse a pessoa certa. Nesses dois anos muita coisa não tinha mudado, só faltava mais dois anos para se formar em dança na faculdade de Seul e trocou de emprego por causa da mudança de horários da faculdade para manhã e o estágio à tarde no teatro; seu primeiro dia no emprego novo, um bar perto de seu apartamento — que gostava de chamar de doce cubículo — pagava bem e era um ambiente agradável, ficou muito feliz de ser contratado, o contratante — agora seu chefe  era muito simpático e gentil.

Era uma sexta-feira, a noite fria cotidiana, onde a lua brilhava no céu e as estrelas eram ofuscadas pelas luzes dos postes, a movimentação nas ruas era alta pelo início do final de semana, igual estava o bar. A poluição sonora era grande por conversas e risadas exageradas das pessoas que estavam levemente  ou altamente  alcoolizadas, enroladas em agasalhos finos; o deslocamento dos garçons com pressa para atender a demanda, enquanto o acastanhado se ajeitava em um banquinho de madeira que achatou sua bunda, fazendo-a formigar, à frente de um computador, mostrando o sistema de compras e maquinetas ao lado, com uma plaquinha de escrita desajeitada que dizia “CAIXA”.

Aquilo era tedioso, mil vezes estar em casa assistindo televisão em um canal de propagandas do que estar ali. Perdeu-se em devaneios vendo os casais entrando e saindo do bar, por um minuto ou milésimos de segundo surgiu à imagem do jovem, que nunca mais viria, até sua visão ser atrapalhada por quem ele menos esperava. Não poderia acreditar que não estava sonhando, o observou caminhar até uma mesa ao final do bar mal iluminado.

Lee Taemin um estudante de design, aos seus vinte e um anos era apaixonado pelo que fazia. Encontrava-se em um bar resguardado a sua taça de vinho em uma das mesas mais isoladas, ignorando todos os sons a sua volta, o bar era daqueles muito animado e ao mesmo tempo calmo, um ambiente um tanto até intelectual, para conversas com os amigos ou levar sua namorada, as paredes com seus tons de marrom claro e escuro dando certos contrastes, com a decoração dando um ar vintage. O que Taemin amava, por isso era um dos seus locais favoritos, depois de uma semana cansativa na faculdade e seu trabalho em uma conveniência pelas redondezas, o que lhe relaxava are aquele local, era sagrado sua ida ali toda sexta-feira à noite, tanto que já conhecia boa parte dos funcionários fazendo até certa amizade com alguns.

Diante de tudo isso, ele se via viajando em seus pensamentos profundos sobre como lidava com sua vida, era possível ver afeições entre casais nos balcões do bar, olhando aquilo ele maquinava sobre amor. Querendo ou não por trás daquela cara séria existia uma pessoa meiga, amorosa e até manhosa, e sim, mesmo não sendo uma prioridade, ele queria encontrar alguém para despejar todos os seus afetos e atenções, mas de uns tempos para cá nenhum adepto apareceu, claro que entre esse tempo já teria acontecido de o mesmo ficar com algumas pessoas, mas nada sério, nada como ele estava desejando. Seus devaneios foram interrompidos com um breve sussurro em seu ouvido.

— TaeMin-yah, volte para terra. - era seu amigo mais próximo, Yixing, teriam se conhecido durante a breve viagem de TaeMin a China, mantiveram contato até o chinês vier a Coreia fazer intercâmbio para cursar o mesmo curso que ele há um ano.

O mais novo tornou-se seu olhar para o que lhe atormentava e chamou a atenção do garçom, pois seu vinho tinha acabado, ignorando totalmente a presença do rapaz. Queria demonstrar sua raiva pela “mancada” feita pelo seu colega, que entenderá suas intenções.  Taem irado com seu amigo por perdoar a namorada do mesmo que havia o traído com qualquer um, totalmente o desprezando. O Lay era uma pessoa muito calma, sucinta e sensata, sua capacidade de perdoar era inimaginável, o que admirava era a lealdade do rapaz, que nunca nenhuma vez foi desleal a sua namorada que mantinham um relacionamento desde a China há dois anos e meio. O mais velho se sentou na cadeira à frente e segurou as mãos do menor que o encarou.

— Me desculpa Tae-yah, mas você sabe como eu sou, e sabe que você é o único que me entende, não faz isso comigo. — fez uma cara triste, vendo isso o chateado deu um sorriso pequeno mostrando que estava tudo bem.

Com isso o Lee decidiu pagar a conta e levar seu amigo para casa para conversar melhor, não queria ficar limpando lágrimas em meio a um bar. Ao chegar no caixa percebeu a presença de alguém novo, foi quando Jinki, que era o gerente do estabelecimento, carinhosamente apelidado de Onew alguns clientes e empregados, veio o apresentar o novo membro da família do local. Um moreno alto do corpo bem esculpido e definido com linhas viris e seu rosto que era para ter sido dada como uma obra de arte pela sociedade, com olhos penetrantes marrons café, seu cabelos  cor de marrom madeira de pinheiro penteados para trás e seus lábios carnudos levemente rosados, uma total tentação. Impedido que continuar seu raciocínio sobre o rapaz, que se apresentou.

— MinHo, esse é um dos mais importantes e fiéis clientes que nós temos, por favor, trate bem ele — disse o mesmo todo animado, fazendo o jovem sorri encabulado.

— Prazer Choi MinHo, mas pode me chamar só de MinHo — apresentou-se tinindo em seguida estendendo sua mão que logo foi apertada com força.

—Prazer MinHo-shi, sou Lee Taemin, mas me chame de Taemin. —Sorrindo forte até se lembrar do amigo sentado em um banco à sua espera.

Antes de  qualquer iniciativa do mais novo, se viu perder a oportunidade quando o mais velho despediu-se educadamente agarrou a mão do amigo e saiu em direção ao seu apartamento que não era tão longe da li. O Choi ficou chateado, mas agora tinha certeza que encontraria o baixinho de novo quando quando seu chefe disse que ele vem ao bar toda sexta a noite, ainda estava encucado se ele era comprometido, pedia aos céus que não fosse, e que o rapaz que foi puxado pela mão era só um amigo, seu encontro talvez fosse o destino, seria sua chance de provar isso.

Semanas se passaram, completando um mês que não se vira, um pouco triste, mas suas mentes e seus corações diziam que iam se reencontrar em algum momento, persistiria nisso, queria acreditar nisso. Mesmo tentando negar isso de ambos os jovens, não conseguiram parar de lembrar da face um do outro, mesmo em breve momentos entre seus afazeres o sorriso um do outro surgia como uma luz na escuridão de um dia cansativo em uma rotina pacata da semana. Queriam se conhecer melhor, chamar para sair, construir uma relação que tivesse chance de aflorar algo mais profundo.

O mais novo andava muito ocupado em suas semanas finais de período recheadas de provas e trabalhos que os matérias custavam os dois rins dele, teve que fechar o orçamento e trabalhar em mais horários e aos finais de semana, estava sufocado atolado, a melhor parte do seu dia era as míseras horas que dormia para pegar o batente de novo e de novo em um ciclo medíocre, de cliente a cliente sonhava com a saída daquele inferno, mandando todos para seus orifícios anais tinha até formulado um texto mais formal possível:

Sugiro veementemente a vossa pessoa que procure receber contribuições inusitadas na cavidade anal.”

Claro que não ia dizer isso, mas a vontade era grande, rezava para o poderoso ser que estivesse acima de nós para o tempo passar rápido e poder visitar seu lugar favorito na vida, o bar perto de sua casa. Com a passada do mês mais pesado de sua vida poderia finalmente curtir sua sexta a noite em paz com sua taça de vinho e uma menino bonito para fitar.

Adentrou pela porta do local espalhando pelo ar seu perfume doce – que ele amava- com seus cabelos dessa vez para trás, uma calça jeans um pouco apertada dando destaque as coxas fartas que possuía e uma blusa jogada branca de mangas curtas mostrando seu relógio simples e com uma bota marrom claro, tudo enaltece sua beleza que já era imensa e irresistível. Esses eram todos os pensamentos que se passavam na mente do moreno sentado em seu banquinho no caixa espatifando sua bunda por inteiro, em algum momento sentia que ia perder a sua contribuição traseira ali, mas isso não era relevante no momento já que todas as suas atenções estavam viradas para o homem que tinha roubado ela quando passou pela porta.

TaeMin se direcionou para sua mesa de sempre, se sentando e chamando o garçom mais próximo, que era Oh SeHun, um menino — pois ainda era muito jovem — muito bonito, de porte normal definido pela academia, gostava de pintar seus cabelos de varias cores atualmente loiro, mas isso não atrapalhava sua beleza só a realçava, estava terminando o ensino médio, e não era proibido seu trabalho, já que tinha sua maior idade completa, no passado teve que parar de estudar para fazer uma viagem para China com os pais por um ano, o que atrasou seus estudos, mas quando voltou retomou tudo com pressa para não ficar para trás, o moreno estava com inveja dele por estar atendendo seu cliente favorito. Quando ficou mordido de raiva vendo o menor puxar o rosto do atendente e sussurrando em seu ouvido e retornar para sua posições sorrindo agradecido. O mais jovem sorriu em resposta e foi para o balcão em busca de Onew que logo apareceu e recebeu o recado se direcionando para a mesa do seu amigo.  SeHun atracou-se do lado do Hyung do caixa e começou a irritá-lo.

— Eita ciuminho, se nem nunca trocou uma palavra direito com o rapaz da mesa retaguarda. — Isto fez com que ele se virasse com uma cara irritada para seu “amigo”, o que deu um pouco de medo, mas não retirou dali.

— Não estou com ciúme, só queria que fosse eu o atendê-lo, mas não tenho essa sorte, tenho que ficar aqui sentado nesse banquinho desgraçado que achata minha bunda. — Soltou um risinho sem graça pela besteira que falou seguido do loiro tornando a olhar para ao salão do bar.

Enquanto isso do outro lado da locação estava Taem com Jinki, que olhava a expressão triste do mais novo a mesa segurando uma dose de whisky puro que teria recebido do garçom a pouco tempo.

— O que foi Taemin-yah? Nunca bebe algo desse estilo, as raras experiências são trágicas em seu corpo, você sabe disso. – dizia isso com um tom preocupado, era uma de suas principais qualidades que todos adoravam, como era protetor.

— JinKi-shi, meu melhor conselheiro, solução dos meus problemas, no momento estou meio quebrado, jogado, chutado, o que quiser chamar. — ditou girando o líquido do copo, não mentiria, estava  já um tanto alterado.— Ando recebendo muita pressão da faculdade e me atolando no trabalho para manter o orçamento em pé, mesmo baixando as despesas elas continuam altas pelo material que os estudos cobram, aumentei minha cargo horária de trabalho com horas extras na conveniência, me matando para segurar essa barra o máximo que posso. — seu semblante já triste piorou continuando a conversa. — Também estou me sentindo muito sozinho, o Lay viajou para China para resolver de vez com a namorada que fica o chifrando, ele foi para lá, pois não queria falar certas coisas pelo celular e desejo com todas as minhas forças que ele acabe de vez com ela, eu sei isso é feio, mas ela não merece nem 1% do que ele dá para ela, vamos convenha. — seu tom raivoso com deboche era visível o que assustou um pouco seu colega de conversa.

Colocou o copo a mesa e rodeou sua boca com o dedo lentamente esperando as doces palavras do amigo que sempre o apoia.

— Tae-yah você tem que encontrar  alguém para cuidar de você e você dele ou dela. — Jinki já fazia um tempo que tentava colocar essa ideia na cabeça do rapaz, mas não era só questão de querer.

— Jinki... você sabes que não é tão fácil assim, ainda mais com a minha aparência que faz com que as pessoas se afastem pensando que estou olhando com cara feia para elas.— choramingou o menor já semi inconsciente.

— Meu querido tire isso da sua cabeça você é lindo, só lhe falta tempo. — tornou a abraçá-lo e sorrir para o jovem.

O amorenado observava tudo de longe toda aquela conversa, o deixando bastante curioso sobre o assunto, mas a coragem passava longe para descobrir sobre. Voltou aos afazeres de empregado dedicado. A noite que apenas tinha começado para o mais velho acabou cedo com as altas doses que ele tinha ingerido, mais do que seu limite aguentava desmaiando nos braços do amigo, uma coisa que detestava, mas pela sua situação como bêbado chato que não larga sua bebida era melhor ter desmaiado para ir para casa.

Onew apoiou o braço do rapaz em seu pescoço o levando com dificuldade para o caixa para falar com o seu amado caixa.

— Meu querido empregado — ditou o mais velho persuasivo, fazendo MinHo sorrir cínico para si. — Por favor, leve o senhor Do para casa, você sabe que não posso me ausentar — Com a mão livre escreveu algo no papel e o entregou em seguida.

Empurrou Taemin para os braços fortes do Choi, que ainda estava embasbacado com o pedido feito a si, é claro que Lee JinKi havia segundas intenções naquele pedido, mesmo que seu empregado e seu amigo fossem extremamente lerdos para notar.

— Pegue, esse é o endereço, é bem perto daqui. — ditou por fim.

O mais novo sem retrucar assentiu e pôs o pequeno em suas costas se direcionando para saída do estabelecimento.

Caminhava pelas ruas até movimentadas para uma sexta-feira normal, os faróis dos carros junto às luzes dos postes ofuscava sua visão das estrelas brilhantes no céu, com a lua retraída pela cidade grande. Minho se dizia uma pessoa que gostava de olhar paisagens, se sentia inspirado por elas, era desprivilegiado delas por viver na capital, mas isso não o impedia de ver como a cidade também era linda com prédios bem arquitetados, toda a infraestrutura local era muito bem feita. Chegou ao apartamento do desmaiado mais rápido do que imaginara, falou com o porteiro que emprestou as chaves reservas, com um pouco de dificuldade conseguiu abrir a porta e adentrar o local, mas logo a vontade de sair surgiu  e se tornou maior a cada segundo que passara dentro.

Não que o local fosse bagunçado e sujo, longe disso, era muito organizado e limpo, um pouco simplório pelas condições do jovem. A razão sua para vazar dali era os gemidos altos que vinham do quarto, eram gritos ardentes de necessitados, cogitou ter entrado no apartamento errado, mas se enganou ao ver a foto em um porta-retrato próximo do Taemin abraçado a um homem, uma observação sobre o homem: era muito bonito. Minho se assustou em pensar que ele estivesse sendo traído pelo namorado, então com o bêbado ainda em suas costas apagado, se virou e foi embora do lugar. Como também morava perto e não podia deixar o acastanhado em qualquer lugar o levou para seu cubículo, seu lar doce lar e ligou para seu chefinho que escutou tudo, até as suposições do moreno sobre o suposto chifre do rapaz e recebeu como respostas risos do mais velho o dando o resto da noite “livre” para cuidar do senhor Lee.

O Choi ainda perdido na situação, se situaria quando o baixinho acordasse o bombardeando de perguntas. Deitou o rapaz em sua cama retirando as suas botas e o cobriu com um edredom, já que seu aquecedor fez questão de quebrar e ainda não tinha condições de consertá-lo, arrumou um projeto de cama no chão ao lado da cama e se aconchegou a espera ansiosa pela manhã, logo vieram o buscar para o mundo dos sonhos... A doce noite passou rápida em seus sonhos quentes em que era um cantor famoso, um mero sonho ou sua vida em outra realidade.

Mas seus sonhos foram brutalmente quebrados por um grito do mais velho.

— Onde diabos eu estou?! — esbravejou Taemin exaltado.

A manhã nem surgirá direito e o pobre moreno que dormia em seu cantinho foi acordado brutalmente, se levantou em um pinote e procurou onde era o incêndio.

Mas a catástrofe estava na sua cama olhando de lado a outro procurando onde diabos tinha se enfiado. Taemin quando bebia horrores sempre estava acompanhado de seus amigos então nunca se meteu em uma situação como essa, o que no mundo ele teria feito? E onde estava? E porque desgraça estava sem calças? Seu olhar se voltou para um rapaz alto que estava encostado na porta com o rosto inchado, os cabelos bagunçados e uma cara de sono impagável. O em pé coçou os olhos e se aproximou da cama para se deitar e apagar novamente.

— Você não se aproxime! — ditou o menor apavorado e incrédulo segurando um livro como sua arma letal que tinha encontrado na cabeceira da cama.

MinHo nada disse, nem tinha escutado a ameaça, só queria voltar a dormir, continuou andando e se jogou na cama se aconchegou nas cobertas nem ligando para sua visita no momento nada gentil.

— Acorda! Ei acorda! — proferiu Lee balançando o corpo emergido nos sonhos.

— Mãe... só mais cinco minutos... — choramingou Choi sonolento com sua voz embargada.

O Lee não queria acordá-lo seria muita maldade para o trabalhador que só queria tirar umas horas de sono. O menor se levantou da cama pegando seus pertences, mas não iria embora, não sem explicações, quem sabe que coisas ele poderia ter feito em uma madrugada. Tomou seu rumo para o banheiro tomando uma boa ducha quente.

Ao terminar se retirou do banheiro e decidiu procurar uma roupa do morador da casa para si, depois pediria, assim que ele acordasse do seu sono pesado. O rapaz abriu o guarda roupa e se perguntava se ali era um lugar de guardar roupa ou o consulado do inferno, era uma bagunça sem igual, calças misturadas com blusas, cuecas jogadas em cima de tudo, um desodorante no meio das peças, era tanta coisa intocada que o menor achou que podia encontrar até o Michael Jackson perdido ali dentro, e claro, com seu instinto de desorganização zero, ele caridosamente se pôs a arrumar aquela bagunça que ao podia ter escondida ali uma passagem para Nárnia.

Depois de meia hora organizando o móvel o baixinho sentiu seu estômago clamar por algo, mesmo não sendo sua casa, no momento sua fome falava mais alto, mesmo que estivesse na casa do tinhoso ele iria atrás de comida.

A cozinha não era lá essas coisas, pequena e necessária, o bastante para caber estourando duas pessoas de tamanho relativamente médio. Saiu a procura de algo nos armários e na geladeira, e como acordou se sentindo revigorado, de alguma forma, como se tivesse dormido nas nuvens e que por algum milagre divino não estava sentindo os sintomas da ressaca forte, decidiu cozinhar ovos mexidos para comer com pão e café, como estava na casa dos outros faria para dois como um pedido de desculpas pela invasão descarada.

Quando o cheiro bom reinou no ar do apartamento o mais novo logo se pôs de pé atrás daquele essência que rondava os ares lhe levando direto a sua cozinha onde encontrou um orelhudo com suas roupas cozinhando na sua cozinha com seus ingredientes, mas isso não irritou Minho que só retirou o celular do bolso e tirou uma foto, pena, muita pena, que o barulho da foto sendo tirada foi um pouco alto e perceptível para o menor que o fitou na hora com os seus olhos duplicados de tamanho.

— Ei! Quem disse que podia tirar foto minha? — Retrucou o menor, chateado com a invasão de privacidade, onde estava o respeito com sua imagem?

— Considere como um pagamento. — O mais alto ditou convencido, fazendo o menor revirar os olhos fortemente.

Quem ele pensava que era? Pensou o mais velho emburrado. Taemin dividiu a comida que estava na panela em dois pratos e empurrou um para o moreno que encarava seu celular que logo percebeu o prato e o pegou sorrindo franco.

A manhã foi resumida assim, sem palavras, sem toques singelos, só olhares curiosos, sedentos por um ato, uma palavra, um toque.

O relógio já marcava a hora de ir embora, estava mesmo, poderia ser sábado, mas o trabalho do menor não o deixava em paz nem no final de semana. Antes de partir decidiu que era o hora de tirar suas ansiosas satisfações, se virou para o moreno que vibrava na televisão e se pôs a falar.

— Ei! Minseok… Minhyuk… Hyung. — disse o menor meio abobalhado, um tanto nervoso.

— É Minho, obrigada. — falou o Choi irritado pelo outro não saber o seu nome.

— Tanto faz, hyung já serve, então que merda aconteceu ontem? — o Lee indagou irritado com a situação constrangedora.

O moreno se virou um pouco confuso com a pergunta, mesmo esperada ainda era estranho, e aquele rapaz não estava facilitando com sua grosseria, seria meio estranho falar dos gemidos, ah como seria. Sem mais delongas Minho se pôs a falar toda a história, que fora interrompida várias vezes por uma risada estupefata e extremamente fofa do baixinho que estava achando as caretas que o mais alto fazia as coisas mais engraçadas do mundo.

Depois do depoimento, Taemin explicou sobre o seu colega de quarto, Kim KiBum, do namorado do mesmo, Kim Jonghyun, e as noites de sexta que ia beber para dar espaço para o casal de pombinhos e seu fogo imensurável e incessável. Minho se sentiu um idiota, como tinha agido, e como o seu chefe lhe fez de babaca, com certeza iam zoar ele no trabalho, inclusive Sehun que  devia estar sabendo da história por inteiro já que JinKi adorava uma fofoca com seus funcionários. Entre seus pensamentos de lamentação viu o leitoso lhe empurrar um papel com algo anotado, logo, se levantando e indo embora, quando estava prestes a fechar a porta proferiu uma simples frase e se retirou.

— Me ligue quando precisar, assim pagarei minha dívida.

O Choi ficou estático, e feliz, conseguiu o número dele, e já era o um grande avanço. Correu pelo apartamento atrás de seu celular, sempre foi de perder as coisas, inclusive naquela bagunça, notou seu guarda roupa arrumado, pensou até que poderia ter sido uma fada da limpeza, claro que não, ele poderia ser infantil pela desorganização, mas não no ponto de acreditar nessas coisas, ignorou o fato é continuou a caçada pelo seu aparelho, depois de meia hora incessável a procura o achou em cima da bancada da cozinha, estava tão abestalhado, que nem se lembrou da foto que havia tirado.

Pegou seu celular e discou o numero muito bem conhecido.

— Alô? Lu? — disse para o rapaz do outro lado da linha.

— Minnie! Faz tempo que não me ligava! Seu sumido. — proferiu a voz pelo aparelho — Tá querendo alguma coisa não é desgraça?— Continuou o estrangeiro de sotaque forte.

— Não Luhan! Que porre, aish! Enfim, sabe aquele cara que eu te falei? Ah nem te conto! — Minho disse exaltado, sua animação era visível até da lua.

—Desembucha raparigo! — esbravejou em meio a risadas sopradas o menino do outro lado da linha.

Depois de uma longa conversa, com direito a gritinhos do seu amigo e papos constrangedores, a ligação foi encerrada com um aviso que deixou o moreno muito animado, mais do que já estava, o que parecia impossível.

Luhan estava era seu amigo de longa data, colados desde crianças que só comiam areia, infelizmente a família do chinês teve que voltar para sua cidade natal alguns anos depois do início da sua amizade, mas nunca perderam contato, de início com cartas e quando jovens usavam e-mails e longas madrugadas no Skype. A novidade era que o chinês estava voltando a Coreia do sul para ficar, ele só estava esperando um amigo seu resolver alguns assuntos pessoais para irem juntos. Ansioso era pouco para o que o moreno estava sentindo com as novidades, e nesse bolo de sentimentos o que podia sair?

Seis meses depois.

Meses se passaram como um belo avião de papel cortando o céu azul da cidade grande. Depois de uma simples troca de números nada mais parecia sair, ambos se isolaram com medo de se exaltar em uma primeira iniciativa, quem seria o primeiro a dar o início a tudo? No fim das contas o determinante foi nenhum dos dois, e sim um certo chinês atrevido que havia voltado para a Coreia a fim de reencontrar seu grande que por coincidência, ou destino maroto, trabalhava em um certo bar muito bem visitado pelo baixinho universitário e que de quebra um moreno calado trabalhava como caixa. Toda a relação daquele casal não formado só precisava de um pequeno empurrão, um assopro para derrubar todas as peças em pé de um labirinto de dominós. Uma mensagem sem querer enviada pelo estrangeiro geraria tamanho estardalhaço e momentos constrangedores.

“Ei baixinho! Quer sair comigo?”


Taemin ficou extremamente irritado com tal apelido dado, como assim baixinho? Ele poderia ser baixo, mas não precisava pôr no diminutivo, era totalmente pejorativo para ele, feriu seu ego e nada não sua cara aparecer em plena duas horas da matina no apartamento do moreno que ressonava calmamente depois de uma longa noite de conversas com seu melhor amigo, infelizmente teve que acordar para atender uma bendita porta que não parava de se chocar com uma mão braba e dura que caso demora ia se chocar com sua cara. Atordoado abriu a porta, se perguntou porque tamanho barulho e euforia, principalmente tão tarde e o que desgraças o seu crush fazia em sua casa tal horário? Quão estranho isso poderia soar? Todas as suas células se acordaram quando sua face linda foi bem acertada com um tapa forte, claro que o menor se desculpou logo depois, mas ninguém acordava Lee Taemin no meio da noite para lhe apelidar de baixinho, ele não reclamava da parte de ser chamado para sair. Depois de ocorridos conturbados, brigas no resto daquela noite e um beijo de reconciliação ambos finalmente marcaram de sair, o que era uma graça para o indigente que armou tudo e assistiu cada cena de camarote sentado no colo de seu namorado que ria baixinho e beijava as costas branquinhas do parceiro, ah como SeHun o amava, como chorou quando voltou para a Coreia sem seu grande amor, mas nada que meras superstições- dito por ele- não desse um jeito e juntasse o casal apaixonado de novo, que de quebra agora só apagavam a fogo que surgiu nos dias de falta de saciar seus desejos carnais.

Yixing, bom, vamos dizer que o chinês arrumou alguém melhor, terminou com sua namorada face a face, se aposentando de ser trouxa, agora ele só tinha olhos para alguém que valia a pena, que também só tinha olhos para ele. Como se conheceram? Resumindo de uma forma emocionante poderia dizer que Lay com seu jeito abobalhado de sempre correu para tal bar que sempre visitava com o amigo atrás do mesmo e escorregou bem no pano de chão no meio do salão do estabelecimento, seu corpo foi direto ao chão e junto a ele um belo rapaz que carregava uma bela garrafa de vinho recém aberta, tudo foi ao chão sujando ambos com o líquido avermelhado e só os sons das risadas abafadas foi escutado. Depois de tal constrangimento nada melhor que uma troca de rede sociais e marcar uma saída? Com certeza o coreano não se arrependia de ter derrubado aquele vinho, além de se vislumbrar com o corpo seminu do futuro namorado teve o prazer de trocar singelas palavras que levaram ao que eram hoje, um casal um pouco louquinho, divertido e com toda certeza, muito felizes.

Onde eles estavam agora? Um ano depois? Depois de tantas perguntas respondidas e como a jovem narradora que sou, poderia dizer muito bem, Appas estão melhor impossível; adotaram uma linda garotinha dos olhos castanhos profundos e cabelos longos e pretos, se mudaram para uma casa pequena que mantém a barra em pé fortemente, o tio Jonghyun e o tio Kibum decidiram viajar para Alemanha e conhecer outros países antes de se estabelecerem em um lugar fixo. Nesta tarde de sábado todos brincávamos como se voltassem a adolescência conturbada, puxavam seus parceiros juntos nessa resenha e curtiam mais um dia que o destino os deu de presente.


Notas Finais


Espero que tenham gostando :') era uma shortfic, mas preferi mudar para uma oneshot, Xero no cangote e muito obrigada aos anjinhos, @boladesorvete por ter betado.


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