História Quebrar-se - Capítulo 1


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Armin Arlert, Jean Kirschtein
Tags Armin Arlert, Assédio Sexual, Jean Kirschtein, Jearmin, Temapesado, Yaoi
Visualizações 108
Palavras 1.232
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, meus consagrados!

Dessa vez voltei com uma Jearmin. Não teve beijo, mas que fique explícito o quanto shippo esse casal.
Mas, temos também um tema pesado a ser abordado. É um assunto sério, que deixarei para comentar com vocês nas notas finais. Mas se essa história possa dar algum gatilho em alguém, por favor, eu recomendo que se retire.

São spoilers do mangá, mas pelo que vi, essa cena também está inclusa na terceira temporada do anime. Sinceramente, meu coração doeu ao ver essa parte no mangá, então não sei se conseguirei vê-la no anime sem chorar. É realmente triste.

Enfim, boa leitura.

Capítulo 1 - Somente a mim



Armin sente as mãos sujas daquele homem asqueroso acariciarem suas bochechas e peito. Ele sente-se sujo, e com medo. Aquele porco estava a tocar-lhe despudoradamente, como se ele fosse apenas um objeto. Como se Armin não fosse nada.

Arlert olha para Jean, num pedido mudo de ajuda. As lágrimas embaçam seus olhos, e sua visão fica mais turva ainda. Jean o olha, vê o desespero do amigo, mas vira o rosto. Faz isso porque não quer atrapalhar os planos de todos, e sair dali para esmurrar aquele porco que estava a tocar Armin, muito embora esse desejo egoísta de seguir o tal plano, submetesse o loiro aquilo.

Jean estava se sentindo um bosta. Percebia o quanto era covarde ao ver Armin ser assediado, enquanto o homem lhe dizia coisas sujas, e não fazer nada para pará-lo. Há muito tempo que não via Armin como um simples amigo. Talvez houvesse algo mais, mas ele precisava ignorar. Precisava se conter para que os outros fizessem o que tinha que ser feito, mesmo sabendo quanto aquilo só traria desespero a Arlert.

Com um longo suspiro, teimou em fitar o amigo. Armin não o olhava mais, apenas fechou os olhos, e deixou que aquilo prosseguisse, pois se abrisse a boca, talvez o homem notaria que sua voz não era tão fina como a de uma garota — muito embora, quase se igualasse.

Mas o que importava agora? Armin sempre ia ter fama de indefeso e de aparência feminina. Por vezes fora confundido com uma garota. Mas não era isso que manchava sua alma: era a dor de estar sendo humilhado. Ele ainda se perguntava o porquê de em meio ao caos, onde humanóides gigantes que comem gente estarem dominando a terra, ainda haver maldade humana. As pessoa não deveriam se unir em vez de atacarem umas as outras?

No fim, Armin Arlert estava a quebrar-se naquela noite.


Jean assim que chega a "base" da onde a Tropa estava, ele rapidamente procura por Armin. Não teve tempo de fazê-lo quando foram soltos, e o plano dera certo. Mas pôde presenciar mais uma vez aquele porco assustar Armin ao descobrir que o mesmo era homem.

Jean só conseguia imaginar o estado deplorável que o amigo estaria.

Olhou em volta, na frente da casa, não achando nada. Rodeou o lado direito, indo aos fundos, podendo ver claramente a silhueta masculina, e os cabelos loiros voando ao vento. Armin olhava a lua, como se aquele astro fosse a coisa mais bela que ele já tivesse visto — e de fato, era.

O moreno senta-se ao lado do loiro, cruzando as pernas e pondo as mãos sobre os joelhos. Também olhou para a lua, que estava tão brilhante naquela noite. O céu estava azul anil e escuro, que por sinal era uma cor muito linda — mas Jean honestamente achava que o azul esvoaçante dos olhos de Armin eram mais bonitos ainda.

— Veio dizer que sou uma bichinha? — foi a primeira coisa que Armin disse, mas não saiu em um tom acusador. Estava mais para melancólico. A voz parecia distante.

— O quê? Por que diria isso, Armin? — o moreno quase se sentiu ofendido, dada a situação, e da forma como Armin pensou que Jean estivesse ali apenas para julgá-lo.

— Sabe, depois de se vestir como uma garota, e ter sido assediado, não acho que eu tenha mais uma reputação por aqui, honestamente.

— Ei, não diga isso! Sabe que não é verdade. — foi o que Kirschtein optou por dizer. Mas a verdade era que ele não sabia o que dizer, ou o que fazer para amenizar a dor do outro.

— Então vou dizer o quê? Diga-me, foi legal ter tentando me ignorar quando olhei pra você? Vamos, Jean, diga! — Armin olha furioso para o amigo, que se encolhe. Jean não reconhece o loiro, visto que era tão raro vê-lo daquela forma...

Mas claro, ninguém ficaria bem depois de...

— Desculpa, tá bom? Mas o que você queria? Tínhamos que seguir a porra do plano! — rebateu. Era assim que Jean resolvia as coisas. Seu temperamento calmo, logo mudava-se para irritado — não que ele se orgulhasse daquilo, claro. — Queria que eu tivesse pulado na goela do cara?!?!

Kirschtein range os dentes, e cerra os punhos, mal percebendo que ele e Armin haviam se levantado, e estavam um de frente para o outro. A expressão de Arlert era doída, como se tivesse sido traído por Jean e todos.

— Eu nunca te pedi isso!

— Ah, então o que era aquele olhar, caralho?

— Eu não quis que você fosse esmurrar aquele porco por mim, idiota! Eu só queria apoio, Jean. Queria que sustentasse meu olhar, pois você era a única coisa que eu tinha ali, que ainda estava me fazendo suportar cada toque, cada palavra, cada... — parou ao ver que arranhava seus braços e pescoço. Era como se aquilo fosse o livrar de todos os toques. Os olhos azuis estavam nublados pelas lágrimas, que Armin tentou conter. Suspirou em desistência, antes de dizer: — Mas nem isso você fez por mim.

Jean sentiu algo dentro de si tremer. Seria medo? Medo da verdade. Medo da verdade que Arlert estava a lhe mostrar. Kirschtein sentiu-se a pessoa mais horrível do mundo, pois não ajudou Armin quando ele precisou. Logo Armin, a pessoa que tinha o ajudado tantas vezes. Armin, que quase se igualava a um anjo.

Jean viu que só havia quebrado mais ainda Armin, ao negar-se a olhá-lo. Mas ele se viu incapacitado de retribuir, porque aquilo também o machucava. Olhar Armin naquela situação e não fazer nada, doía em si da mesma forma que o loiro estava sentindo ao ser tocado.

Nessa momento, Jean apenas estendeu os braços, e abraçou com força aquele corpo desprovido de músculos, mas que ao mesmo tempo era perfeito ao seus braços. Sabia que não era digno de Armin, e por isso apenas o acolheu mais, comprimindo aquele corpo contra seu peito, esperando que aquilo amenizasse a dor alheia, antes de dizer em um tom doce:

— Eu errei, e percebo isso. Não vou te pedir desculpas, porque acho que não sou merecedor delas. Não te ajudei, e não fui seu pilar quando mais precisou de mim, por isso me acho um bosta. Mas eu prometo que nunca mais vou te deixar na mão. Eu gosto de você, e de quem você é. — vendo que não conseguia fazer melhor que aquilo, Jean então se calou. Era extremamente ruim com palavras.

Armin assim que ouve aquelas palavras tão sutis e carinhosas, retribui o abraço de Jean. As lágrimas ainda teimavam em descer pelo seu rosto, mas ele não as conteve. Deixou-as caírem como se fossem limpar sua alma da dor. Aperta mais os ombros largos, e deixa um fraco sorriso iluminar seu semblante derrotado.

— Obrigado, Jean...

Arlert não conseguiu dizer mais nada, pois os soluços não permitiram. Apenas se deitou na relva com Jean, ciente de que aquele "cara de cavalo" não o deixaria tão cedo.

— Prometo não te deixar, Armin. Nunca mais. — disse o moreno, olhando as estrelas.

— Não prometa coisas que não irá cumprir, Jean...

— Eu vou cumprir. Eu já disse, gosto de você. — Armin sorriu, e constatou que aquele momento com Jean fora a coisa mais feliz que teve naquela noite. Não houve plano, não houve homem asqueroso, nada. Apenas ele, e Jean. Como se fossem únicos em todo o universo.


Notas Finais


Isso aí, gente.

Sentem aqui, e vamos conversar com a tia:
Pra quem leu o mangá, sabe do que estou falando. Era para eu ter postado essa one depois da terceira temporada para quase todo mundo entender do que a fic se trata, mas não me contive. E sabe por quê? Porque nos inúmeros spoilers que eu vi sobre essa cena, não só o povo da onde viu a cena nos EUA (acho que foi lá, me corrijam se estiver errada), e até mesmo brasileiros que pegaram spoiler, estavam rindo dessa cena.
Gente, sério? Quem ri de algo assim? O Armin foi ASSEDIADO! "Ah, mas ele tava vestido de mulher, e isso foi engraçado!" O CARALHO! Eu adoro brincadeiras e zoeiras com o Armin e outros personagens (prova disso é o "Boku no Armin", que acho engraçado até), mas com esse tipo de coisa NÃO se brinca!
"Ai, Larissa, para de ser chata, é só um anime" e daí? Quantas mulheres, e até mesmo homens passam por isso todos os dias, no mundo inteiro? Isso não é legal, e nem engraçado. Quem já sofreu assédio, seja na rua, ou em qualquer lugar, sabe muito bem do que estou falando
Não importa se é homem ou mulher, a pessoa que sofre isso, leva pra vida toda. Inclusive, o Armin até mesmo começa a agir estranho depois desse fato que ocorreu no mangá.
A partir do momento em que você dá risada de algo assim, você passa a se tornar um babaca. Não é engraçado, e não deve ser algo a se dar risada.
Obrigada pela atenção.

Desculpa a bíblia, amores. Mas senti que era necessário fazer esse desabafo. Vi muitas pessoas rindo da cena, e o que eu apenas consegui fazer ao vê-la foi me sentir ruim. Não consigo, e jamais conseguirei rir de algo assim, independente se aconteceu a um personagem que não existe, porque, assédio existe e está mais presente na nossa sociedade do que se imagina.

Beijos e até mais!


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