História Queda de Gravidade - Capítulo 6


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Categorias Gravity Falls
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Espíritos, Máfia, Magia, Policial, Romance, Sobrenatural, Sobrevivencia
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Palavras 1.630
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Ecchi, Fantasia, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - "Momento Enigmático"


Fanfic / Fanfiction Queda de Gravidade - Capítulo 6 - "Momento Enigmático"

Mat - Maldito cabelo. 

Grunhiu Matt ao ver-se no espelho. Com um olhar sem graça e as sobrancelhas franzidas. Tendia a reprimir o que o mundo considerava um sorriso irresistível. Mas sentia certo excesso de felicidade naquele momento para conseguir exibir sua expressão estudada. Devia estar estudando para seus exames finais de reportagem. Era o segundo dia daquele mês. Mas não existia possibilidade com a melhoraria de vida. Sempre fora de alcance. 

Mat - Droga. 

Preocupações martelavam sua cabeça. Entraria a qualquer momento no último dia do mês com o auxílio-desemprego que garantia a vida de baixo custo que levava. Mas não era por mal. Verdade era que ele tentava conseguir um trabalho que nunca apareceu. Até agora. Mas os pedreiros e o pessoal da transportadora estiveram andando de um lado para outro ao redor da casa durante o dia. Também Lynda estava de olho durante a noite. Provavelmente esperava que o suposto esquilo ainda estivesse dentro das paredes.

Nem dava para ir além dos corredores sem dar de cara com ela. Mas o melhor de tudo era que não aconteceu mais nenhum ataque noturno. Nenhuma outra corrida nas paredes. Nada. Só o cabelo mais selvagem de Matt dava sinal de que tudo aquilo acontecera. Mas ele não sabia o que realmente aconteceu durante a noite. Apenas acordou com os dedos desfazendo os nós do cabelo. Com uma ligação ao raiar do meio-dia. Matt levantou-se no susto e foi vagaroso e sonolento até o telefone.

Respirou fundo e disse um alto e convicto "alô" que poderia fazer até um defunto se sentir com vontade de responder. Precisava fingir ânimo. Já que nunca saberia quando pintaria uma boa oportunidade. Mas sendo defunto. Ou não. Ninguém respondeu do outro lado da linha. Nada. Depois de alguns segundos Matt escutou o som de alguém batendo o telefone em sua cara. Acabou se culpando por aquilo. Estava tão carente que não achava estranhas ligações frequentes e misteriosas feitas para ele quase todos os dias.

Nem sua nova vizinha parava em casa para trocar algumas ideias. Mesmo que ficasse. Matt deveria tomar cuidado para não ser confundido com algum tipo de perseguidor. Mas pior era o que havia acontecido na cozinha. Estava uma bagunça. Cacos de uma tigela de porcelana enfeitavam o piso de madeira. Suas paredes estavam pintadas com achocolatado e suco de laranja. Ovos crus escorriam pelas vidraças. Aquilo deixou Lynda bastante brava. 

Lyn - Matt! 

Ecoou a voz da Tia lá de baixo. 

Mat - Falando no diabo. 

Zombou ao voltar para o quarto. Suas calças jeans estavam amontoadas junto à cama no mesmo lugar onde as despira na noite anterior. Matt as vestiu às pressas. Pegou uma camiseta limpa na gaveta e pendurou um par de meias no ombro. 

Lyn - Matt! 

Gritou Lynda. Sua voz tinha aquele tom de último aviso. Matt fez uma curva em alta velocidade de volta para o banheiro. Não havia tempo para um banho. Lavou o rosto. Depois molhou os dedos e passou-os no cabelo. 

Lyn - Querido! 

Gritou Lynda outra vez. Matt virou-se com relutância. 

Mat - Já vou!

Disse e desceu saltitando as escadas dos fundos e entrou na cozinha. Lynda o esperava com granola e suco de laranja. Devia estar distraída porque também lhe havia servido uma xícara de café. 

Lyn - Finalmente. Pensei que nunca mais você iria se levantar.

Disse com expectativa. Deixara seu cereal inacabado. Agora estava arrumando uma pilha de papéis. 

Mat - É, eu sinto muito.

Bocejou. Arrastou-se sonolento e se jogou na mesa da cozinha. Como um fruto maduro demais para se manter no galho. 

Mat - Demorei meses para conseguir esta entrevista. Levará outros mais para reagendar, e eu vou estar formado até lá. Como jornalista, eu não posso estragar isto. Então obrigado por me acordar.

Lyn - Disponha. 

Ignorou Lynda com simpatia indesejada. Depois empurrou papéis enfiados numa grande pasta pela mesa na direção dele. 

Lyn - Aqui estão as perguntas e meu mini-gravador. Apenas aperte gravar aqui. Faça anotações e eu transcreverei tudo.

Mat - Certo. Mas eu não sei nada sobre essa repórter. Nem sobre esta cidade. 

Murmurou tentando suprimir seu pânico crescente. Desejou ser como Lynda por um momento. Esta conseguia ser atrevida e magnífica. Mesmo quando estava doente. Ou com a autoestima bastante baixa. 

Lyn - As perguntas virão ao seu encontro. Agora vá. Eu não quero que você se atrase.

Mat - Eu sei. 

Disse o mais próximo de sua rendição. Levou a tigela de cereal para a pia. Segundos depois enfiou os pés dentro dos sapatos sem desamarrá-los. Matt agarrou a mochila que o esperava junto à porta. Parou. Virou-se e olhou para Lynda ternamente. 

Mat - Obrigado, tia. Como sempre, você é minha salvadora. 

Lyn - Só por você, querido, eu farei isso. Boa sorte. 

Sorriu ironicamente para ele. Matt não conseguiu retribuir o sorriso. Apenas prometeu para si mesmo que naquele dia as coisas seriam diferentes. Depois destrancou a porta e saiu rua adentro. Feliz em pelo menos saber que havia uma trilha de aparas de madeira por entre as árvores até a praia.

Mat - Ceeerto. 

Disse com ceticismo. Caminhou até onde pudesse pegar um ônibus que fosse para o centro da cidade. Mas precisou correr para pegar o último da linha que passava perto da casa. Logo Matt estava olhando as ruas através do reflexo na janela. Felizmente para linhas que corriam o meio da tarde toda. Depois ele andou mais de três quilômetros para chegar ao centro. Lá a cidade parecia estar cheia de vida. Apesar de as lojas ainda estarem fechadas. Até Matt sentiu como se tivesse topado com uma floresta tropical urbana. Sentiu o odor e o calor de centenas de corpos em movimento. Mas permaneceu calmo e quieto. Ainda era carne nova na cidade e a maior parte da atenção para olhos curiosos.

Provável que isso não era notícia boa. Matt só queria sair dali antes que as coisas ficassem agitadas demais. Abriu caminho entre as pessoas no calçadão dos cafés e bistrôs da moda. Mas ficava ciente de uma sensação inquietante. Algo oculto bem fora do alcance de sua percepção consciente. Alguma coisa que o deixava perturbado. Algo que o fez perceber que estava sendo observado. Duas vezes Matt se virou e sondou o caminho atrás dele. Não parecia haver ninguém o seguindo. Mas o sentimento hostil ainda estava lá. Matt não a conseguia isolar. Nem mesmo dizer de onde vinha. Ou que forma tinha. Apenas sabia que a coisa simplesmente estava ali. Sempre presente. Fazia a pele dele formigar. 

Mat - Certo.

Falou com cautela. Sem saber ao certo o que mais poderia fazer. Voltou-se para a rua agora pouco movimentada. Deu de ombros e foi em frente. 

- Ei.

Gritou alguém atrás dele. Matt virou-se outra vez. Desta vez dando de cara com um homem baixo numa roupa clássica de jornalista com suspensórios. Com um bigode comprido e três sardas perto do topo da cabeça. Usava óculos com aros de metal e carregava uma maleta de couro surrada. 

Mat - O-oi, ahn... senhor...?

- Escute, garoto. Eu preciso falar com você.

Falou enquanto olhava de uma extremidade à outra da rua. Piscava rápido como se estivesse nervoso.

Mat - Eu gostaria muito de falar com você. Sério. Mas eu tenho um compromisso. Será que a gente pode se encontrar outra hora?

Falou Matt e se afastou. Mas o homem segurou-o pelo braço. 

- Não. Isso não. Eu não posso. 

Disse sem olhar direto para o rapaz. Como quando se está numa aula para a qual não se estudou e se tem medo de ser chamado pelo professor. 

Mat - Senhor, eu preciso ir. 

Falou torcendo para que o homem não insistisse. Tentou se soltar. Mas a mão do estranho continuava firme em seu braço. 

Mat - Me solta!

- Não! Eu preciso lhe dizer uma coisa. 

Disse e agarrou Matt pelos ombros. Agora olhava-o com o queixo coberto de baba e os olhos estranhamente azuis. Fixos e dilatados. Mas recolheu as mãos no último momento. Fingiu arrumar o pequeno chapéu. Sua face estava rosada de embaraço. Matt conteve as primeiras palavras que lhe vieram à mente. 

Mat - Certo. Se tem alguma coisa pra me falar então fale logo. 

- Tudo bem. Eu preciso que você escute bem.

Disse ao se endireitar. Quando finalmente levantou o queixo e pigarreou. Começou a falar. 

- Talvez você não conheça. Meu segredo para toda a população. Mas ainda existem histórias. Se falsa ou verdadeira for a mesma. Para muitos becos escuros nessa cidade. 

Confidenciou para Matt. Como se isso explicasse alguma coisa. 

- Tomar cuidado não é o bastante. Sorte não é acaso. Você precisa ser encantado. Um belo ato congelar os ratos. 

Completou com um aceno. 

Mat - Ceeerto. 

Falou e deu um passo para trás. Sem realmente saber o que fazer. Era claramente um pequenino e esquisito poema. Algo que não ajudaria em nada. Nem Matt sabia o que aquilo significava.

Mat - Isso foi divertido e legal, mas eu realmente preciso ir.

Recuou outro passo. Sem nenhuma vontade de ficar ali o tempo suficiente para escutar aquele homem. 

- Tudo bem. Apenas lembre-se: talvez você goste à beça da nova casa. Mas há muito ali que pode causar desgraça. 

Gritou o estranho. Sua voz soava estranha. Mas Matt não estava nem aí. Manteve a maior distância possível. Sem entender o que havia acontecido. Quando finalmente percebeu que não fora nada. Apenas procurou se acalmar. 

- Tomar cuidado não é o bastante. Sorte não é acaso. Você precisa ser encantado. Um belo ato congelar os ratos. 

Fora o que o homem dissera. Mas Matt ignorou o enigma. Afinal eram palavras vazias de um bêbado louco. 

Mat - Maldição! É como se eu tivesse uma doença incurável!

Continua...



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