História Quédate. - Capítulo 18


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Categorias Francisco "Isco" Suárez, Marcelo Vieira, Marco Asensio
Personagens Personagens Originais
Tags Alarcon, Isco, Madrid, Real
Visualizações 488
Palavras 2.750
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi amores. Mil desculpas pq eu não consegui postar ontem. Eu tava na casa da minha tia e quando consegui internet já passava das 23h. Desculpa mesmo :(


Desculpa os erros e boa leitura! ❤

Capítulo 18 - Dieciocho.


Fanfic / Fanfiction Quédate. - Capítulo 18 - Dieciocho.

29 de dezembro de 2017 – Rio de Janeiro, Brazil.

Mais um dia começava, e ao contrário do que eu pensava, eu não estava mais acostumada com o fuso horáro brasileiro. O dia estava quente, o que era super normal aqui no Rio, mas ainda assim eu me recusava sair dos braços de Isco que me cercava de forma protetora.

Ontem, depois de toda a briga com o meu "pai", Nazaré havia me entregado os documentos da minha adoção para que tudo se tornasse mais fácil hoje. Depois de sairmos ontem da casa dos Alencar, eu e Isco viemos para um hotel onde eu já havia feito a reserva pelo site. Felizmente o mesmo hotel que eu trabalhei durante alguns meses, então já conhecia o dono e foi bem fácil. Nós jantamos no restaurante daqui mesmo e eu até cheguei a contar para o Isco que havia trabalho aqui durante alguns meses. O dia foi bem relaxante e tranquilo depois que saímos de lá. Por mais que a minha cabeça ainda estivesse cheia de tudo o que ouvi, matar a saudade do Rio foi uma boa distração.

Isco estava se dando bem com o clima, o idioma e as comidas. Aparentemente estava gostando muito de tudo, o que me deixava mesmo feliz também. Era importante que ele gostasse do meu país. Eu o fiz experimentar algumas comidas típicas daqui, e isso me causou muitas risadas, por que algumas coisas ele simplesmente odiava e outras ele comia até enjoar. Felizmente, o espanhol não ficou mal.

Mais tarde quando já estávamos no quarto, passamos um bom tempo conversando sobre coisas banais. Mas Isco me fazia rir com coisas simples, fazia o momento parecer parar e o mundo sumir ao nosso redor. Eu amava passar cada segundo com ele, mesmo quando nos cansavámos de falar e o silêncio permanecia. Os seus braços me traziam proteção, conforto e paz. Era tudo o que eu precisava.

Isco era tudo o que eu precisava.

E então, antes que pudéssemos dormir com a noite abafada do Rio, combinamos que iríamos até o orfanato de onde eu vim hoje tentar achar algo, e caso não encontrasse, eu desistiria. Aquilo já estava me machucando demais, e ele sabia disso.

Senti Isco se mexer contra o meu corpo, então sorri me virando para o moreno e vendo-o acordar. Os olhos pequenos de sono, o rosto levemente amassado e o cabelo totalmente bagunçado em seu rosto. Ele era tão lindo, e nem sabia o quanto mexia comigo.

— Bom dia — Eu disse sorrindo.

— Bom dia, babe. Que bom te ver sorrindo essa hora — Ele disse com a voz rouquinha — Mas que calor, Maria.

— Bem-vindo ao Rio de Janeiro, mi amor — Eu disse, deixando um casto beijo em sua nuca, sentindo-o se arrepiar.

— Eu não sabia o que era acordar com sede a muito tempo — Isco murmurou, beijando minha testa.

Eu sorri levemente mais uma vez, então me levantei deixando o moreno na cama. Ajeitei sua camisa cinza gigante em meu corpo, seguindo para o banheiro grande do quarto. Ali eu fiz as minhas higienes e tomei banho, me preparando para o dia longo que viria no Rio. Quando sai, Isco entrou em seguida, me deixando sozinha no quarto. Eu abri minha mala, colocando uma camiseta branca e uma jardineira de shorts jeans por cima, apenas com uma sandália simples nos pés. Deixei o meu cabelo solto mesmo e passei a maquiagem mais básica possível.

Quando já estava pronta e com o celular em mãos trocando mensagens com Clarice, ouvi a porta do banheiro de abrir e Isco saiu de lá. O moreno ainda tinha algumas gotas escorrendo pelo seu tronco e usava sua bermuda preta, mas caminhou até sua mala para trocar de roupa. Já com outra bermuda, uma camisa branca, boné e tênis, Isco também estava pronto, mas preferiu se sentar ao meu lado, assim eu larguei o celular.

— Babe, você está pronta para fazer isso? Sabe, descobrir mais sobre você e o seu passado — Ele disse cautelosamente.

— Sim, amor. Eu só... Preciso disso para poder finalmente relaxar — Eu disse, vendo-o assentir e pegar minha mão, laçando nossos dedos.

— Eu sei que isso está repetitivo, mas eu estou com você — Ele disse, então eu ri leve.

— Eu sei, obrigada. Eu te amo — Eu disse, vendo ele sorrir largo.

— Eu também te amo, Maria. Muito — Ele disse intensificando, o que me fez sorrir também.

Eu levei minha mão até a sua nuca, o puxando para mim em seguida e o beijando. Era como se ele recarregasse toda a minha energia e confiança, me transmitindo os sentimentos mais puros e belos que eu poderia sentir. Aquilo me fazia bem. Isco era a minha fonte de alegria e bem estar. Nos separamos tempo depois com Isco me dando alguns breves selinhos.

— Você precisa de alguma coisa ou podemos ir? — Eu perguntei.

— Podemos ir desde que você esteja pronta — Ele disse.

— Eu tenho que estar, Isco — Eu murmurei num suspiro — Vai ficar tudo bem. Vamos.

— Vamos. Mas, Maria, eu quero muito comer uma daquelas coisas que você me deu ontem, amor — Ele disse.

— Você vai levar o senhor Everaldo a falência — Eu disse rindo leve. Ele acabou rindo também — Vem.

Eu me levantei, vendo-o levantar-se também e pegar em minha mão. Eu peguei a minha bolsa, onde já estava tudo, Isco pegou o que precisava também e então nós saímos do quarto. Fechamos a porta do quarto do hotel e entramos no elevador em seguida. Isco me abraçou de lado, me puxando para mais perto. Aquilo era bom, e eu sabia que ele queria me passar confiança e proteção. Mas dentro de mim, eu sabia que o dia não seria tão bom assim.

••••

Isco Pov's


Depois que tomamos café ainda no hotel, eu e Maria saímos pelas ruas do Rio. Com o boné e óculos escuros que eu usava, e sem muitas pessoas sabendo onde eu estava, não tive muitos problemas pelas ruas. O calor também era forte no Rio, embora seja gostoso de andar pelas ruas e aproveitar a bela vista da cidade. De qualquer forma, não era nada disso que me deixava preocupado.

Agora, eu e Maria estávamos indo até o endereço que a morena havia achado no seu celular. Aparentemente é o endereço do orfanato que ela havia ficado durante os seus primeiros meses de vida. Apesar dos sorrisos vindos dela, eu sabia que por dentro ela estava apreensiva. Eu acabava ficando também. Maria merecia saber toda a verdade sobre o seu passado, mas eu tinha medo que fosse doloroso demais para ela. Malu já havia sofrido tanto, e talvez isso nem estivesse perto de acabar. Era só uma intuição, mas de qualquer forma eu estaria com ela e passaria por isso ao lado dela.

Quando me casei com a Victoria, eu jamais havia realmente imaginado um futuro ao lado dela. Nós basicamente casamos por que ela havia engravidado de Júnior, tanto que nosso casamento não durou nem três anos. Nós éramos bons namorados, tínhamos um bom relacionamento assim, mas tudo acabou quando nos casamos. O ponto é que; ao contrário do que eu sentia com ela, com Maria era totalmente diferente. Eu imaginava um futuro ao lado dela daqui a dez anos. Casados, com Júnior no ensino médio e jogando pelo Real, e talvez mais um filho com ela.

Isso por que fazia dois meses que estávamos juntos. Mas a nossa conexão era tão forte que era quase impossível não pensar em um futuro com ela.

— Amor, acho que chegamos — Malu disse ao meu lado, enquanto olhava para a tela do celular.

— Você está pronta? — Eu perguntei.

— É. Eu preciso acabar logo com isso — Ela sorriu de lado — Você acha que os meus verdadeiros pais ainda estão vivos?

— Malu... Eu não sei, babe. Mas por favor, não alimente esperanças — Eu pedi delicadamente, me aproximando mais dela — Muitas coisas podem ter acontecido nesses vinte anos, amor. Mas antes de qualquer coisa, eu acredito e espero que você também acredite nisso também, mas eu tenho certeza que os seus verdadeiros pais fizeram isso por amor a você, Maria. Eles queriam o seu melhor.

— E se não, Isco? Talvez eles simplesmente não me queriam mais — Ela disse baixinho.

— Não, Maria. Sua mãe esperou nove meses e ficou contigo por mais uns meses. Eu não acho que ela queria te deixar aqui, mas precisou — Eu murmurei, vendo os seus olhos marejados.

— Ok — Ela sussurrou num suspiro — Vamos entrar?

— Vamos — Eu concordei pegando em sua mão.

Nós passamos pelo portão, então Maria apertou a campainha da casa enorme a nossa frente. Em poucos minutos, nos atenderam. Maria conversava alguma coisa com a mulher que havia nos atendido e esta nos direcionou até uma outra sala, onde eu suponho ser a diretoria.

A partir dali eu só esperava que Maria suportasse qualquer coisa.


Maria Lúcia Pov's


— No que posso ajudar, meu bem? — Lucinda, a diretora do orfanato perguntou.

— Bem, eu estive aqui durante alguns meses da minha vida. Eu quero saber se a senhora sabe algo sobre mim — Eu disse encolhendo os ombros.

— Oh — Ela exclamou visivelmente surpresa — Espera, a senhorita não é a filha do prefeito Alencar?

— Sim — Eu concordei mesmo em desgosto — Agora que esse assunto vazou na mídia, eu queria saber um pouco sobre como cheguei aqui.

— Você trouxe os seus documentos de adoção, querida? — Ela perguntou.

Eu assenti, pegando o envelope em minha bolsa e a entregando. A mulher mais velha de óculos digitou algo no computador a sua frente, ficando algum tempo em silêncio e me deixando agoniada.

— Bem, você chegou aqui com cinco meses, meu bem. Seu nome foi registrado pela sua mãe como Sophia. E aí, um mês depois o seu Fernando veio adotá-la — Ela disse.

— Sophia? — Eu praticamente sussurrei, sorrindo de lado.

O meu nome seria Sophia. Meus olhos marejaram, mas diferente do que eu esperava, não doía. Era apenas emoção.

— Foi a senhora quem recebeu a mim e minha mãe aqui? — Eu perguntei.

— Oh, foi sim! Eu havia acabado de chegar aqui, ainda era uma jovem funcionária. Mas eu registrei você — Ela sorriu.

— Você consegue me dizer o motivo dela ter me deixado aqui? — Eu perguntei.

— Maria... A sua mãe já havia vindo quando estava grávida de oito meses. Eu achei que depois de ter você, ela mudaria de idéia, mas logo ela apareceu com você aqui — Lucinda sorriu doce — Não pense que sua mãe estava feliz. Ela não estava. Ela chorou por horas antes de deixá-la aqui, ela não soltava a sua mão. Sua mãe te amava tanto, Maria. Mas infelizmente ela teve que fazer isso.

— E por que? A senhora sabe o motivo? — Eu perguntei, deixando uma lágrima cair.

— A sua mãe acabou me contando algumas coisas para justificar o motivo de ter te deixado. Ela engravidou durante o colegial, era muito nova. Mas apesar da idade, ela já enfrentava sérios problemas, e não poderia te envolver. O seu pai, o homem que a engravidou, havia morrido em um conflito com bandidos. E a sua mãe... Maria Lúcia, sua mãe infelizmente era uma viciada e já não tinha condições de seguir com você — Lucinda disse, mais lágrimas caiam do meu rosto — Ela não poderia te dar uma vida boa, uma infância boa, e qualquer momento ela poderia piorar com os vícios. Ela fez isso por amor a você, meu bem. Ela te amava mais do que tudo e por isso decidiu que isso seria o melhor para você.

Isco apertou a minha mão ao meu lado, me olhando cautelosamente. Era um misto de sensações enorme. Eu estava feliz por saber o meu verdadeiro nome, estava feliz por saber que a minha mãe me amava e havia pensado em mim o tempo todo. Mas ao mesmo tempo era triste saber a vida que ela levava, saber que ela podia não estar mais viva hoje e que meu pai já não era vivo mais. De todas as formas, saber tudo aquilo foi um grande alívio.

— E você... — Eu fiz uma pausa fungando — Você sabe o que aconteceu com a minha mãe?

— A sua mãe se internou em uma clínica bem aqui do lado, meu bem. Eu a visitava frequentemente por que estava mesmo preocupada. Sua mãe tinha muitas recaídas, ela não conseguia se tratar. Ela estava dependente de todo aquele vício e infelizmente fugiu da clínica. Alguns dias depois ela foi encontrada já sem vida, teve overdose — Ele disse, então meu coração deu algumas pontas que me fizeram soltar um suspiro alto.

Mais lágrimas desceram no meu rosto. Agora eu sabia que a minha esperança de conhecer a minha verdadeira mãe havia ido embora totalmente. Isso machucava, mesmo eu não sabendo quem ela era.

— Eu sinto muito — Lucinda disse.

— Tudo bem... — Eu disse após fungar, então sorri — Isso me deixa muito aliviada. Saber o meu verdadeiro passado, saber que eu provavelmente herdei características da minha mãe e do meu pai de verdade. Que eu não vim daquela família... Aliás, você sabe os nomes dos meus pais?

— Sua mãe se chamava Malena Ferreira e o seu pai Christian Aguirre, os pais dele eram argentinos — Ela disse, então eu sorri novamente.

— Maria, você está bem? — Isco perguntou ao meu lado.

Eu me virei para o moreno, que me olhava totalmente preocupado. O sorriso continuava estampado em meu rosto. Ao contrário do que eu pensava que ficaria, eu estava feliz, mesmo com o coração apertado por saber que os meus verdadeiros pais morreram. Eu, por fim, não vim da família arrogante e asquerosa que achava que vim. Apesar dos vícios da minha verdadeira mãe, ela me amava e tentou se concertar. Isso já bastava. Eu sentia que ela era uma pessoa boa e é por isso que eu sou assim.

Eu me agradeci mil vezes dona Lucinda por nos atender e nos receber de uma forma tão boa, me passando as informações que eu necessitava saber. Eu sentia um enorme alívio dentro de mim, me sentia mais leve e agora me sentia feliz. Por algum motivo, me sentia totalmente liberta. Era uma sensação boa. Eu e Isco saímos dali, mas o espanhol ainda me olhava curioso.

— Amor, olhe para mim — Eu disse, vendo-o parar em minha frente. Eu me aproximei, enroscando o meu braço ao redor da sua nuca e tendo os seus em minha cintura — Obrigada. Eu acho que não conseguiria chegar até aqui sem você me dando tanta força e apoio. Você foi muito importante para mim nesse momento difícil. Eu sei que eu estava mal ontem e até hoje de manhã, mas agora eu já sei toda a verdade e honestamente me sinto feliz e leve. Obrigada por vir comigo, Isco.

— Eu vou estar com você sempre, lembra? Eu não quero estar contigo só nos bons momentos, Malu. Eu quero te ver bem, e se para isso eu precisar enfrentar os maus tempos com você, eu vou segurar sua mão e nós vamos seguir juntos em tudo isso, tudo bem, babe? Eu te amo — Ele disse.

— Eu te amo — Eu sorri, logo tendo seus lábios prensados nos meus de forma longa — O que nós vamos fazer agora?

— Eu queria ir na praia — Ele disse empolgado, voltando a segurar minha mão.

— A gente pode passar no hotel para se trocar e depois nós vamos — Eu dei os ombros.

— Fechado! Mas o Marcelo me disse que os caras aqui são folgados. Não use nada curto — Ele disse, o que me fez rir baixinho.

— Eu não sei se posso atender seu pedido — Murmurei.

— Maria — Ele me olhou fazendo uma careta — Eu não quero que fiquem olhando pra você.

— Quanto ciúmes, Francisco — Eu murmurei rindo — Tudo bem, então.

— Obrigado — Ele agradeceu ainda sério, o que me fez rir mais uma vez — Sua palhacinha.

— Anda logo — Eu empurrei-o pelas costas.

Ele se livrou das minhas mãos e correu até o meu lado, me puxando para o seu lado e me abraçando com um sorriso no rosto. Eu sorri também. A minha fonte de alegria estava logo ao meu lado. Isco claramente era a minha chance de ser imensamente feliz depois de tantas fases ruins. Eu o amaria com cada parte de mim em todos os dias em que estivéssemos juntos. 


Notas Finais


Esse capítulo é meio tristinho por conta da história da Malu, mas espero que vocês tenham entendido direitinho tudo :)

Desculpa de novo por não ter postado o capítulo ontem, mas pra compensar eu quero fazer atualização dupla amanhã. Então comentem bastante aqui e amanhã teremos dois capítulos ❤

Mais uma coisa; muuuuuuito obrigada pelos últimos comentários e favoritos. Eu amo tudo isso, incluindo vocês ❤ muito muito obrigada!



Agora só faltam 5 capítulos pro fim de Quédate e poucos dias para o início de Through the Dark. Espero ver vocês lá também ;)


Beijos amorecos. Comentem ❤❤


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