História Quédate. - Capítulo 19


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Categorias Francisco "Isco" Suárez, Marcelo Vieira, Marco Asensio
Personagens Personagens Originais
Tags Alarcon, Isco, Madrid, Real
Visualizações 455
Palavras 2.392
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi nenês. Eu já tinha esquecido que hoje é dia de att dupla xjjsjzk

EU AMO ESSA FOTO DO JÚNIOR, ITI NENÉM MAIS LINDO DE MAMÃE ❤

Desculpa os erros e boa leitura!

Capítulo 19 - Diecinueve.


Fanfic / Fanfiction Quédate. - Capítulo 19 - Diecinueve.

02 de janeiro de 2018 – Madrid, Espanha.

— Então, me conta o que aconteceu — Marcelo disse sentando ao meu lado.

Eu dobrei os joelhos em cima do sofá, vendo o moreno me olhar atentamente e cautelosamente. Clarice dava banho nos meninos lá em cima, hoje Isco havia ido buscar Júnior em Málaga na casa da Victoria. Então, Marcelo, como um bom irmão mais velho, havia aproveitado para me perguntar como foi no Rio. Fazia dois dias que havíamos chegado em Madrid, mas a oportunidade de falar com ele só chegou agora.

— Você parece bem melhor depois que voltou — Ele disse. Eu assenti.

— Por que estou. Parece que descobrir um pouco que seja sobre o meu passado me libertou, me deixou mais leve e em paz — Eu disse sorrindo — Correu tudo bem no Brasil.

— Quer me contar como foi? — Ele perguntou cautelosamente.

— Uhum — Eu assenti me sentando no sofá — Bem, quando chegamos no Rio foi ruim. Meu "pai" fez questão de falar tudo que eu não queria ouvir na minha cara. Mas ai Nazaré me deu os papéis da adoção e nós saímos de lá rápido.

— Ele confessou pra você? Sobre não querer te adotar?

— Uhum. Isso machucou, mas não era nada que eu não esperasse — Eu disse dando os ombros — No dia seguinte eu e Isco fomos até o orfanato que eu fiquei durante meus primeiros meses, e lá eu soube tudo o que precisava para me sentir mais leve. Celo... O meu nome era Sophia.

— Sophia? Uau. Eu nunca pensei que um nome combinaria tanto com você — Ele disse, então eu sorri — Seria lindo, morena.

— É, seria sim. O nome da minha mãe era Malena e o do meu pai Christian — Eu murmurei — Aparentemente a minha mãe engravidou cedo durante o colegial. Meu pai morreu em uma troca de tiros e a minha mãe apesar de nova era viciada. Ela me deixou no orfanato por medo de não conseguir me dar uma boa infância e não conseguir me garantir um bom futuro. Depois de me deixar lá, se internou em uma clínica para de tratar, infelizmente teve uma recaída, fugiu e acabou tendo uma overdose. Mas a diretora do orfanato disse que ela não queria me deixar lá e que me amava muito.

— Isso é bom. O que você pensa sobre isso? — Ele pergunta.

— Eu acho que me fez super bem. Mesmo ficando triste por que queria ter conhecido a minha mãe, saber disso tudo me libertou. Saber que não vim daquela família me deixa em paz e finalmente feliz, entende? — Eu murmurei.

— Mas é claro — Ele concordou assentindo — Então, você está bem?

— Melhor do que nunca — Eu sorri sincera.

— Isso é o mais importante. Fico feliz em saber que você está bem, foi péssimo te ver naquele estado, morena — Ele disse me olhando com um pequeno sorriso também — E como está você e safado do Francisco?

— Nós estamos bem — Eu disse, sem conseguir evitar um grande sorriso — Ele é incrível.

— Ele é idiota — Marcelo revirou os olhos — Como ele rouba você de mim assim?

— Ele não roubou nada — Eu ri me deitando no sofá e apoiando minha cabeça em sua coxa — Você e a Cla são a minha família, nego.

— Eu sei, morena. Mas eu não vou me segurar se o Francisco te machucar, eu tô falando sério — Ele disse, então eu ri.

— Ele não vai — Eu murmurei.

— Malu... Morena mais linda — Ele disse me olhando, eu gargalhei.

— Não fala isso nem brincando que a Clarice mata eu e você com uma facada só — Eu disse — O que você quer em?

— Você fala como se eu fosse interesseiro — Ele revira os olhos, mas com um ar de riso — Mas é sério, faz um brigadeiro lá pra nós, morena.

Eu ri levemente, vendo os seus olhos castanhos praticamente suplicando. Eu não resisti, mas acabei o arrastando junto comigo para a cozinha. Marcelo me passava tudo o que eu precisaria para fazer o doce, enquanto eu colocava tudo na panela e deixava em fogo baixo para não queimar.

— O que está acontecendo na minha cozinha? — Clarice apareceu, sorrindo divertida.

— Amor, a Maria tá fazendo brigadeiro — Marcelo disse fazendo uma dancinha engraçada. Eu e Clarice rimos.

— Meu Deus, Maria. Você está fazendo a alegria de uma criança — Clarice disse, fazendo Marcelo lhe mostrar a língua. Eu ri novamente.

— E os meninos? — Perguntei.

— Acabaram de sair do banho, então estão no videogame — Clarice murmurou, então eu assenti.

— Chame eles para comer também — Eu disse animada.

Clarice concordou com a cabeça sorrindo e saiu da cozinha em seguida.

••••

— E ai o namorado da mamãe me disse que eu sou muito igual o papai, e que eu vou ser um grande jogador igual ele por que eu tenho muito talento — Júnior tagarelava em meu colo, em momento algum se desgrudando de mim.

Fazia quase uma hora que eu havia chegado na casa do Isco depois dele me ligar, desde então o pequeno estava comigo, me contando como foi os dias em que passou com a sua mãe. Ele falava muito e eu ouvia, falando vez ou outra. Mas eu sorria, largamente e totalmente feliz por estar com ele. Eu havia sentido tanta falta do meu bebê, que às vezes é difícil passar alguns minutos longe dele.

Júnior havia se tornado uma grande parte importante na minha vida. O pequeno alegrava cada segundo, me fazia rir com seu jeito espontâneo é tímido, mas totalmente animado. Ele era uma parte de mim, como um alguém da minha família. Eu amava passar meu tempo com ele, amava vê-lo sorrir e fazê-lo rir. A família Alárcon realmente tinha uma grande importância para mim.

— O namorado da sua mamãe é muito inteligente, sabia? Você vai mesmo ser incrível, até mais que o seu pai — Eu disse.

— Ei! — Isco protestou do meu lado, então nós rimos — Mas é claro que ele vai.

— Tá vendo só? Seu pai também acha. Agora é só você acreditar em si mesmo e se dedicar — Eu sorri — Você quer ser igual o papai?

— Quero! Eu quero fazer muitos gols — Ele ergueu os bracinhos animado — Malu, eu senti sua falta.

— Eu também, meu amor — Eu sorri o apertando em meus braços — O seu pai é muito chato, eu prefiro você.

— Ah é, Maria?! Namora com ele então — Isco disse fingindo estar bravo. Eu gargalhei.

— Que feio com ciúmes do próprio filho, Francisco — Eu neguei com a cabeça — E me conta, amor, o namorado da mamãe é legal com você? Se não eu vou precisar bater nele.

— Não, Malu! Não bate nele. O Andres é muito legal — Júnior disse.

— Mais do que eu? — Isco cruzou os braços.

— Nunca! — Júnior pulou para o colo do pai, me fazendo rir.

— Ok, e o que vocês acham de pizza? Por que eu estou com fome — Isco disse levando a mão até a barriga.

— Eu quero! — Júnior se prontificou — Mas tem que ser de frango, papai.

— Tudo bem! De frango. Alguma outra sugestão, babe? — O moreno me olhou.

— Não, a de frango é a melhor do mundo mesmo — Eu disse pegando Júnior de volta e o vendo assentir em concordam.

— Eu vou pedir e já volto — Isco disse se afastando.

— E o que você acha de um chocolate bem quentinho para acompanhar a pizza? — Eu perguntei baixinho para Júnior.

— Aí tia, que saudades das coisas que você faz. Eu quero — Ele disse erguendo os bracinhos.

— Ótimo! Mas só pra mim e pra você. O papai não, ele é feio — Eu disse, ouvindo a gargalhada do pequeno.

— Você acha o papai lindo. Não me engane — Ele disse, então agora eu ri.

— É verdade. Mas ele não precisa saber disso, se não ele se acha — Eu disse caminhando até a cozinha com a miniatura de Isco.

Eu deixei Júnior em seu banquinho na cozinha e caminhei até o armário, pegando somente as coisas necessárias para o chocolate quente. O pequeno continuava a me falar sobre o fim de ano com a sua mãe, e poucos segundos depois, Isco apareceu outra vez.

— Por que vocês não me esperaram? — O moreno cruzou os braços, deixando os músculos visíveis.

— Você estava demorando, papai — Júnior disse rindo leve — Podemos assistir um filme?

— Mas é claro que sim! Qual você escolhe? — Eu perguntei, deixando já o chocolate esquentar.

— Procurando Nemo? — Júnior encolheu os ombros timidamente.

— Ótima escolha! — Isco concordou se aproximando do filho.

— Eu também achei. Você tem um ótimo gosto, Júnior — Eu disse.

— Puxou o paizão — Isco falou, me fazendo revirar os olhos, então nós rimos.

Isco se aproximou de mim, me abraçando por trás e deixando um beijo na minha bochecha. Júnior correu em nossa direção e nos abraçou pela perna, me trazendo uma sensação de conforto. Eu sorri feliz com aquilo.


Alguns dias depois...


Isco havia viajado com o Real para outro jogo pelo campeonato espanhol. Novamente eu estava feliz, fazendo o que amava, cheia de pedidos para entregar e Júnior em meu quarto dormindo depois de brincar a tarde inteira.

Eu provavelmente estava toda suja de farinha, assim como a minha bancada, mas a minha mesa estava repleta de encomendas em caixas, e aqui me deixava totalmente feliz e empolgada para abrir logo a minha loja. Além do mais, desde que comecei, as encomendas só aumentam e as pessoas sempre elogiam na página que eu e Clarice criamos. E ela também estava feliz com isso.

Interrompendo a música da Bebe Rexha que tocava pelo meu celular, eu ouvi a campainha tocando pelo menos duas vezes. Franzi o cenho limpando minhas mãos no avental que eu usava, então fui abrir a porta, tendo uma surpresa enorme.

— Oi, Maria. Podemos conversar? — Victoria perguntou encolhendo os ombros.

— É claro. Entra — Eu lhe dei espaço.

A morena passou por mim, com uma feição um tanto preocupante. Victoria tinha olheiras e uma expressão morta. Eu fechei a porta novamente, desligando a música no celular e vendo-a virada para mim.

— Você quer alguma coisa? Um café, chá? — Eu perguntei.

— Um chá seria bom — Ela sorriu de lado.

— Vem comigo — Eu a chamei, indo até a cozinha.

Eu tirei as caixas de cima da mesa, deixando no canto limpo do balcão e deixando Victoria se sentar. Coloquei a água para esquentar e preparei as xícaras e açúcar na mesa, junto com um pratinho de Macarons.

— Veio ver o Júnior? Ele está dormindo — Eu disse.

— Seria ótimo ver o meu filho agora, mas eu vim para falar com você — Ela disse, então eu assenti lentamente.

Eu rapidamente terminei o chá e me sentei em sua frente, vendo ela com as mãos laçadas uma na outra em cima da mesa e a cabeça levemente baixa, fitando a mesa.

— Dream Flavor... É o nome da sua confeitaria? — Ela perguntou.

— É sim — Eu disse sorrindo.

— Legal — Ela assentiu, bebericando o seu chá.

— Victoria, pode me falar o que quer que seja — Eu disse calmamente, a olhando.

A morena ergueu o rosto, com os olhos lacrimejados e a expressão visivelmente cansada. Ela abriu sua bolsa, tirando de lá um envelope pardo, me entregando ele em seguida. Eu suspirei fundo, pegando o envelope e abrindo, puxando os papéis brancos. Meus olhos correram pelas linhas pretas, eu os arregalei em seguida.

— Você está com...

— Sim — Ela me contou, fechando os olhos e deixando uma lágrima cair — E está cada vez pior, Maria.

— Por que você não contou para alguém antes? — Eu perguntei.

— Eu não quero que ninguém saiba. Além da minha mãe, você é a primeira a saber — Ela disse — Sabe ano passado que eu fiquei meses longe do meu filho? Eu não estava em Málaga, estava na Suíça fazendo alguns tratamentos.

— E não funcionaram?

— Sim, funcionaram. Só que nas últimas semanas vem piorando e eu vou precisar voltar para a Suíça. Mas eu não quero o meu filho chateado comigo. Eu preciso fazer isso, por ele — Victoria disse e suspirou — Maria, eu preciso de você agora.

— De mim? — Eu ergui as sobrancelhas.

— É, sabe... — Outra lágrima escorreu — O Júnior gosta muito de você, ele te ama. Ele fala de você o tempo todo, ele gosta da sua presença, gosta de ficar com você. E eu sei que você sente o mesmo. Então, Maria, por favor, se algo acontecer comigo, eu preciso que você seja uma mãe pra ele. Eu preciso que você deixe ele forte, que ele continue brincando, cheio de vida. Não quero que ele guarde rancor de mim. Maria, me prometa isso, por favor.

O meu coração apertou ao ver seu pedido desesperado, ver suas lágrimas de dor e saber que a dor a sufocava ainda mais por não saber seu destino. Os meus olhos também lacrimejaram, por que mesmo não sendo próxima de Victoria, ela deveria estar passando por um momento muito complicado.

— Victoria, nada de ruim vai acontecer. Você vai conseguir passar por isso — Eu disse.

— Mas e se não, Maria? Eu não posso deixar o meu filho sozinho. Eu sei que o Isco jamais o deixaria, ele é um ótimo pai. Mas o Júnior precisa de uma figura materna na vida dele. Eu quero que seja você, por que você é especial pra ele. Só... Me prometa — Ela pediu.

— Tudo bem, eu prometo — Eu concordei com a cabeça — Mas, Victoria, eu quero que você me prometa que vai se manter forte nisso, que vai lutar até o fim. Você pode ir pra Suíça tranquila, eu vou estar aqui com Júnior e jamais vou deixar ele te esquecer ou ficar chateado. Mas, por favor, Victoria, não desista.

— Ok — Ela assentiu fungando — Obrigada, Maria. Isso pode ficar só entre nós duas? Eu sei que você e o Isco estão juntos e bem, mas não conte.

— Tudo bem. Fica só entre a gente, ok?! — Eu murmurei — E você pode contar comigo para tudo.

— Obrigada — Ela sussurrou outra vez, com um sorriso fraco no rosto. 


Notas Finais


Só eu que tô triste dnv com esse final? Tem um olho no meu oceano :')

Espero que tenham gostado, estamos na reta final. Agora só faltam quatro xjsjhxhd muito obrigada pelos últimos comentários e favoritos, de verdade ❤

Comentem aqui também e até mais tarde meus amores. Provavelmente o cap saí depois das 21h. Mas comentem, por favor :( ❤


Até mais tarde Xx


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