História Queen - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Hermione Granger
Tags Draco, Dramione, Harry Potter, Hermione Black, Hermione Riddle
Visualizações 283
Palavras 1.894
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então meus amores e amoras, aqui está o próximo capítulo, bem pesado, mas espero que gostem e por favor não me matem.

JURO SOLENEMENTE NÃO FAZER NADA DE BOM.

Capítulo 13 - Destroçada


Fanfic / Fanfiction Queen - Capítulo 13 - Destroçada

 

 

Estava sentada do lado de fora da barraca, era meu turno de vigia e apesar de sentir meu corpo pesado minha mente trabalhava a toda velocidade. Eu havia enviado um patrono para Delphos, e pedi que ele avisasse Gina que estava tudo bem, mas não tive nenhuma resposta. E eu também não conseguia informações do mundo trouxa desde que partimos para Hogwarts. Com um estalo tudo fez sentido. A Ordem me afastou do mundo trouxa. Eles me mandaram para Hogwarts, eles cercearam toda forma de comunicação com o mundo exterior por segurança.

 

– Malditos! Como fui tão cega! Eles estavam escondendo algo no meu nariz todo esse tempo!

 

Eu esbravejava, já de pé andando de um lado para o outro, agitando as mãos com raiva, fazendo com que os objetos que estavam ao redor da barraca voassem para dentro dela.

 

– Está com raiva, Hermione?

 

Teria rido do tom malicioso de Draco que não estivesse tão concentrada em desmontar o acampamento.

 

– Hermione, pare. O que você está fazendo? – Ignorei-o veementemente e continuei a levitar os objetos. – Hermione, pare! Que Droga!

 

A raiva em sua voz me fez parar e encolher o ombros, olhei para ele que ainda estava com metade do corpo dentro da barraca, os pés descalços e a calça de moletom caída na cintura, me fizeram morder o lábio inferior, movimento que ele seguiu com os olhos, imitando-o lentamente.

– Que merda, Garota! Não morda os lábios enquanto estou brabo com você. – Disse com a voz abrandando. – Venha, cá, está frio aí e você sabe que alguns minutos sem vigia não vão fazer mal.

Entrei na barraca aquecida e sentei na cadeira simples de madeira enquanto Draco nos servia de um chá fumegante. Olhei para minhas mãos notando-as mais magras. E eu sabia muito bem que nada tinha haver com o racionamento de comida do acampamento. Eu estava definhando. Tomei a xícara soprando levemente seu conteúdo e sentindo o calor queimar a ponta de meus dedos. Draco sempre esquenta de mais a água do chá.

Esperei que o garoto a minha frente tomasse a palavra, mas ele não o fez, apenas descansou seus olhos sobre mim, me desarmando. Maldito seja o Malfoy e seus olhos. Tomando um gole do chá, depositei a xícara sobre a pequena mesa e comecei a falar.

– Não acha estranho que a Ordem tenha aceitado nossa sugestão com tanta facilidade? Que tenham nos mandado para Hogwarts quase imediatamente? Que tenham enfiado-nos num local distante sem qualquer chance de comunicação? Gina disse que as coisas na ordem estava estranhas, que alguma coisa maior esta acontecendo. Ela pode estar certa, Draco. Acho que há algo acontecendo no mundo trouxa.

Observei-o sorver mais de seu chá, parecia absorto em minhas palavras. Após minutos de um silêncio que só fez aumentar meu nervosismo. Será que havia algum furo em meu raciocínio?

– Certo, concordo com você algo está acontecendo, mas o que te leva a pensar que envolve os trouxas?

– Porque ninguém nessa guerra se importa com eles, Draco! Ninguém! Voldemort os mata e a Ordem não move um dedo para protegê-los, que tipo de refugiados você acha que vão receber em Hogwarts? Isso se realmente forem... A verdade é que mesmo para a Ordem se você não tem magia no sangue você é escória. – Pude ver Draco engolir em seco com a minha sala. – Olha, me desculpa, ta? Eu não quis me exaltar, mas parece que ninguém os enxerga como pessoas!

Senti minha voz falhar completamente na última frase e levei a xícara aos lábios para disfarçar o tremular do mesmo. Com os olhos baixos em meus olhos ouvi a cadeira de Draco ser arrastada. Seus pés foram a primeira coisa a entrar em meu campo de visão, para depois ver suas mãos depositadas em meus joelhos. Agachado a minha frente Draco roçou seu nariz no meu em um carinho que me fez deitar o rosto em sua direção. Para então depositar um beijo na ponta de meu nariz arrancando de mim uma risada.

– Muito melhor assim, amo seu sorriso, Pequena. Agora vamos... vamos levantar acampamento.

Disse já me puxando pela mão, para deixar-me em pé, de forma que eu pude beijar seu queixo onde a barba já despontava e arranhava de leve minha pele.

– Posso saber para onde vamos Sr. Malfoy?

– Vamos encontrar meus sogros.

...

Puxei a touca vermelha em minha cabeça mais para baixo a fim de esquentar minhas orelhas, Draco ao meu lado tremia. Nossos passos rápidos soavam pelo piso úmido da calçada puída que contornava a rua deserta. Nenhuma única pessoa foi avistada desde que chegamos a essa pequena cidade. O frio cortante machucava meu rosto e impedia-me de ter muitos pensamentos coerentes. Tudo que passava por minha cabeça é que não deveria estar tão frio na Austrália. O calafrio que passou por minha espinha arrepiando dolorosamente todos os pelos de meu corpo enviou um alerta a meu cérebro. E se o frio não fosse uma condição climática? E se não fosse o frio a manter todas as pessoas dentro de casa? De supetão parei sobre meus próprios pés, escorregando na calçada.

Draco... ­– Chamei-o por meio de um sussurro. – Você não está sentindo?

 Contudo quando olhei em sua direção encontrei um Draco extremamente pálido, paralisado com a aparição do dementador a nossa frente, já afetado pelo efeito dele. Agarrei a mão de Draco e o puxei correndo na direção contrária a qual íamos,  se eu estivesse certa um patrono não poderia nos salvar .

Eu tentava correr em um ritmo constante,  para o livrar do torpor, eu temia que meu patrono não tivesse força para afastá-lo e produzisse efeito contrário,  atraindo mais dementadores. Senti minha mão ser puxada para baixo pelo corpo de Draco que despencava de joelhos e embora a minha respiração estivesse acelerada pela corrida a de Draco era superficial, quase imperceptível. Agindo por total impulso lancei-me na sua frente,  sentindo minha alma se esvair enquanto tentava inutilmente concentrar-me em alguma lembrança feliz. Mas eu já estava destroçada,  e cada fragmento levado pelo dementador fazia com que minhas forças sumissem e a vontade de deixar-me levar aumentar.

Quando o sorriso de Draco começava a formar-se em minha mente enevoada dando-me o início de algo a que me agarrar, senti mãos finas agarrarem meus ombros e meu corpo ser içado.  A última coisa que vi antes de tudo escurecer foi o corpo de Draco ao lado do meu.

...

– Pobrezinhos,  por pouco não conseguem.

– Pobrezinhos? Gostaria de saber o que dois adolescentes faziam na rua essa hora.

– Ora Ren, não seja assim, são apenas crianças.

– Até onde eu sei, Jane, eles poderiam ser um deles.

Com a menção do nome de minha mãe as vocês que antes soavam distantes pareciam vir do meu lado, e fui tirada completamente do meu torpor. Embora ainda sentisse todo meu corpo fraco, reclamando. Abri meus olhos, piscando diversas vezes para me acostumar com a ausência de luz.

– É lógico que eles não são bruxos. Olhe para eles.

Senti a tristeza na voz de minha mãe, ouvi-la era quase como ser acariciada por seus dedos. Demorando para assimilar suas palavras, assustei-me com sua fala, ela havia dito bruxos? Por um momento acreditei que o Obliviate não havia funcionado, que ela lembrava de mim, mas meu peito se apertou com a continuação de sua fala.

–  Além disso, eles não usavam aqueles bichos de luz para espantar esses monstros, como os encapuzados usam.

Ela não se lembrava. O patrono foi uma das primeiras magias que expliquei aos meus pais, antes mesmo de ir para Hogwarts. Passarei dias falando a respeito e divagando sobre qual seria a forma de meu Patrono, desde então meus pais sempre perguntavam por cartas e nas férias se já havia feito um. 

Draco mexeu-se ao lado dela, preocupada com seu estado, Hermione sentou-se com um rompante,  o que assustou sua mãe e o tal Ren. Mas a sua atenção estava vidrada em Draco e deixando suas mãos pousarem sobre seu rosto usou feitiços silenciosos para ajudá-lo a recobrar a consciência.  Quando finalmente ele o fez, quase derrubou a garota ao lançar seus braços ao redor dela, afundando seu rosto no cabelo volumoso. Um pigarreio os fez afastar-se, embora minimamente. 

Ver minha mãe tão próxima a mim e não poder abraçá-la foi como golpear meu peito. Precisei morder a língua para impedir-me de perguntar por meu pai. Ela estava quilos mais magra e parecia terrivelmente cansada, mas ainda era ela.

– Olá,  crianças – seu tom era brando, mas demonstrava o mesmo cansaço que as bolsas arroxeadas sob os olhos. – como estão se sentindo?  Comam, vai ajudar.

Sua mão de dedos finos apontava para o prato ao nosso lado. E de fato meu corpo estava tão fraco que não discuti, apenas tomei o prato e pegando uma fatia de pão entreguei a Draco, meu olhar deixando muito claro que ele comeria por bem ou por mal. Quando terminamos, ela pegou o prato de minha mão, sempre com os olhos atentos sobre nós. Eu estava sedenta por informações, mas precisava ser cuidadosa, afinal eu já deveria saber de tudo. Contudo, antes que pudesse escolher as palavras a voz rude do homem ao seu lado soou.

– Vamos lá,  digam-nos logo o que estavam fazendo na rua essa hora?

– Nós... Nós estávamos tentando fugir. – torci para que o tremor em minha voz tenha parecido medo e não nervosismo.

A porta irrompeu cortando minhas palavras, prendendo-as na garganta em um bolo impossível de ser engolido. Meu pai passou correndo por ela, mas não tive tempo de processar a informação, dementadores o seguiram,  congelando todo o ambiente. O homem que parecia anos mais velho, não lançou mais do que um olhar em minha direção, indo direto em direção a minha mãe.

Estávamos completamente encurralados e sem saídas.  Olhando nos olhos de papai senti meu peito aquecer-se e lembrando-me de suas palavras quando recebemos a visita de Minerva para explicar sobre o mundo bruxo. "Você é boa, Hermione, seu coração é puro e doce, magia nenhuma pode mudar isso" deixei que o patrono em forma de lontra irradiasse pelo cômodo, afastando os dementadores que atacavam mamãe e Draco.  

Em um instante eu estava produzindo um patrono, no seguinte estava recebendo um chute no estômago e Ren estava em pé a minha frente, em suas mãos uma arma.

– Eu sabia – Sua voz soava colérica, aterrorizada – Sabia que você também era um desses monstros. Faça-os sair! Agora.

Completamente sem reação não conseguia me mexer. Meu olhar alternava entre ele e Draco, que novamente era beijado. Dei passos para trás tentando afastar-me dele, mas o olhar de minha mãe, iluminado por minha lontra me fez parar. Havia reconhecimento em seu olhar.

– Seu amiguinho também é um desses bruxos? Preste atenção em mim!

Mas eu não podia, ela lembrava! Minha mãe... Sua voz soando "Filha" misturou-se com o som do engatilhar da arma, ela já não estava apontava para mim, mas para Draco.  Meu patrono se desfez no momento em que as palavras saíram de minha boca.

Avada Quedrava

O som oco de dois corpos caindo, fez contraste com o metal da arma retinindo por meus ouvidos. Dois corpos jaziam no chão. Minha mãe se entregará ao assistir-me dar a minha alma. Já não havia nela felicidade para lutar, porque a filha dela já não existia. Então, já não havia mais nada para os dementadores em mim.  Eu não passava de uma casca vazia.


Notas Finais


MALFEITO, FEITO

E ai gente, o que acharam? Muito bom? muito ruim? muito cruel?
Digam-me por favor!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...