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História Queenshills - Capítulo 29


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Capítulo 29 - Capitulo XXIX


 

Iur precisaria ir até a cidade. Mirta ficava próximo ao espaço, em algumas horas de cavalgada chegariam lá. Mesmo assim, não era possível ir no mesmo dia e voltar. Passavam horas cavalgando e chegando lá, sempre ficavam numa hospedaria muito confortável. Pagavam os donos da estalagem com vestidos, sabões e varias peças interessantes de artesanato que as mulheres do espaço confeccionavam. Iam carregados, e voltavam carregados. Faziam essas viagens a cada 3 meses, e haviam pedidos de todas. Para o espaço, geralmente era necessário sementes para plantar, adubos e algumas armas. Eles gostavam de jogos no forte, e precisavam de enxadas, foices, coisas com ferro. No espaço não trabalhavam com serralheria, só com a marcenaria.

Mirta era uma cidade populosa. Ainda mantinham as mesmas facilidades de tempos antigos. Uma cidade grande, sem domínios. Havia ruas de asfalto, prédios altos, casas confortáveis. Eles tinham carros, motos, e objetos de tecnologia. Eram na maioria comerciantes, e ali em Mirta, por ser uma cidade portuária também viajantes. Encontravam-se ali pessoas de todo o mundo, que era menor, mas a curiosidade do ser humano não diminuiria.  Muitos homens viajantes passavam por ali, em enormes navios cargueiros vindos de outra parte. Em Mirta, era possível encontrar escolas, comércios, lojas de diversos produtos como roupas, hospedarias, vendas de barcos, carros e muitas facilidades que em Queenshills não eram necessárias. As pessoas de Queenshills, vivam muito bem sem tudo aquilo. Viviam uma vida natural e sem tanto consumo; os terrenos acidentados das florestas de Queenshills, não permitiam o trafego de carros e as mulheres que viviam ali, não desejam sair e explorar o mundo. Podiam deparar-se em lugares onde as mulheres não eram tão dominantes e respeitadas. Mirta era um desses lugares, cheios de homens que ainda estavam habituados aos costumes antigos. Mesmo assim, não eram grosseiros ou desrespeitosos como as pessoas de outras partes do mundo. Mirta era famosa por alguns artefatos tecnológicos que produziam muito bem. Heranças de uma antiga localidade chamada Austrália. Eles eram altamente especializados em holografia, e vinham pessoas buscar os produtos de toda parte ou eles também trabalhavam enviando para toda parte em aviões cargueiros. Nessa época, os céus não eram ocupados por aviões gigantes, devido a pequena população mundial. Mas existiam pequenos aviões e helicópteros mais potentes para sobrevoar. Eles não eram abastecidos por petróleo, e sim por energia eólica. O próprio vento gerado pelas turbinas, geravam a energia.

Mirta era uma cidade bem dinâmica. Havia locais bonitos para conhecer, bons locais para comer e beber. Dessa vez, Iur levaria Adam e Murack. O velho andava reclamando, parecia ter notado que fora esquecido por ali. Iur gostava do velho, ele sabia cozinhar divinamente, alem disso contava histórias sensacionais sobre tudo o que havia vivido. Eles teriam que voltar em sete dias, para a Festa da Gratidão. Os pedidos iam se multiplicando, Sandra aparecia no Forte cada dia com uma lista maior, as mulheres pareciam ficar enlouquecidas nessa época. Era tecidos, linhas, lantejoulas, sementes, galinhas... uma infinidade de produtos que elas precisavam para confeccionar e criar. Eles partiam com varias coisas para trocar pelos produtos e voltavam carregados com tantas outras. E nesse meio tempo, se divertiam um pouco. Falavam com outras pessoas, ouviam outras histórias e brincavam com os produtos tecnológicos. Podiam até andar de helicóptero e sobrevoar o pedaço de terra onde viviam. Iur havia conhecido há anos, um rapaz dono de um helicóptero. Ficaram muito amigos, e quando podia, ia visita-lo. Uma vez, foi acompanhar esse amigo em uma de suas entregas. Dessa vez, queria levar Adam e Murack junto.

Antes de ir, tinha que ver Maira. Assim que pensou nela, ela estava entrando no Forte. Ele sorriu ao vê-la. Era mesmo linda. Ela vinha caminhando deixando aquele cheiro de alfazema por onde passava. Seu perfume era delicioso, seus cabelos compridos reluziam a luz do sol, e seu vestido era vermelho escuro, colado ao corpo cheio de curvas. O vento fazia o vestido colar no corpo e revelar as coxas grossas e os seios volumosos. Seus olhos azuis sorriam, Iur percebeu que ela estava extremamente alegre.

Quando ela chegou perto dele, ele sussurrou em seu ouvido:

_ Estava pensando em você meu amor.

Ela sorriu, o cheiro delicioso de seu perfume tomava conta dele.

_Tenho uma noticia para te dar, podemos ficar a sós?

Ele pegou a mão dela, e levou-a até a sala de descanso. A essa hora, sempre estava vazia, ainda era cedo. A sala tinha paredes de vidro, e cascata que corria por cima do teto, escorrendo na parede. Era um ambiente calmo e perfeito para um bom descanso. Poltronas e divãs ficavam espalhados pelo espaço e havia também uma piscina bem quente em um canto.

Maira olhou para a piscina e disse que gostaria de entrar.

Iur sorriu, imaginou Maira nua na água. Mas lembrou da viagem.

_Querida, eu tenho que ir a Mirta.

_ Ah, é mesmo. Por isso recebi esse aviso para vir aqui. Tenho uma surpresa Iur, não pensei que fosse acontecer comigo, mas sinto-me a mulher mais feliz do mundo, não vou conseguir esconder de você, não quero. Você será pai, e eu, mãe.

Iur ficou parado, os olhos encheram de água, a garganta doeu, e o choro tomou conta dele. Um choro de alegria, com emoção e surpresa. Sentimentos que ele desconhecia tomaram conta dele, e quando olhou Maira nos olhos de novo, sabia que queria viver com ela para sempre.

 

 

 



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