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História Queenshills - Capítulo 31


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Capítulo 31 - Capitulo XXXI


A chama azul saltou da vela e tomou forma de uma fênix azulada e luminosa. As asas balançavam no ar, e a ave era bem grande. Coni sentiu-se privilegiada por estar tendo contato com um arquétipo tão majestoso e puro como a fênix do fogo. Coni ajoelhou-se diante da ave, e perguntou o que a fênix queria lhe dizer.

A ave enviou um recado telepático, não disse nenhuma palavra, mas a mensagem chegou imediatamente até Coni.

A mensagem dizia: a união do sagrado masculino e feminino vive sendo em mim e  em mim, a sabedoria busca o equilíbrio, a direção deve ser o amor. 

Coni perguntou o que ela deveria fazer.

Antes da fênix virar cinzas, ela pode ouvir. Transforme-se, una o masculino e o feminino antes que seja tarde demais.

Coni estava perdida. Essa mensagem era forte demais para ser ignorada. Sabia que tinha relação com Anne e Iur, Iur e Maira, ela e Arthur. Mas não sabia qual deveria ser o primeiro passo, como ela poderia modificar tudo o que foi construído. Haviam ali mulheres como Grenda, Sandra, Simona e tantas outras que acreditavam em tudo o que viviam. Sua mãe, lhe passou esse fardo. Talvez ela mesma, tenha se privado de algum amor. Nunca soube se sua mãe havia amado seu pai. Nem sabia quem era seu pai.

Coni ainda podia sentir o cheiro da fênix, misturado ao odor de lavanda. Cristine era mesmo um espírito forte, se permitiu que a fênix viesse, talvez até a própria amiga tenha mudado de opinião.

Ficou sentada, atônita. Lembrou-se do diário, já deveria ter purificado. Foi busca-lo, e verificou que estava limpo. Jogou fora o sal em água corrente, e abriu o livro. Sentou-se confortavelmente na frente da lareira e começou a ler.

As primeiras palavras escritas, eram: Tasmânia, maio de 2280

Onde deveria ser Tasmânia? Folheou o livro, e viu que ao final, havia um mapa daquela época. Tasmânia era uma ilha pelo que pode ver, distante de Queenshills, mas na mesma região. Começou a reparar que muitos lugares não existiam mais. Então, a ancestral de Grenda vivia na Tasmânia. Todas as paginas estavam datadas com Tasmânia, o mês e o ano. Hoje eles não utilizavam mais datas, elas não serviam para muita coisa além de medir o tempo e a passagem dos anos. Sabia que no passado, a vida era guiada por datas e horários, mas desde que Coni nasceu, já eram livres de datas e horários.

A autora começava falando sobre si mesma.     

Meu nome é  Jenifer, tenho 35 anos e sou casada. Tenho cabelos longos e lisos, são amarelos quase dourados. Meus olhos são verdes bem claros, e minha pele bem branca. Vivo na Tasmânia, uma ilha que pertence a Austrália, nasci aqui no ano 2245. Estamos no ano de 2280, aqui faz bastante frio e está bem populoso. A Tasmânia já foi mais vazia, mas os lugares bons para viver estão ficando escassos na Terra.

Coni conseguia imaginar Jenifer. Reparou que na página seguinte havia uma foto da mulher, e ela era mais bonita do que Coni havia imaginado. As roupas, eram bem diferentes. Calças, e botas altas, com casacos compridos. Estava com a posse de um documento verdadeiramente histórico. Ficou feliz, queria ler até o fim. Mas nesse momento, Sandra entrou, precisava falar com ela.

 

Enquanto isso, Murack, Adam e Iur já haviam percorrido boa parte do caminho até Mirta. A estrada que levava Queenshills até a cidade atravessava uma parte da floresta através de um caminho feito de terra pelos primeiros habitantes de Queenshills. Esse caminho era magnífico, com arvores altas delimitando as margens. Era cheia de curvas, sinuosa, mas logo avistariam o mar e seguiriam por estrada asfaltada até Mirta.

Nessa época, as arvores estavam vigorosas e verdes, os pássaros da floresta voavam por ali e nesse lugar, era possível avistar muitas corujas, o animal preferido de Iur.

Iur decidiu que parariam o menos possível, queria evitar atrasos e perigos desnecessários. Uma vez há muito tempo, foram roubados nessa estrada por saqueadores na ida para Mirta, e tiveram que voltar para o espaço sem concluir a viagem. Mas isso era muito raro ocorrer por ali, mesmo porque todos sabiam que Queenshills e seus habitantes não eram pessoas que se importavam com bens materiais valiosos.

Murack e Adam estavam muito animados. O único que já queria retornar para casa era Iur, mas os companheiros o faziam esquecer de Maira. Ele estava apaixonado pela mulher, pela primeira vez na vida, sentia que tinha reais motivos para viver.

Começaram a ouvir o barulho do mar ao longe. Murack ficou agitado, tinha esperanças de encontrar um navio que o levasse embora dali. Não contou para Iur, mas no momento certo contaria. Ele queria voltar para Arabis, não se conformava de ter sido abandonado pelo filho. Provavelmente algo tinha acontecido.

 

Anne estava pensando se contaria para Coni sobre a mensagem do silfo, sobre Iur e sobre sua vontade de viajar. Também estava preocupada com sua amiga Sophi, que só pensava em sua noite mágica com um homem. Ela já estava indo ao Forte para escolher o pretendente, mas não contava mais nada para as amigas. Era proibido, como ela dizia.

Sabia que Iur já tinha ido para a cidade, e naquela semana não se encontrariam. Ela precisava se preparar para a Festa da Gratidão, mas sentia que muitos assuntos importantes aguardavam uma resolução. Não se sentiria bem se sua mãe se sentisse traída por ela, a mãe depositava uma enorme confiança na direção que ela assumiria em Queenshills. Continuou a preparar os florais, precisava aproveitar o sol. Muitas pessoas vinham atrás dos florais de Queenshills na festa da Gratidão. Tinham fama mundial, eram os melhores remédios no tratamento de tristezas, mágoas, impaciência, medos e culpas.

 



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