1. Spirit Fanfics >
  2. Queima de arquivo. >
  3. Não-me-esqueças.

História Queima de arquivo. - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá! Pensei neste enredo e o escrevi, espero que gostem.

Recomendação de músicas:
• Shrike — Hozier.
• Moment's silence (common tongue) — Hozier.
• Movement — Hozier.

Capítulo 1 - Não-me-esqueças.


Os dedos dele batiam contra a cadeira estofada em que se mantinha sentado. A impaciência era notória em ambos os corpos, e eu já começava a internamente colapsar. O som da madeira maciça ecoava em minha cabeça, apesar de quase inaudível para os demais presentes naquela sala. 


Aliás, muito prazer, me chamo Lewis Shrike. Sou testemunha de um crime, e tenho informações que me colocam na fila de espera da queima de arquivos. Os investigadores precisam de mim mais do que precisam de si mesmos, e estou sendo obrigado a aguentar esse interrogatório todo.


— Eu não entendo o motivo de me manterem aqui com essa lista de questões. — Me pronunciei, logo ao fim da fala do velho homem que me interrogava. — Já dei o meu depoimento, disseram que eu estava liberado.


O olhar dele caiu sobre o meu, como um piano caindo do nono andar de um prédio. Eles não estavam me perguntando sobre o crime, não mais. Eles não estavam me perguntando sobre o que eu vi, não mais. Tudo dançava ao redor daquele maldito "segurança", como o etiquetaram, mas era apenas mais um dos agentes encarregados no caso. 


— Irei fazer uma última pergunta, e quero que me responda com sinceridade e honra. — Disse aquele velho de estatura mediana, me lançando um riso ladino. Aquilo me enojou, e suas palavras seguintes acarretara o sorriso matreiro em meus lábios se desfazer: — Teve um caso com o detetive Turner?


E foi nesse exato instante que minhas memórias vieram à tona. Finley Turner, seu filho da puta.


5 dias antes:

Estou sobrecarregado, não posso sequer dormir em minha casa. Me enviaram para um hotel mequetrefe com um estranho, não fomos apresentados e nem mesmo trocamos palavras. Tudo o que sei é que o dever dele é me proteger, foi contratado para isso, mas o clima entre nós não é um dod melhores. Ele evitava olhar para mim, e tudo piorou quando entramos no quarto e nos deparamos com uma cama de casal. — "Merda", o escutei praguejar e somente reprimi o riso que queria escapar. Quando se pôs adentro do cômodo e tirou o sobretudo, notei seu corpo bem desenhado e salivei, tenho certeza que essa noite me renderá boas memórias.


°°°

— A água é quente. — Ditou ele ao retornar até o quarto, enxugando os fios escuros e úmidos. Havia acabado de sair do banho e o perfume que usava me deixou extasiado. — Não fomos apresentados, e eu não estava muito animado para falar ou ficar com você.


Eu, que me encontrava sentado sobre a cama, logo virei o rosto para encará-lo — visto que este permanecia parado em frente à porta do banheiro. Sua fala não me contentou, como alguém não gostaria da minha presença? Céus, estaria eu sendo sensível demais? Ou ele insensível? 


— Não se preocupe, também não gostei de você. — Nunca fui o tipo de pessoa que rebate uma discussão ou faz transparecer emoções, mas aquele garoto havia me deixado queimando por inteiro. — Não parece ser muito competente. 


Vi o semblante dele perder ainda mais cor, como se de um azul fosse para um cinza escuro. Foi ali que percebi, não teria mais paz.

— Não consegue se proteger sozinho e eu sou o incompetente? Poderia estar realmente dentro do caso, poderia estar fazendo o meu trabalho como detetive, mas fui escalado para cuidar de você. — Sua voz rouca pulava um tom a cada passo que dava em direção ao meu corpo, e o medo entalado na minha garganta a apertava como um nó. — Seu filho da puta.


Não lembro bem quando começamos a nos beijar, só me recordo da toalha branca deslizando por suas coxas e indo de encontro ao chão, juntamente do meu olhar. Pensei que não fosse ser tão rápido, mas suas mãos firmes agarravam meus pulsos contra o acolchoado e aquele costumeiro e tão clichê frio na barriga me atingia. Sua língua se movia com urgência contra a minha, e por impulso ergui o meu quadril. Senti o roçar de seu membro teso contra a fina calça de moletom que eu usava, e não poderia negar, estava tão sedento quanto ele. 


Seu toque era bruto, e em questão de segundos já me encontrava de bruços sobre a cama. O traje que antes vestia já não se fazia presente em meu corpo, e a maneira como me provocava era torturante. Esfregava a glande pulsante e lubrificada contra a minha entrada, me fazendo beirar o insano ao ameaçar penetrar seu falo em mim. 


— Competente? Pareço ser competente agora? — Sua indagação era carregada de raiva, e porra, era tão erótico. 


Ousadamente me impulsionei contra sua extensão grossa, apertando os olhos e afundando o rosto contra o travesseiro ao tê-lo devagar entrando em mim. Meu membro contra os lençóis latejava tanto quanto o pau daquele filho da puta em meu interno quente. O espremia com o comprimir de minha entradinha apertada, gemendo de forma rouca e manhosa — odeio admitir, mas havia me transformado em uma puta necessitada. Também lhe arrancava gemidos, e tinha quase certeza que revirava os olhos em puro tesão acima de meu corpo. 


Dei o passe ao rebolar e empinar ainda mais o rabo, sentindo suas estocadas lentas que foram tomando ritmo com o passar dos segundos. Ele metia tão fundo e tão bem que me deixava quase sem fôlego. Nossos corpos em conjunto estalavam com o atrito gostoso exercido, e o calor infernal que se instalava em meu tronco proporcionava o orvalhar de minha pálida tez. O homem não estava tão diferente, e pude sentir seus beijos carinhosos ao longo de minha nuca. 


— Se-....Senhor, mais rápido. — Não sabia como me referir a ele, tendo em vista de que nem sabia o seu nome. Aquele foi o meu escape, e meu pedido foi acatado. 


Quando notei que soltou a minha mão, a direcionei logo para a sua nuca, e mesmo que de forma desajeitada entrelacei meus dígitos trêmulos em seus fios. Naquele segundo minhas pernas se encontravam tão afastadas uma da outra, ele ao meio continuando a me foder e o cheiro de sexo apenas aumentando. Estava tão perto de gozar, mas aquele filho da puta decidiu findar com tudo, me deixando a queimar em ódio. 


— Não, não! Por favor... — Supliquei, resmungando com a sensação do vazio que se instalou ao não tê-lo mais acolhido em meu interior. Queria não ceder tão fácil, não ficar tão a mercê, mas era inevitável. 


— Vai rebolar em mim. — Um riso roufenho foi solto. 


Decidi não recuar à sua ordem, estava tão maleável e carregado de tesão que não demorei muito para me sentar em seu pau. Aquele caralho me rasgava por inteiro, me fazia choramingar e chegava a deixar meus olhos marejados com o seu volume. Minhas mãos se espalmaram sobre seu peito desnudo e bem definido, meu visar percorreu seu semblante e sabia que não esqueceria facilmente daquela imagem; seus lábios avermelhados entreabertos e sua cabeça pendida contra o repouso, além da forma como revirava os próprios olhos. 


Meu rebolar era rápido, e sentia que poderia gozar sem sequer usar minhas mãos. A glande molhadinha do rapaz acertava meu pontinho por diversas vezes, e foi nesse solavanco que passei a quicar. Me deliciava com a sensação, com a boquinha aberta como a dele salivava e tinha até mesmo o queixo lambuzado pelo que escorria. O toque de seus dedos em minhas coxas me davam mais estímulo para continuar, até que enfim pude sentir a porra quente me preencher. Uma sensação única que me faz arrepiar somente em recordar. 

Quando o senhor esporrou em meu interno, não parei com o meu rebolar. Bastou mais alguns movimentos para que também gozasse, jorrando o prazer em seu peitoral e me reerguendo para retirar seu caralho de mim, apenas para que pudesse melar também o seu rosto. Estava exausto, e ainda mais, me contorcia com as pernas bambas diante do orgasmo que acabava de ter. 


— Como se chama mesmo? — Foi o que ele perguntou ao soltar um riso entrecortado, tentando controlar o ofegar. 


Depois dessa noite, guardei a eternidade que sonhei nos dias em que passamos juntos. Não foram muitos, mas sempre me avisaram que na juventude tudo parece infinito. Finley Turner ainda é um caso aberto para mim.

Interrogatório:

— Senhor Shrike? — Chamou-me a atenção.

Não.



Notas Finais


Caso haja algum erro na escrita, peço perdão. Obrigada por ter lido!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...