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História QUEIMOR: o incendiar de dois reinos (Imagine GOT7's Jackson) - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Oia, se Jackson Gege tem comeback, o mínimo que eu tenho que fazer é atualizar a fic né?!
Então tá aqui.


Boa leitura ♥️

Capítulo 4 - A linha tênue entre sonhos e verdades


Fanfic / Fanfiction QUEIMOR: o incendiar de dois reinos (Imagine GOT7's Jackson) - Capítulo 4 - A linha tênue entre sonhos e verdades


MINHAS MÃOS ESTÃO CERRADAS em punhos, meu coração bate forte no peito e minha boca se aperta tentando conter o grito de ódio que ameaça a sair.  Meus olhos não conseguiam se desviar da mulher na mureta do castelo, do seu vestido, de sua postura e muito menos esquecer o que dissera. O que ela representava... Nada parecia com a mulher que conheci.

Da escuridão, da onde ela não pudesse me reconhecer a via acenar sorridente para os homens que nunca foram seu povo, que não cresceram com ela e escravizam os menos afortunados. Niara não era mais a princesa de Ina sisun, agora ela era a rainha de Dreamy Deer como ela mesma disse, um povo desconhecido e que até pouco tempo ela temia e fugia louca para voltar para sua terra do outro lado do oceano.

O homem ao seu lado, o rei Jackson. Eu o queria morto, queria lhe acertar uma flecha no coração por estar segurando a Niara como se eles tivessem algo mais do que um contrato de paz.

—É melhor voltarmos à estrada. — o homem branco disse ao meu lado. Viro-me o suficiente para que ele perceba minha expressão de desgosto, mas ele nem mesmo pisca. Seu rosto mantém uma expressão de tédio me encarando.

— Isso é uma ordem? — mostro-lhe os dentes.

— Disse desde o começo que não daríamos ordens em ninguém, somos aliados lembre-se. — o homem que se dizia Lorde das Ilhas do Sul me encarou sem temor. — Não podemos ficar tempo demais. Você me disse que não sente nada por ela, então me questiono porquê estamos aqui e não a caminho do meu castelo.

— Você se questiona demais sobre coisas das quais não são da sua conta. — puxo o capuz tapando melhor meu rosto e me adianto no meio da multidão que gritava para o casal real. 

O casal cujo desfaria, o trono que ele destruiria para forjar o seu no outro lado do oceano com o crânio de Jackson, especialmente no alto da sua sala, enfeitando-a e Niara.... Com sua rainha ao seu lado. 

Do jeito que sempre planejou.



OS DIAS ESTAVAM MAIS frios naquela semana após minha coroação e por mais que eu quisesse ficar mais tempo enrolada debaixo dos edredons, eu não podia. Como rainha e a senhora de seu castelo, eu tinha que ler relatórios de atividades domésticas, ler requerimentos da população e ainda ter minhas aulas com o Supremo Sacerdote sobre a história e costumes do reino e, principalmente, como uma dama da corte deveria se portar frente a sociedade.

No pouco tempo que me sobrava passava desvendando os lugares dentro do castelo, havia muitos quartos e cômodos inabitáveis, ia até a cozinha e trazia comigo alguns pães, caminhava pelo jardim e regava algumas flores. Em algumas manhãs em que me sentia disposta ir até a sala das mulheres, mas a condessa que era a que eu queria incomodar nunca estava lá e muito raramente as mulheres que encontrei com ela na primeira vez.

Caminho pelo corredor externo com minhas mãos prendendo minha capa pela frente do corpo. Estava vestida de toda forma possível, mas nem isso era capaz de me aquecer de forma satisfatória e por culpa de Jackson, o dito meu marido que não via a dias, tinha que enfrentar o fim da tarde no lado aberto do castelo para encontrá-lo. Minhas mãos e dentes batiam trêmulos, sentia que se ficasse mais tempo ali poderia perder meu nariz de tão congelado que ele se encontrava.

O jantar já fora servido e ele novamente não veio comer comigo, não é como se eu me importasse se ele comia ou deixava de fazê-lo, mas daqui a pouco os outros começarão a desconfiar de nosso relacionamento e isso não seria nada bom.

A medida que me aproximo da sala de treinamentos que minhas criadas afirmaram que ele estaria, começo a ouvir sons de lutas, urros e coisas caindo pelo chão. Cerro minha caminhada na porta aberta, ficando boquiaberta ao encarar os dois homens com espadas empunhadas, tilintando-as pelo grande salão. Jackson vestia apenas calças de couro e suas botas, seu cabelo caía por sobre o rosto, mas isso não parecia o incomodar. Se fosse eu, certamente me incomodaria, por isso sempre prendia meu cabelo ao praticar caça.

Sua postura era muito elegante e seu olhar muito atento ao oponente, poderia compará-lo a um felino. Calmo, esperando, calculando, brincando com sua presa. Era a primeira vez que o via em uma batalha e tinha que dizer que o rei é muito bom nisso. O observo se aproximar do homem à sua frente, os passos firmes e seguros do que fazer, meus olhos sobem se atentando ao abdômen exposto, seu peito contrai e relaxa mais rápido. O que me diz que está cansado, mas não é o que seu rosto passa. Parece que Jackson está pronto para enfrentar um batalhão se for preciso e isso me deixa encantada.

Ele até me parecia outra pessoa ali erguendo a espada e atacando o homem à sua frente. Franzo o cenho para seu ataque impulsivo, o oponente logo trata de desviar girando para o lado esquerdo do rei, mas Jackson já está o acertando com um chute no peito. A espada do homem ruivo cai fazendo um barulho agudo no chão, mas ninguém se atenta ao detalhe da perda da arma, Jackson joga a sua para longe enquanto o outro se aproxima dele com os punhos posicionados.

O ruivo tem os lábios sangrando e sua respiração não está muito melhor do que a de Jackson, ele inclina a cabeça para os dois lados alongando o pescoço— o tempo todo sem tirar seus olhos de Jackson. Este que, por sua vez apenas lhe deu um sorrisinho de lado e defendeu o punho que lhe vinha pela direita. Seus movimentos são muito rápidos,  mal posso acompanhá-los com os olhos.

É fascinante. Se soubesse que vê-lo lutar era tão incrível teria o feito antes.

Os giros em suas lutas são tão graciosos e sua dedicação tão atraente, que me vi adentrando a sala me sentindo ansiosa, desejando a adrenalina que ele experimentava. Eu queria lutar também, queria que Jackson ou o ruivo me desafiasse. Se colocassem uma lança em minhas mãos... Sorrio orgulhosa sabendo que nenhum deles me venceriam no estilo africano de luta.

Mas a fantasia logo se desfaz.

Algo como um fio é colocado contra minha garganta. Meu corpo se torna estático na hora e me contenho para não me virar e encarar o infeliz que empunhava uma adaga contra mim. Voltando meus olhos para luta, os dois homens permanecem alheios a mim, então eu teria que lidar com isso sozinha, que de certa maneira me deixa ainda mais animada...

Deixo minhas mãos caírem livres ao lado do corpo, a adaga segue rente a minha pele me deixando irritada. Trato de uniformizar minha respiração o mais rápido possível, logo precisaria dela para manter-me bem durante o combate. 

— Mexa-se mais um pouco e estará morta. — a voz sedosa chega até os meus ouvidos e não consigo evitar deixar escapar uma risadinha. Levo minha mão com cuidado até a lâmina da adaga, testando os limites que podia cruzar, logo que se agarrasse o cabo, o homem teria mais vantagem para passá-la pela minha linda garganta.

— Ou você estará. — sibilo com a mão fechada. A lâmina tinha sua superfície gelada e seu corte provavelmente me mataria se eu não fosse cuidadosa. Num piscar de olhos, ergui minha perna chutando-o por trás, movimento que ele desviou para o lado como imaginei que faria, apenas me dando mais espaço para me locomover. Ainda com a lâmina ameaçando minha vida, afastei seu braço de mim, o contornei por baixo e o acotovelei pelas costas com toda força que tinha.

O homem resmungou alguma coisa e então sua mão livre me puxava pelo capuz para sua frente. Sinto minha palma ser cortada e a solto imediatamente para socar por baixo meu oponente. Meu punho acerta seu queixo e mesmo com o capuz espalhafatoso me atrapalhando, pude vê-lo ter sua cabeça jogada para trás. 

Aproveito o momento para me livrar dele e soco seu ombro o fazendo afrouxar a mão agarrada ao capuz. Como um desejo que é mais forte do que eu, permito-me experimentar o giro que observei de Jackson. Reproduzo o movimento e chuto a lateral do oponente. O moreno cambaleia para o lado me permitindo escapar, mas não demora muito para que se recupere. Seu olhar por trás do longo cabelo é tenebroso, deve estar morrendo de raiva por perder para uma menininha. Em outro momento eu poderia até sentir medo de lutar com alguém com um olhar tão selvagem, mas ao contrário, eu me sentia a todo vapor.

Sorrio sarcástica para ele, só para vê-lo enrugar o nariz e mostrar os dentes brancos como um animal silvestre. Ah que saudade de fazer isso, já tinha lidado com muitas caças de paciência explosiva como essa. Ergo minha mão acenando para ele  vir com tudo.

Fitando minha zombaria para com ele, o homem posiciona as mãos frente a seu corpo produzindo movimentos que não sou capaz de compreender, seu rosto é preenchido por cicatrizes negras crescendo do pescoço tampado pelas roupas, seus olhos ficam mais brilhantes sob as mechas escuras e seu corpo parece tremer um pouco. 

O que diabos era aquilo? 

Desfaço o laço do capuz e me desvencilho da peça. O vestido que usava por baixo nada me ajudaria, mas aí vamos nós... Flexiono minhas pernas e posiciono meus braços, o esquerdo formando uma barreira para minha defesa enquanto o direito permanece mais retido atrás para um ataque. Zuli me ensinou diferentes táticas de defesa e ataque durante quase dois anos, até que eu fosse capaz de fazer todas perfeitamente. Como sou pequena é mais fácil me atacar e eu aparento ser frágil, tinha que usar tudo isso contra meu inimigo e me aproveitar.

— Está com medo, gatinho? — brinco com ele e este faz o que todos que possuem cabeça quente fazem, atacam assim que ofendidos. Seus passos ecoam forte no chão, cobrindo rapidamente o caminho até mim e eu aguardo paciente seu movimento.

— JB! — o grito ecoam de trás até nós e de repente meu oponente é lançado a metros de distância de mim. Meus olhos seguem o corpo voando se chocar contra a parede e cair no chão como se não fosse nada. O ruivo que antes lutava com Jackson corre e se agacha ao lado do moreno. Assim que seus dedos tocam a testa do homem suas marcas negras começam a se locomover como serpentes na pele branca. Recuando pouco a pouco para baixo, sob a gola alta de sua camisa. 

— Você está maluca?! — giro meu rosto para encontrar Jackson, seus olhos estão completamente negros encarando-me.  Ele parecia feroz. Sinto um arrepio correr por minha espinha.

— O quê? — pisco confusa para ele. Seu semblante tem o misto de preocupação e nervosismo, mas aqueles olhos, como podia estar tão pretos? — Seus olhos. O que aconteceu com eles?

Jackson arqueia as sobrancelhas e num movimento veloz ele me prende de costas ao seu corpo, sinto seu peito respirando contra minhas costas, seus braços rodeando-me. 

— O que está fazendo? Me solte! — grito para ele tentando me soltar, mas seus braços apenas me apertam mais.

— Yugyeom! — ele grita. Encaro o  ruivo que cuidava do meu oponente, este que ao ouvir algo do tal Yugyeom assente com a cabeça baixa. Obedecendo ao chamado de Jackson, o homem vem até mim.

— Tem certeza disso? — seus olhos caramelados desviam de mim para o rei e de volta para mim de novo. Sua destra vai até minha cabeça, a palma suada direcionada a minha testa, a sensação de uma faísca corre por mim, tento me desvencilhar de Jackson, mas não consigo mais me concentrar nem me acalmar, seu aperto está começando a me machucar e a faísca de antes está sendo substituída por uma enxaqueca alucinante.

O que estava acontecendo?

— Me soltem!!! — minha voz sai mais alta do que jamais achei que poderia, as tochas que iluminavam o salão tiveram suas chamas aumentadas, meu corpo parecia estar com febre, ouço a voz de Jackson lamuriar algo que não entendo, o homem na minha frente parece suar, a dor se torna mais difícil de suportar, me corpo está ardendo de dentro para fora. Eu não conseguiria aguentar por muito tempo. — Me soltem agora!!

Então tudo eclodiu.

— Senhora! Senhora! — meu corpo era balançado de um lado para outro. Abro com dificuldade meus olhos, eles estavam muito pesados, sentia minha pele úmida e meus músculos atrofiados, me deixando dolorida. O rosto de Maria entra no meu campo de visão e tudo que consigo gesticular para ela é que me dê um copo de água, o que ela faz prontamente.

Sentando-me de forma lenta, tomo o copo de sua mão e consumo a água o mais rápido possível. Minha respiração... meu coração batia tão rápido que meu peito doía pelo esforço. Meu Deus, eu preciso me acalmar. O que foi aquilo? Eu estava no salão de treinamento do rei e de repente estou no meu quarto.

— O que... o que aconteceu? — falo ofegante. Carina que se mantém parada ao pé da cama me encarou assustada.

— A senhora estava gritando muito enquanto dormia. — ela respondeu simplista.

— Mas... — lembro-me claramente de estar na sala de treinamento, lembro-me de estar irritadiça com frio, de querer lutar, de lutar com alguém. Tudo fora um sonho? E aqueles rostos? Eu nem os conhecia! — Eu não tinha ido ver o rei?

As criadas se encaram e voltam seus olhares estranhos para mim.

— A senhora deve ter pegado algum resfriado ontem a noite, quando chegamos a senhora ardia em febre, deve ter sido uma alucinação. — Maria colocou sua destra sobre meu rosto, provavelmente checando minha temperatura. — Já avisamos ao rei e chamamos um médico. 

— Sim, — Carina disse prontamente chamando nossa atenção. — o doutor da família real vai cuidar muito bem da senhora. Ele é muito bom. 

— Se continuar me elogiando tanto fazerá inflar meu ego, Senhorita Smith. — um homem alto vestindo jaleco adentra meu quarto, passando por Carina que cora uns três tons de vermelho só de ver o rapaz. 

Maria se afasta permitindo a aproximação do médico, indo para o lado de Carina.

Ele parece jovem demais para essa profissão, diria que teria que ser um prodígio para tão jovem já poder atender. E ainda por cima, atender a nobreza.  Quando seu sorriso simpático é oferecido a mim ao se reverenciar, eu só consigo me atentar aos fios ruivos de seu cabelo e quando seus olhos miram meu rosto, as pupilas claras me fazem recordar do sonho.

— Majestade, eu sou Kim Yugyeom. Médico da família real.



Notas Finais


Não sei se ficou bom, então me deixem os feedbacks de vcs no comentários, preciso saber please

♥️♥️♥️♥️


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