História Quem cala consente. - Capítulo 26


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Categorias Histórias Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishounen, Comédia, Ecchi, Famí­lia, Festa, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 26 - Só quatro meses.


Fanfic / Fanfiction Quem cala consente. - Capítulo 26 - Só quatro meses.

Quanto dói perder quem você ama? Qual a sensação de sentir a pessoa que você mais ama se esvair de suas mãos em um piscar de olhos? Como é se sentir vazio e sozinho? São perguntas que machucam quando indagadas, mas precisam ser sentidas. As vezes precisamos de uma grande dor para mudar ou até mesmo de um grande amor que talvez nem fosse tão grande assim.

Todos os dias alguém se presta para mudar por outro alguém, mas talvez nem seja reconhecido. O que eu quero entender é o do porquê disso, você se doa e a pessoa te destrói como se nem tivesse sentido nada por você? Ou te queima para Deus e o mundo!

A pessoa em momento algum pensou na dor que você iria sentir, mas tem dores que só você sabe. Tem coisas que minhas palavras não vão mudar, mas eu sei que um abraço em qualquer hora do dia é maravilhoso e te faz sentir que tudo que você passou valeu a pena.

A pessoa valeu a pena, mesmo que ela não tenha notado seu valor.

Samuel e Henrique sempre foram sinceros quanto ao que sentiam ou faziam, mas Henri tomou outro rumo da sinceridade. Não queria contar porque sabia que poderia estar magoando Sammy, mas ao mesmo tempo errou em não confiar nele.

Henrique é só uma pessoa, ele pode errar as vezes.

H.J/Eu vou conseguir, eu tenho que conseguir... –Disse enquanto atravessava a rua que dava de encontro com a porta do aeroporto.

H.J estava suado e muito ofegante. Seu coração estava batendo muito mais rápido do que deveria, e não era para menos, ele estava muito nervoso. Andou muito rápido quando cruzou a porta de entrada, tinha tanta gente ali que até cansava em olhar. Parecia que estavam ali só para atrapalhar.

Olhava para todos os lados em busca dele... Samuel. O tempo passou rápido demais, sabe que deveria ter cuidado o horário e se o perder vai se martirizar pelo resto de sua vida. Não temos tempo para pensar no futuro e sim o agora.

Henrique bagunçou seus fios em busca de concentração, mas não a encontrava de forma alguma. Apesar de ser alguém muito inteligente, era muito lento e isso não estava ajudando em nada. Pelo menos não para ele.

Até que se passaram alguns minutos de Henri indo para lá e cá, os horários estavam embaçados em sua cabeça e visão, estava com tanto medo de perder Sammy que a cada meia hora algum aglomerado de pessoas ia embora, e seu coração apertava em pensar que S.S pode estar ali no meio. Mas, não estava, ele tinha certeza.

H.J se sentou em um dos bancos, colocou suas mãos atrás da cabeça e olhou para seus pés. Por alguns segundos viajou dali e só voltou quando sentiu uma gota cair, ela era quente e acolhedora, naquele momento só ela entendia a dor que ele estava passando.

Será que Samuel me esperou?

Era o que esperava e temia. E se ele não tivesse esperado e desistiu? Henrique não iria suportar saber que a culpa disso era dele. Eles brigaram por causa da mentira dele, não se falaram porque ele ficou com medo e não se despediram porquê Henrique esqueceu! Como não se culpar por tudo isso!

H.J nunca chora na frente de quem não tem intimidade e se viu completamente preso em um lugar cheio de gente que nem entendia o que se passava, naquele momento só Samuel acabaria com esse sentimento pesado que ele estava.

Até porque era por causa dele que tudo isso estava acontecendo.

Alguém se sentou do lado dele, o sentimento acolhedor que sentiu era familiar, uma mão fria em suas costas destacava quem estava ali.

S.S/Eu esperei você por tanto tempo, mas eu não vi você... –Respirou fundo e no mesmo segundo que ouviu isso H.J o puxou para um beijo.

Foi uma surpresa para ambos.

H.J/Me desculpa, eu esqueci. –Samuel deu uma risada falha.

S.S/Estou, mas não estou surpreso. –H.J deu um sorriso triste.

H.J/Se você quiser ir... eu quero que você saiba que está tudo bem... está tudo bem. Eu entendo. –Disse chorando e limpando algumas lagrimas.

S.S/Nossa vida juntos... foi o único lar que eu realmente tive. Eu te amo, sempre vou.

H.J/Eu te amo. Eu realmente te amo. –Sua respiração era pesada e em seus olhos o tom de verde era tão claro quanto sua sinceridade. Eu pude ver o outro lado daquela tese.

A maior merda que existe no mundo é a tese sobre tudo ter um início, meio e fim. Mas quem disse que teria que ser nessa ordem, não é mesmo?

H.J/Você é como um farol me guiando na escuridão, é como uma grande estrela dourada e por alguma razão bizarra, você escolheu deixar eu te amar. (S.S) –A cada silaba eu sentia meu copo se arrepiar e flutuar. Com medo e alegria, não vou dizer adeus para ele. Não posso.

Samuel estava com tantas emoções que não conseguia pensar em nada além daquelas três palavras que por algum motivo hoje estavam carregando um fardo maior do que o normal.

H.J/Eu sinto que se eu te convencesse a me deixar, eu ficaria bem. Tudo ficaria bem. –H.J apertou suas mãos em conjunto e se mexeu levemente, dando entrada para uma brisa ser plateia dessa grande despedida.

S.S pensava na possibilidade de não sentir aquele cheiro novamente. Era algo doce, mas suave, sempre que sentia aquilo sabia que era Henri, afinal seu cheiro era único. Assim como o todo.

H.J/É uma promessa. A promessa de continuar te amando pelo resto da minha vida.

E depois dessa leve encarada, troca de olhares e por fim uma perda total de folego de ambos. Sammy falou.

S.S/Você é meu herói, sabe disso certo? –H.J não podia conter o sorriso largo que esbanjava a felicitação de ser correspondido.

H.J/Você é minha víbora suprema. –Samuel se jogou em seus braços e o beijou apaixonadamente, como se fosse a última vez.

Henri riu e segurou sua mão; se encararam e ali souberam que não importasse o tempo ou lugar que estivessem, saberiam que se amavam.

Levantaram juntos, seguraram as mãos e caminharam até o embarque. Sabe quando olha para aquela pessoa e sente que apenas do lado dela vai se sentir bem? Os dois sabiam que iria doer por um tempo, mas estavam dispostos a passar por essa dor juntos.

Como sempre fizeram. Juntos.

S.S/Eu te vejo no casamento da Jord? –Henri assentiu e Sammy abaixou a cabeça.

H.J levantou seu rosto em sua direção e abriu um sorriso acolhedor.

H.J/Não se preocupe, vamos dar um jeito, sempre damos. –Ambos sorriram, mas sabiam que não ia ser igual.

Quando alguém que você vê todos os dias se vai, algo muda, como se tudo ao redor não fizesse mais sentido, a pessoa que está com você que dá sentido. Essa pessoa é teu sentido para tudo. O sorriso dela, o modo como só ela te faz sentir. Cada detalhe que você passaria horas pensando e dizendo para quem quisesse ouvir.

Mas, a vida não é perfeita. Quem dera se fosse.

A verdade é que perdemos contatos com o tempo, as conversas que te prendiam se tornaram lembranças e sensações e por mais que você corra atrás de continuar como antigamente, tem um momento na corrida por isso que apenas você nota que nada vai ser como antes; então você se vê em um caminho de círculos sem fim. Em busca de algo que não vale mais tanto quanto pensa ou deva ser.

S.S/Isso não é um adeus, não é? –H. J negou imediatamente.

H.J/Seria, mas vamos nos ver outra vez ou melhor. Iremos nos ver sempre que pudermos. Eu vou estar aqui daqui a quatro meses... te esperando, o tempo que for preciso. –Sammy o apertou em um abraço forte.

S.S/Eu irei vir em quatro meses; irei te beijar várias vezes, dizer que te amo todos os dias que puder, te ligar, te amar sempre e sempre. –Começou a chorar.

H.J/Até logo Víbora suprema. –Se beijaram.

S.S/Até logo Henrique Jokiaho. –Passou pela porta que dava de encontro ao avião.

 

Henrique continuou olhando até ele virar para trás e acenar uma última vez até seu próximo encontro; ele fez isso, até mandou um beijo no ar.

Agora é só esperar quatro meses, fácil, não é?

 

 

 

 



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