História Quem de nós dois - Capítulo 30


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Categorias Alexandre Nero, Giovanna Antonelli, Salve Jorge
Personagens Alexandre Nero, Giovanna Antonelli
Visualizações 184
Palavras 1.284
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, crianças. Sentiram saudade?

Capítulo 30 - Apenas amigos


Alguns dias se passaram. E Alexandre não tentou mais se explicar para Giovanna. Estava magoado por ela não ter confiado nele, e prometeu a si mesmo não mais se humilhar para ela. Ia até à casa dela ver Pietro e acompanhá-la nas consultas. Falavam apenas o necessário um com o outro, e apesar de tudo aquela situação o estava incomodando. Por isso, um dia após uma consulta, resolveu chamá-la para uma conversa franca.

– O que você quer falar? – Giovanna perguntou tirando os sapatos e se acomodando melhor no sofá.

– Não vou pedir pra voltar com você, se é isso que está pensando. – Nero disse com mágoa na voz. – Quero só te lembrar de uma coisa.

– O quê? – olhou-o seriamente.

– Que independente do que aconteça entre a gente, nós vamos ter duas filhas e tem o Pi também, que você sabe que eu amo como se fosse meu. – afirmou.

– Eu sei. – Giovanna engoliu em seco desviando o olhar dele.

– E por esse motivo, quero te pedir que a gente tente pelo menos manter uma amizade. Não por nós, mas por eles que não tem nada a ver com os nossos problemas. – ele disse sério.

– Eu... – ela respirou fundo, percebendo que ele estava certo. – Tudo bem. Você tem razão. Me desculpa pela frieza, é que...

– Não precisa se explicar. Como eu disse, vamos pensar nas crianças. – falou, não deixando que ela terminasse de falar.

– Sim. – concordou.

– Bom, é isso. Tô indo agora. Se você precisar de qualquer coisa pode me ligar, ok? – disse se pondo de pé.

– Aham. – assentiu.

– Eu posso me despedir delas? – apontou para a barriga dela.

– C-claro. – Giovanna concordou receosa e ele se abaixou ficando próximo a barriga dela.

– Amores, o papai tá indo agora, mas prometo voltar rápido pra ver vocês, tá bom? Se comportem e cuidem bem da mamãe, tá? – finalizou dando um beijo na barriga dela. – Tchau, Giovanna. – beijou o rosto dela, indo embora em seguida.

Após a saída de Alexandre, Giovanna ficou algum tempo ainda na sala refletindo sobre tudo o que aconteceu.  Deixou uma lágrima solitária rolar por seu rosto, enxugando-a rapidamente.

– Vai ficar tudo bem, meus amores. A mamãe promete. – disse acariciando a barriga carinhosamente.

                             xxx

Um mês se passou após a conversa de Giovanna e Alexandre, e o relacionamento dos dois melhorou na medida do possível. Já haviam comunicado à imprensa sobre a gravidez de Giovanna e o término. Nesse tempo conseguiram estabelecer uma convivência melhor, mas nada além disso. Nunca mais haviam conversado sobre eles ou o fim conturbado do relacionamento. Alexandre passava um tempo considerável na casa de Giovanna. Estavam tentando ser amigos pelos filhos e parecia estar dando certo. Hoje, Alexandre estava lá novamente, havia ido levar Pietro na escola a pedido do menino.

– Sabe o que eu tava pensando? – Alexandre disse, enquanto esperava o garotinho ficar pronto.

– O quê? – Giovanna respondeu.

– Você já está com quatro meses e ainda não pensamos em nomes pra elas.

– Você tem razão. – pensou por um momento. – Tem alguma sugestão?

– Eu...

– Vamos, papai. Tô pronto! – Pietro surgiu na sala interrompendo a conversa.

– Opa! Tudo pronto mesmo? – o ator perguntou para o menino.

– Aham. – assentiu.

– Então, vamos. Se despede da sua mãe.

– Tchau, mamãe. – abraçou Giovanna.

– Tchau, meu amor. Estuda direitinho, tá? – beijou a bochecha dele.

– Tá. Tchau, maninhas. – beijou a barriga da mãe deixando os adultos emocionados.

– Alexandre. – Giovanna chamou quando ele já estava na porta com Pietro.

– Oi. – se virou para ela.

– Volta depois que você deixar o Pi, pra gente conversar sobre os nomes, tá?

– Ok.

Como combinado, assim que deixou Pietro na escola Alexandre voltou para conversar com Giovanna.

– E então, que nomes você tem em mente? – Giovanna perguntou.

– Não sei. – Nero disse pensativo. – Nome é uma coisa séria.

– Sim, mas temos que escolher. Elas não podem ser chamadas de bebês pra sempre. – ela disse sorrindo.

– Eu sei. – ele pensou por um momento. – Que tal Antônia? Tem uma sonoridade bonita e é um nome forte.

– Antônia. – testou a pronúncia. – É bonito mesmo. Gostei. – sorriu.

– Quem bom. – o ator sorriu também. – Mas ainda falta um.

– Hum... eu estive pensando esses dias e, por que não Sofia? Gosta?

– É bonito, gostei também. – concordou.

– É isso então, Antônia e Sofia? – perguntou para ele.

– Por mim, sim.

– Por mim, também. – afirmou.

– O tempo tá passando rápido, né? – olhou-a. – Sua barriga tá crescendo.

– Tá sim. – olhou a própria barriga. – Já, já elas vão começar a mexer.

– Mal posso esperar. – ele disse com os olhos brilhando.

– Eu também.

– Só que...

– O que foi? – Giovanna perguntou.

– E se eu não estiver perto quando elas mexerem pela primeira vez? – ele respondeu triste, apenas por pensar na possiblidade.

– Não se preocupa com isso. Prometo te ligar se acontecer e você não estiver perto. E você sabe que pode vir aqui sempre que quiser, né? – a atriz disse.

– Eu sei. – sorriu fraco.

A verdade era que mesmo não admitindo para Giovanna, Alexandre não estava sabendo lidar com aquela situação. Lhe doía pensar que em alguns meses suas filhas nasceriam e teria que visitá-las em outra casa. Não sabia como lidaria com isso. Estava fazendo o máximo que podia para aprender a encarar aquele nova realidade, mas no fundo não tinha certeza se conseguiria. Tudo que mais queria era estar com Giovanna em todos os momentos. Seria pai pela primeira vez e queria viver a experiência plenamente. Pensar que talvez não conseguisse o frustrava demais.

– Vou indo. Quando o Pi sair da escola eu vou buscá-lo, tá? – avisou e Giovanna assentiu.

Como prometido assim que o menino saiu da escola, Alexandre o levou de volta para a casa de Giovanna.

– Achei esse menino perdido e trouxe pra você, quer? – brincou entrando na sala com Pietro sobre os ombros.

– Claro que sim. Ele é lindo demais. – a atriz disse sorrindo. – Dá beijo aqui, filhote. – pediu se aproximando dos dois.

– Pera, aí. – Nero o desceu dos ombros para seu colo.

– Hum... que beijo goxxxtoso. – abraçou o filho. Pietro estava no colo de Alexandre e abraçou a mãe com um dos braços, deixando assim os dois próximos. – Maria, tá te esperando pra tomar banho. Vai lá, vai. – pediu ao filho, que prontamente obedeceu.

– Você vai brincar comigo hoje, não é papai? – o menino voltou para perguntar.

– Claro. Agora, vai lá tomar banho. – Alexandre respondeu.

Almoçaram os três juntos. Alexandre passou algum tempo com Pietro, mas logo teve que ir embora pois tinha algumas coisas sobre o cd para resolver.

                             xxx

Alexandre falava ao telefone com o produtor de seu cd, quando a campainha começou a tocar.

– Aham, tudo bem. Vou ter que desligar agora. – encerrou a ligação, saindo do pequeno estúdio que mantinha em sua casa. – Karen? – disse surpreso assim que abriu a porta.

– Oi. Será que eu posso entrar? – a mulher pediu.

– Claro. – deu espaço para ela entrar. – Senta. – apontou o sofá.

– Eu não consegui parar de pensar na confusão que eu causei na sua vida, por isso vim aqui hoje. – ela disse assim que sentaram. – Como ficaram as coisas com a sua namorada? – perguntou.

– Nós terminamos. Na verdade, ela terminou comigo. – contou.

– Nossa! Eu... sinto muito, de verdade. – tocou uma das mãos dele.

– Tudo bem, você não teve culpa. – afastou a mão.

– Se você quiser, eu posso ir com você até ela explicar tudo. – ela se dispôs.

– Não precisa. Não ia mudar nada, e duvido que ela te ouviria. – suspirou.

– Me desculpa, mesmo. Eu não tive a intenção de causar tudo isso.

– Tudo bem, eu sei disso. – sorriu fraco.

– Eu queria muito te ajudar de algum jeito. – Karen afirmou.

– Não tem nada que você possa fazer, mas obrigado mesmo assim. – o ator disse e a mulher assentiu.

– Então, eu vou indo. – ela ficou de pé. – Tchau, Alexandre. – beijou o rosto dele demoradamente, antes de ir embora.


Notas Finais


Karen é uma pessoa muito boa, até tentou ajudar o otp e vcs aí com ranço dela, tadinha kkkkk


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