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História Quem de nós dois (Marcas de ontem) - Capítulo 125


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Notas do Autor


Bora lá, mais um capítulo, vou começar, último do feriado, agora pode ficar mais difícil de atualizar, mas vou continuar me esforçando.
Pode ter errinhos por falta de revisão, relevem por favor.

Boa leitura!!!

Capítulo 125 - Inestimável


- Tia Morgana? – fitou incrédula a mulher a sua frente.

Thranduil e Elrond assistiram a cena com expressões indecifráveis, era evidente que a fada usava magia para alterar a percepção da mortal sobre o que ela era, usava glamour.

- Luna! – abraçou sua protegida, percebeu a rigidez inicial em seu corpo, até que a mesma retribuiu seu abraço.

- Sua benção... – pediu um tanto sem graça, havia tanto tempo que não via sua tia.

O rei desenformou o bolo e o fatiou, felizmente a receita era grande o suficiente, estava atento a cena, aquela fada tinha intimidade com sua preciosa, havia tanto respeito no modo como Luna se dirigia a ela que chegou a incomodá-lo, principalmente por saber que ela estava usando magia para ludibriar a mortal.

Tefis estava atenta a tudo a sua volta, tinha algo de errado na humana a sua frente, ela parecia ser idosa, mas a energia era diferente, sua irmãzinha estava tão constrangida, sentou-se e viu o rei servir a xícara a sua frente, analisou o rei, seu maxilar estava contraído, podia jurar que ele arrancaria a cabeça de alguém naquele momento.

- Sentem-se! – convidou prestativo, havia um sorriso na face do rei que deixava Elrond verdadeiramente receoso. – Vocês se conhecem? – queria saber o que sua lua diria.

- Claro que sim! – respondeu Morrighan como se desafiasse o elfo.

- Ela é minha tia avó... – disse um pouco constrangida, tinha percebido a aspereza na voz de Morgana.

- Tia avó... – repetiu as últimas palavras, respirou fundo, aquela fada irritante tinha se infiltrado na família de sua preciosa a esse ponto? Luna teria algum parentesco o povo das fadas? Tinha ¼ de sangue istari, ¼ sangue humano e outro ¼ de sangue elemental da água. Será possível? A descendência de Luna faziam dela uma verdadeira colcha de retalhos, tão singular e imprecisa ao mesmo tempo que o fascinava, pouco se importava com que era exatamente, poderia dizer ser um dragão em forma humana que ainda a amaria, mas esse tipo de descendência o dava esperança de tê-la mais tempo consigo, talvez a eternidade.

– Tia... É, desculpe a pergunta inconveniente... Mas como veio parar aqui?

- Bem, tenho meus métodos... – gabou-se a fada, mas o olhar de sua protegida era bastante firme. – Não me olhe assim fadinha!

- Tia! – corou até alma, quando criança sua tia avó chamava-a constantemente de fadinha.

- Oh céus, como crescem rápido essas crianças... – levantou as mãos em rendição. – Mas no seu caso a culpa é Harry Potter, bruxinha! – fez pouco caso, desde que descobriu a história do menino bruxo nunca mais Luna esteve confortável em ser chamada de fadinha.

- Tia esse é meu namorado! – indicou o rei para ela, o sorriso no rosto do elfo era interessante, ela realmente não sabia o que ele pensava, mas já tinham falado de termos para casais em cada mundo, sua tia entenderia dessa vez. - Fez e assou esse bolo, não é mesmo, majestade? – desviou o assunto, era constrangimento demais que a idosa a fazia passar.   

- Sim! – adorou ser foco de sua atenção, o sorriso nos lábios dela, era quase impossível não pensar em beijá-la.

- Percebe-se... – adorava tudo que ele cozinhava.

Tefis e Elrond queriam se enfiar num buraco na terra, aquele casal conseguia deixar qualquer pessoa com o mínimo de bom senso constrangido.

Morrighan observou as poucas palavras do casal, mas o olhar de ambos era o que causava estranhamento, lembranças amargas vieram à fada. Quando viu Luna chorar até adormecer...

Tefis deu para Luna uma para uma pedra de tonalidade verde, havia runas desenhadas em ambas às faces, não era nada pequena.

- Agora que você é minha irmãzinha, guarde com você, caso precise de mim em algum momento, ou se precisar de auxilio de um anão de minha família, apenas mostre essa jade! – entregou nas mãos da humana, viu-a analisar, com certeza ela não sabia o que estava escrito, mas isso pouco importava, ela só precisava saber sua utilidade.

O rei olhou para o presente de Luna incrédulo, aquilo queria dizer que Luna tinha o direito equivalente ao de um membro da família da anã, era quase como ter cidadania daquele povo. Queria conhecer melhor o que aconteceu entre ambas, mas não se atreveria a perguntar tão cedo, afinal corria o risco de deixá-la instável.

- Tefis... – sentiu-se tão acolhida, seu impulso só poderia ser um, abraçou a anã com firmeza. – Obrigada! – soltou-a levemente envergonhada. – Eu tenho nada parecido para dar a você, mas... – ponderou um momento, viu sua tia acenar.

Morrighan sabia da história das duas pequenas, tirou do bolso de seu vestido um broche de selenita, era a pedra de sua afilhada, entregou nas mãos de Luna.

- Símbolo de nossa família, caso em algum momento de nós precise... – aquele era um broche um tanto delicado, Tefis o fitou um momento, não havia nada escrito.

Os dois elfos trocaram olhares, Morrighan agia de uma forma tão diversa agora na pele de tia Morgana.

A cabeça de Luna dava mil e uma voltas, como sua tia avó podia estar ali? E sua mãe poderia vir de alguma maneira? Talvez sua tia pudesse ajudar, mas não podia perguntar algo do tipo com tanta gente a volta.

- Esse bolo é uma maravilha! – disse Elrond comendo sua terceira fatia. – Tinha que cozinhar mais vezes, majestade...

- Ora essa... – riu com gosto. – Quem sabe outro dia...

- Quero a receita! – disse o elfo se esbaldando.

- Isso já não posso passar! – esnobou.

- Segredo de família? – perguntou curioso.

- Não, apenas improvisei aqui agora, não existe receita alguma... – ouviu o riso de sua lua, era praticamente um balsamo.

- Como você aguenta o ego dele? – dirigiu sua pergunta à mortal, ela sorriu e corou ao mesmo tempo.

Dain pé-de-ferro entrou na cozinha, o cheiro de bolo no ar, não afeito a doces, mas estava com fome, Tefis comia enquanto conversava com a preciosa princesa. Sua querida tinha feito uma amizade exótica, pensava assim até ver a pedra com a mortal, céus, se ela precisasse até mesmo ele teria que atender.

- Anão... – o rei empurrou um prato com duas fatias de bolo, aquele dia era tão atípico, respeitava a anã e por isso procederia com seu prometido.

- Tem veneno nisso? – disse antes enfiar metade de uma fatia na boca de uma vez, o elfo revirou os olhos.

O dia finalmente iluminou o local e com isso cada um tomou seu rumo, o rei elfo tinha dado ordens para alguns dos seus junto do representante de cada reino, precisavam cuidar da parte do espólio. Enquanto isso iria com Luna para Rivendell, seriam hospedes de Elrond até que sua lua estivesse bem o bastante para suportar a longa viagem para a floresta das trevas.

A humano olhou ao redor e viu corpos e mais corpos, sinais da explosão, o odor era terrível, corvos sobrevoavam o local, abraçou Tefis uma vez mais antes de se despedirem.

- Espero vê-la em meu casamento! – disse a anã sem nem voltar-se para seu prometido, tinha direito de convidar quem quisesse, além de tudo agora ela era sua irmãzinha.

- Espero vê-la antes disso... – sorriu com a insinuação.

Ainda estava impactada com o que havia a seu redor, sabia que tinha soma com as explosões. Seus olhos lacrimejaram...

- Florence e Anna Nery chorem por minha honra! – riu com vontade de chorar, aquilo foi inevitável. Fitou o rei e animou-se. – Mas valeu à pena... Faria de novo...

O elfo sabia que a pequena curandeira nunca tinha visto nada similar, ela tinha ficado dentro do forte e estava tão escuro que mesmo se olhasse para fora não veria toda aquela carnificina. Beijou sua fronte, ela com certeza se sentiria melhor se tivesse apenas cuidado de feridos, mas ela a sua maneira lutou de seu lado e nem cogitou abandoná-lo, havia tanta coragem naquela que era o ser mais frágil que lembrava ter conhecido. Tinha feito tanto por ele que jamais esperaria.

- Alguém quer muito vê-la... – tentou chamar sua atenção para algo menos trágico e deu a volta.

- Sério? – viu os enormes chifres e o animal deu alguns passos em sua direção. – Arman!

‘Sua fêmea está bem!’ estava satisfeito em ver a moça que cheirava bondade, desceu sua cabeça em direção a pequena mão, ela o acariciou. ‘Ela ainda cheira bondade, cheira também aquela fruta de casca dura...’ seu alce já tinha comido coco antes, além de reconhecer o cheiro de várias frutas.

- Vamos? Eu a ajudo a montar! – ofereceu-se.

- Não quer vir comigo Luna? – convidou tia Morgana.

- Hã? Ah tia... – estranhou a amizade que sua tia demonstrava ter por Elrond. – A cavalo? Tempestade ficaria com ciúmes... – desconversou. – Quero pegar carona com Arman... – sorriu para o rei que a subiu no dorso de seu alce.

Hale fitou a cena de maneira inexpressiva, a seu lado estava Alef, ele parecia tão neutro quanto ela. Ambos viam o modo carinhoso como o rei lidava com a humana, desde seus movimentos que pareciam ser mais cuidadosos, a seu tom de voz, o olhar, parecia um elfo totalmente diferente do que estavam acostumados a lidar, quase outro Thranduil.

O lord conhecia bem seu amigo e aquele modo de agir era conhecido seu, aquele tipo de mirada era a mesma que havia na face do monarca, quando mirava a doce rainha. Embora tivesse a impressão que ele parecesse mais temeroso em seus movimentos, como se tivesse algum medo de quebrá-la caso fosse mais brusco, isso nunca observou com Calen, embora ele fosse sim cuidadoso com a elfa, o fato era que ambas eram diferentes fisicamente, mas o tratamento carinhoso e brilho do olhar exatamente igual. Ele a amava... Como isso podia existir?

Luna sentia os braços do rei a sua volta, começaram a rumar para o local novo, a respiração quente dele em seus cabelos, tinha quase certeza ele tinha enfiado seu nariz em suas madeixas, fechou os olhos e relaxou, acabou dormindo em seus braços.

‘Ela está tão calma, cuidado para que não caía de meu dorso...’ Arman tinha percebido que a fêmea de seu elfo estava dormindo.

‘Tomarei cuidado!’ o alce era realmente prestativo, merecia muitas maçãs. Não tardou e chegaram a Valfenda, sua preciosa havia perdido o caminho, mas compreendia sua necessidade de repouso. Foi cuidadoso ao desmontar e trazê-la consigo, mas ela acordou.

- Chegamos? – perguntou, estava no colo do rei. – Posso andar... – disse constrangida.

- E tirar-me-ia o prazer? – ela escondeu a face em seu pescoço, arrepiou-se com o beijo que dela recebeu.

Elrond indicou uma serva para acomodar o rei e sua preciosa princesa, foi seguido de perto pela fada que finalmente tinha desfeito o disfarce de tia Morgana.

- Não confio nesse elfo... – disse contrariada.

- Ele cuidará bem dela... – argumentou.

- Imagino o quanto... – fez uma careta, quando estava sozinha com o lord abraçou-o por trás. – Faça-me esquecer de tudo um momento... – pediu provocante.

- O que quiser... – virou-se e beijou-a.

Thranduil deitou Luna na cama espaçosa, quando estavam finalmente sozinhos ajudou-a despir-se, deixando-a apenas de combinação.

- Está frio... – várias cobertas foram jogadas em si mesma. – Deite comigo... – queria sentir o rei próximo de si mesma, ele foi tão rápido em despir-se.

Thranduil enfiou-se na cama junto da mortal, abraçou-a trazendo sua face para si, aninhou-a em seus braços.

- Descanse... – tinha desejo de tomá-la, mas esperaria que estivesse descansada.

Adormeceu sentindo o elfo afagar seus cabelos, ouvia seus batimentos e sentia o calor de sua pele. Quando despertou a mesa do almoço estava posta, mas o elfo estava deitado junto a si mesma, comeram juntos.

- Tomaremos o chá com o lord Elrond... – o almoço tinha de ser apenas dos dois, até por não saber se estaria acordada naquele horário. Depois da refeição e ajudá-la com o laborioso vestido decidiu mostrar um pedacinho de Rivendell a sua lua.

Thranduil percebeu a curiosidade de sua preciosa, ela parecia realmente interessada em tudo que via no lugar, seus dedos estavam entrelaçados aos dela. Aquele pátio era privativo, era um belo jardim, havia flores que mesmo fora de época estavam em pleno vigor, ali ninguém os veria.

- Gosta daqui? – chamou sua atenção.

- É lindo... – comentou. – É diferente da floresta... – pareceu notar um quê inquisitivo na mirada que do elfo recebeu. – É realmente diferente! Gosto muito da floresta, tirando a parte das aranhas é claro...

Sentou-se em um banco de mármore rosa, olhou suas mãos unidas e respirou fundo, finalmente sentia-se livre, enquanto ainda estava naquela fortaleza havia sobre seus ombros a tensão de todo perigo a que foi submetida.

- Está cansada... – não era uma pergunta.

- Um pouco... Estou mais aliviada! – olhou-o de soslaio de sorriu. – Eu tive medo... – olhou a fonte perfeita ali de frente.

- É natural... Mas agora está tudo bem. – alívio era a palavra perfeita.

- Achei que talvez... – engoliu a seco. – Que não mais o veria... Tive medo disso também... – assumiu sem conseguir encará-lo, de fato tinha dificuldade em expressar o que sentia.

- Teve medo disso? – que ela esteve apavorada vez após vez era algo de seu conhecimento.

- Sim... Além disso, eu nunca... Bem eu nunca deixei claro o quanto você é importante para mim... – fitou-o de maneira rápida, seu coração acelerava ao dizer tais coisas.

Os olhos do rei brilhavam, apertou de leve a pequena mão e em seguida levou seu dorso a seus lábios, os modos tão acanhados de sua pequena curandeira, realmente enfrentaria quantos exércitos precisasse para tê-la ao seu lado, a sensação de completude. Analisava seus sentimentos, era como se estivesse soterrado em neve antes conhecê-la, até que a conheceu e como sol quente derreteu todo aquele gelo, trouxe vida e vigor, alegria indescritível.

Ficou em silêncio, tentava escolher as palavras, mas era difícil, soltou a mão do elfo, levantou-se, posicionou-se a sua frente, ele estava sentado o que os colocavam com altura mais equivalente. Olhou ao redor, estava mais nervosa que qualquer outra coisa, não vendo ninguém a sua volta, tocou a face do elfo, colou seus lábios a sua derme, selou seus lábios e sentiu seu sabor, foi abraçada de maneira suave. Quando ficou sem fôlego enterrou sua face rente a seu pescoço, tinha que ser clara com ele, assim como antes ele foi com ela.

- Se eu não pudesse mais vê-lo... – estremeceu com a ideia, as carícias leves a suas costas pareciam acalantá-la e incentivar ao mesmo tempo. Tomou a coragem de que necessitava e o encarou um momento, aqueles olhos podiam desnudar sua alma, além é claro de seu corpo... Sorriu, havia alguma melancolia em seu sorriso. – Desculpe por não ser tão expressiva... Mas eu... Eu o amo! – dizer isso enquanto era quase engolida pelos olhos tão intensos do rei era um verdadeiro desafio de coragem, maior que descer daquele pico.  

O rei ficou mudo fitando-a, aqueles olhos escuros e amáveis, o leve rubor em sua face, queria guardar aquela expressão perfeita do rostinho adorável. Acariciou com cuidado sua face, viu-a fechar os olhos apreciando o contato singelo, colocou um cacho negro atrás de sua orelha, tão preciosa...

- Você não é preciosa... – confessou dando um meio sorriso, houve a sombra a passar por sua face. – Preciosa é pouco para defini-la... Você me é inestimável!

Mal teve tempo para pensar quando ele a beijou, havia carinho em seu modo de tocá-la, mas estava tão carregado de desejo que quase a marcava a fogo. Seu corpo reagiu de maneira automática, colocou um joelho apoiado no banco de modo que ficou mais próxima do elfo, ele puxou seu outro joelho sentando-a em seu colo. Agarrou-se com força ao rei, percebeu-o excitado, beijou seu pescoço.

Correu de modo preguiçoso as amarrações do vestido, só de fazê-lo tinha satisfação, ela encolheu-se quando o vestido afrouxou. Reclamou seus lábios.

- Thranduil... – disse baixinho. – Se alguém nos ver...

- Só nós temos acesso a esse pátio! – sugou seu pescoço com força e de modo delicado expôs seu colo. – Deixe que eu a ame... – pediu enquanto a sentia arrepiar-se. 

Continua...


Notas Finais


O que acharam?
Que acham de um pouco de hot nos próximos? Gostam ou não?

Vamos brincar? Quem leu as notas finais escreva nos comentários a palavra; MEDO


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