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História Quem de nós dois (Marcas de ontem) - Capítulo 127


Escrita por:


Notas do Autor


Vamos lá, mais um capítulo, esse tem um hot muitoooo levinho!!!
Esta altamente adocicado!!! Cuidado com sua glicemia!!!!

Música do capítulo; Everytme we touch - Cascada
Boa leitura!!! [está sem revisar, perdoe os errinhos]

Capítulo 127 - Seus braços são meu castelo


Luna moveu-se em seu sono, finalmente despertou, seu corpo estava dolorido, tanto por ter dormido demais, quanto por alguns pontos onde o rei se excedera, sorriu do pensamento. Levantou-se, dessa vez quem realmente dormia era o rei, com certeza ele havia se cansado também, fitou a face perfeita, os lábios do rei estavam mais corados que o de costume... Pensou no motivo, ele realmente havia se excedido um pouco. Os cabelos estavam espalhados, eram realmente longo, o elfo parecia tão calmo, sorriu com a bela visão que ele era. Tocou de leve as madeixas, sem pesar em nada seus dedos ali.

Os instintos do elfo o haviam despertado no exato momento em que a humana se moveu, mas ficou quieto. O toque dela em seu cabelo, de maneira sutil trocou de posição, de modo que praticamente oferecia seus fios para que ela o afagasse, a pequena curandeira realmente aumentou a pressão da carícia. Sentiu os lábios dela em seu cabelo e depois em sua face, ficar imóvel era uma tarefa árdua.

- Você é lindo dormindo... – disse baixinho. – Mas fica ainda mais lindo fingindo que dorme! – o elfo sorriu ainda de olhos fechados, mas logo viu o azul dos das íris tão límpidas.

- Tão atenta... – encarou-a um momento.

- E como não seria? – sorriu. – Já é noite... – levantou-se e observou melhor o quarto, era bastante amplo, haviam cortinas que voavam com a brisa noturna, eram claras e leves e separavam o quarto da enorme sacada. – Jasmim e dama da noite... – o cheiro era tão agradável.

Thranduil levantou-se e abraçou sua mortal, respirou fundo, as flores podiam realmente tomar o ar, mas ainda preferia o aroma de seus cabelos.

A humana viu uma penteadeira de madeira no canto e teve ideias, tinha algumas dúvidas a esclarecer com o elfo. Pegou uma das mãos do elfo e o direcionou a sentar-se frente o móvel.

O elfo sentou-se sem nada dizer, adorava quando ela brincava com seu cabelo, era relaxante, no momento não se lembrava em que momento ela fez isso pela última vez.

Pegou um pente sobre o móvel, seu material era perolado em um tom de salmão, passou os dedos pelos fios tão claros. Olhou de relance para o reflexo do rei.

- Sabe, enquanto estava com Tefis conversamos um pouco... -  a essa hora a anã estava a caminho de casa.

- Mesmo? – cada músculo de seu corpo parecia perceber a delicadeza que recebia em sua cabeça. – Sobre o que falaram? – incentivou-a falar.

- Sobre esperança e saudades... – seus olhos marejaram de leve, mas logo afastou tal sombra. – Ela disse algo que achei exótico, disse que ansiava pelo momento em que poderia cuidar da barba e do cabelo do prometido dela...

- Anões tem algumas normas rígidas sobre essas coisas... – Luna o encarou pelo reflexo, estava mais séria.

- Eu perguntei se algo assim existia quanto à elfos, ela disse que sim... – percebeu que o monarca enrijeceu no ato. – Conte-me mais, Thranduil...

- Bem... – a mirada que recebia dela era levemente acusadora. – Elfos não tem barba... – desconversou.

- Percebi... – colocou o pente sobre a penteadeira. – Mas o que significa para seu povo? – o que Tefis tinha falado estava fresco em sua memória.

- É algo significativo... – respirou fundo, não dava para esconder dela, mas naquele momento ela se importaria com isso? – É um gesto de grande intimidade...

- Grande intimidade quanto? – estimulou sua fala.

- Bastante... Estranhos não poderiam fazê-lo, sob nenhuma hipótese, poderia ser considerado abuso. – deu a informação finalmente.

- Abuso? - estremeceu com pensamento. – Tem alguma conotação erótica como ela me disse?

- Isso varia muito... – tentou contornar. – Da malícia de quem executa e da de quem apenas é manipulado.

- Ah... – parou um momento. – Você deixaria Arale pentear seus cabelos? Talvez Felicera? – usou de exemplo elfas que conhecia.

- Sob nenhuma hipótese! – fez uma careta ao imaginar a cena, nunca tinha nem mesmo cogitado tal barbaridade.

- Mas... – olhou para baixo, mordeu seu lábio inferior, sabia que aquela pergunta podia ser inconveniente, porém a faria, a resposta tinha potencial de feri-la. – E fosse Teladriel?

- Não... – exasperou-se, se antes tinha detestado imaginar tal cena agora teve verdadeira repulsa, chegava a ser um tanto nojento.

- Hale? – estava se torturando fazendo essa pergunta, sabia disso, mas apenas se via falando sem controle.

- Jamais! – a ideia era enervante. Parou para pensar um momento, Luna sabia que ele já tinha deitado com ambas. – Não há elfa viva que eu permitiria manipular meus cabelos... – esclareceu, pegou para si uma das pequenas mãos, fitou-a com carinho, beijou sua palma e seu dorso.

Distraiu-se completamente sobre tudo que havia em sua mente anteriormente, o rei realmente tinha o dom de tirar seu foco, balançou a cabeça tentando concluir.

- Quando disse que eu era sua distração... – engoliu a seco. – Eu não sabia o que fazer e penteie seu cabelo por minha conta...

- Sim, você o fez... – ela estava corada, tão adorável.

- Você não impediu-me, nem disse nada... – respirou fundo, o rei sorriu malicioso. – Que menino malvado! – conseguiu dizer.

- Eu permiti por ser correto, sempre pareceu-me correto... – explicou. – Eu adorava ver a expressão no seu rostinho, além de apreciar seu toque.

- Não acredito... – riu um pouco nervosa, retirou sua mão dos domínios do elfo, ele fez a cara de quem tinha perdido doce. Jogou seus braços pelos ombros do elfo o abraçando por trás, enfiou sua face meio as madeixas dele e respirou fundo. – Acha que eu fazendo isso pode ser erótico? Ou foi? – o sorriso do elfo refletido no espelho foi tudo que necessitava para entender. – Você é um assanhado!

- De nenhuma maneira... – defendeu-se. – Apenas sabia que a você, eu pertencia...

- Nessa época? – estava contente e ao mesmo tempo se sentia ingênua.

- Antes... – virou-se e a puxou a seu colo, beijou seu pescoço, apenas a acolheu. – Eu sou seu, mas sempre tive ideia de que também seria minha, não sabe o quanto desejei que assim o fosse.

- Espera... – inquietou-se. – Eu penteei os cabelos do pequeno príncipe! Nenhum de vocês disse nada...

- Acho que você não faz ideia da cena que juntos compõe... – explicou paciente.

- Como? – olhou-o nos olhos.

- Tanto o jeito que ele a trata, quanto o jeito com que você reage a ele... – começou a explanar. – Juntos são tão fofos!

- Por que? – sentiu os lábios do elfo em sua bochecha.

- O respeito com que ele a trata, além do cuidado... Além de como você procede... – emendou.

- O que tem? – foi puxada para mais perto.

- Você é maternal com o príncipe... Assim como ele é filial a você! – era um fato, nunca sentiu ciúmes de um com o outro. – Talvez nem notem isso, mas é gritante que assim o é...

- Ah... – nunca tinha visto as coisas do modo como ele expunha, adorava Légolas, sabia que ele também gostava dela.

- Entre parentes é lícito que haja esse tipo de contato físico... – terminou o que explicava.

Elrond estava ofegante, a fada estava sobre ele, o brilho no olhar dela o faria entregar tudo que possuía, ela o arranhava, mordia e sugava. Morrighan era intensa, apesar da aparência delicada a fada podia ser até mesmo levemente agressiva, os momentos onde ela era branda existiam, dócil e carinhosa... Momentos raros, sucedidos de total entrega, nunca podia adivinhar como proceder, quando começavam o que resultaria era total mistério.

A cama abaixo do casal rangia, era muito resistente, mas estava a ponto de romper-se, A princesa se movia sobre o elfo, cavalgava com movimentos firmes e fortes, por vezes debruçava-se sobre ele de modo a ter maior contato pele a pele, arranhava a pele clara do elfo, mordia, os gemidos dele eram verdadeiro alimento para seus atos. Beijou o elfo com um carinho e cuidado extremo, passou as mãos pelos fios escuros. Saiu de sobre ele, deitou-se a seu lado e o puxou.

- Faça a seu modo! – também adorava das vezes que ele comandava.

- Realmente posso? – vendo-a assentir virou de bruços, desceu as mãos por suas costas, acariciou suas nádegas e deu tapa vigoroso, a princesa gemeu. Em um único movimento adentrou seu corpo, o choque de ambos fez barulho considerável, na terceira estocada o estrado da cama não resistiu, havia quebrado, mas dela não se retirou, os gemidos da jovem fada eram altos, nela não havia nem mesmo a sombra de pudor.

Afastou os cabelos da elfa e beijou suas costas, ergueu seu quadril com firmezas, seus dedos com força na carne macia de suas nádegas, deixou-a empinada para ele. Enterrava-se nela com força, apesar da aparência Morrighan não se machucava facilmente, além de recuperar-se facilmente. A princesa mordeu o travesseiro, havia leve dor no ato, mas o prazer era muito superior essa era razão pela qual não fugia desse elfo.

Elfo e fada ficaram em seu jogo de troca de dominação, até que exaustos cessaram o que faziam. Elrond aninhou-se junto ao corpo feminino e aceitou as carícias que ela a ele ofertou.

- Está quase na hora do jantar! – eles tinham perdido o chá, o lord esperava que seus convidados não tivessem sentido-se mal com sua ausência, mas a fada o fazia ser um anfitrião pouco polido.

Thranduil nem mesmo ligava para o tempo, estava muito entretido em dar afeto a sua inestimável princesa, não a tomaria naquele momento, mas aproveitaria cada segundo, ela era absolutamente encantadora e o correspondia de uma forma que quase o embriagava com tanta delicadeza amor.

Bateram a porta, a humana levantou do colo do elfo, foi quase um sacrifício soltar-se dele.

- O jantar será servido no terraço da torre norte... – explicou a serva que não se atrevia a fitar o rei, tanto por respeito, quanto por medo.

Morrighan e Elrond se serviam de vinho esperando o casal mais jovem, a fada não tomaria a forma de tia Morgana no momento, lidaria com a humana em seu formato atual.

- Boa noite... – o rei fez a reverência equivalente e foi imitado por sua lua, ela não era boa em etiqueta, mas tinha maneiras de aprendizado admiráveis.

- Você... – sentada Luna disse.

- Lunita... – a fada sorriu vendo a afilhada com perfeita face de desentendimento. – Virou a página mesmo!

- Eu estou com febre e alucinando... – levou a mão a sua testa. – O que está fazendo aqui?

- Espairecendo! – respondeu. – Fez uma bela troca... – fitou o elfo com interesse, estava provocando-a. – riu com gosto.

- Então ta... – deu-se por vencida. – Seu senso sempre esteve quebrado... Isso que dá beber demais! – Luna disse rindo da situação, ambos os elfos se encaravam sem entender as duas.

- Vocês se conhecem? – questionou Thranduil.

- Sim, ela é minha prima em segundo grau, neta da tia Morgana... – disse Luna.

O rei absorveu o novo parentesco, só faltava a princesa ser também a própria avó e mãe de Luna, já que estava em uma posição que incluía mais que um parentesco, não entendia a manipulação que havia ali, mas parecia pouco natural, fitou Elrond por um momento e percebeu pontos vermelhos na pele do elfo. Definitivamente o lord era amante da fada.

A conversa a mesa foi bastante escassa, mas ambos os elfos estavam atentos a suas respectivas queridas. Quando finalmente terminaram de comer pouco tempo passaram juntos, de modo que o Lord disse que aproveitassem a estadia como quisessem e se sentissem em casa.

Thranduil queria mostrar um belo lugar a sua lua, pegou sua mão guiou-a, estava escuro, mas a luz do luar era mais abundante que a média. Levou-a num ponto bastante alto de uma torre de observação, ali havia até mesmo telescópios, mas havia um lugar separado e confortável.

- Está frio... – reclamou Luna, o rei abraçou-a por trás e envolveu-a com sua capa, sentou-se a trazendo consigo. – Obrigada... – recostou-se ao elfo, podia ver melhor as luzes noturnas dali, havia algumas lanternas acesas.

– Aqui perto há uma queda d’ água, depois mostrarei a você... – Valfenda era linda e queria mostrar um pouco mais do local. – Luna... Cante um pouco para mim? – pediu esperançoso.

- Cantar? – ele não pedia isso há algum tempo.

- Sim, sua voz alimenta-me a alma... – explicaria para ela o vínculo assim que estivessem mais à vontade.

Porque toda vez que nos tocamos, eu sinto isso

E toda vez que nos beijamos, eu juro que consigo voar

Você sente meu coração bater rápido? Quero que isso dure

Preciso de você ao meu lado

Porque toda vez que nos tocamos, eu sinto a estática

E toda vez que nos beijamos, eu alcanço o céu

Você não pode sentir meu coração bater devagar

Eu não posso deixar você ir

Quero você na minha vida

Os braços do rei estreitaram-se a sua volta, aquela música dizia mais do que poderia expressar facilmente.

Seus braços são meu castelo, seu coração é meu céu

Eles afastam as lágrimas que eu choro

Os bons e maus momentos, já passamos por todos eles.

Você me faz levantar quando eu caio

Seu coração se aquecia a voz dela era a coisa mais doce que seus ouvidos poderiam ouvir, assim ela o que de mais precioso seus braços poderiam abraçar.

Eu não posso deixar você ir

Quero você em minha vida

- Hoje e sempre! – ela disse após terminar de cantar e virar-se frente a ele em seu braços, o elfo a puxou para si deitando-se junto dela, as luzes noturnas pareciam abençoá-los. 

Continua...


Notas Finais


O que acharam do capítulo?
Eu tive dificuldade de escrever o Elrond, o que acharam da parte dele?

Vamos brincar? Quem leu as notas finais escreva nos comentários a palavra; MATERNAL


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