História Quem diria, ele no mundo trouxa - Capítulo 28


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Categorias Harry Potter
Personagens Hermione Granger, Severo Snape
Tags Harry Potter, Hermione Granger, Magia, Romance, Severo Snape, Severus Snape, Snamione
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Palavras 4.379
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Magia, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, amores...
Estou demorando a atualizar a fic porque estou tendo dificuldade em pensar em algumas cenas. Mas espero que gostem desse capítulo

EU JURO SOLENEMENTE NÃO FAZER NADA DE BOM💥

Capítulo 28 - Ferido


A neve caia lentamente sobre a cidade de Londres no último dia do ano, os telhados das casas tinham uma grossa camada de neve, assim como as árvores e os gramados cobertos por cristais de neve. Hermione se encontrava deitada em sua cama, observando pela janela os flocos de neve dançarem em encontro ao chão. No seu ombro estava a cabeça de Snape, que dormia tranquilamente abraçado com sua cintura.

Cenas da noite passada rondaram a mente de Hermione, e um sorriso brotou em seus lábios, as noites com Snape eram sempre uma melhor que a outra, deixando um desejo de repetir toda vez que lembrava.

Hermione fungava com carinho os fios negros de Severo, ainda com os olhos fixos na neve. Isso porque a casa tinha aquecedor, ou ela nem estaria aproveitando a visão do nevar. A porta do quarto foi aberta lentamente, rangendo, e uma cabeça vermelha apareceu na pequena brecha.

- Mãe? 

- Oi, leãozinho. Bom dia – sorriu para Hugo, que se aproximava com um olhar curioso vidrado em Snape adormecido.

- Bom dia – franziu o cenho para Snape – Ele está dormindo?

- Acho que sim – sorriu por só conseguir identificar se ele estivesse roncando – Pensei que você iria acordar mais tarde – eram 7h25m – Deita aqui – chamou dando batidinhas na cama espaçosa.

- Eu também pensei – deitou no ombro livre da mãe, afastando a mão de Severo para ganhar mais espaço – Mas a Rose me acordou, para contar que sonhou com o País das Maravilhas.

Mione sorriu.

- E como foi? – perguntou, um pouco mais alto que um sussurrou para não acordar Snape.

- Não sei, nem prestei atenção – disse Hugo, fechando os olhos.

Hermione, que agora fazia cafuné em Hugo também, via aquela cena abaixo de seu nariz como um ponto quase de repleta paz, só estava faltando Rose.

A porta foi aberta novamente, causando o mesmo ruído de antes, aparecendo desta vez a cabeça de Rose. A menina sorriu e caminhou até cama, desejando um bom-dia a mãe, que aparentemente era a única acordada, e dando o selinho diário. Rose deu a volta na cama e sentou no espaço vazio, ao lado de Snape, começando a contar seu sonho com animação e um grande sorriso.

- Vai começar com essa baboseira de novo, Rose! – disse Hugo, com os olhos fechados.

- Eu não estou falando com você, seu grosso! – retrucou Rose irritada.

Hugo levantou a cabeça pronto para revidar a resposta de Rose; Hermione iria repreender os dois, quando escutou uma risadinha abafada. Ficaram confusos por uns segundos, sem entender de quem veio a risada. Hermione olhou com o cenho franzido para Snape, e estranhou quando viu ele sorrindo, achou que ele estava sorrindo enquanto dormia até que o moreno abriu os olhos. 

- Doeu até em mim – disse Snape sorrindo, com voz sonolenta.

- Não provoca, Severo! – disse Hermione em tom autoritário.

- É... – começou Hugo, se aproveitando da reclamação de Hermione – , além de pegar o meu lugar, fica incentivando a Rose – balançou a cabeça em desaprovação.

- Oh...o ruivinho está com ciúmes – provocou Rose. 

Hugo sentou e cruzou os braços emburrado, os olhos verdes já estavam inundados por pura manha. Severo, ainda deitado no ombro de Hermione, sorriu com o drama do ruivo.

- Eu não tenho ciúmes da mamãe! – defendeu-se, com a voz embargada. 

- Não fique com raiva, leãozinho – disse Hermione, acariciando o rosto do filho – O Severo morri de ciúmes da Eillen... – disse com mais intenção de provocar Severo. 

O sorriso do mais velho se desmanchou. Severo fitou Hermione com um olhar letal, que ao invés de deixá-la com medo só a fez achar mais engraçado, não funcionava mais isso com Hermione. Ele era ciumento sim, e sabia disso, mas em ocasião alguma admitiria.

- Eu não tenho ciúmes da Eillen! – disse sentando na cama.

- Eu também não tenho ciúmes da senhora não – Hugo tornou a dizer.

- Pago para ver o dia que vão assumir isso – disse Hermione, sorrindo para Rose pela costas de Severo.

***

A noite ainda se encontrava o mesmo clima que a manhã, a diferença era que caia neve em maior quantidade. 

A castanha terminava de tomar um banho relaxante. Depois de secar-se e passar hidratante no corpo, se enrolou no roupão e saiu do quarto; se arrumar para ir na ultima festa do ano. Os Srs. Granger também foram convidados para o Réveillon na casa de Eillen, mas segundo eles já tinham marcado presença na casa de uma amiga. 

Hermione olhava as duas roupas que tinha separado, estava em duvida entre um vestido longo com costas nua, flores bordadas que iam se espalhando no decorrer do vestido e um macacão branco também com a costas nua. Estava concentrada quando pelo seu espelho viu um vulto preto, voltou o olhar para o espelho assustada, tremendo ao ver Severo sentado na poltrona.

- Que susto, Severo! – exclamou assustada – Seu idiota! – xingou ainda gritando.

As mãos que Hermione nem tinha percebido que levou ao rosto foram tiradas, ela abriu os olhos vendo o rosto com um pequeno sorriso nos lábios. Severo a beijou com ternura nos lábios e se desculpou, dizendo que não foi sua intenção fazer ela quase chorar de susto.

- Você já está pronto? – perguntou olhando Snape dos pés a cabeça, ficando surpresa ao ver ele vestido em uma camisa de linho cinza, com as mangas dobradas mostrando quase todo antebraço. – Ficou lindo e sexy, amore.

- Para com isso! – disse Snape, parecendo envergonhado – Você está quase duas horas atrasada.

Hermione assentiu ligeiramente e se afastou, voltando para perto do guarda-roupa, onde iria escolher a roupa que usaria e pegar um lingerie adequada para roupa. Por fim, decidiu usar o macacão; pegou um conjunto de lingerie e voltou para o banheiro.

No banheiro, Hermione estava um pouco atrapalhada com seu atraso, derrubando tudo com seu agitamento, não sabia se dividia o cabelo para começar a seca-lo, começava a fazer a maquiagem, vestia sua roupa, ou se apenas parava, respirava fundo e fazia tudo com calma e perfeição.

Decidiu começar se maquiando. Estava pronta para preparar sua pele para receber a maquiagem quando Severo bateu na porta e a abriu em seguida. Snape secou o corpo menor vestido apenas a calcinha, pois o sutiã ficaria mostrando, que destacava no tom de pele branco, olhou por fim para o rosto púrpuro de Hermione e sorriu.

- Quer ajuda? – perguntou Snape, tinha ouvido o agitamento da castanha, e agora podia ver bagunça na pia de mármore.

Hermione arqueou uma sobrancelha incrédula. Não iria recusar ajuda precisando, porém não sabia o que ele poderia fazer para ajudá-la.

- Em quê você quer me ajudar? – respondeu vestindo novamente o roupão – Eu ainda tenho que secar o cabelo – continuou percebendo a dúvida de Snape –, fazer a maquiagem e vestir a roupa.

Hermione serpenteou os braços no pescoço de Severo enquanto esperava a resposta. Snape pensava sobre as opções: se fosse maquiar Hermione iria deixar ela como uma palhaça, vesti-la iria precisar de uma certa ajuda e acabaria atrapalhando ainda mais, só sobrava secar o cabelo castanho com a máquina sobre a pia...

Parecendo ler seus pensamentos, Hermione pegou o secador e o ligou, com uma escova passou a máquina barulhenta algumas vezes no cabelo, deixando-o seco.

- Acha que consegue? – perguntou Hermione.

- Lógico, vai ser a coisa mais fácil que já fiz – disse Snape, tentando se convencer.

Mione limpava o rosto e pelo grande espelho na parede via Severo concentrado na tentativa de secar uma pequena mecha. Era impossível olhar para Snape com a língua no canto dos lábios e não sorrir. Mione só usava maquiagem em ocasiões especiais ou quando estava com muitas olheiras, porém era sempre algo muito simples. Em menos de meia hora terminou, ficando observando a concentração do homem atrás de si. 

- Por que você não seca o cabelo com algum feitiço? – perguntou Severo.

- Porque fico parecendo uma leoa – o moreno sorriu – e não da, nem de longe, para usa-lo solto.

Severo pediu para Hermione virar para ele, começando a secar a parte da frente do cabelo castanho. O restante dos fios castanho estavam secos e em ordem, deixando Hermione orgulhosa do namorado. Snape finalizou a última mecha e suspirou cansado.

- Meu bem, você é perfeito – elogiou Hermione, se olhando no espelho – Onde você aprendeu a escovar cabelo? – perguntou ainda surpresa com o resultado.

- Eu tenho dons secretos.

A menor apertou as bochechas do moreno o forçando a fazer biquinho. A garota beijou o biquinho de Snape e disse o quanto o amava, e como sempre recebeu um sorriso de Severo e mais um beijo, mas nunca ouviu o homem responder com as mesmas palavras. Hermione sentia falta, sentia falta da resposta de Severo e se sentiria satisfeita se ele dissesse, pelo menos, “também”. Mas nem isso acontecia e o silêncio do moreno após sua fala estava começando a lhe corroer por dentro. Hermione suspirou assim que Snape fechou a porta do banheiro, achava ser indiferença da parte do ex professor, e não se declarava mais com tanta frequência como antes.

Não demorou mais de dez minutos para Hermione sair do banheiro. Ela parou e piscou algumas vezes antes de acreditar no que estava vendo, Severo com o videogame de Hugo nas mãos e os ruivos ao seu lado; Hugo o ensinava a jogar e Rose, como não sabia nada a mais do que Severo, torcia por ele.

- Severo? – chamou Hermione, parada na frente do trio.

- Calma aí, mãe! Daqui a pouco vocês namoram – disse Hugo.

Hermione sorriu nasalado, esperando a partida terminar. Nesse meio tempo aproveitou para fitar seu par, observando cada detalhe: os olhos vidrados no jogo que ela nunca tinha pensado vê-lo jogando, os lábios finos crispados em tensão, o cabelo negro escondendo seu maxilar marcado, o nariz adunco que segundo a castanha era um dos charmes de Severo. Ele era sufocantemente lindo.

Os ruivos comemoram, despertando Hermione. Severo olhou Hermione dos pés a cabeça e sorriu bobo, a castanha corou. 

- Terminaram? – perguntou séria.

Severo, Hugo e Rose assentiram.

- Então vamos! – concluiu Hermione, autoritária.

Aparataram na frente da mansão da Sra. Prince. Eillen tinha convidado pessoas que moravam longe ou, como no caso de Hermione, morava no mundo trouxa, então decidiu tirar a proteção que cercava sua casa e proibia aparatações em qualquer lugar.

Um fato que Severo odiava, mas estava sempre presente nas festas da Eillen, eram pessoas demais, algumas que ela nem teve um bom diálogo. Logo Eillen se aproximou com um grande sorriso nos lábios, cumprimentou todos os Granger com beijos e abraços calorosos, parando por fim em frente ao filho e fitando-o dos pés á cabeça. 

- Não creio que irá passar o Réveillon vestido assim – disse Eillen em pura descrença no que via.

- Melhor do que sem nada – respondeu Snape, seco.

- É Ano Novo, filho, Réveillon, é comum vestirem branco e não preto, cinza...

- Eu não vou vestir algo que não quero só porque é comum – disse Snape, com a voz baixa e arrastada, em uma calma irritante.

- Desisto de te ver vestido em outra cor! – levantou as mãos redenção – Pode tentar se quiser, Hermione.

- Isso é uma coisa quase impossível – disse Hermione sorrindo. Além de preto ou cinza, só tinha visto Snape vestido de branco uma rara vez, mas ainda não tinha perdido todas as esperanças de vê-lo em uma cor mais chamativa...amarelo por exemplo.

- Preto é uma cor bonita – disse Hugo, como sempre, defendendo Severo.

- Puxa-saco – Hermione e Rose disseram juntas.

Eillen sorriu.

- Vamos, vou levar vocês até uma mesa.

Eles seguiram a Sra. Prince para uma mesa reservada não muito longe do salão, dando para ver alguns convidados dançando a música agitada que tocava. Eillen antes de se retirar para receber outros convidados, perguntou para os ruivos se queriam ir para salinha preparada para crianças, pois tinha novidade, as levando em seguida, deixando o casal sozinho.

Sentados lado á lado, conversando sobre qualquer assunto que Hermione tinha começado. Um silêncio confortável pairou entre os dois, lhes permitindo ouvir com mais atenção as músicas que tocavam e ver os pares dançando no ritmo da música. A menor encostou sua cabeça no ombro Snape, entrelaçado seus dedos nos dele. Aproveitavam o contato caloroso dos corpos. O cheiro de cereja que emanava de Hermione deixava o moreno inebriado; assim como o cheiro amadeirado deixava a castanha desordenada.

- Vocês são muito fofos! 

As duas cabeças viraram, vendo Eillen com um sorriso de orelha a orelha e o braço cruzado com o do Scott. Sentaram em duas das cadeiras vazias.

- Hermione, eu estava tão distraída com a chegada dos convidados que esqueci de te perguntar sobre seus pais – disse Eillen. 

- Tudo bem... – respondeu Hermione compreensiva – Eles agradeceram, mas já tinham aceitado um convite antes.

- Ah...eu gostei deles, são um casal divertido. A Sarah é muito simpática, já o Afonso acaba se tornando o engraçado da relação com as piadas sem nexo

Gargalharam lembrando de uma das piadas, até o espanhol sorriu sem nem conhecer o Sr. Granger. Severo sorriu mínimo, lembrando de todas as piadas que tinha escutado apenas no natal. 

- Deveria ensinar algumas ao Severo – disse Eillen.

- Eu não preciso, minhas piadas são ótimas – Snape respondeu, também arrancando risos pela ironia.

O assunto continuou, sendo sempre possível de ouvir as risadas vindas daquela mesa. Mesmo com toda diversão, Severo achava sempre um furo de Scott e questionava-o acidamente, corrigindo as palavras que o espanhol falava com muito sotaque, deixando o negro envergonhado. Sempre era repreendido pelos olhares duro das bruxas, o que ele não dava a mínima importância. 

Houve uma troca repentina da música agitada por uma calma, não surpreendendo Hermione, que murmurava a letra da música. Snape percebendo a empolgação da castanha com a música, sussurrou para ela um convite para dançar. O casal levantou, pediram com licença, e foram em direção a pista, deixando Eillen e John sozinhos.

Ver Severo feliz sempre foi e será o pedido de Eillen, qual mãe não deseja ver seu filho feliz? Quando ele meio sem jeito contou que estava namorando Eillen faltou explodir de felicidade, e saber que era com Hermione só piorou sua euforia, adorava a castanha. Daquele dia por diante acrescentou em seus pedidos a Merlin que esse namoro desse mais que certo.

- Eu sinceramente nunca pensei em ver seu filho namorando – disse Scott, cauteloso.

- Eu também não – Eillen sorriu – Mas é tão bom vê-lo feliz...

A conversa foi encerrada quando os dois notaram um homem sorridente vindo de encontro a mesa, e cumprimenta-los, esbanjando seu sotaque búlgaro. Viktor Krum.

Os corpos balançavam lentamente ao som da voz do cantor. Hermione observava mais uma vez o homem com o corpo colado ao seu, sorriu ao perceber os fios brancos que nasciam em cima da orelha dele. Encostou a cabeça no ombro de Snape e permitiu- se relaxar. Severo estudou a garota em seu ombro com os olhos fechados, as sardinhas espalhadas pelo rosto delicado com uma cor diferente por estarem cobertas com uma fina camada de maquiagem, as sobrancelhas escuras, os lábios pintados de vermelho vivo. Ela era perfeita. 

Murmurou para ela que estava mais que linda. Hermione abriu os olhos, fitando os negros, sorrindo. A castanha distraiu-se e pisou no pé de Snape, o olhou corada, com um simples sorriso, como se pedisse desculpas, recebendo um mero sorriso dele.

- Eu não sabia que sua mãe conhecia o Viktor Krum – disse Hermione, revelando o motivo de ter se distraído.

- Ela não conhece – respondeu Snape, deixando Mione confusa – O Krum é afilhado do Scott, e como a Eillen não perde a oportunidade de encher a casa... 

- Boa noite a todos – cumprimentou um senhor em cima de um pequeno palco – Para animar ainda mais essa festa proporcionada pela nossa querida Eillen – o senhor sorriu para Eillen que já estava enturmada no meio do salão – Vamos fazer uma divertida e simples brincadeira, com o início da música vocês trocaram seu par com o da esquerda... escutem bem... esquerda.

Severo puxou Hermione pela mão para saírem do meio da multidão, não estavam a fim de brincar de Escravos de Jó, mas a castanha não se moveu.

- Por favor, Severo – pediu Hermione com a voz melancólica – Só um pouco, depois saímos.

Snape não teve tempo de contrapor a proposta de Hermione, o senhorzinho contou até três e a música logo começou. Por Severo passava mulheres com características diversas: gordas, magras, altas, baixas, brancas, morenas, negras, mais velhas que ele, mais novas. Da mesma maneira passavam homem por Mione, a única diferença era a carranca de Severo que a cada mulher aumentava. Com passar dos pares de Severo, chegou a vez de uma Eillen sorridente.

- Por que meu bebezinho está tão sério? – perguntou Eillen, depois de ter forçado Severo a gira-la – Não está gostando?

- Lógico que estou, nunca brinquei de nada melhor – respondeu mal humorado.

- Pensei que suas brincadeiras com a Hermione são divertidas – disse Eillen, irritando ainda mais Snape.

Severo trancou o maxilar de modo ameaçador.

- Falando na Hermione... você vai ter tomar um certo cuidado com o Krum – disse Eillen observando Hermione e Krum dançarem por cima do ombro do filho.

- É...eu percebi.

Eillen sorriu, aproveitando os últimos minutos de dança com Severo antes de mudar para um loiro. Houve duas trocas e quando Severo menos esperou, estava prestes a dançar com Emily. A garota sentiu o coração palpitar quando Severo pousou as mãos na cintura, e em resposta ela colocou seus braços nos ombros do moreno, e assim passaram a se balançar em silêncio. Emily se perguntava se Severo poderia escutar sua respiração ofegante ou seu coração que parecia uma escola de samba. Nunca esteve tão próximo dele, aquilo deixava suas pernas bambas. 

- Então quer dizer que a Eillen chamou até a dupla dinâmica? – disse Severo seco.

Emily respirou fundo, por que ele tinha que falar?

- Não, senhor...apenas eu – o olhar penetrante de Severo fez com que ela esquecesse como formular uma frase – Não tenho família aqui e a Dona Eillen não quis me deixar no quarto.

Severo assentiu com as sobrancelhas arqueadas, parecia está pensando. Enquanto ele pensava, Emily se preocupava em não olhar para ele ou se atrapalhar e pisar em seus pés. 

- A senhorita não acha que seu decote está um pouco...ousado demais? – perguntou Severo tentando intimida-la. 

- Eu acho que o senhor não deveria ficar olhando para meu decote – respondeu séria, mas no fundo tinha gostado da situação.

- Qualquer pessoa olharia algo que está quase na sua cara, senhorita – retrucou com desprezo. 

- Olhar é uma coisa, comentar é outra – continuou Emily, muito mais segura do que antes.

- Ter trabalho é uma coisa, ser demitida por justa causa é outra – disse Snape tirando toda confiança da garota – Sabe que eu posso fazer isso... – Ele sussurrou suavemente no ouvido de Emily.

Emily sente as pernas falharem e aperta os ombros de Severo por segurança. Ela engole em seco e tenta não transparecer seu nervosismo. Severo sorri sádico, o que a deixa irritada.

- O senhor é tão...tão...

- Eu sei... faltam palavras para descrever minhas personalidades – disse Snape irônico – Não adianta me olhar assim, não tenho medo.

- Trocou! – ordenou o senhor palco.

Emily respirou fundo, pegando toda fragrância que podia do perfume de Severo, e deu um passo largo para esquerda, vendo seu novo parceiro. Trocou mais três vezes e Severo já tinha Hermione em seus braços novamente. Voltaram para mesa e a felicidade de Severo ao estar com Hermione novamente durou pouco. O sotaque búlgaro misturado com o espanhol, o assunto discutido que não lhe agradava nem um pouco, e por simplesmente está junto com Scott e Krum, fez com que o moreno se retirasse da mesa.

 

Hermione ficou preocupada com a demora de Snape para voltar a mesa. Decidiu ir procurá-lo, faltava meia hora para meia-noite, não entendia porque toda vez antes da meia-noite ele tinha que sumir. Procurou Snape por todos os lados e como da última vez não achou, lembrou que na casa da Sarah tinha encontrado ele no jardim, então esse foi o próximo lugar de suas buscas.

Abriu a porta de vidro que dava para o jardim e foi pega de surpresa pela brisa fria que adentrou, arrepiando os pelos dos braços, abraçou os próprios braços para esquentá-los, o que não funcionou muito, e  deu um passo a frente, pisando na grama coberta por neve. Hermione observou atenta um lado do jardim, mas não encontrou Severo, apenas dois bancos de pedras e uma mesa cobertos por neve, olhou para o outro lado e viu um grande chafariz com a mureta também coberta de neve. Aproximou-se mais e pôde ver que estava com o topo quebrado, caído logo ao lago da mureta que o cercava. Não parecia ter muito tempo.

Os olhos castanhos observaram em sua volta para ver se via o feitor do estrago, mas nada. Firmou os passos e continuou sua busca. A castanha congelou quando viu uma figura de preta sentada em um lugar pouco iluminado, encostado no muro de pedra. 

- Severo...? – chamou meio relutante. Analisou o homem a poucos passos de distância, estava largado sobre o gramado, com vestígios de neve, o cabelo desalinhado, uma mão pálida segurando o braço.

Quando levantou a cabeça, revelando seu rosto mais pálido que o normal, o cabelo molhado certamente de suor grudado na testa. Ele parecia exausto e ferido. Hermione se aproximou preocupada, se agachando ao lado do moreno, tocou o braço que ele segurava, Severo recuou, fechando os olhos em uma expressão de dor.

- Desculpe – pediu Hermione – Você consegue levantar? 

Ele a fitou por um instante, antes de juntar as pernas e de um jeito desajeitado levantar aos poucos, se apoiando na parede, sem deixar de segurar o braço machucado, e com muito sacrifício ficou de pé. Ela sorriu para incentivar o homem a continuar. Snape deu o primeiro e no segundo sua perna o traiu, o levando ao chão soltando todo seu peso sobre o braço ferido. Ele não demonstra dor, não grita, não geme, não grunhi.

- Oh, Deus! – diz Hermione fazendo  uma careta de dor, sentindo o que Severo pareceu não sentir, se aproximou relutante em toca-lo e o virou, vendo o cenho dele franzido em dor. Ele tentou se mexer, franzido ainda mais o cenho – Eu te ajudo!

A castanha segurou o braço saudável de Severo e o ajudou a se reerguer, desde que o encontrou ele parecia piorar a cada minuto. Ela passou o grande braço dele por seus ombros e passou o seu em volta da cintura dele. Começaram a andar a passos lentos em direção a porta de vidro. Mione estava tão preocupada com Severo que nem se importou com os fogos que estouravam no céu. Aquilo não era nem de perto o que pensou para a noite. A quase todo minuto tinham que parar pois Severo sentia fortes dores, ele suspirava baixava a cabeça, estava suando frio. Ele aos poucos estava soltando mais seu peso em cima do corpo pequeno.

- Só mais um pouco, amor... – disse assim que adentraram a cozinha. O rosto dele estava baixo com a testa encostando na de Mione, os olhos fechados, a costas curvada, o corpo mole, ele não aguentaria acordado por muito tempo.

Hermione o guiava com toda sua força e bravura, não fazia ideia de como conseguiu carrega-lo até a cozinha. Seu coração doía, estava trêmula. O peso de Severo duplicou, ela não tinha forças para aquilo, os dois foram de encontro ao chão em um baque.

- Oh não, Severo, por favor! – disse Hermione com a voz embargada, o observando totalmente exausto – AJUDA! – gritou deixando as lágrimas rolaram pelo seu rosto

Ninguém apareceu. Olhou Severo desmaiado, prendeu os cabelos que cobriam seu rosto atrás da orelha, vendo sangue escorrer de sua têmpora. Iria atrás de ajuda quando escutou passos. Esperou atentamente até que Hugo apareceu na cozinha.

- Mãe? O que aconteceu com o tio? – perguntou Hugo estranhando a cena.

- Filho, chama a Eillen, por favor – pediu Hermione ofegante – Rápido!

O ruivo saiu da cozinha correndo. Hermione observou mais uma vez Severo, percebendo a camisa cinza com uma grande mancha de sangue, ele estava bem mais ferido do que ela imaginava. Pressionou o ferimento com a mão.

- Vai ficar tudo bem... – sussurrou para o homem como se ele fosse ouvir

Depois de poucos minutos, que para Hermione pareciam hora, a castanha ouviu os saltos de Eillen baterem no chão apressados e logo a bruxa acompanhada por Scott e Krum apareceram na cozinha.

- Oh, Merlim! – exclamou Eillen angustiada – O que aconteceu?

- Eu fui procura-lo...e o achei assim... – Hermione via Severo ser erguido por Scott e Krum com muito mais facilidade – Cuidado com o braço.

- Mãe...ele vai ficar bem, né? – perguntou Hugo comovido por toda situação.

- Lógico que sim...

Os bruxos carregaram Severo até a sala, e ao passarem pela multidão, a música sessou e a preocupação era saber o que tinha acontecido. Eillen subiu ao palco apavorada, abalada, e se desculpou pelo ocorrido, pondo um fim na festa. Subiu as escada em direção ao quarto que pediu para colocá-lo. Se culpava pelo acidente, não teria acontecido se ela não tivesse tirado a proteção da casa. Se aproximou do filho deitado na cama ainda desacordado e seu coração apertou.

- Quem fez isso com você, filho? – murmurou Eillen, enxugando o suor da testa de Severo, sentiu um nó na garganta se formar.

Sra. Prince olhou em volta, vendo Emily no meio de todos e ordenando:

- Emily, chame algum medi-bruxo, de preferência a Madame Pomfrey – ordenou séria 

Emily saiu apressada do quarto que sempre foi de Severo, e logo em seguida entrou Rose sem entender o que estava acontecendo, chegou mais perto e abriu a boca quando viu Severo.

- Hermione, querida, leve-os para casa, não é um ambiente agradável – disse Eillen, tentando ao máximo ser forte e não chorar.

Hermione assentiu triste, soltou a mão de Severo e saiu do quarto. A cabeça de Mione martelava na tentativa de descobrir quem fez aquilo com Severo, mas pelo estado do homem, foi mais de um. 


Notas Finais


O que acharam?
Vocês preferem capilar curtos ou longos?
• Comentários me deixam feliz😁

MALFEITO FEITO💥


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