História Quem disse que inimigos precisam se odiar? - Capítulo 33


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Itachi Uchiha, Kushina Uzumaki, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha
Tags Lemon, Naruto, Romance, Sasuke, Sasunaru, Universo Alternativo, Vampiro, Yaoi
Visualizações 528
Palavras 3.837
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 33 - Um momento para esquecermos do resto do mundo


Fanfic / Fanfiction Quem disse que inimigos precisam se odiar? - Capítulo 33 - Um momento para esquecermos do resto do mundo

                                   Um momento para esquecermos do resto do mundo.

 

 

— Podemos fazer isso? Os vizinhos não iram nos escutar? — perguntou um pouco preocupado com a audição apurada dos vampiros. — Não se preocupe. As casas são isoladas umas das outras por um feitiço antigo, a maioria dos sons e conversas não são ouvidos por aqueles do lado de fora — expliquei antes de puxar - lhe para um beijo, dando alguns passos para longe da janela e de alguns olhares curiosos.

— A maioria? — perguntou em tom irônico, entre um beijo e outro. — A maioria — confirmei rindo junto dele. — Eu quero tomar um banho primeiro. Tudo bem? — pediu se afastando um pouco incentivando - me a soltá - lo. — Claro. Siga pelo corredor, penúltima porta da esquerda. — concordei vendo - o sair de meu quarto logo em seguida.

Peguei em meu guarda - roupa uma calça de moletom e uma toalha de banho e levei até ele. Para o meu descontentamento o box estava fechado e não pude vê - lo sob a água, mas contentei - me em saber que em breve estaríamos novamente um nos braços do outro.

Voltei ao meu quarto e separei em cima da cômoda algumas camisinhas e o lubrificante que eu tinha guardado para uma ocasião como aquela. Ele logo chegou com um sorriso malicioso no rosto e a toalha sobre os cabelos.

— Só uma calça ... Sério!? — brincou sobre a roupa que eu lhe dera para se vestir. — Desculpe, não queria perder tempo tirando a sua roupa — respondi de modo malicioso, aproximando - me dele enquanto tirava a minha própria camisa. Puxei - o para dentro do quarto e chaviei a porta antes de juntar meus labios nos seus, em um beijo apressado.

Nem parecia que fazia apenas quatro dias desde que tivemos a nossa primeira vez, pois a minha necessidade parecia ser de alguém que esteve na seca por muitos meses. E surpreendentemente parecia que eu não era o único, pois Naruto estava tão afoito quanto eu.

Mantive seu corpo colado ao meu enquanto dedicava - me a beijá - lo e a acariciar as suas costas e nádegas. Já Naruto concentrava a sua mão em meu pescoço e em meu cabelo, vez ou outra puxando - os e fazendo - me gemer de dor e prazer.

— Sasuke ... — Sua voz saiu em um tom de súplica enquanto seu corpo pressionava o meu em busca de um contato um pouco mais íntimo. Andei até a cama conduzindo - o comigo e quando alcancei o vidro de lubrificante que estava ali ao lado, coloquei em uma das mãos antes de direcioná - la para dentro das calças de Naruto, em sua parte de trás, e vagarosamente penetrar meu dedo indicador em seu ânus fazendo - o gemer e abandonar meus labios.

Enquanto eu movimentava meu dedo, sentia sua respiração em meu pescoço enquanto ele tentava se manter de pé apoiando - se em meu peito e as vezes movendo seu quadril entre meu corpo e a minha mão.

Quando introduzi um segundo dedo senti suas mãos sobre meu membro e gemi junto dele em um som rouco de prazer. Intensifiquei os meus movimentos e ele libertou o meu membro de minhas vestes e dedicou a ele um pouco de atenção enquanto movia sua mão de forma firme.

Após um longo minuto retirei a minha mão e abaixei sua calça liberando seu membro tão ereto quanto o meu. — Deite - se — pedi com o pouco de voz que conseguia proferir sem expressar toda a minha impaciência para enfim estar dentro dele.

Fazendo o que pedi, ele se deitou e esperou - me pacientemente. Retirei o restante de minhas roupas e vesti uma das camisinhas antes de pegar mais um pouco de lubrificante e usá - lo novamente em meu dedos. Apoiei meus joelhos na cama, ao subir sobre ela, e Naruto rapidamente abriu suas pernas dando - me espaço.

Me coloquei entre ele e usei meus dedos para rodear a sua entrada e o inicio dela antes de direcionar o meu membro com uma das mãos. Assim que toquei em sua entrada senti o corpo de Naruto tremer levemente e tornar - se nervoso, provavelmente lembrando - se da nossa experiência anterior.

Deitei - me completamente sobre ele ainda sem penetrá - lo e beijei seus labios suavemente. — Podemos deixar para outro dia se não estiver confortável. Não vou te forçar, temos todo o tempo do mundo, não precisa ser hoje — esclareci honestamente. Embora quisesse muito aquilo, não ousaria machucá - lo novamente.

— Eu quero ... Eu realmente quero, mas meu corpo parece um pouco estranho — disse confuso consigo mesmo. Ele provavelmente ainda não havia entendido que estava com medo. Medo de manter outra relação e ser tão dolorosa quanto a primeira.

— Tudo bem ... Então vamos com um pouco mais de calma — sugeri com um sorriso, beijando - lhe o nariz e esfregando o meu membro em sua entrada fazendo - o gemer. Voltei a beijar sua boca e uma de minhas mãos subiu até seus mamilos alisando - os e tocando toda aquela área em busca de um ponto de prazer.

Ele começou a gradativamente relaxar e meu membro obteve passagem enquanto penetrava - o levemente. Tive que usar uma concentração quase absurda para penetrá - lo naquele ritmo lento e cheguei a pensar que não resistiria á lentidão por muito tempo, mas sempre que me lembrava de suas lágrimas e de seus gemidos de dor automaticamente meu corpo parava de avançar.

Demorei a perceber, mas no fundo Naruto não era o único que temia uma nova relação. Mesmo que não tenha sido eu aquele que sentiu a dor, ver a dor dele foi o suficiente para transformar aquela que deveria ser uma memória magnífica, em uma péssima lembrança.

— Umh ... — Soltei um gemido e um suspiro de alívio quando estava finalmente dentro de Naruto por completo e em seu rosto não havia vestígios de dor. — Você foi muito bem ... Obrigado por se controlar — agradeceu puxando - me para um beijo de carinho e amor.

— Vá em frente. Mo ... mova - o — pediu com um sorriso enquanto fechava os olhos e aproveitava a sensação de me ter dentro de si. Comecei meus movimentos de forma um pouco apressada devido ao tempo que havia dedicado no início, mas não senti objeções de Naruto quanto a minha velocidade, então apenas prossegui.

Meu corpo estava pesado e cansado e foi só então que percebi quanta pressão estava colocando sobre mim mesmo até aquele momento. Apoiei minha testa no ombro de Naruto descansando um pouco a parte de cima de meu corpo enquanto focava as minhas forças na parte de baixo e em meus movimentos contra ele.

Senti suas mãos passearem por meu corpo e para a minha surpresa ele apertou minha bunda. Fiquei surpreso não com sua atitude, mas por ter gostado daquele ato e até mesmo soltei um gemido de prazer parecendo deixá - lo contente.

Em seguida suas mãos subiram para as minhas costas e ele me abraçou enquanto cruzava fortemente as suas pernas ao redor de meu quadril, impulsionando - se contra mim e gemendo em meu ouvido de forma selvagem e desesperada, pouco antes de chegar em seu clímax.

— Desculpe ... — pediu com um tom envergonhado por ter alcançado o seu prazer antes de mim. — Tudo bem ... — sussurrei enquanto passava um de meus braços por baixo de seu corpo e usava a mão que antes tocava seu corpo para segurar sua cintura mantendo - o colado a mim como estava.

Continuei com meus movimentos agora sendo pressionado por seu interior e fechei meus olhos aproveitando a sensação que meu membro transmitia ao resto do corpo. Era como uma corrente elétrica, após o ápice de Naruto o seu corpo parecia estar descarregando energia no meu e o meu membro que estava dentro dele estava no foco dessa energia.

Era algo que eu nunca havia experimentado, sentia - me extasiado e antes de perceber o meu clímax chegou e senti como se as correntes elétricas me envolvessem em vez de me atingirem. Apoiei os meus braços na cama e me concentrei em minha própria respiração tentando acalmá - la assim como meu coração.

Por alguns segundos não escutei nada e nem senti mais nada, até que voltei para a realidade ao sentir as mãos de Naruto em meu rosto em um leve carinho. Abri meus olhos e ele me observava de modo amoroso.

— Isso foi incrível — sorri para ele que me acompanhou após concordar com um balançar de cabeça. Nós superamos o que houve em nossa primeira vez e ainda conseguimos um nível muito maior de prazer. Era algo realmente incrível.

Quando enfim me recuperei, retirei - me de dentro de Naruto e retirei a camisinha usada jogando - a no lixo ao lado de minha escrivaninha. Voltei para a cama aonde Naruto me esperava sob uma fina coberta e me aconcheguei a ele abraçando - o pela cintura e escondendo a minha cabeça na curva de seu pescoço.

— Você está bem? — perguntei depois de alguns minutos de silêncio, levantando o meu rosto para encará - lo nos olhos. — Estou completamente bem, apenas um pouco cansado ... Tudo foi tão ... intenso — expressou confuso enquanto tentava achar as palavras certas.

— No fim, as garotas estavam certas, não é! — brincou com um sorriso fazendo - me encará - lo curioso, mas ao mesmo tempo confuso. — Lembra - se. Diziam que garotos que beijam bem são bons de cama — disse divertido fazendo - me rever em minha mente um daqueles momentos divertidos de alguns anos atrás.

— Espero que não esteja completamente satisfeito ... Pois ainda pretendo melhorar — devolvi em um sussurro fazendo - o avermelhar para a minha alegria. Era realmente fofo como aquela parte dele nunca mudava. Beijei - o e mordi seu lábio inferior fazendo - o gemer e chegar seu corpo para mais perto do meu.

Não me lembro de como as coisas chegaram naquele ponto, mas poucos minutos depois estávamos novamente excitados e cheios de desejos. — Vamos tentar sem ... preservativo. Eu quero .... quero sentir você dentro de mim — sussurrou em meu ouvido fazendo meus olhos ficarem vermelhos ao despertar o meu lado mais selvagem.

Puxei seu corpo para cima do meu, deixando - o sentado sobre meu quadril. Peguei o vidro de lubrificante já pela metade com o meu desperdício em não saber como usá - lo corretamente e entreguei a ele que entendeu o que devia fazer sem que eu lhe dissesse algo.

Com o rosto corado e mãos tremendo, talvez de nervosismo ou talvez de excitação, ele derramou o gel quase líquido feito a base de água na palma de sua mão e depois tocou em meu membro espalhando - o por sua extensão em um ritmo que para mim era torturante.

Quando decidiu ser o suficiente, livrou - se do frasco e ergueu o seu corpo conduzindo - me até sua entrada com suas próprias mãos. Ele começou a sentar - se calmamente, mas em um ritmo constante e em poucos segundos eu estava completamente dentro de si.

Não tirei meus olhos do seu rosto sequer um milésimo de segundo, nem sequer pisquei para não atrapalhar tal visão de prazer e luxúria. Quando senti - me completamente dentro dele o pré - gozo deixou o meu membro mostrando - me o quanto aquilo era bom.

Com as mãos espalmadas em meu peito, ele começou a subir levemente e descer em um ritmo, não tão lento, para a minha felicidade. Seus olhos se mantinham presos aos meus como um desafio para que eu não desviasse. O sorriso em seu rosto assim como sua respiração pesada, faziam - me sorrir com ele enquanto tentava ao máximo controlar o meu clímax que já se encaminhava para vir.

— Você fica ... extremamente sexy ... debaixo de mim — riu pouco antes de morder o lábio para conter um alto gemido que veio do fundo de sua garganta e fazer com que eu começasse a me mover indo de encontro ao seu corpo e intensificando as nossas sensações.

— Que incrível coincidência ... Também acho que você fica mais sexy ... quando está por cima — disse - lhe pouco antes de sentar na cama e puxá - lo por seu cabelo para um beijo. Não sei quando respiramos ou quando nos beijamos, a saliva escorria de nossas bocas e os gemidos eram contidos pela boca do outro. Aquela sensação de corrente elétrica voltou a se apossar de nós e eu sabia que não duraria muito mais.

Deitei - me novamente e segurei firmemente na cintura de Naruto enquanto ele tocava em seu próprio membro. Ambos intensificamos nossos movimentos e o ápice chegou em conjunto. Ergui meu quadril em um movimento um tanto quanto brusco afundando - me dentro dele e me despejando por inteiro enquanto Naruto chegava ao fim de sua masturbação e soltava seu gozo sobre mim.

A sensação de preenchê - lo com meu sêmen foi tão intensa que tive certeza de que acabara de alcançar um novo patamar em relação ao sexo. Aquilo era ainda melhor do que as correntes elétricas que transbordavam de nossos corpos. A sensação de liberdade era incrível, assim como a sensação de confiança e de posse.

Despejar - me dentro dele era como se tivesse a sua permissão para me tornar um passo ainda mais íntimo daquele que amo. Preenchê - lo dava - me a sensação de marcá - lo como meu. Talvez fosse algo vampírico e nada tinha a ver com amor ou sexo especificamente, mas que eu gostei ... isso com certeza.

Naruto ergueu - se o suficiente para que meu membro deixa - se o seu interior e depois deitou - se ao meu lado abraçando - me pela cintura. Passei meu braço por trás de sua cabeça e puxei - o mais para mim querendo manter aquele delicioso contato com seu corpo o máximo que pude. Assim que ficamos em silêncio escutei conversas no andar de baixo, vindos da cozinha.

— Parece que acabou — comentou papai em um tom debochado. — É. Já estava prestes a pegar os fones de ouvido — brincou Itachi com sarcasmo, fazendo - me corar ao entender sobre o que falavam, enquanto levava a mão até o rosto cobrindo - a como se isso fosse diminuir o meu embaraço.

— O que foi? — perguntou Naruto estranhando a minha atitude. — Parece que a minha família já chegou em casa — expliquei vendo - o se envergonhar tanto quanto eu ao entender o que havia acontecido. Mesmo que os de fora não pudessem nos escutar, isso não valia para os demais vampiros que estavam dentro da casa.

— Quando eles chegaram? — perguntou Naruto em um sussurro. — Não faço ideia — admiti com um sorriso envergonhado. Eu estava tão concentrado em Naruto que esqueci - me completamente do resto. Em poucos segundos Naruto começou a rir enquanto eu o acompanhava. Rimos como quando éramos crianças e brincavamos na floresta.

Senti Naruto observar meu pulso e sorrir vendo ali a pulseira que ele me deu há tantos anos atrás. — Eu nunca a tirei, é o meu maior tesouro — disse orgulhoso daquele que era o símbolo de um amor que era muito mais que prazer e sim uma linda amizade.

— Naquela época eu nunca imaginei que acabariamos assim. — comentou de modo divertido. — Imagine o que Sakura e as garotas diriam se soubessem da verdade — continuou lembrando do passado.

— Acho que a essa altura todos já devem saber. Afinal depois de terem nos visto juntos na montanha em Suna, você desapareceu da escola e eu sai logo em seguida para ter aulas em casa. Nunca perguntei a ninguém, mas imagino que não seja difícil ligar os ponto, já que Shikamaru nos descobriu — disse o meu ponto de vista.

— É , mas Shikamaru é um gênio e tem um poder de observação incrível. Ele não conta — brincou Naruto fazendo - nos rir novamente. — Falando em Shikamaru, eu tenho pensado em algo que ele me disse. Principalmente depois da última luta — chamou a minha atenção agora com um tom mais sério. Virei - me de lado e fiquei agora de frente para ele encarando - o nos olhos e esperando que continuasse.

— Ele sugeriu que eu abandonasse o meu estilo atual de luta com armas e opta - se por lutar com os punhos. Eu posso pedir luvas especiais para mim e assim nocautear os vampiros em vez de matá - los. Para mim será um alívio, não precisar matar, mas para conseguir seguir este estilo eu terei que lutar ao lado de alguém que posso eliminá - los ou estarei em desvantagem. O que você acha? — perguntou - me curioso por minha opinião.

— Nós sempre praticamos juntos, então garanto que sua habilidade em combate corpo a corpo seja boa. E sem a hesitação de ter que matar seu oponente, você se tornará mais forte e mais rápido. Eu concordo com o Nara. Você deveria tentar, seremos uma dupla imbatível — revelei vendo - o sorrir de canto antes de apoiar a suas cabeça em meu peito e não dizer mais nada.

— Sasuke. Chega de namorar e vem comer algo — chamou mamãe no primeiro andar. Avisei a Naruto que deveríamos descer e enfim nos levantamos. Ele parecia cansado, mas se recusou a ficar na cama. Nos limpamos com alguns lenços descartáveis e depois emprestei a ele uma muda de roupas que ele vestiu sem reclamar.

Quando descemos para comer, o almoço estava servido e os nossos lugares prontos. Naruto não conseguiu evitar a vergonha por saber que eles haviam nos escutados, mas sorriu e levou na brincadeira as piadas de Itachi e as indiretas de minha mãe. Papai nada mencionou, mas estava curiosamente feliz.

Depois de comermos o prato principal e mamãe nos servir a sobremesa. Alguém tocou a nossa campainha e fui atender, encontrando Amy e Obito. — Sasuke! — gritou a pequena pulando em meu colo com um sorriso. Antes mesmo de eu perguntar o que estavam fazendo ali, Obito saiu da frente da porta mostrando - me uma visão ... surpreendente.

A maioria das casas estavam abertas e dezenas de pessoas caminhavam nas ruas. Percebi a ausência de menos da metade dos cidadãos. O resto levava a vida normalmente como se nada tivesse acontecido. — Todos eles ... ficaram — disse sem conseguir acreditar em quantas pessoas escolheram confiar em mim.

— Jovem líder — chamou uma velha senhora fazendo a minha atenção ser dirigida a si e ver ela e alguns outros moradores do clã se aproximando de minha casa. — Vamos fazer uma grande comemoração hoje, para agradecer ao Senhor por ter nos avisado de que não precisaríamos ir ao abrigo. Estão todos muito contentes — disse sorrindo com seus poucos dentes.

— Traga o líder Fugaku e o restante de sua família. Queremos que todos venham se divertir — pediu outro do qual lembrava vagamente, mas não sabia o nome — Traga seu namorado também. Soubemos que ele está de visita — acrescentou uma jovem fazendo - me petrificar e encarar Obito que apenas desviou o olhar como se não tivesse sido ele.

— Eu irei com muito prazer e ficarei feliz em levar a todos. Vejo vocês mais a noite — esclareci sabendo que a festa não começaria agora. Despedi - me de todos e voltei para dentro para dar a boa notícia a Naruto, já que os demais provavelmente haviam ouvido a conversa.

Não era todo dia que tínhamos uma festa daquele calibre e fiquei feliz com a quantidade de pessoas ainda presentes no clã. As coisas estavam melhores do que o esperado e eu sabia que podia melhorar. Uma festa divertida. Uma caçada aos Anbu que seria no mínimo, perigosa. Um acordo de unificação e se tudo desse certo a realocação dos Uchiha para o clã Uzumaki. 

Sem dúvidas teríamos um longo mês, mas ao final dele uma nova vida nos esperava. Mesmo em meio á problemas e prováveis guerras, eu podia ver com certeza um futuro certo e cheio de sorrisos. Alguns dias ... Em alguns dias tudo mudou e o mundo incerto que me rodeava se tornou um belo futuro do qual farei qualquer coisa para não abrir mão.

Se existia de fato um Deus, mesmo que ele não se importasse comigo eu estava tentado a lhe agradecer. Mesmo que muita coisa ainda vá acontecer, eu sei que conseguirei passar por tudo e sei disso por que Naruto está comigo e precisava agradecer por tê - lo ao meu lado. As incertezas ficaram para trás, junto com o medo do futuro e as desconfianças.

Observei a minha família rindo de algo que Naruto dissera e então percebi o motivo pelo qual estava tão tranquilo. Eles estavam ali, pela primeira vez em muito tempo eu tinha a minha familia ao meu lado. Embora fosse algo de certa forma trivial, para mim teve um grande impacto mesmo que eu não tivesse percebido.

Embora parecesse impossível eu havia realizado um sonho de criança. Ser apoiado por minha familia, algo que pensei nunca poder presenciar já que Itachi e meu pai pareciam pertencer a um mundo diferente do meu. Olhei para Naruto e me peguei pensando se aquilo também era graças a ele, se sim era só mais uma das razões para eu amá - lo.

— Eu te amo — disse a ele chamando não só a sua atenção, como a do restante de minha família. Ele ficou em silêncio por alguns segundos antes de sorrir e se inclinar para mim dando - me um selinho. — Também te amo — confessou o seu amor de forma natural para a surpresa daqueles que nos observavam.

— Nós estamos aqui, sabia!? — disse meu pai tentando conter um sorriso. — Ah cara. Vocês são tão melosos! Parecem recém - casados — zombou Itachi tentando me provocar — Se está com inveja arruma um para você e me deixa em paz — mostrei - lhe a língua e vi ele se levantar e dar um peteleco em minha testa.

— Não mostre a lingua para mim pirralho mau criado — disse com uma visível raiva que me fez sentir ainda mais vontade de provocá - lo. — Ouviu isso mãe! Ele me chamou de mau criado — disse fingindo estar ofendido.

— Eu ouvi ... OUVI MUITO BEM ... — respondeu mamãe fuzilando Itachi com os olhos. Ele rapidamente encolheu - se ao ver que "cutucara" a fera com vara curta e tentou pedir socorro. — Não mãe ... Eu não quis dizer que a culpa é sua ... Eu só ... Eu só ... Pai me dá uma ajuda aqui — pediu meu irmão mais velho quase desesperado.

— Se vira — respondeu papai parecendo ser aquele que mais se divertia com a cena. Tentei me lembrar de quanto tempo fazia que eu não presenciava uma cena daquelas e nem ao menos consegui lembrar de uma cena parecida.

Percebi então a verdade por trás da distância de nossa família. Não era meu pai o culpado, ou Itachi, ou qualquer um de nós. O culpado era o título de líder e a influência daqueles que não estavam por perto no momento. O conselho dos anciões e ... Madara.


Notas Finais


Deixe seu comentário e faça o autor (no caso, eu) feliz.
:-)
Até semana que vem.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...