História Quem é você? - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem, fiz com amor♡

Capítulo 5 - Agora estou sozinha.


Fanfic / Fanfiction Quem é você? - Capítulo 5 - Agora estou sozinha.

Sempre achei meu pai um homem muito elegante, embora eu não pareça nada com ele, nossas personalidades são parecidas. Quando eu era menor, foi ele quem me ensinou a maior parte das coisas que eu sei. Ele sempre esteve presente para mim.

-Papai, vou sair para fazer as entregas de bolo, o.k?

-O.k. Mas não esqueça de comer algo!

-Ja comi, não se preocupe.

Ele sorriu me observando.

-O que foi??

-Nada... É só que você é igualzinha a sua mãe...

Sorri e segurei sua mão.

-Isso é bom?

-Maravilhoso... - Ele me abraçou bem forte. - Não volte muito tarde! 

-Não voltarei! Até mais tarde! 

Saí de casa e segui meu rumo. 

Papai quase não saía de casa, ele não gostava de ficar andando para lá e para cá. Ele andava apenas até lugares mais próximos, como o mercado e a padaria. Ele trabalhava como jornalista, mas se aposentou a uns dois anos.

-Bom dia Dona Judith! Aqui está seu bolo! - Eu disse entregando o pacote.

-Obrigada! - Ela me deu o dinheiro.

Fui em todas as casas e deixei todos os bolos. Era fim de tarde e meu celular tremeu enquanto eu voltava para casa.

*

-Olá Anne. É o Erickson, amigo do seu pai. Preciso que você venha buscá-lo no meu bar. Ele desmaiou e parece estar bem mal.

*

Arregalei os olhos. 

("Bar"?!)

Isso era impossível! Papai nunca bebia! Ele detestava bebidas alcoólicas! Mesmo assim, fui atrás dele no bar do Erickson.

Cheguei na porta do bar e vi meu pai deitado no sofazinho velho lá dentro. Me aproximei do balcão.

-Erickson, certo? - Perguntei ao barman.

-Isso. Seu pai está ali. - Ele apontou para papai.

-Eu vi... Quero saber o que aconteceu.

-Ué! Ele sempre vem para cá. Só que dessa vez tomou cinco copinhos de whisky e já desmaiou. Ele tomava no mínimo, dez.

Arregalei os olhos novamente. 

("DEZ"?!!)

-Não fique tão surpresa. Depois de anos tomando você nem fica mais bêbado.

-Desculpe... "Anos"?!

-Sim. Ele vem já deve fazer uns 10 anos. Você tem 18, certo?

-Como sabe?

-Eu sou meio que seu psicólogo também. Enfim, sua mãe faleceu quando você tinha 7, assim que vocês se mudaram, ele começou a vir.

-Deus...

Coloquei a mão na testa desacreditada.

(Você mentiu esse tempo todo?...) - Pensei olhando para seu rosto adormecido no sofá.

-Vai levá-lo ou não?

-Como?!

-Com as mãos, oras!

Revirei os olhos e peguei meu celular digitando o número de Oliver. Pedi para ele vir me ajudar.

Uns minutos passaram e ele chegou.

-Onde ele está?

-Ali... - Apontei para o sofá.

-Certo...

Oliver foi até ele e levantou papai numa facilidade incrível.

-Vamos embora Sr. George! Está na hora!

Voltamos para casa e deitamos papai na cama.

-Ele deve acordar só amanhã dependendo do horário em que ele começou a beber. - Oliver disse.

-Céus... Oliver, eu nunca imaginaria que meu pai bebia tanto assim...

-Quando passamos por apertos, cada um tem seu jeito de estravazar e infelizmente seu pai escolheu a bebida.

Assenti tristonha.

-Vem aqui... - Oliver me deu um abraço apertado. - Vai dar tudo certo... 

-Assim espero, Oli...

Oliver me fez companhia até acordarmos no meio da madrugada com um som vindo da cozinha.

-Papai? - Disse me aproximando da porta.

-Filha?... Onde eu estou?... Cadê sua mãe?...

-O que?...

Oliver apareceu atrás de mim e me segurou firmemente pelos ombros.

-Filha, nós estamos na casa de alguém? Quem? Seus tios?  Esse é seu primo? - Ele apontou para Oliver.

-Papai...

-Sua mãe está dormindo? Preciso fazer companhia para ela ou ela ficará irritada!

Ele riu sozinho e meus olhos se inundaram em água.

-Papai... Vá dormir...

Ele me encarou e sorriu.

-Tem razão!

Ele subiu as escadas novamente sorrindo. Não queria nem ver quando ele percebesse que mamãe faleceu.

Me virei para Oliver e o abracei fortemente chorando em seu peito. Ele acariciou meus cabelos.

-Amanhã nós o levaremos a um médico. Tudo bem?...

-Uhum...

Um pouco mais tarde, eu estava procurando os documentos de papai para levá-lo ao médico, mas achei um pacote que parecia conter exames médicos dentro. Curiosa como sempre, eu abri.

("Exame médico cerebral"...)

Li e estava tudo bem se não fossem alguns detalhes.

("Alzheimer precoce"... "Vai piorar com o tempo"... "Se você bebe, favor parar"...)

Comecei a chorar imediatamente. Então meu pai tinha Alzheimer precoce e nunca havia me contado? Além de beber até cair? Meu mundo tinha entrado em estado de choque. Senti tontura e me sentei. Meu pai estava se esquecendo de tudo aos poucos... Como não percebi antes?... Ele se esqueceu de Oliver... Depois, que a mamãe morreu... Onde isso vai chegar?...

-Anne? Está pronta? 

-Ah, sim!

Limpei as lágrimas, peguei os documentos e desci.

-Vamos!

-Onde está sua mãe?

Papai fez essa pergunta o caminho todo, acho que até o taxista ficou irritado.

Entramos no consultório e assim que o doutor viu meu pai, negou com a cabeça.

-De novo Sr. Oppalaway?

-Olá doutor! - Ele sorriu. - Viu minha esposa?

Abaixei a cabeça e o médio percebeu.

-Então já avançou até chegar nesse ponto... Ele tinha te contado? - O doutor perguntou para mim.

-Não... Ele escondeu o tempo todo...

-Creio que escondeu que está com câncer no estômago também?

Arregalei os olhos e senti um nó se formar na minha garganta.

-C-câncer?!...

-Sim. Quando ele pode retirar o tumor, ele não quis pois disse que preferia morrer. Agora é tarde demais...

Comecei a chorar novamente. Que reviravolta tinha sido essa?!! Papai ficou em silêncio e eu dei um pedala nele.

-Você é idiota?! Por que não me contou?!

-Eu não queria que você gastasse seu tempo cuidando de mim, querida... Sua mãe pode cuidar de mim...

-ELA MORREU! M-O-R-R-E-U! A 11 ANOS ATRÁS! - Perdi o controle de mim mesma.

Papai arregalou os olhos e os mesmos se encheram de lágrimas. Ele havia se lembrado.

-É verdade...

Respirei fundo e mantive a calma. Me virei para o doutor e disse :

-Vamos deixar ele internado até o dia de sua morte... 

Essa foi a frase mais difícil que eu já disse na minha vida inteira. A última coisa que eu queria era ver meu pai internado a beira da morte. Mas era preciso.

Meu pai detestou a ideia, claro. E resolveu desistir de sua vida... Ele disse para mim que não aguentaria passar o resto da vida numa cama de hospital. Me despedir dele foi horrível, uma porcaria! Eu jamais iria querer me despedir dele! Jamais! Eu pedi para ele aguentar por mim mas... Ele queria muito ver minha mãe...

Papai morreu um mês depois de ser internado e eu aceitei conformada. Ele estava com muita dor, foi o melhor.

(Mas e agora?... Eu estou sozinha...)




Notas Finais


Caramba... Pesadãããuuunnnn!! Continua...♡


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