História Quem Matou Samantha? - Capítulo 1


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Categorias Jeff The Killer, Lendas Urbanas, Slender (Slender Man)
Personagens Jeff, Personagens Originais
Tags Creepypasta, Jeff, Mistério, Revelaçoes, Sam, Slender, Suícidio
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Palavras 2.256
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, queridos fãs de Creepypastas ewe <3 Como vocês estão?

Essa ideia me surgiu do nada e começou a provocar coceira no meu cérebro até eu colocar pra fora através dos dedos hihi
Tomara que não tenha ficado um lixo e.e'

Espero que gostem e comentem <3

Boa leitura!

Capítulo 1 - Prólogo - A Visita


Sam não entendia o que havia acontecido. 

No início, ela achara que tudo não passava de uma pegadinha que fora muito bem organizada pelos amigos e parentes, mas logo ela percebera a seriedade do assunto. 

Jornais haviam divulgado em suas capas a foto da garota, noticiários falavam dela o tempo todo e, aparentemente, o país todo havia se sensibilizado com a história de Samantha Ahern. No final, ela teve que aceitar a verdade: estava morta. 

A garota tentara se comunicar com quem ela conhecia de todas as maneiras. O primeiro ponto de parada fora a casa de seu namorado, James. Ela correra para o quarto dele sem sequer notar que havia atravessado a porta e gritara com ele, dizendo que só podia haver um engano, afinal, ela estava ali, interagindo com ele. 

Mas ele não pudera ver ou ouvir a garota. 

A segunda tentativa fora a própria casa de Sam, onde ela encontrara sua mãe chorando desesperada enquanto seu pai tentava oferecer algum consolo, também com lágrimas nos olhos. Na pequena TV da cozinha, a notícia de que o corpo identificado como sendo de Samantha Ahern apresentava vestígios de luta antes da morte. Teria sido um suicídio desesperado ou um homicídio cruel? 

Ela teve certeza da segunda opção. 

Tentando em vão acalmar a mãe, que estava alheia à sua presença, Sam chorara desesperadamente ao constatar que aquela história assustadora era mesmo verdade. A pobre garota de 17 anos de idade fora brutalmente assassinada por um louco homicida. 

Os índices de criminalidade do local eram assustadoramente altos para uma cidade de tamanho médio, mas mesmo assim o crime chocou os moradores da região, que passaram a deixar seus filhos trancados dentro de casa, assustando-os com a história de Sam. 

Era isso que ela havia virado: uma lenda urbana para assustar crianças. 

Três dias haviam se passado desde que ela aceitara sua própria morte. As tentativas falhas de comunicação foram cessando aos poucos até acabarem por completo, e a negação fora deixada de lado e em seu lugar viera um sentimento ainda pior: o vazio. 

Sam poderia aceitar sua morte como algo natural se não fosse tão jovem e tão cheia de sonhos, que agora jamais seriam realidade. Ela andava perdida pela própria casa, desejando com todas as forças que sua mãe se recuperasse da depressão na qual estava se afundando, que seu pai parasse de beber antes que aquilo se tornasse um vício, que seu namorado voltasse para a escola para terminar o último ano do ensino médio, que sua melhor amiga parasse de ligar para seu celular apenas para fingir que a amiga morta estava apenas ocupada e etc. Tudo que a garota desejava era que seus amigos e parentes mais próximos fizessem o que ela não podia mais: viver. 

Ela ainda chorava pela própria morte, mesmo depois de uma semana. Boa parte de seu tempo era gasta com a garota trancada em seu antigo quarto, que seus pais ainda não haviam tido coragem de abrir. Suas lágrimas eram tão geladas quanto suas pálidas bochechas e, ironicamente, na primeira vez em que Sam desejara morrer, ela já estava morta.  

Às vezes ela visitava o namorado, James. O garoto, que havia acabado de completar seus dezoito anos, estava muito mal. Desde a notícia da morte dela, ele havia se trancado no quarto e já não falava com ninguém ou comia algo. Tudo que ele fazia era chorar e gemer o nome de Sam, implorando para que a garota voltasse para ele. 

Ah, se ele soubesse que ela estava em pé ao lado da cama dele, ouvindo suas súplicas e chorando por não poder respondê-las. 

Ambos haviam planejado a vida inteira com base na crença de que estariam sempre na vida um do outro. Suas faculdades seriam na mesma cidade, eles trabalhariam e dividiriam o aluguel de um pequeno apartamento e, depois que se formassem, comprariam uma casa e iniciariam uma família. Seria uma vida tranquila e perfeita, planejada cuidadosamente desde os treze anos do casal, até a vida de Sam chegar ao fim um pouco antes de a garota completar seus dezoito anos. 

Ela imaginava como estaria se estivesse no lugar do namorado, e temia que o mesmo não se recuperasse da tristeza que o atingia agora. Ela mal conseguia suportar ver a dor dele mesmo James estando vivo e seguro, imagine saber que ele sofrera antes de morrer e de ter todos os sonhos interrompidos. 

Sem conseguir suportar a dor que sua morte havia causado, Sam se trancara por mais tempo ainda em seu antigo quarto e passara a sair somente durante a madrugada, horário em que os choros geralmente cessavam e ela podia ver a tranquilidade tomar conta da expressão facial daqueles que ela amava. Esse hábito noturno perdurou durante um mês, até a rotina da garota ser interrompida por uma visita de outro mundo. 

Sam estava na cozinha de sua casa quando teve seu primeiro contato com Ele. Era uma madrugada sem luar e ela encarava as cartas de admissão das bolsas para faculdades nas quais se inscrevera, quando o relógio marcou exatas 3:00 da manhã. 

Foi nesse horário que, mesmo morta, ela sentiu um terrível frio na espinha e uma sensação de estar sendo vigiada. 

A atmosfera da cozinha mal iluminada havia mudado por completo, indo de levemente agradável à pesada e sufocante em um segundo. Um cheiro de podridão invadiu o lugar e, mesmo após um mês sem ter a necessidade de comer, Sam sentiu seu estômago se revirando de enjoo.  Saindo de perto do balcão onde estavam suas cartas e colocando a mão por cima do nariz para não sentir o terrível cheiro, – ela ainda não notara que não precisava respirar – ela começou a procurar a origem dele, imaginando ser um animal morto próximo a uma janela ou um pote de comida que ficara fora da geladeira por muito tempo. Porém, ao invés de encontrar uma dessas coisas, ela deu de cara com um par de olhos vermelhos e amedrontadores escondido nas sombras da cozinha, encarando-a com malícia.  

Um grito de puro terror teria sido ouvido por todos os moradores do bairro se eles pudessem se comunicar com os mortos.  

O susto da garota a fez dar dois passos para trás, atravessando uma parede e caindo de bunda na sala de estar, sentindo-se mais humana do que nunca ao sentir o medo correndo em suas veias novamente.  

     - Não é muito inteligente fugir daquele que dizem esperar atrás da parede atravessando uma parede. - A voz suave de um homem sussurrou em seu ouvido, fazendo todo o corpo de Sam estremecer. Ela só não sabia se era de medo ou excitação. 

Virando-se rapidamente para trás e pondo-se de pé com agilidade, a garota voltou a encarar um par de olhos, porém, este era agora amarelo e muito menos ameaçador que o primeiro par. O cheiro desagradável dera lugar a um mais doce e atraente, vindo diretamente do homem à sua frente. Ele lhe dava um sorriso tranquilizador que, mesmo parecendo acolhedor, ainda fazia Sam querer atravessar a parede de novo. 

     - Você é ágil. - Ele elogiou. - Gosto disso numa mulher. Na verdade, em qualquer criatura que desperte meu interesse. E você, minha cara, - Seus olhos correram pelo corpo de Sam, avaliando-a. - despertou meu interesse. 

        - Quem é você? - Ela tentou fazer a voz soar firme e decidida, mas, após um mês sem usá-la para nada, ela agora soava fraca e rouca até para si mesma. - Como consegue me ver e ouvir? É um médium? 

       - Curiosa, interessante. - O sujeito ainda falava como se ela não pudesse ouvi-lo. Ela pigarreou e os olhos amarelos finalmente encontraram os castanhos dela. - Vamos apenas dizer que sou um homem de negócios. E estou interessado em você. - A malícia brilhou naquele olhar. 

      - Que tipo de homem faz negócios com os mortos? - Sam deu um passo para trás, avaliando o sujeito como ele não parava de fazer com ela. 

Aquele à sua frente tinha uma fisionomia atraente, alto, com ombros largos, o cabelo caindo charmosamente pela testa em uma franja curta. Os olhos com certeza eram o mais chamativo, amarelos e vívidos como ela jamais vira em toda a vida. A pele parecia acinzentada e os dentes, pontiagudos e com uma ameaça implícita: eu posso dilacerar você.  

Apesar de conseguir ver que aquilo em sua sala de estar não era humano, Sam sentia-se mais atraída por ele do que jamais se sentira por qualquer homem – e isso a deixou muito culpada ao lembrar-se do namorado deprimido. 

 - Um homem esperto, querida. - Novamente o sorriso de dentes cortantes. - Estou aqui porque você merece.  

- Mereço o quê? Uma proposta de emprego depois da morte? - Ela ainda tentava ignorar o calor subindo pelo seu ventre ao sentir o olhar do ser em seu rosto.  

- Não, meu amor. - A criatura aproximou o rosto do dela, fazendo suas pernas ficarem bambas de excitação. - Vim oferecer a chance de voltar a interagir com os viventes. 

Apesar de estar mais concentrada no quão sexy era aquela voz, Sam conseguiu entender o que ele disse. Seus olhos subiram da boca incrivelmente atraente para os olhos do sujeito, que já sabia que conseguira fisgar a atenção da garota. 

- O que você disse?  

- Isso mesmo que você ouviu, criança. - Ele segurou uma mecha do cabelo escuro dela, que se arrepiou de prazer ao sentir os dedos dele roçando sua bochecha. - Posso fazer com que você seja vista e ouvida novamente. E, além disso, - A malícia brilhou novamente naquele olhar. - você pode conseguir a chance de descobrir quem a matou. 

Sentindo que estava quase babando pela influência do ser à sua frente, Sam mal conseguia pensar. Com o pouco raciocínio que lhe restava, ela afastou-se dele, clareando sua mente.  

- Espere um pouco. - Balançou a cabeça, respirando fundo logo depois ao ver-se menos influenciada por ele. - Eu não poderia simplesmente aparecer viva novamente. Meu corpo já foi sepultado. Todos me viram sendo velada e enterrada, como poderiam aceitar o fato de eu bater na porta e dizer “tô viva” como se nada tivesse acontecido? 

- Eu não disse que traria você de volta à vida, disse? - Ele balançou o dedo em negação na frente da garota. - Menininha apressada. Não há como te fazer uma mortal novamente. 

- Mas então- 

- Mas eu posso fazer você interagir com os mortais, como se fosse um deles. Não haverá diferenças além da sua temperatura e da falta de qualquer tipo de necessidade humana, como comer ou respirar. - A criatura a interrompeu, voltando a sorrir. - Procurar seus conhecidos é uma escolha sua, mas eu a aconselho a não fazer isso. Ter pontos fracos nunca é um bom negócio se você aceitar a minha proposta.  

Sam encarou o homem sinistro à sua frente, pensando no quão errado e bizarro seria aceitar a proposta de uma criatura que pode ver os mortos e que surge no meio da noite deixando-a excitada sem motivo nenhum. 

Mas ela estava realmente tentada a aceitar. 

Imaginou como seria poder ter um gostinho da vida novamente, falando, rindo e convivendo com as pessoas. Se ela visse ela mesma na rua, jamais diria que ela fora assassinada. Não havia marcas em seu corpo além de uma horrorosa cicatriz ao redor do pescoço, que poderia ser facilmente escondida. Talvez a garota pudesse arranjar documentos falsos e até mesmo cursar uma faculdade, por que não? 

Seus pensamentos foram até seus pais, namorado e melhor amiga, aqueles a quem ela amara mais que tudo quando viva. Poderia mesmo evitá-los e ir para um lugar longe, fingindo viver uma vida de verdade? 

- Há também pontos positivos em ser uma morta fingindo ser vivente.  

- É? - Ela o encarou com deboche e uma leve curiosidade. - Por exemplo? 

Antes que pudesse sequer reagir, estava sendo empurrada contra a parede – dessa vez sem atravessá-la - e sendo encurralada pela criatura. Seu corpo reagiu instantaneamente ao toque, inflamando-se de excitação.  

- Os orgasmos são melhores. - Sam soltou um gemido baixo aliado à sensação das pernas fraquejando ao sentir o hálito quente do demônio em seu pescoço.  

A mente da garota girava sem parar, gritando um alerta máximo de PERIGO. Ela abriu a boca para tentar mandá-lo parar e se afastar, mas tudo que seus lábios formaram foi uma única palavra: 

       - Prove.  

Um dos dedos longos acariciou a garota por cima da calça que usava, fazendo-a enterrar a cabeça no ombro vestido com um elegante terno preto e soltar outro gemido de prazer. 

- Isso é uma afirmativa para a minha proposta? - A voz, nada mais que um sussurro, escondia uma ansiedade animada. A garota piscou, tentando afastar a influência da criatura novamente. Com um lampejo de pensamentos, ela enfim tomou sua decisão. 

-  Sim. 

O sorriso que o demônio esboçou após essa simples palavra não poderia ser descrito facilmente. 

- Só preciso que faça uma coisa antes. 

- O quê? - Ela ainda estava com a mente enevoada. 

- Diga meu nome. - Ele sussurrou, calmo, porém firme na ordem dada. 

Então de repente, foi como se a consciência de Sam desaparecesse completamente. Sua visão ficou turva e logo a cor vermelha tomou conta de tudo, como se ela enxergasse através de muito sangue. Sua boca ficou dormente e tudo que ela se lembrou de ouvir antes de apagar foi sua própria voz dizendo: 

- Zalgo. 

E lá se foi sua consciência. 


Notas Finais


Ahhhh realmente espero que não tenha ficado um lixo ewe'
Espero tbm que vcs tenham gostado <3
Obrigada por lerem :3

Kissus ~*


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