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História Quem são vocês? - Capítulo 5


Escrita por: vivianuzumaki14

Notas do Autor


Mais um cap quentinho saindo agora para vcs.

Capítulo 5 - Capítulo quatro. - Jantar fora


Capítulo quatro. - Jantar fora.

 

Já haviam se passado alguns dias, estava me acostumando à rotina de casa, mas não sabia se gostava de sabe disso. Queria trabalhar... Mas não podia, pois todo o tempo que havia passado na faculdade, morrendo e estudando até perder meus fios de cabelo foram perdidos. Minha cabeça doía só de pensar que teria que tentar a faculdade de novo, mas tinha que fazer né? Já tinha a garantia que conseguia, agora era só fazer o percurso de novo.
Suspirei enquanto varria aquela casa enorme, talvez estivesse fazendo um bom papel de mãe, ajudando as crianças nos estudos, brincando com elas e até sendo uma boa dona de casa, apesar que tinha que ir pesquisar na internet alguns pratos para cozinhar nas refeições, me perguntava se meu "Eu de 30 anos" sabia já fazer alguma coisa decente na cozinha. A frustração ainda pairava sobre minha mente, o medo diminuía aos poucos, contudo às vezes eu era engolida pelo presente, era como se eu não pertencesse a esse lugar! Era estranho, quanto mais eu pensava que não tinha vinte e sim trinta anos, mais cansada mentalmente eu ficava. Tinha vontade de sair xingando tudo e todos, socar algo, gritar para tirar todo aquele sentimento ruim que parecia que iria me enforcar a qualquer momento, mas não podia fazer... Precisava aguentar mais um pouco, com aquela corda de sentimentos assombrosos no pescoço.

- Mãe?
 

Virei minha cabeça e encontrei Taehyung perto da porta da sala, me olhando com certa confusão estampada do rosto.

- Por que a senhora está chorando? - perguntou.
 

Levei minha mão até minha bochecha e senti úmido ali, quando foi que deixei lágrimas caírem? Deixei aquela maldição de sentimentos me tomarem? Deus, não podia aparecer dessa forma para os meus filhos! Tinha que repor um semblante mais feliz e tentar dar alguma desculpa para que aquela criança não ficasse preocupada, não, já não bastava meus pais preocupados e meu... Marido.

- Ahhh acredita que me lembrei daquela cena que a tripulação do chapéu de palha se despede do seu navio? Acabei não conseguindo deixar escapar umas lágrimas, me emocionei.
 

Taehyung correu até mim e abraçou minhas pernas, depois começou a murmurar que também estava triste por o navio. Havíamos assistido aquele episódio ontem, então achei razoável dizer aquilo, pelo jeito havia colado. Respirando fundo eu pedi para ele ir indo pro seu quarto que iria ajudar nos estudos, ele concordou com uma careta. Bom, ali já se via que era uma criança que odiava estudar, mas me esforçaria para deixar a tarefa mais divertida.

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A tarde se estendeu, passou devagar, igualmente as nuvens que passeiam pelo céu vagarosamente, o bom que elas não têm preocupações e vivem assim, já eu tinha problemas, mas algo me dizia que minha filha também tinha... Sexto sentido de mãe? Acho que é isso que dizem por aí.

A pequena estava deitada na sua cama e suspirava durante suas mexidas de pernas. Caminhei até ela e sentei na ponta da cama, observei ela parar de se mexer e fitar o teto, ela era bem comunicativa, mas agora estava quieta demais! O que será que havia acontecido.

- O que houve minha flor?
 

Se sentando, mas ainda permanecendo calada, a menina parecia rever várias e várias vezes em sua cabeça se dizia ou como diria para mim. Esperei pacientemente por sua resposta, não tardou muito e com as bochechas levemente avermelhadas ela olhou para mim e abriu sua boquinha para me contar o que lhe afligia.

- Tem um menino que sempre estava puxando meu cabelo ou ficava me cutucando na aula, eu ficava com muita raiva dele, mas depois ele começou a parar de fazer isso... Eu devia estar feliz não devia? Mas... Por que eu não estou? Por que eu quero que ele volte a me incomodar ao em vez de querer que ele fique vermelho quando eu tento falar com ele ou quando ele vira a cara quando o encaro? Ele esta me evitando e eu não estou gostando disso... - indagava a menina já com os olhinhos brilhando por causa das lágrimas.

 

Meu Deus, minha filha estava apaixonada! Já não custava isso, o menino também. Escutar uma notícia dessas estava deixando eu feliz e dava graças pelo Jin não estar escutando isso, ele provavelmente iria surtar com isso, visto suas últimas declarações sobre sua filha querer um namorado. Concordo que ela está muito nova para isso, mas tudo mundo teve seu primeiro crush, não vou acabar com o da minha filha! Vou incentivar ela, mas supervisionando e dizendo que aceito até agora só mãos dadas, se bem que primeiro tenho que ver se ela tem coragem para admitir esses sentimentos românticos.
 

Mas tenho que admitir uma coisa! Lisa apaixonada é tão fofa. Agora entendia porque ela parecia avoada e pensativa essa tarde e sem falar dessa carinha vermelhinha de tomate que ela está tendo. Jesus que fofura.

- Qual o nome dele?

- Jungkook. - respondeu desviando o olhar.

 

Deixei um sorriso bobo escapulir dos meus lábios e comecei a dizer à garotinha que ela provavelmente estava apaixonada pelo seu colega de classe e ele por ela. Óbvio que seu rosto que já estava vermelho ficou mais - se é que possível - e negou com a cabeça várias vezes, tive que me segurar para não rir daquela cena, mas respirei fundo e tentei mais uma vez dizer que eles estavam sim apaixonados, e se tivesse um namoro no futuro só admitiria ele que fosse até mãos dadas.
Lisa desmentia tudo que eu dizia... Tudo bem, logo ela vai entender, é sempre assim... Quanto mais você nega, mais você se apaixona e quando vai ver, puf estava perdida em paixão. Baguncei seus cabelos e disse que não era para contar para seu pai, iria ser nosso segredo, segredinhos das meninas. Ela concordou e desceu comigo para a cozinha.
 

Minha menininha estava apaixonada.


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A noite chegou e quando eu fui perceber, a campainha havia sido tocada. Ao atender ouvir meus pais, eles entraram e meus filhos fizeram a festa! Fiquei confusa com sua visita repentina, mas imaginei que seria para ver como eu estava, entretanto na mesma hora meu celular tocou, era o Jin. Atendi e ele disse que era para eu vestir uma roupa de sair, porque iríamos jantar fora, fiquei gaguejando nas minhas palavras e só escutei um risinho do outro lado da linha, eu estava rubra e sentia meu estômago se embrulhar, olhei pros meus pais e eles disseram que haviam vindo para cuidar das crianças e vendo que não tinha escapatória eu aceitei o jantar.
 

Subi para o quarto e tratei de tomar um banho rápido, um vestido azul escuro soltinho e uma maquiagem não muito chamativa, calcei saltos pretos e penteei meu cabelo, na hora que olhava meu reflexo no espelho, minha mãe adentrou no meu quarto e com um sorriso disse que meu marido estava me esperando na sala. Surgiu um frio na minha barriga, aí pai, estava agindo como uma adolescente agora? (S/N) Você tem vinte anos! Pare de agir assim. Ahhh não... É trinta anos, burra.
 

Desci as escadas me xingando mentalmente com aquela confusão de idade e de atos inexplicáveis que meu corpo estava emitindo. Parei na sala e observei meu marido sentado no sofá, usando uma blusa azul de manga longa, estas foram puxadas até seu biceps, uma calca jeans e tênis esportivo.

- Isso não foi uma mera coincidência né? - falou meu pai com uma leve ironia na ponta da sua língua, se referindo as nossas vestes da mesma cor.
 

Jin riu e estendeu sua mão, hesitando um pouco, mas no final aceitando, fui puxava levemente por sua mão e saímos de casa. O trajeto para o restaurante foi em um clima leve, eu perguntava como havia sido o trabalho e ele perguntava das crianças, além disso, ele dizia que estava conseguindo atender direito seus novos clientes, estes que eram meus, mas por não poder mais trabalhar eles foram para o consultório do meu marido.
 

O carro estacionou e eu olhei para o restaurante que era como uma casinha de madeira confortável, várias mesas estavam na sua frente e do outro lado da rua havia uma praça enorme e iluminada por decorações. Era tão lindo aquele lugar! Sai do carro e caminhamos até o local, optamos por sentar em uma das mesas de fora para aproveitar a brisa que estava boa.

- Aqui foi o primeiro lugar que te trouxe, nosso primeiro encontro. - divagou olhando para mim.
 

Observei com mais atenção àquele local, pacífico e ótimo para conversar e também carregava um ar meio romântico, dependendo da pessoa que lhe acompanhava. Imaginei como devia ter sido meu primeiro encontro aqui, eu estava muito tímida? Consegui conversar normalmente com ele? A comida era boa? Fomos dar um passeio naquele parque após comer? Estava tão pensativa que não percebia que aqueles olhos escuros me assistiam, gravando cada reação ou careta que eu dava.

- Como foi nosso primeiro encontro? - perguntei deixando a curiosidade vencer.

- Preparei-me por dois dias, pensando em como iria te chamar, acabei dando uma desculpa que era para discutirmos um trabalho. A conversa foi sobre ele e algumas provas, depois tentei desviar para algo mais casual e começamos a falar sobre nossos gostos e passa tempo. Você ficava animada quando eu pedia alguma recomendação de filme.

 

Jin tinha um brilho nos olhos quando dizia aquilo, era como se lembrasse como se fosse ontem, suas aflições, seus sentimentos loucos, sua empolgação... Tudo! Eu pelo outro lado, só podia assistir e escutar, não recordava de nada, não podia reviver nenhuma cena dita por aquele homem. Mas tentei não demonstrar minha tristeza, tentei ainda manter um sorriso no rosto e escutar nossa história.

- Aproposito, você vai quando mesmo ao hospital? - perguntou.

- Sexta. Vou ver os resultados dos exames e vamos ver se consigo trazer minhas memórias de volta.

 

Jin iria falar algo, mas o garçom chegou na hora perguntando o que iríamos comer, meu marido que pelo jeito já me conhecia, pediu um prato acompanhado de carne e depois voltamos a conversar. Dessa vez tentei puxar conversa sobre ele, já que não sabia quase nada sobre sua pessoa, algo me dizia ele havia gostado de ver meu interesse e por isso não mediu suas palavras quando dizia sobre se próprio.

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Após o jantar, fomos caminhar no parque, um ao lado do outro. O clima estava bom, ainda que a cabeça estivesse confusa, o coração parecia acelerado, a mão formigando como pedisse para eu puxar a dele e entrelaçar, mas óbvio que eu não faria isso.

- Espero conseguir recuperar memórias. - declarei enquanto me escorava em uma árvore.
 

Meu marido ficou do meu lado e demorou a responder.

- Você vai conseguir, vai poder lembrar tudo, vai ser igual aqueles filmes de Hollywood! De uma hora para outra tudo aparece como flashback. - falou com um semblante animado.
 

Ri de sua ideia, não achava ruim aquela hipótese dele, eu poderia me sentir dentro de filme daquela forma, seria possível aquilo acontecer? E em meio daquele turbilhão, eu podia ver o tempo parar enquanto ouvia a risada que Jin começou após a minha, o sorriso encantador, os olhos vibrantes... Meu coração começava a disparar. Se continuasse daquele jeito... Aquele homem iria ouvi-lo. Mas ele não parou! Ao contrário, ele aumentava sua frequência quando Jin parou de rir e me encarou, dessa vez seu rosto estava próximo demais, as respirações podiam ser sentidas e meu estômago parecia ter mais de mil borboletas nele. Mas antes que um beijo fosse dado pela aproximação dos nossos lábios, Jin se virou e perguntou se eu queria voltar para casa. Eu assenti e tomamos o caminho de volta em silêncio.
 

Sim, ele queria beijar sua esposa de trinta anos. Ok, eu tenho 30 anos, mas tenho minha mentalidade de vinte. Ele quer beijar aquela mulher que o ama e viveu com ele até esses dias, por mais que talvez esteja me mostrando que eu posso estar gostado dele... E talvez mesmo que ele queria me reconquistar, no seu íntimo tanto eu e como ele sabemos. Ele quer beijar a mesma mulher que respondeu o "sim" e o "aceito" no altar para ele. 

 

 

Continua...


Notas Finais


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