História Quem sou eu - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Boyslove, Órfão, Original, Romance, Sangue
Visualizações 10
Palavras 1.526
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Lemon, Policial, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo, Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá pessoal, cá estou eu começando uma história nova, eu to com a internet horrível e me veio essa ideia na cabeça, provavelmente vai ser uma longfic!! Se encontrarem algum erro de português me avisem e acho que melhorei um pouco a escrita ~ espero que gostem!


Ps: encontrei a imagem no google, créditos ao autor.
Ps2: eu que fiz a montagem.

Capítulo 1 - Capítulo I


Tem dias em que estamos desesperados pela realização dos momentos que tanto sonhamos. Muitas vezes temos sonhos inalcançáveis, às vezes são sonhos que provavelmente alcançaríamos se não tivéssemos esse medo estranho que nos consome de dentro pra fora. Esperança, provável causa de muitos também não desistirem de tais sonhos, assim como eu, que diariamente sonho com meu futuro, tenho a certeza que ele pode ser alcançado, mas não será algo fácil, pois muitas vezes o mesmo medo dos outros me consome, tenho medo de não alcançar, mas ainda assim, a minha esperança e sonhos são maiores que meus medos.

Quando pensar em desistir, pense se realmente vale à pena abrir mão do que vem lutando para conseguir, já vi muitos desistirem ao longo do caminho, mesmo não sendo muito velho, sempre existe alguém perto de mim parando de seguir os sonhos, pois é extremamente difícil algo para conseguirmos. Para muitos, mudar de vida deve ser extremamente fácil, pois, na maioria das vezes há o apoio dos pais, mas nós aqui não temos essa sorte.

Já faz treze anos que eu vivo aqui neste orfanato, fui deixado na porta deste local quando estava com três anos. Então hoje é considerado meu aniversário de dezesseis anos.

Todo ano as amáveis senhoras que cuidam de nós, fazem um bolo no aniversário de cada um e hoje não é diferente. Somos catorze órfãos, muitos de nós somos mais velhos e não conseguimos ser adotados, a maioria das crianças menores é adotada rapidamente, não sei como não fui adotado quando cheguei, deveria ser uma criança muito atrevida.

Diria que talvez tenha sido sorte eu não ter sido adotado, assim consigo ajudar Marie – a freira que coordena o orfanato – a cuidar das outras crianças, eu diariamente cuido das hortas do orfanato, necessitamos desses alimentos, nunca passamos fome, mas não é como se esbanjássemos riqueza aqui dentro.

Todas as freiras dizem que eu sou uma benção na vida delas, pois sempre precisaram de ajuda e nunca conseguiram, mas ainda torcem para eu ser adotado e me enchem de esperança que um dia isso vá acontecer, mesmo sabendo que isso nunca ocorrerá, eu já sou velho demais para isso, os adultos não gostam de crianças crescidas.

Já houve uma família que cogitou me adotar quando eu estava com meus doze anos, mas então eles sumiram, nunca mais voltaram ao orfanato, mais tarde descobri que eles haviam adotado outra criança de outro orfanato.

Eu me dedico muito aos estudos, porque é meu sonho entrar em uma faculdade, quero cursar Serviço Social e continuar ajudando os orfanatos que existem, muitas pessoas dizem que meu sonho é besta e eu nunca conseguirei alcançar, afinal sou só um órfão sem apoio.

Mas eu tenho certeza que conseguirei, sei que quando alcançar a maioridade preciso sair do orfanato e viver por mim, tenho medo disso, mas sei que conseguirei.

Mas para mim hoje é um dia especial, completo dezesseis anos e terei um bolo, que todo ano agradeço imensamente, mesmo sabendo das condições elas fazem com tanto amor que eu fico extremamente feliz.

Já está na hora do jantar, fico tão feliz nesse dia, mesmo não sabendo qual a minha idade correta, para mim este é meu aniversário. Foi um momento tão gostoso todos sentados na ‘mesa’ gigante, para cabermos todos, comemos o bolo que estava maravilhoso, foi tudo muito gostoso.

Ajudei as freiras a colocarem as crianças para dormir e fui tomar um banho, eu era o único autorizado a tomar banho após o jantar, pois ajudava com os afazeres e a limpeza.

Tudo para mim estava normal naquela noite, até Marie chegar com aquele papel em mãos.

- Loue, meu querido, pode me acompanhar até minha sala? – ela disse suavemente, mas eu sabia que tinha algo a mais ali, ela nunca havia pedido para eu ir à sua sala.

- Claro Marie. – segurei seu braço e fui andando com ela até sua pequena sala.

- Sente-se, eu preciso te contar algo e te dar algo, mas preciso que jure entender por que decidimos fazer isso somente agora meu caro Loue, certo? – ela tinha a voz tão suave e preocupada, que eu comecei a ficar nervoso sobre o que seria, será que alguém queria me adotar? Mas eu já era mais velho, isso nunca aconteceria, mas algo dentro de mim achava que era isso, então manteria a esperança. Somente acenei positivamente com a cabeça. – É sobre o dia em que você foi deixado aqui, – eu nunca tinha ouvido falar sobre isso, aquilo me assustou tanto que eu comecei a suar frio pensando no que teria ocorrido, sempre tentei pensar o mínimo sobre isso – naquela noite estava tão quente, ouvi o portão se abrir, aquilo era raro, então corri na porta e vi uma mulher saindo e você na porta, ela chegou a virar e a vi chorando, tentei chamá-la e corri atrás dela, então ela gritou para mim “cuide bem do meu bebê, não posso deixar seu nome real aqui, todos saberão”, eu nunca consegui alcançá-la filho – eu estava em choque.

- Então você chegou a ver minha mãe? – Eu não sabia o que dizer.

- Sim, mas ela não queria ser vista, por meses procuramos ela, pesquisamos se não havia nenhum bebê sumido, mas nada foi encontrado, mas naquela mesma noite quando começamos a cuidar de você, achamos isso em seu moisés – ela me entregou um envelope – quero que leia e seja ciente destas palavras, quero que saiba que de algum modo sua mãe te amou, sei que não tem intenção de procurar seus pais biológicos, mas quero que tenha isso, pode ir meu filho.

Eu sem saber o que fazer saí andando para fora daquela sala com o envelope em mãos, parecia surreal demais para mim, ali dentro haviam palavras de minha mãe, a letra dela, era algo que me pertencia, uma parte de mim.

Desci as escadas e resolvi ler no parque que havia ali perto, não queria ter uma crise de choro perto delas, que sempre cuidaram tão bem de mim e eu sabia que ia ter uma ao ler aquilo.

Andei poucas quadras e cheguei ao meu destino, estava vazio, ainda bem, abri aquele pequeno e retirei uma folha que parecia estar muito velha de dentro e comecei a ler.

 

 “Queria poder ficar com meu querido bebê, mas creio que ele morrerá ao meu lado, mas as condições não permitem. Por favor, dêem isso a ele quando ele ficar maior e entender melhor a situação.

Querido filho, espero um dia poder te encontrar novamente, te abraçar e dizer o quanto eu te amo meu querido filho, desculpe pelo que faço hoje, mas é para sua própria proteção.

Lembro perfeitamente do dia em que nasceu, a alegria que eu senti ao te ver, a ouvir seu chorinho, quando te amamentei pela primeira vez, naquela noite chorei tanto, eu estava tão feliz, você abrilhantou meu mundo, mas nem tudo eram flores meu amor.

Seu pai, seu pai é o problema, eu engravidei de uma pessoa que não era boa e você não merecia passar por todos esses problemas, então comecei a planejar como fugir dele, foram dois anos planejando, então eu fugi em uma noite extremamente chuvosa. Consegui me manter escondida totalmente durante seis meses e foram os melhores meses da minha vida.

Foi quando ele ligou na recepção do motel em que estávamos e avisou que estava chegando, eu sabia que aquilo ia dar muito errado, então deixei todas as nossas coisas para trás e fugi novamente com você, mas as coisas complicaram.

Foi quando eu decidi atravessar o país para te deixar em um orfanato, não queria que o seu pai soubesse do seu paradeiro, se eu não fizesse isso me julgaria pelo resto da vida, então eu atravessei todos os estados que pude e te deixei, foi o momento que mais tive dor em toda a minha vida, mas era o correto.

Saiba meu filho, que você foi muito amado por mim e provavelmente por seu pai, mas seu pai não te merece, ele não é uma boa pessoa, então não nos procure, eu tenho certeza que ele me achará, mas ele nunca te achará e não deve.

Por favor, seja feliz, sua mãe te ama muito.”

 

Eu sabia que tinha algo, mas nunca quis correr atrás, eu sabia que havia algo muito errado, pois todas as crianças sabiam do dia que chegaram, mas eu nunca soube e chegou em um momento em que achei que realmente fosse o melhor, mas agora eu sentia um sofrimento que não era meu.

Eu fui abandonado, mas amado, não conseguia entender isso. Por que minha mãe havia feito isso? Meu pai batia na minha mãe? O que estava ocorrendo? Eu só queria me enfiar em um buraco e chorar, eu já não sabia o que fazer da minha vida.

Nunca quis saber dos meus pais e mesmo minha mãe dizendo na carta para eu nunca procurar, eu queria saber mais sobre meu passado, nesse momento queria deixar de lado todos os meus sonhos para saber a verdade, eu só queria não estar sentindo toda essa tristeza.

Quando me dei conta estava chorando naquele parquinho, sozinho.


Notas Finais


Então, alguém leu? Alguma dica? O que acharam? Espero que tenham gostado!! Comentem por favor ~ estou escrevendo mais, espero que gostem deste projeto.

BEIJOS ♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...