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História Quem vai ficar com Joohyun? - Capítulo 4


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Notas do Autor


boa noite para todos vocês. com essa notícia devastadora da quarentena do covid-19, as aulas foram suspensas. não tem lado bom nisso, mas decidi postar um capítulo para tentar aliviar um pouco o clima mórbido entre nós. esperamos que dê tudo certo e que essa pandemia passe logo!

até as notas finais!

Capítulo 4 - Capítulo 003


Fanfic / Fanfiction Quem vai ficar com Joohyun? - Capítulo 4 - Capítulo 003

Quem vai ficar com Joohyun?

Capítulo 003 - Smells Like Teen Spirit

 

Com as luzes apagadas, é menos perigoso
Agora estamos aqui, nos entretenha

 

A pequena sorveteria que tinha na esquina próxima da biblioteca tocava músicas dos anos 80, 90 e 2000.

Para Seulgi, não era um problema. A menina fora criada apenas pelo pai, um fanático por música e jukebox. Crescendo rodeada de vinis antigos, o som que saía das caixas de som sempre eram ‘balada’, 'disco’ ou alguma música do Elton John.

Não foi difícil para ela reconhecer 'Glory of Love’ de Peter Cetera. Trilhas sonoras sempre estavam no top 100 do seu aplicativo de música.

Ao contrário de Joohyun, que se entretia com a borda desgastada do cardápio de plástico por cima da mesa. 

Os pais de Joohyun sempre exerceram a advocacia, pelo menos desde que a menina nasceu. A casa dos Bae sempre foi mantida em um clima silencioso, por conta do estresse e cansaço da profissão. Então, Joohyun só constumava ouvia músicas quando elas eram tocadas em alguma festa, da caixinha de som do computador de Taehyung ou em locais específicos, como aqueles.

Muitos poderiam pensar que Joohyun tivesse sido uma criança infeliz, mas ela sempre imaginou o contrário. Por mais que seus pais fossem muito compromissados com o serviço, eles nunca deixaram a família de lado. E, bom, a Bae tinha um irmão mais velho que não deixava que ela ficasse no tédio.

Fora uma infância boa.

– Você gosta muito de física? - Joohyun achou sua própria pergunta idiota, mas ela não era o tipo de pessoa que conversava com estranhos. Quando chamou Seulgi para lanchar, imaginou que seria legal formar mais alguma amizade e tentar ter algum tipo de interação.

– Na verdade, sou meio neutra. Mas acho alguns assuntos interessantes, por isso estava lendo aquele livro. - Seulgi imaginou que ela tivesse ficado curiosa sobre a sua leitura de minutos atrás; não é muito comum ver pessoas lendo livros sobre Teoria Quântica. - E você? Gosta dessa matéria?

– Não. - a sinceridade de Joohyun fez Seulgi rir. - É uma matéria muito … como posso dizer … complexa para mim.

Seulgi acena, concordando e observando o menu. 'Nothing Else Matters’ do Metallica toca ao fundo e ela pode ri internamente ao pensar que, se fosse sua playlist, pularia tal faixa, mesmo que fosse a favorita de seu pai.

– O que você acha desses sanduíches? - Joohyun pergunta, apontando para o n° 4 do cardápio. Seulgi analisou os ingredientes e se perguntou se Joohyun era o tipo de pessoa que costuma fazer dietas rigorosas.

– Se você não gosta muito de frango, acho a opção 7 melhor. É uma delícia.

– Já comeu aqui?

– Sim. - abaixa seus olhos, de novo, para o cardápio. Seulgi não tinha muito dinheiro, então pediu o n° 2 e um suco de maracujá (seu favorito).

Joohyun optou pela indicação, além de um suco de goiaba (sem açúcar).

'Sugar, We're Goin Down’ do Fall Out Boy soava pelo recinto, o que fez um sorriso brotar do rosto de Seulgi. 

– Gosta da banda? - Joohyun percebeu o sorriso da garota.

– É a minha favorita. Você tem banda favorita?

– Não me ache uma adolescente estranha, mas não tenho. - Seulgi coloca a mão no peito, com uma expressão de falsa ofensa, fazendo Joohyun rir. - Acredite …

– Como você consegue? Tudo que eu faço é com música …

– Não tenho o hábito …

– Então quais são seus hobbies

– Bom … eu gosto de jogar tênis, serve? - Joohyun ri com a expressão de Seulgi.

– Um esporte de rico …

– Hey! Um esporte de todos! - ela bate levemente na mão da outra, esperando que Seulgi levasse o gesto como íntimo. Felizmente, ela sorriu.

– Okay srta. esporte fino. Gosta de ler?

– Claro! Gosto de romances, e você?

– Clássicos, principalmente quando tem suspense e aventura. Livro favorito?

– 'A Última Música’. - Joohyun diz, sorrindo. Seulgi ri.

– Por que não estou surpresa por ser um livro de Nicholas Sparks? 

– Hey! - Seulgi ri de novo e pede desculpas. - E o seu?

– 'Guerra e Paz’.

– Urgh! - Joohyun fez uma expressão de terror. - Tive que ler esse livro para um trabalho escolar e foi o pior pesadelo da minha vida!

Seulgi riu da maneira exagerada da menina, mas percebeu que ela deve estudar em um lugar de alta classe. Bom, ela não acredita que seus colegas de sala saibam quem é Liev Tolstói.

– Bom, eu acho um bom livro … - Seulgi diz, dando ombros e sorrindo de lado.

Joohyun achou o sorriso lindo.

– Seulgi.

– Sim? - Kang levantou os olhares.

– Você é uma nerd.

 

{...}

 

Yoongi estava a duas horas em um lugar peculiar. Os moradores daquela região chamam-o de Centrão - um lugar eclético que mistura drogados, emos, rodas de rap, vendedores ambulantes e, com certeza, turistas.

O garoto dedilhava o pequeno ukulele emprestado de algum rapper underground, e cantava 'Somewhere Over The Rainbow’, como qualquer pessoa que toca o “pequeno violão”.

Ele realmente tinha talento, e as pessoas que notavam isso deixavam pequenas moedas no boné largado aos pés dele. A verdade é que Yoongi não cantava pelo dinheiro; e sim pelo desestresse.

A música era a válvula de escape de toda a pressão que ele sentia.

Seungwan andava por aquela região, procurando um amigo de escola que andava com a galera alternativa. Jisung iria ajudá-la no trabalho de Artes, então valia a pena esperar.

Ouviu as notas no fundo e um voz áspera cantando. Sempre fã de música, Seungwan seguiu “as notas” e chegou no menino desconhecido do dia atrás. Em pleno sábado, ele tocava na praça. 

Os cabelos 'cor de menta’ eram um verdadeiro charme, junto com o jeans surrado e blusa vermelha quadriculada. Era um verdadeiro clichê, mas o público adorava.

Quando terminou sua performance, recebeu as palmas tímidas de Seungwan e sorriu. Gostava da sensação das palmas, como se elas fossem o prêmio por sua audácia. Ele guardou o dinheiro e aproximou da garota:

– Espero de verdade que seu celular não tenha quebrado … - ele brincou.

– Não se preocupe, ele resiste bem … quando ele quer. - os garotos riram e se olharam. - Você quer ficar andando por aí? Estou procurando um amigo e, se você quiser, pode me fazer companhia.

Ele considerou enquanto tocava algum solo havaiano. Depois assentiu, continuando o caminho lado a lado.

– Costuma andar por aqui? - Yoongi perguntou, olhando de loja em loja. Gostava das artes pintadas nas paredes dos estabelecimentos.

– Bom … não. Eu moro do outro lado da cidade e só venho por aqui quando é realmente necessário. E você?

– Praticamente todos os dias. É reconfortante …

– Bem, aqui tem cheiro horrível de peixe e mofo. Acho que o significado de 'reconfortante’ para você é bem diferente. - o garoto riu e a menina o acompanhou. 

– Talvez você tenha razão.

Caminharam em silêncio até a outra praça do Centrão. Aquele lugar tinha mais escolas e adolescentes, mas com todas as características da antiga praça.

– O que você estava fazendo naquele orfanato? - Seungwan perguntou, aquilo havia deixando-a curiosa ao extremo.

– Eu morava lá.

– Ah. — Wendy tentou esconder a feição surpresa, mas não foi bem sucedida.

– Não precisa reagir assim … não é algo ruim. - ele riu, sem humor. Jogou um papel que estava no bolso da calça no chão e recebeu uma careta de Seungwan. - Eu não tenho mais idade para ser sustentado pelo orfanato, então precisei sair.

– E para onde você vai? Quero dizer, se você morava lá até hoje …

– Eu tenho um amigo … estou morando com ele, embora não tenha conseguido um emprego para ajudar com as despesas.

– Você é maior de idade? - Seungwan perguntou, se escorando na pilastra da loja principal. Yoongi aproveitou a parada e se sentou no degrau mais alto.

– Não. Tenho 17.

– E está procurando um trabalho? - Yoongi riu, afirmando todas as teorias sobre a menina.

– Bom, a necessidade faz a força.

 

{...}

 

Bogum estava sentado no sofá da própria casa, olhando o amigo mexendo de forma afobada no notebook

Fazia alguns minutos que haviam terminado o trabalho de Sociologia - passado para a próxima quarta, mas decidido ser feito rápido para evitar conflitos com provas e outros trabalhos.

Agora, Taehyung mexia no site que havia criado e lia a descrição de todos os garotos que haviam mandado um match.

– O que você acha desse Mark?

– Ele não é muito novo? - olhou na tela do computador. O discord marcava 14 anos na idade do menino. Tae colocou os dedos no queixo, pensando.

– Tem razão. Vou retirar ele. - descartou o menino, avaliando o próximo perfil.

O Park continuou a bebericar de seu suco de laranja, enquanto olhava para um programa de culinária que passava na televisão. A verdade é que nunca concordaria com aquela ideia estúpida de site, mas não conseguia dizer 'não’ para as ideias do amigo.

De repente, Taehyung riu alto e apontou para a tela:

– Esse aqui parece perfeito! 

O nome do sujeito era Ilhoon, tinha 16 anos. Gostava de praticar esportes - principalmente basquete - e compor no tempo livre. Tinha ambições de passar em Juilliard ou ser convocado para a seleção de basquete do seu país. Jogava em um time de porte médio da cidade e competia a nível quase profissional.

– Parece ser um garoto legal. - Taehyung disse, enquanto via o currículo do menino. Continuou descendo a tela.

– E muito bonito … - Bogum disse. Taehyung olhou de lado para o amigo, mas disfarçou logo. - Mas ainda acho meio forçado esse jeito de jogador. Irene não é a maior fã de jogos de contato.

– Isso é o que você acha! Joohyun é a pessoa mais competitiva que eu conheço. Quando éramos pequenos, minha mãe dizia que ela iria jogar vôlei, mas como ela não cresceu, acho que nunca levou o sonho a sério.

Bogum tentou, mas não conseguiu evitar de rir da piada do amigo. Taehyung riu junto.

– O que você acha? - Tae disse, olhando para o amigo. Bogum apenas negou.

– Não vou dar minha opinião. Não quero ter parte nisso …

– Okay … vou considerar isso como um sim! - novamente, mandou uma mensagem ao próximo pretendente de Joohyun e fechou a tela. - Vamos jogar FIFA, quem perder tem que lavar a louça!

– Hey! Mas a casa é sua!

 

{...}

 

Joohyun procurava exercícios sobre ondas quando Seungwan ligou.

Já eram 00:00 e a mais nova não costumava ficar acordada a tanto tempo. Por isso, estranhou quando o celular vibrou sobre a mesinha de MDF que tinha no próprio quarto:

-- Alô?

-- Joohyun …

A voz da amiga soou fraca pelo celular, com alguns traços de choro. Joohyun se endireitou na cadeira e se levantou para fechar a porta.

-- O que aconteceu?

-- Eu não sei … não sei.

-- Pode tentar me dizendo … - encostou as costas na superfície de madeira. 

Meus pais decidiram em definitivo … vão adotar uma criança. E, bom, eu deveria estar feliz, não?

– Não precisa se forçar a aceitar a notícia tão rápido …

Mas eu deveria estar feliz, não? Por meus pais estarem tão feliz! Não posso ser uma filha tão egoísta assim! Desde que mamãe perdeu o bebê naquele acidente de carro, ela veio deteriorando. Foram remédios e mais remédios para ansiedade, depressão … o médico disse que ela se desenvolveu dentro de um processo pós-traumático e que a situação estava delicada, para que a gente fosse compreensível. E eu vi, Joohyun, eu vi. Eu assisti ela se definhando, aos poucos. Eu assisti meu pai chorando pelos cantos. Mas e agora? Eu sou alguém tão ruim assim, a ponto de ficar triste pela felicidade dos outros?

A linha ficou em silêncio por vários segundos, exceto pela respiração pesada de Seungwan, parecia que a linha havia sido desligada.

– Seungwan … 

Não se preocupe. Eu estou apenas desabafando; não precisa responder nada. Só senti que eu deveria tirar esse peso de mim.

– E conseguiu?

– Estou caminhando para isso.

 

{...}

 

Aquela quinta feira chegava com um mórbido. Talvez fosse pelas provas ou pelo dia ter amanhecido nublado.

Yerim andava pelos corredores, procurando pelo 304. Era o armário de Felix, um colega de sala que havia esquecido o livro de matemática. Como ela estava indo buscar o seu, não foi problema algum pegar o do amigo.

O armário do australiano era em frente ao banheiro masculino e, quando a garota passou em frente, ouviu um pequeno chiado — quase como um choro.

Aproximou o ouvido da porta e confirmou a presença de um choro do outro lado. Deu pequenas batidinhas e esperou alguém sair. 

Ninguém se manifestou.

Ela ficaria por mais algum tempo, mas tinha que voltar para a sala. Pegou os dois livros e deu meia volta; olhando de vez em quando para trás.


Notas Finais


espero que tenham gostado do resultado desse capítulo! espero não demorar muito para atualizar ...

comentem suas opiniões sobre a fanfic! me ajuda muito com o incentivo e com a correção dos erros que passam despercebidos. obrigada pela atenção, até a próxima!


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