História Quer dar o fora daqui? - Capítulo 3


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Categorias Magnus Chase e os Deuses de Asgard, Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Alex Fierro, Annabeth Chase, Frank Zhang, Jason Grace, Magnus Chase, Nico di Angelo, Percy Jackson, Piper McLean, Rachel Elizabeth Dare, Reyna Avila Ramírez-Arellano
Tags Jercy, Pipabeth, Universo Alternativo
Visualizações 64
Palavras 2.018
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Imaginem Piper McLean sorrindo. De nada.
Enfim, último capítulo. Eu realmente gostei de escrever essa one (que, tecnicamente, não é mais uma one né). E, agora, para a conclusão:
Espero que gostem!

Capítulo 3 - Capítulo três


Ela arregalou os olhos, quase engasgando no pato, e virou-se para a outra garota. Piper tinha um brilho esquisito no olhar, ou talvez fosse só a luz das LEDS do palco refletindo no turquesa das írises dela.

Annabeth engoliu o pato com muita dificuldade.

Elas esperaram Atena, sr. Dare, Afrodite, e mais um homem que ela nunca havia visto antes, mas que era assustadoramente parecido com Nico, fazerem seus discursos, e então as luzes se apagaram e as únicas restantes foram as das bordas do palco. No mesmo momento, Piper inclinou-se para o outro lado dela, e sussurrou alguma coisa.

— Sem essa — Percy sibilou de volta, alarmado.

Ao mesmo tempo em que Reyna respondeu com:

— Pode deixar.

Ela se levantou e, sorrateiramente, andou até a mãe de Piper, lhe dizendo alguma coisa. Quando os olhos cor de mel de Afrodite focalizaram nela, Piper fez uma mudança de trezentos e sessenta graus, empalidecendo e apoiando o rosto em uma mão. Annabeth ficou preocupada — Piper havia comida alguma coisa estragada? Ela era alérgica a alguns dos... —

Afrodite observou a filha por um momento, e então sussurrou algo para Reyna, que fez o caminho de volta até onde elas estavam sentadas. Annabeth, ainda meio atordoada pela situação de Piper, quase não a viu colocando a mão dentro da bolsa de grife:

— Vamos, Pipes. Eu vou levar vocês para casa.

Annabeth não soube exatamente o quê, mas havia definitivamente alguma coisa na entonação de Reyna que não parecia completamente sincera. De qualquer forma, elas deslizaram pelo salão menos amontoado agora até a entrada, um dos braços de Reyna em torno de Piper, que andava como se tivesse algo machucando sua barriga.

Só então ela percebeu que o que Reyna tinha na outra mão eram as chaves de um carro.

E, no momento seguinte, ela estava sentada ao lado de Piper, no banco do carona da Range Rover dela. Piper abaixou o vidro e perguntou à Reyna, do lado de fora:

— Você vai ficar bem?

Reyna abriu a boca para responder, mas, naquele mesmo momento, Nico surgiu na entrada do estacionamento. Ele marchou até uma motocicleta preta estacionada, subiu o banco de couro e retirou uma jaqueta de aviação grossa, acenando para Reyna.

— Minha carona está aqui — ela sorriu. Com isso, Piper e ela se despediram.

Enquanto Annabeth observava Reyna cruzar o estacionamento até a garupa da moto de Nico, Piper tamborilou os dedos no volante, o sorriso puxado que fazia a garganta de Annabeth secar surgindo nos cantos de seus lábios.

— Então, para onde você quer ir?

— O que foi isso? — Annabeth não conseguiu evitar perguntar.

— Ah — Piper recostou-se no banco — Reyna e eu sempre fazemos isso quando a festa está chata. Eu finjo estar passando mal e minha mãe me despacha antes que eu faça uma cena na frente dos convidados — ela ficou em silêncio por um momento, parecendo esperar algum tipo de resposta. Mas então... — ah, caramba. Você queria ficar? Eu sinto muito, eu... a gente pode voltar-

— Piper, não — Annabeth inclinou-se, até estar com o rosto a centímetros do dela —, você parece conhecer a cidade melhor do que eu. Por que não me surpreende?

E poderia ter sido só imaginação dela, mas ela pensou ter visto os olhos de Piper tremerem um pouco quando ela desviou o rosto e murmurou um:

— Deixa comigo.

 

Annabeth não sabia que horas eram, por quantas ruas haviam passado, ou mesmo se ainda estavam em Los Angeles. Mas Piper estacionou, pulou do carro e de alguma forma convenceu Annabeth a andar descalça na areia da praia, saltos — aparentemente seu bom senso também — esquecidos no banco detrás do carro.

— Eu costumava vir aqui com o meu pai — Piper contou, enquanto a água morna batia dos pés delas, e Annabeth observava o céu sem estrelas.

— Meu pai me levava para museus de história — ela contou, sentindo-se orgulhosa. Talvez Frederick não fosse o pai mais presente do mundo, mas ele certamente sempre soubera agradá-la com passeios turísticos que mais pareciam aulas. — Sinto falta desse tempo.

— Estresse de universitária? — Piper perguntou.

Annabeth ponderou.

— Não — meneou a cabeça —, eu só... sinto falta. Acho que todo mundo sente. Magnus sempre diz que deveria ter fugido de casa mais cedo.

— Seu primo fugiu de casa?

— Longa história. Eu... eu gosto da minha vida. O estágio, a faculdade... — ela umedeceu os lábios, hesitante — onde estou agora.

Piper pareceu entender o recado. Ela brincou com uma das trancinhas do cabelo.

— Se eu conseguir aquele estágio, eu espero que você goste de me ter por perto também — disse —, porque eu vou encher seu saco o dia todo.

Annabeth riu. Uma lufada de ar jogou uma mexa do cabelo que tinha escapada do coque em sua face, e ela virou o rosto para Piper. Céus, aquele dia havia sido longo. Ela mal conseguia acreditar que conhecera a garota naquela mesma manhã (quer dizer, mais ou menos). Annabeth era uma pessoa racional. Ela obedecia a mãe e cumpria suas responsabilidades.

Ela não saía escondido de eventos de negócios com uma garota que havia acabado de conhecer, dirigia até uma praia e ficava conversando com ela com a areia sujando seu vestido caro e o vento bagunçando o penteado luxuoso.

E ela definitivamente não ficava distraída pelo reflexo da água nas órbitas castanhas dessa mesma garota.

— Annabeth — Piper chamou, depois do que pareceu um momento de silêncio longo demais. — Eu posso te fazer uma pergunta?

— O que é?

— Só para deixar claro — ela se aproximou, e Annabeth sentiu o cheiro do perfume doce dela —, você percebeu que eu estou dando encima de você. Certo? Porque eu estou.

Annabeth pensou nos próprios saltos jogados no chão do carro de Piper, e resolveu que podia enfiar mais algumas no porta-malas: seu medo, por exemplo.

Ela se aproximou também, sem cortar o contato visual com ela, e sussurrou:

— Eu não sei. Você percebeu que eu estou também?

E ela imaginou uma grande cena: Piper sorrindo daquela forma insuportavelmente sedutora, pegando o rosto dela nas mãos e a puxando para perto para um beijo de tirar o fôlego que deixaria as pernas de Annabeth bambas demais até para voltar para o carro.

Ao invés disso, Piper engoliu em seco e gaguejou algo como:

— Ah, é... quer dizer...

— Piper?

— É só que... — ela limpou a garganta — você está tão perto... uau, você é tipo, muito linda.

— ... Piper?

— As pessoas geralmente ficam nervosas demais para flertar comigo de volta. Você é a primeira pessoa que... —

Annabeth teve a impressão de que, se deixasse, Piper demoraria até o nascer do sol para parar de gaguejar.

Por esse motivo, ela riu, colocou uma mão na bochecha de Piper e trouxe o rosto dela para perto o suficiente de forma permiti-la deixar um beijo no canto da boca dela. A pele de Piper ficou tão quente que por um momento, Annabeth pensou que ela estivesse mesmo passando mal.

—... eu te deixo nervosa? — murmurou, com os lábios se movimentando ainda em contato com o rosto da garota.

Em resposta, Piper virou o rosto e capturou a boca dela com a própria. Annabeth sentiu a maré tocando os seus pés, e os grãos de areia sob sua mão quando deslizou-a até estar pousando em uma das pernas de Piper.

O beijo de Piper não tinha gosto do champanhe que estavam bebendo — ao invés disso, o batom dela manchou a boca de Annabeth com gosto de cereja, e, em pouco tempo, tudo o que Annabeth conseguia sentir era aquele sabor; e a sensação de uma das mãos de Piper desfazendo o coque, afundando nos cachos do seu cabelo e a puxando ainda mais para perto.

Quando as unhas dela começaram a arranhar sua nuca, Annabeth a puxou pela cintura até estarem quase grudadas, e Piper arfou, sem fôlego. Uma sensação de formigamento já havia se espalhado pelo peito de Annabeth, e ela sabia que precisavam de ar... mas só de pensar em cessar o beijo-

Os pulmões de Annabeth falaram mais alto, e elas se separaram lentamente.

— Então... — Piper sorriu, polegar delicadamente percorrendo a maçã do rosto de Annabeth —, quer dar o fora daqui?

 

Annabeth detestava fins de semana.

Eles eram contra produtivos, uma desculpa para gente preguiçosa, impossibilitavam encontrar qualquer loja de papelaria aberta e-

... e não tinham aula. O que significava que ela não poderia ver Piper McLean.

— Eu não acredito que você não pegou o número dela — Magnus comentou, mastigando sonoramente o chiclete que sobrara do pirulito, enquanto lutava com um dos chefões do videogame. — Não dava para parar os amassos por uns cinco segundos só para trocarem os telefones?

— Não foi isso — Annabeth sentiu o rosto ficando vermelho, e aproveitou que estava com as pernas estendidas por cima do colo de Magnus e o acertou com o calcanhar nas costelas —, nós voltamos para o carro...-

— Deram uns amassos — Magnus interrompeu.

— ... Magnus. E ela me trouxe de volta para casa.

— Por que...?

— Porque... — Annabeth fechou os olhos, lembrando-se da própria estupidez — porque eu disse que tinha um projeto para terminar de manhã.

— Você é ridícula.

— Eu entrei em pânico!

— Uma garota te beija na praia debaixo das estrelas e te beija loucamente no carro dela e você responde que tem uns projetos para terminar de manhã? — Alex comentou, de onde estava fazendo uma vitaminada na cozinha. — Toma vergonha nessa cara, Chase.

Antes que Annabeth tivesse tempo de responder à altura, o interfone soou. Magnus estendeu uma mão para atender, sem tirar os olhos do jogo.

— Oi!

— Srta. Chase, um senhor... Perseu Jackson está aqui embaixo. Ele pode subir?

Annabeth franziu o cenho. Ela não se lembrava de ter falado com Percy. Mais do que isso, não se lembrava de ter feito nada depois de chegar em casa além de mandar uma mensagem para Reyna implorando pelo número de Piper (mensagem que a garota nem havia visualizado ainda).

— Hã... pode.

Quando a campainha tocou, no entanto, Jason saiu correndo do quarto dela (aliás, o que diabos Jason fazia no quarto dela?). Ele foi até a porta, Annabeth o seguindo com o olhar, e abriu ao mesmo tempo em que Alex sentava-se ao lado dela no apoio de braços do sofá.

— Percy.

— Jason.

Os olhos de Annabeth quase saltaram para fora das órbitas quando Jason se inclinou e beijou Percy na ponta do nariz.

— Ah, é — Magnus comentou, em um tom monótono. — Eu esqueci de te falar. A festa ontem não rendeu só para você.

É sério? Annabeth pensou, eu estou aqui sofrendo pela minha tragédia e o insensível do Jason tem coragem de beijar o crush gato dele na minha frente? Insensível. E o que aconteceu com “ele não faz meu tipo”, Jackson? Honestamente-

— A Annabeth está aí, né? — Percy perguntou, de repente, capturando a atenção dela.

— Oi?

Jason deu um passo para o lado, escancarando a porta, revelando um Percy sorridente...

E Piper, vestida em shorts e um moletom grande demais com uma sacola de papel de uma cafeteria em uma das mãos, e um sorriso petulante no rosto.

Annabeth resolveu ignorar o risinho de Alex.

— É expresso, com açúcar e chantilly — Piper contou, levantando a sacola — Reyna disse que é o seu favorito.

Tudo parecia perfeito demais, então é claro que Alex teve que comentar:

— E ela estava falando do café ou da garota?

Annabeth a acertou com uma cotovelada tão forte que Alex caiu do sofá. Jason e Percy começaram a rir, enquanto Magnus parecia dividido entre continuar o jogo e ajudar a namorada a levantar (e possivelmente assassinar Annabeth).

E, no meio disso tudo, ela encontrou o olhar de Piper – encantador, incerto e...

Expectante.

Annabeth abriu um sorriso, que Piper retribuiu com timidez, e ela se levantou:

— Vem — ela pegou a mão de Piper e começou a guia-la para a cozinha —, espero que você esteja com fome.

— Não cai nessa Piper, é uma armadilha! — Jason gritou da sala. Ao mesmo tempo em que Percy exclamou:

— Se ela não estiver, eu estou!

E Piper respondeu:

— Claro. Você manda, Annabeth.

— Ah — o sorriso de Annabeth mudou — eu posso me acostumar com isso.

E ela observou, meio boba, enquanto Piper gaguejava e mudava de assunto.

 

 


Notas Finais


Vou admitir: eu gosto de clichês românticos. E eu gosto mais ainda de imaginar meus personagens favoritos sendo felizes e amigos ;-;). Acreditem ou não, minha cena favorita desse capítulo foi a final, com eles no apartamento.

Enfim, muito obrigada a todos que leram! Até alguma próxima história.


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