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História Quer ser o meu par? - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Revolução de Quebrada


Fanfic / Fanfiction Quer ser o meu par? - Capítulo 7 - Revolução de Quebrada

– Denki, não querendo ser um intrometido, mas... Como é a história das suas mães?

Novamente essa cena: Hitoshi, Izuku, Shouto e eu indo para as nossas casas. Eles também moram no morro, porém lá no pê. Mesmo assim, insiste em subir com nós, embaixo desse sol do caralho. Ao menos, não é apenas só nós quatro, já que o nosso grupo todo vive por aqui. Momo fica na casa da namorada e o resto fica na rua mesmo fazendo nada ou qualquer coisa.

– Nossa, essa história foi épica na época! – Izuku disse do meu lado – Conta aí!

– É verdade, contem aí essa história que todo mundo aqui é curioso! – Katsuki disse.

– A gente viveu e não viveu essa época. Conta aí! – Eijirou pediu.

– Finalmente ficarei sabendo da Revolução do Morro? – Momo disse.

Sem mais escolhas, nos sentamos no Escadão, que como diz o nome, é uma escada enorme que tem na entrada do morro. Nós descemos por ela e vamos subindo pelos becos e vielas daqui até o topo, e na frente do Escadão tem tipo um espaço que as crianças ficam de boas e aqui perto, lá no CSU, tem o campo de futebol.

– A história começa com a minha mamãe, em seus plenos 24 aninhos, cuidando de mim com meus cinco anos. – comecei – Em um certo dia, Dona Irene Pereira, me trouxe aqui pro escadão, para eu brincar com vocês. E aí, ela conheceu a Dona Inko Midoriya da Silva com o seu filhinho, meu atual adorável irmãozinho, Izuku. – abracei meu maninho que tá sentado na minha frente, apertando suas bochechas sardentas – E desde pequeno, o adorável filhinho da Dona Inko adorava chupar todos os seus carinhos e algumas bonecas minhas. Mostrando um exímio talento com a boca. To certa, Shouto?

– Certíssima! – Shouto riu e Izu o empurrou em vergonha.

– Você é talentoso com a boca, aceite. – Jirou riu.

– Continuando! Nesse dia, além de fortalecermos a nossa amizade, nossas mamães se apaixonaram e viraram amantes. Sim, nossos pais são cornões e foda-se!

– Caralho, suas mães são brabas de mais! – Hitoshi disse.

– Pois é. Aí, depois de uns meses, com as duas não suportando mais os maridos, resolveram fazer a maior e mais bem sucedida revolução que eu já vi! Elas denunciaram os maridos, pediram o divórcio, se juntaram e tomaram o comando do tráfico, dominaram o morro e tão aí, felizes pra caralho juntas.

– Wow! – todos disseram impressionados, Katsuki e Eijirou até assobiaram.

– Cara, suas mães são fodas mesmo, hum! – Hitoshi disse chegando mais perto, me encurralando nas grades do corrimão do Escadão – É uma família braba de mais!

– Izu é o mais de boas... – vou confessar, to toda envergonhada com essa intimidade toda (que por sinal, eu não dei a ele), mas não tenho coragem de me afastar – Hitoshi, cê não tá perto de mais não?

– Idaí? Você gosta, eu gosto, porque não? – ele tem a ousadia de me abraçar com um braço e com o outro fazer um carinho na minha bochecha – Namora comigo?

– Não.

– AH, qual é! Por que não?

– Porque você tem que fazer um teste antes.

– Tá bem. Eu faço qualquer coisa. Já posso pedir o violão emprestado pro Tetsu? Qual você prefere, “Dona Maria” ou “Mulher de fases”?

– Que? Eu já disse que não quero uma serenata! – ri. Shouto literalmente criou uma moda de como conquistar o mozão – Hoje, daqui a pouco, você vai subir lá pra minha casa e... Almoçar com as minhas mãos e me pedir em namoro lá.

– ...

– Se você fizer isso na frente delas, juro que aceito namorar com você.

– Deixa eu ver se entendi. – ele pousou aquela mãozinha atrevida na minha coxa, ainda bem que encima da minha saia jeans – Você quer que eu peça você em namoro na frente das donas do morro, na casa delas, comendo a comida delas?

– Além delas serem isso tudo, são as minhas mães! Algum problema? Se não quiser, só falar que eu já vou indo.

– Só porque é você, e você é o meu amorzinho e vale muito a pena, eu vou!

Essa eu quero ver, eu sei que a valentia dura 20 segundos.

– Mas, assim, você podia me dar um beijinho? – ele já veio pra cima de mim, segurando meu queixo – Só um beijinho dessa boquinha de mel...

– Quando o mel é bom, a abelha sempre voltaaa... – cantarolei e rimos – Beijar antes de ter um compromisso sério? Sei não, sou uma menina de igreja.

– Ah, tá bom, Denki.

– É sério. Quando criança, até participava do coral da igreja! Sou menina direita, de família! – pisquei os olhos e fiz uma carinha de inocente. Só quem me conhece sabe o demônio que sou.

– Só um beijinho não faz mal, vai... – esse aí é profissional e pós-graduado em convencimento para essas coisas. Mas só porque ele topou almoçar lá em casa, eu deixei ele me beijar. O que era pra ser só um selinho, foi virando um beijo de verdade e tá todo mundo aqui em volta cagando baldes pra nós a tempo. Gosto assim.

– Bonito. Que bonito, hein!

Separamos devagar e olhamos na direção daquela voz ridícula e lá estava a Melissa, a Rita Dentinho de Ratatta e o resto das amiguinhas delas que não gostam da gente e eu não sei por quê.

– E aí, Naiara Azevedo, vai cantar “50 reais” pra mim, é? – ri debochada. A gente ganha um soco, mas não perde a oportunidade!

– Engraçadinha. – Melissa cruzou os braços e olhou Hitoshi – Me chifrando na frente da quebrada toda, é isso mesmo?

– Que chifrando o que! A gente nem namorando tava, só estávamos ficando! – Hitoshi disse.

– Ih, depois dessa eu ficava quieta! – Mina disse de canto.

– Mentiroso! Você disse que gostava de mim!

– Ah, tá! – ri alto mesmo, junto dos meus amigos.

– Ah, lá, fumou tanto que tá fumada até agora! – Katsuki riu alto – Ele disse que gostava de você só como amiga! Eu tava do lado, até a Dona Neide sabe disso!

– É verdade! – Dona Neide gritou da janela dela. Impressionante como essa mulher sempre tá nas janelas certas.

– Rala menina, quero nada contigo não! – Hitoshi disse.

– Humpf! Me trocando por esse trem aí mal feito, você que saiu perdendo. – ela empinou o nariz e saiu com as amigas.

– Tá bem, né... – disse normal, mais um dia normal meu. Mais um dia que eu ouço um xingamento e taco o foda-se.

– Meu irmão, se livrou, viu! – Shouto disse.

– Cê acha que eu não sei? – Hitoshi disse – Mas então, esse almoço na casa de vocês sai ou não sai?

– Ele já sai e mamãe pediu pra gente segurar! – Izuku riu.

– Ai, besta. Vai virar o tiozão do churrasco. – neguei com a cabeça e olhei Hitoshi – Você vai mesmo?

– Claro, uai! Não é assim que eu vou conseguir te namorar? Então bora!

Gente, eu vou conseguir um namoradinho hoje! E como dizia os poetas Diego e Victor Hugo “E o peito tá doendo. Tomara que seja infarto. Se for amor eu to ferrado.



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