História Querida Babá - Capítulo 5


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha, TenTen Mitsashi
Tags Amor, Naruto, Sasusaku, Trigêmeos
Visualizações 286
Palavras 915
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oxi, quase dois anos depois...

Capítulo 5 - Capítulo quatro - Quem precisa de regras?



Eu tinha uma lixa de unha. E lixar as unhas sempre me deixava mais calma, principalmente em situações não convencionais. Exatamente como agora.  

Os olhos de Hikaru me encaravam com franca curiosidade, Daisuke já havia relaxado e se apoiava em meus joelhos. Apenas Sarada mantinha a maior distancia possível que o armário de vassouras nos permitia, amuada no canto me medindo da cabeça aos pés. 
- Você pode me explicar o que estamos fazendo aqui? - perguntou ela num sussurro ríspido - nós temos lições com o Sr Rock Lee! 
Colei o indicador aos lábios e encostei a cabeça à porta, procurando os passos apressados que ouvira minutos mais cedo. Mas nada se passava ao corredor.
Acontece que eu nunca fora muito convencional, nem adaptada às regras em geral. E depois de muito folhear a agenda de atividades das crianças, tomei certo ranço dela. Na minha concepção de mundo, crianças deveriam se divertir. Obvio que teriam uma rotina, mas nada tão apertado ou tão regrado quanto aquela que essas três criaturas deveriam seguir. 
- Hoje vocês tem o dia de folga - respondi - Sem o Sr Rock Lee. Sem programação. 
Levanto um dedo, e os três pares de olhos o seguem.  Eu gosto de ter atenção.

- Tecnicamente, hoje é meu primeiro dia e gostaria de aprender como tudo funciona. Quem melhor que vocês pra me mostrar? - pergunto 
- Talvez seja o ultimo - Sarada diz com um quê de maldade. 
Dou de ombros, falsamente desinteressada, mas com um medo dos diabos. O emprego era bom demais para perder assim de graça. Mas eu havia suposto que, olha, veja bem, eles já deveriam ter tido trocentas mil babás e todas fizeram a mesma coisa e saíram rapidamente do emprego. Eu precisava fazer diferente, começando pela conquista das crianças, principalmente porque elas já haviam aprontado antes mesmo que eu me instalasse, montando diversas pegadinhas em meu quarto. 
Hikaru riu baixinho e mesmo com o olhar mortal de Sarada, não parou, Daisuke parecia sonolento. 
- Seguir as regras é fundamental - disse-me a criaturinha, acertando a armação de seus óculos no rosto. - Karui nos monitora assim.

E aí está seu desgosto. A governanta realmente era uma criatura desagradável. 
- Você por acaso gosta de ser monitorada? - questiono, mas não espero por uma confirmação. 

Ergo-me, desencostando Daisuke cuidadosamente de meus joelhos. As articulações doem, por terem ficado tanto tempo encolhidas, e eu espio pela fresta da porta. Não há ninguém no corredor. Abro o armário de vassouras e vou me esgueirando até a janela mais próxima, olho para fora e o chão está perto o suficiente para que eu pule. Passo uma perna pela borda e faço um movimento rápido com a mão para as crianças. 
Hikaru vem imediatamente e é o primeiro que coloco no canteiro de rosas ao meu lado.
- Fique abaixado - instruo a ele. Daisuke vem também, mas é  o olhar de incredulidade de Sarada que é impagável. Ela salta da janela sem minha ajuda e espera.

- E agora, qual seu plano brilhante? - retruca 
- Liberdade, queridos, liberdade. 



No final do dia, eu gostaria de ter uma lixa de unha. Karui nos esperava na escadaria de fronte a mansão com o braços cruzados e uma careta torcendo o rosto. 
As três crianças passaram reto, cabeça baixa, sem olhar para trás. Engoli em seco, forçando os braços para baixo para não cruzá-los no peito. O sol terminava de descer no horizonte e esquentar minhas costas.

E é isso, eu estava fodida.
Karui virou-se de costas para mim e pôs se a marchar para dentro, e eu, sem escolha a segui. Meu reflexo nos espelhos era desgrenhado, o rosto suado e afogueado de correr pelo imenso jardim da propriedade. 
Para todos os efeitos, havia sido um dia excelente. As crianças aos poucos se soltaram, correndo e brincando, escalando as árvores mais baixas, escondendo-se nos arbustos e se sujando. 
Daisuke me confidenciou baixo, apesar de Sarada e Hikaru se manterem mais distantes: - Nós nunca fizemos isso. 
Então meu objetivo do dia havia sido alcançado.

A governanta parou de fronte a uma porta robusta e a abriu, entrando num escritório simples, porém bem arrumado. Ela estendeu a mão para uma cadeira de frente ao que julguei ser sua escrivaninha e eu me sentei, quieta e comportada. 
-A senhorita não deveria ter quebrado a programação - Ela repreendeu, sentando-se em sua cardeira. Sua voz foi ríspida e cortante, açoitando-me - O professor foi embora! As crianças não tiveram aula! 
Karui teceu um desfile de reclamações, repreendendo-me como se faz com uma criança arteira. Em nenhum momento desviei os olhos dela, de seu rosto. Mantive-me firme, apesar do medo terrível de ser despedida.
-E tudo isso - ela tomou fôlego - será relatado ao senhor Sasuke!
O rosto da governanta desinflou, ainda que continuasse vermelho de raiva. Foi aí que eu percebi, que por mais que ela quisesse me enxotar, não poderia fazê-lo sem a permissão do pai das crianças. E isso, claro, me deixou menos preocupada. Podia consertar minha primeira má impressão antes que Sasuke voltasse para casa. 

Mordi a ponta dos lábios para evitar um sorriso.
-Isso não se repetirá - garanti-lhe - Precisava apenas me familiarizar com tudo.
Karui fez um gesto de dispensa com a mão e foi minha deixa para sair do escritório. 
Subi as escadas rapidamente, procurando com cansaço a porta de meu quarto. Enrodilhado sobre minha cama, na companhia de meu digníssimo gato, estava Daisuke. 
 



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