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História Querida doce Kisara - Capítulo 5


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Notas do Autor


Aloha!

Espero que gostem muito! Eu estou fazendo uma competição das minhas duas fic em andamento em que estou trabalhando. Quero ver qual das duas vocês gostaram para mais.


QUERIDA DOCE KISARA vs OBRIGATÓRIO AMAR.


Boa leitura!!!

Capítulo 5 - Doce adaptação.


Fanfic / Fanfiction Querida doce Kisara - Capítulo 5 - Doce adaptação.

          Querida Doce Kisara

                            🍭



Eu sempre fui alguém que teve tudo ao seu dispor. Nunca precisei de fazer esforços ou levantar um dedo para conseguir o que queria ou precisava. Bastava apenas um leve acenar ou frases curtas e precisas que faziam as pessoas rondarem a enorme mansão em que eu morava apenas para me agradar. Em nenhum momento da minha cogitei que serviria algo para alguém, pois todas aquelas características que foram impregnadas em mim, não deixavam que eu tivesse tais pensamentos.

Isso, até agora.

Eu estava completamente atrapalhada e abarrotada de anotações mentais na minha cabeça. O vestido amarelo claro já parecia me sufocar ao mesmo tempo que o avental branco em minha cintura se tornava cada vez mais incómodo. Na minha cabeça está um tabuleiro com doces e bebidas quentes, tal como nas minhas duas mãos, e com isso, pela primeira vez, agradeço pela minha mãe ter me obrigado a carregar mais de cinco livros pesados na cabeça, para melhor minha postura.

A quatro semanas que eu estou vivendo com Mana, e a duas semanas e meia, a estou ajudando com a confeitaria.

No início, foi extremamente difícil me acomodar e adaptar ao meu novo estilo de vida, sem pessoas me rodeando ou ditando todos os meus passos. Me senti independente, porém impotente. Eu estava mais para um fardo do que uma nova companhia para Mana — que apesar de não admitir ficou frustrada no começo —, ela teve que me ensinar várias coisas que para outros fossem fáceis, simples e naturais, mas para mim eram completamente novas e estranhas.

Nunca tinha tocado em uma vassoura até o dia em que ela me pediu uma pequena ajuda nas limpezas, nunca tinha manuseado uma máquina de lavar ou tirado o pó de qualquer lugar que seja, limpado o chão com uma esfregona ou segurado em uma panela e se querem que o diga, foi profundamente trabalhoso me habituar a minha realidade atual. Foi desgastante e um tanto humilhante para mim.

Isso até descobrir a sensação gratificante que é ter as coisas feitas pelas minhas próprias mãos, claro que os talentos culinários não estão inclusos nessa lista, pois é necessário muito mais que alguns dias para aprender algo complexo como fazer uma refeição, que de fato seja uma refeição e não apenas o nome. Mana sempre diz, que se ouvesse uma forma de queimar o fogo, eu com certeza queimaria. Da última vez que tentei fazer biscoitos, eles ficaram crus por fora e queimados por dentro.

Com o pouco tempo em que vive com Mana, descobri aspectos sobre mim mesma que talvez nunca descobriria, como minha alergia a porquinhos da Índia, amor pelos filmes antigos ou meu amor pela arte de gastronomia — mesmo sendo péssima cozinheira — e nesse meio tempo, estou percebendo todas as correntes que me prendiam em minha antiga vida, tudo o que minha família me privou de ter.

— Eu pedi uma torta de maçã, não croassants. — Uma mulher reclama quando coloquei o prato em sua frente.

— Oh céus, mil desculpas, irei concertar isso rápido. — garanti voltando a andar apressadamente do balcão às mesas e vice-versa.

— Kia mesa três! — ouvi Mana gritar para mim, ela também estava atolada e estressada, atendendo os clientes da bancada ao mesmo tempo que tinha que espencionar as bolachas no forno.

Os domingos eram um caos!

O sininho da porta voltou a tocar fazendo-me chiar irritada. Já não bastava os clientes mal humorados, resmungões e esfomeados que eu ainda não consegui atender e já vêem outros fazer parte da fila. Mas felizmente, eu estava enganada e não era um cliente.

— Precisam de ajuda?

— Teá... — meus olhos quase encheram d'água quando me deparei com os olhos lápis lazúli da morena de cabelos curtos e sorriso fácil.

— Me dê essas bandejas. — Teá mandou, após colocar um avental em sua cintura e amarrar seus cabelos em um coque fraco e provisório. Não precisou que ela dissesse outra vez, e as estreguei com ansiedade.

Teá Gardner era pelo que eu entendi, a melhor amiga de Mana, sorridente, talentosa, otimista e bonita de um jeito cativante. Ela é professora de dança em uma escola local, mas sempre que pode vem ajudar Mana com a confeitaria nos finais de semana, que são normalmente, os dias mais movimentados. Com os poucos dias a conhecendo, descobri que assim como eu, ela vinha de uma família rica e influente, mas ao contrário de mim, ela já tem sua independência desde os dezoito anos e seus pais são mais compreensivos e abertos com ela, se preocupam, porém a deixam construir sua própria vida livremente.

E eu a invejo um pouco por isso.

— Talvez você devesse dar uma pausa... — Teá diz, já assumindo meu posto e atendendo os clientes de forma mais controlada e passiva.

Eu quis negar e continuar trabalhando, para de alguma forma mostrar que sou capaz de fazê-lo e que não sou tão fraca como elas imaginam. Odeio quando sinto que elas acham que eu sou como uma porcelana, frágil e sensível, que necessito de todo o cuidado para que eu não quebre, e odeio ainda mais ver que de toda a forma, elas têm razão. Meus braços e pernas estão doloridas, sinto fome por não ter almoçado e minha cabeça dói.

— Está bem. Obrigada. — com sinceridade e relutância eu disse, me direcionando ao andar de cima vagarosamente sentido meus músculos reclamarem.

Me vi dentro do meu pequeno e aconchegante quarto. E sem pensar muito me deitei na pequena cama a sentindo afundar levemente. Sem muito esforço, dormi abraçada aos lençóis e lembranças torturantes.

•••

Antes.


O chá quente entrou em contato com a minha boca, me fazendo sentir o gosto agradável de camomila e seu aroma confortante. O vento suave levava consigo pequenas pétalas amarelas e rosas das flores que me rodeavam, criando um ambiente tranquilo e sossegado para mim. Observo o jardim magnífico, e vistoso com a grama perfeitamente aparada me fazendo se questionar por segundos, como é tê-la por entre os dedos, como será sua textura nos meus pés ou seu cheiro quando se sentindo mais de perto.

Eram raras as vezes que eu tinha um tempo apenas para relaxar, que eu me via livres de convites pomposos de festas da sociedade mais pomposas ainda. Aproveitar a companhia da solidão e calmaria, eram os momentos mais felizes do mundo. O vestido que eu uso é branco, liso encoberto por algumas pérolas e sua barra é longa na parte traseira, fazendo com que eu me sinta obrigada a arrasta-lo por onde passe.

Levanto-me da mesa maravilhosamente posta e caminho em direção a enorme mansão a minha frente, ando pelos corredores lustrados vazios, pelas alas elegantes e por cómodos luxuosos até que me encontro onde sempre quis estar, na entrada principal, em frente ao magestoso portão que eu sempre sonhei em empurrar com minhas próprias mãos, que eu sempre desejei atravessar sorridente indo ao encontro do meu verdadeiro destino e enfim esse dia chegou. Com as mãos levemente trémulas, seguro no ferro preto e frio firmemente e quando percebo que não é nenhuma ilusão, suspiro aliviada o empurando com força e eles se abrem. 

Eles miraculosamente se abrem.

Sorriu pronta a concretizar meus sonhos mais sigilosos e bem guardados em minha alma, mas quando coloco meu pé em frente, dando o primeiro passo de muitos, meus pés não se movem, tento outra vez mas não me sinto em movimento. É quando percebo que meus pés estão acorrentados, tal como minhas mãos. Uma mordaça tapa minha boca me proibindo de gritar por liberdade e ajuda, me obrigando a aguentar toda minha cólera e angústia em silêncio, como tem acontecido todos os dias de minha existência.

Meu corpo é puxado para trás, e uma força me obriga a regressar ao cativeiro luxuoso com tudo o que posso ter, porém nada que desejo obter. Lágrimas escorrem de meus olhos, sujando meu vestido branco com sua cor vermelha como o sangue que escorre nos meus pulsos presos por correntes de cristais. 

Atrevo-me a olhar para trás e a encontro de braços abertos para mim, sorrindo amavelmente como sempre antes de me torturar fazendo-me sua marionete obediente sem defeitos.

Não, eu não quero! Eu não quero!

Caiu perante seus pés, que fora sempre o lugar que ela queria que eu estivesse e sinto suas mãos acareciarem meus cabelos que caem e queimam como tudo o que ela toca. Destruindo minhas vontades, carbonizando minhas ânsias, acabando com minha personalidade.

Por favor me liberte.

Minha menina perfeita... — ela sussura quando não resta nada de mim, quando minhas esperanças finalmente sucumbem a sua voz harmoniosa, ao seu toque maternal que sempre apreciei, a histórias sobre meu futuro impecável que ela me daria.

É quando eu o vejo, andando lentamente até mim, se abaixando e segurando minha mão ensanguentada para beija-la com carinho antes de colocar um anel em meu dedo.

•••


NÃO! — grito com todas as minhas forças, sentando em minha cama com brusquidão e com o coração batendo impiedosamente em meu peito. 

Inspiro e expiro o ar com força diversas vezes. A dias que eu não tinha esse pesadelo que por certos momentos, achei que tinha me livrado dele. Meu corpo todo tremia quando eu me levantei para o banheiro tentar me acalmar passando água em meu rosto.

Foi apenas um sonho, foi apenas um sonho Kisara, apenas um sonho.

Repito mentalmente antes de suspirar.

Acho que já descansei o bastante por hoje.

*

*

*

*

*

Eram por volta das sete da noite quando o movimento balbúrdioso enfim parou, ficando apenas com poucos clientes. Teá já tinha ido para casa e Mana estava tomando banho para descansar o corpo. Eu estava atrás do balcão, remexendo em alguns canudos entediada dividindo a minha atenção na televisão pendurada na parede, na neve no lado de fora e nos únicos clientes sentados em uma mesa afastada, era um casal, que parecia ter se esquecido de que estavam em um estabelecimento público e trocavam beijos despreocupadamente. Desviei o olhar corada, voltando a prestar atenção nos canudos multicolores a minha frente. Segurei em um cor-de-laranja e o mordisquei apenas por não ter mais nada que me entretesse. E talvez, tenha sido isso que me distraiu o suficiente para não ouvir alguém entrando e uma presença marcante parar em minha frente.

— Boa noite. Um café preto por favor. — uma voz rouca e profunda sussurou, me acordando dos meus pensamentos sem importância.

— Lamento, mas aca... bou...

Meu cérebro pareceu ter entrando em um colapso, ao mesmo tempo que meu corpo sobresaltou juntamente ao meu coração.

Engasguei quando levantei meu olhar, dando de cara com os olhos azuis mais penetrantes e sombriamente sedutores que tive a sorte de mirar.



🍭...





Notas Finais


Agora sim a história começa!

Gente eu estou tão entusiasmada! Eu juro que nunca me esforcei tanto para escrever uma personagem masculina como agora, e meu objetivo é ARRANCAR SUSPIROOOOS . Mas com a sorte que eu tenho, com certeza que não vou conseguir 🙄🙄.

Okay, agora assuntos sérios.

Pessoas, por favor tenham pena de mim, eu não estou exigindo ou mandando, mas pelo amor! Tenham pena de mim, pode não parecer lá grande coisa, mas eu ralo bastante para construir um único capítulo, revisando, escrevendo, apagando e escrevendo de novo para depois revisa-lo vezes sem conta porque me sinto horrível ao comprometer vossa leitura com erros meus. Tudo isso porque quero agrada-los imensamente.

E tudo o que peço em troca, é vossa opinião sincera ( boa ou ruim ) sobre minha fic, por isso eu imploro... Comentem por favor 😩😩😩

Aproveitar a oportunidade para agradecer aos meus anjinhos que deixaram suas opiniões nos capítulos passados. #Obrigadíssima!


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