História QUERIDA esposa - Capítulo 2


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Categorias A Dona (Soy Tu Dueña)
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Palavras 2.133
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Posto ela no wattpad também! Espero que gostem!

Capítulo 2 - .


Lucero


Eu ganhei o pior presente de aniversário que alguém poderia ganhar. Uma notícia que fodeu com meus planos. Em meus agora, vinte e quatro anos, descubro que o atestado de meu avô, diz que para eu poder pôr a mão no dinheiro, tenho que tá casada. Como assim Inglaterra? Vovô não podia ter feito isso comigo. Eu não quero me casar agora. Minha carreira como modelo está indo em vento em poupa. Adoro os posts sobre mim, estampando meu gosto por homens sarados. Ser eleita recentemente uma das mulheres mais sexy do mundo! Me casar implicaria deixar minhas noitadas, pois poderia expor a minha vida rapidinho. 

 Infelizmente perdi meus pais cedo de mais, mamãe teve leucemia e escondeu de todos, não resistiu as quimioterapias quando enfim descobriram. E meu pai, ele se suicidou. Não gosto de pensar ou falar sobre isso. 

 Fui criada pelos meus avós paternos durante o resto da minha vida. Eles são tradicionais de mais. Religiosos. Aqueles que cultuam casamentos arranjados. E isso é tão ultrapassado. Eu encaro a ideia de casamento pelo meu avô, como chantagem. Golpe baixo. Eu não preciso me prender a um homem para poder ser feliz. Sou bem resolvida sexualmente, psicologicamente e finan... Se eu não me casar terei de viver do meu salário de modelo. 

E um dia vou ficar velha, vou perder todo esse corpo lindo e tão cobiçado. E não quero morrer trabalhando. Sou rica! 

 Me encontro desesperada pra arranjar uma solução. Necessito fazer um trato com algum empresário rico para querer ser meu maridinho. Não suportaria a idéia de me envolver com gente da ralé, interesseiros mortos de fome.

Tinha que ser jovem e maduro, um velho seria o cúmulo e um moleque minha perdição. Por isso recorri a Fernando Brown. Conheci ele já tem uns meses. Não trocamos mais do que três palavras em cada evento que nos esbarravamos. Era do meu mesmo nível social. Filho de empresários bem sucedidos. Herdeiro dos Brown' s. Bonito e tinha pinta de galinha, mas eu já sabia o que fazer. 

 Tive que bancar a sentimental para convencê-lo a se casar comigo. 

 — Você só precisa fingir estar apaixonado por mim. — Bebi um gole d'água, olhando as pessoas em volta do Café da Aleta. — Quando eu for te apresentar a meu avô. Concordar com o nosso tórrido amor escondido. E dizer que me pediu em casamento antes de eu descobrir das cláusulas do testamento. Olha, quando ninguém estiver as espreitas, seremos como os dois estranhos que somos. Você com sua vida e eu com a minha.

 Ele bebericou seu café preto.

 Seu cabelo era negro como carvão, meticulosamente penteado pra trás, seu rosto era quase quadrado e o maxilar era bem desenhado. A pele corada estava mais escura que o habitual. Uma recente barba começava a dar as caras. Seus olhos escuros pareciam carregar sempre uma dose de malícia, e seus lábios sorriam com escárnio. 

 — Por que acha que eu aceitaria? — arqueou a sobrancelha feita. 

 — Você teria benefícios, oras. Ele se inclinou sobre a mesa, os músculos marcavam sua camisa branca. 

 — Como quais, por exemplo. — Sua voz era rouca e sensual. 

 — Bom… Sua liberdade. O que mais quer? Pode continuar com sua vida de piriguete. Dormir em um quarto só pra você. Menos levar mulheres para casa. Assim os empregados desconfiariam. Enfim, agir como o solteiro que é, menos deixar ser visto pelos olofotes. 

 Ele pareceu pensar, mordendo seu muffin de banana. 

 — E você? 

 Bebi meu suco de groselha, baixei meu copo e sustentei seu olhar interessado. 

 — Eu o quê? 

 — Nossa relação marital. 

 — Ah — mordi o lábio. — Eu vou viver minha vida. 

 — Não estou falando disso — ele disse sem paciência. — Estou falando de sexo — ele falou mais baixinho. 

 Quase engasgo com o suco. 

— Não terá. — Aclarei. — É um casamento de imagem, vamos chamar assim. Nunca viu Casamento por contrato? É basicamente isso. Mas no meu caso, é para realizar o sonho do meu avô, e conseguir ter a minha herança. Vai ser benéfico para nós dois. — Juntei as mãos, e encarei minhas unhas feitas. 

 Ele riu. 

 Levantei o olhar. 

 — Vou ganhar uma esposa a qual nem sequer poderei comer… — olhei assustada para ele, tensa — Estou brincando, linda. — Suspirei. — Você não faz meu tipo — fechei a cara. 

 — Que legal, você também não faz o meu. Metido. 

 — Sou realista. 

 Mudei de assunto. 

 — Então, aceita? — meus olhos brilhavam pidões. 

 — Aceito. 

 Tirei um peso dos ombros. Agora estou feliz. Logo terei meu dinheiro! 

 — Só porque minha família já estava no meu pé pra eu perpetuar o sobrenome. 

 Eu não vou perpetuar sobrenome com ele! Filho? Oh no! Pedirei divórcio assim que vovô se convencer. 

 — Claro — sorri dissimulada. 

Fechamos acordo. Agora basta esperar uns dias, enquanto vamos nos conhecendo para tratarmos do casamento e nossa convivência. Se eu aparecer com ele lá em casa, nunca que vovô vai acreditar. Assim dá tempo de eu agir naturalmente, se bem que sou boa em mentir. Não é algo do qual me orgulhe, mas fazer o quê? 

Muitos dizem que eu deveria ter me formado em Artes cênicas por ser tão fingida. Esses muitos são as minhas amigas. É só uma defesa minha. 


 Fernando


— Vou casar — Tom me olhou cético. 

 — É o quê? Tá chapado seu viado? — ele riu estrangulado enquanto devorava um sanduíche gorduroso. 

 — Tô falando sério, seu corno. 

— Hey! Respeita, tá? Está muito recente. — Ele engoliu e me olhou. 

— Que porra é essa? Vai casar mesmo? 

 Assenti. 

 — Uma espécie de troca, de interesses mútuos. Vou me dá bem com isso. — Sorri certo de mim mesmo. 

 — É gostosa? 

 Olhei pra ele com um vinco na testa. 

 — Não sei — fui pegar uma lata de cerveja no frigobar. 

 — Ainda não traçou? Não tô te conhecendo cara. 

 — E nem vou. 

 — Feia? 

 — Ela é bonita sim. Acho que era essa a pergunta que iria fazer. 

Ele terminou seu lanche e se levantou do sofá. 

 — Ué, tu vai casar e nem vão fazer o theco theco. 

 Reviro os olhos. 

 — Tomas, você parece a porra de uma cadela no cio. Já te expliquei, a bonitinha quer a herança dela e eu minha paz por parte dos meus pais. 

 — Não me diga que vai ser pai? Não espera — ele sentou no sofá — Já estou até imaginando você com seus moleque chamando: Daddy vamos brincar de cavalinho, Daddy, daddy. 

 — Cala essa boca, seu bosta. Não vou emprenhar ela. 

 — De besta. Quem vai ter o trabalho de ter vai ser ela, não você. 

 Olhei pra ele com um sorriso malicioso. 

 — É claro. Isso é função das mulheres. A gente só faz. 

 Expliquei tudo para esse chifrudo do meu casamento. Ele sempre com seu deboche e suas merdas. Depois fui para casa. 

Meus pais estão super contentes por saberem do meu "romance" com a Lucero Evans. Me parabenizaram por "sentar a cabeça" e ter tomado a decisão certa. Apenas concordei com tudo.   

Ela e eu temos nos visto bastante, conversando. Ela é uma mulher muito bonita. Não é a toa que é uma modelo. Entretanto, a mulher sabe ser um poço de ignorância. Totalmente desprovida de humor. Dá pra ver que é ambiciosa e que faz de tudo para o seu bem estar. Uma típica patricinha esperta. 

 Já havia "conhecido" ela em eventos e essas coisas. Mas não tinha interesse de tentar uma conversa amistosa. 

 Conversar com mulher, só se for pra trepar. Amizades femeninas não são o meu forte. A menos que elas queiram me dá e depois não encha o saco, achando que fico apaixonado só por ter comido suas bocetas. 

 Minha mãe diz que sou machista e que deveria tratar melhor as mulheres. 

 Tratar melhor do que já trato? Só em perder tempo flertando e lhe dando orgasmos já é muita coisa. Se as cabeças femeninas fossem mais espertas, elas saberiam aproveitar melhor o sexo e deixava o romantismo pra lá. Daí não reclamariam de corações partidos, sendo que as mesmas que se iludem. 

 Eu não sou de todo tão mau, não é? Sou realista! 

 Já me apaixonei e me fodi todo. Tentei ser "o amor da vida dela" e ela retribuiu me dando um par de chifres. Desde então o malandro sou eu. 

 O que não queria mesmo era ter que conhecer o avô da minha noivinha e bancar o apaixonado. Isso seria um puta saco e chateação. Por falar nisso, A Evans virá hoje conhecer meus pais. Confesso que estou tenso. Depois de hoje, só mais alguns dias, serei eu a conhecer seus avós. Merda! 

 Me arrumei para a ocasião, uma roupa formal. Tinha que fazer direito e falhar não existe no meu dicionário. A empregada Tracy (comi) veio me avisar de que meus pais me aguardam. 

 — Pode ir — respondi ajeitando a gravata. 

 — Sim, senhor — ela baixou a cabeça trançada e saiu. 

 Após uma olhada rápida no espelho, saí fechando a porta azulada, cruzei o corredor da esquerda, onde se conecta com meu gabinete, e o quarto dos meus pais. Desci o lance das escadas de mármore branco. Para encontrar minha mãe, impecável e meu pai de igual. 

 — Quando sua noiva chega? — mamãe levantou da cadeira de dois lugares e veio beijar minha bochecha. Seu doce perfume invadiu minhas narinas. Amo esse perfume dela. Sempre o mesmo. Recorda a minha infância. 

 Olho meu relógio de pulso. 

 — Daqui a pouco. 

 — Meu bebê está crescendo — mamãe balbuciou ajeitando minha gravata. 

 — Mãe — sorri envergonhado.

 — Estou ansioso para vê-la de novo — se manifestou meu pai. — Dessa vez como nora. Puxa vida. É uma boa jovem e de boa índole. Famosa não é? 

Assenti

 — E linda! Viu as fotos dela? Estão um sucesso! — disse minha mãe ao meu pai. Se soubessem que tudo era uma farsa. E que eu mentia feio, ficariam magoados. Odeio mentir, mas é necessário.

 — Oh! A campainha — mamãe se levantou do sofá onde estávamos os três. Nosso mordomo foi em direção a porta. Eu o segui. 

 — Deixe que eu abro, Adalberto — o meu velho amigo de óculos redondo assentiu. Puxei a maçaneta angulosa, dando de cara com a Evans.

 Vestia um vestido branco de renda, com um decote pequeno que deixava a imaginação. Ia até os joelhos. Grudado no corpo. O cabelo estava em cachos perfeitos para o lado e seu rosto maquiado. Maquiagem básica. 

 — Querida — ela sorriu e viu o mordomo atrás de mim, então deixei ela passar e lhe roubei um selinho. 

 Ela me fuzilou quando Adalberto fora em nossa frente. 

 — Encenação, meu amor — sussurrei em seu ouvido e ri baixinho. 

 Reprimi uma tosse pela cotovelada nas costelas. 

 Os próximos minutos só foram bajulação. Como se Lucero fosse uma deusa grega que merecia todas às atenções e regalias do mundo. 

 — Fico feliz que seja a causadora da criação de juízo do baby. 

 Tossi incômodo. 

 Porra mãe! 

 Lucero olhou pra mim e saboreou minha vergonha com um sorriso desafiador. Rindo e bebericando sua água. 

 — Ele é perfeito. — Disse sorrindo tão falsa. — Foi difícil esconder nosso amor por tanto tempo. Os paparazzi, sabe? São uns parasitas. — Eu reviraria os olhos, se não estivesse aqui com meus pais e essa cretina sonsa. 

Sorrio com fingida doçura. 

Seguro sua mão e a levo aos lábios. 

 Ela faz um bico, que para minha mãe foi um gesto de ternura, e pra mim foi puro deboche. 

 — Espero logo conhecer seus avós. — Disse papai. 

 — Logo, logo, — sou ansiosa, sabe. 

 Eu ri fraquinho. 

 O resto do jantar se passou entre muitas conversas furadas. Preferia tá transando ou vendo futebol americano. 

 Virei guia turístico, mostrando a mansão pra ela. 

 Estávamos indo ao meu quarto, abro a porta e deixo ela entrar. Fecho e acendo a luz.

 — Me saí bem? — ela pergunta rodopiando. 

 — Perfeitamente — tiro o paletó preto e penduro no cabide.

 — Quero ir pra casa — ela diz.

 — Já? Meu bem — debocho. 

 — Foda-se — alfineta. 

 — Eu poderia tá fodendo mesmo, mas graças a certas pessoas… 

 — Shiu. Anda logo, quero descansar, tenho ensaio fotográfico amanhã logo cedo. Preciso relaxar. — Ela senta na minha cama e põe os braços atrás das costas como apoio. 

 Caminho até ela com um riso.

 — Sei um jeitinho mais gostoso pra relaxar — despejei malícia e ela abre os olhos como uma pantera raivosa. 

 — Sem chances. 

 Gargalho com gosto. 

 — Um dia você vai querer. 

 — Vai sonhando. 

 Algum dia, princesinha — penso com total certeza.   


Notas Finais


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