História Querida Estrela, posso desejar um melhor amigo? - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Doyoung, Lucas
Tags Fluffy, Kids, Kids!au, Lucas X Doyoung, Ludo
Visualizações 43
Palavras 1.958
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, Universo Alternativo

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


e aí, rapeizi. sentiram saudade? enfim, dentre os meus sumiços, reapareço com mais uma oneshot pra vocês e espero que vocês gostem, tem muito tempo que desejo postar ela, a. boa leitura pra vocês, bebês do tio.

Capítulo 1 - 00. O desejo e o sobrinho do vizinho.


Era início das férias, só me lembro de sempre fazer a mesma coisa, toda noite ia me sentar perto da janela de meu quarto e ficava observando o céu, gostava das estrelas e da forma como elas pareciam brilhantes e se brincasse de ligar os pontos poderia formar desenhos aleatórios. Essa era a minha diversão muitas vezes, ainda mais por não ter irmãos. Aquela noite ficou gravada na minha memória pelo fato de ter sido só o começo de tudo…

Estava perto de dar dez horas da noite, ouvi as batidas na porta e murmurei para mostrar para minha mãe que estava ouvindo, então ela disse que era melhor eu me preparar para deitar e descansar para curtir as férias em casa, ter pelo menos uma noite dormindo em um bom horário antes de voltar a minha rotina de ficar jogando videogame até tarde... Era assim que eu vivia aos meus oito anos.

As minhas mãos se apoiaram na mureta da gaveta quando fui me levantar, foi quando percebi, passando pelo céu rapidamente, a famosa estrela cadente. Na hora meus olhos se arregalaram, nunca havia visto uma, mas sabia como eram devido as histórias que meu pai costumava me contar sobre desejos feitos, por isso que em questão de segundos, juntei minhas mãos em frente ao meu corpo e sussurrei para eu mesmo de olhos fechados.

Querida estrela... Posso desejar um melhor amigo?

Suspirei e fechei a janela e a cortina, iria para a minha cama quando escutei a campainha de casa tocar, assim como minha mãe logo abriu a porta de meu quarto, me chamando para que descesse porque havíamos recebido uma visita, na mesma hora criei expectativas de que poderia ser um dos meus amigos da escola que decidiu não viajar e ficar comigo, mas quando desci todas as escadas me deparei com o vizinho e um garoto desconhecido ao seu lado.

Esse é o meu sobrinho, o Yukhei. Minha namorada foi levada às pressas pro hospital porque vai ter o bebê, tudo bem pra vocês se ele ficar aqui com vocês? Ele não dá trabalho algum.

Lembro exatamente que essas haviam sido as palavras do homem, mas por não ser uma criança tímida, apenas ergui minha mão e acenei para ele.

Oi, Yukhei. Meu nome é Doyoung.

Ele sorriu e se apresentou como Lucas, disse que gostava de ser chamado dessa forma, então apenas assenti para mostrar que havia entendido, logo minha mãe disse que eu poderia mostrar para ele onde iríamos dormir, afinal, ele era mais novo e recebi todo aquele sermão de como ser o mais velho deveria o incentivar a não dormir tarde e coisas do gênero, lembro que rimos e falamos que íamos deitar então, subindo correndo para o meu quarto, o guiando o tempo todo.

No meu quarto, disse que ele poderia escolher se queria dormir em cima ou na parte de baixo do beliche, mas notei que a atenção dele estava mesmo era no meu vídeo game, por isso que peguei o meu estojo de CDs e o entreguei, dizendo que poderíamos jogar alguma coisa até nos dar sono.

Foi tudo natural, Lucas tinha seis anos, eu tinha oito. Mas ele era alto, tinha praticamente a minha altura na época, poderiam jurar que tínhamos a mesma idade. Aquela noite foi a primeira vez que conversei e fiz amizade com uma pessoa tão rápido, ele entendia tudo que eu dizia sobre jogos ou até mesmo sobre desenhos animados, até que falamos ao mesmo tempo o quanto amávamos os jovens titãs, o que custou uma gargalhada de nós dois pela sincronia perfeita.

Ele passou três dias na minha casa, o vizinho, tio dele, ia vê-lo durante umas horas e acabava almoçando conosco, era um bom homem, sinto falta dele, mas enfim... Lucas era muito animado, falava alto e vivia rindo e fazendo todos ao seu redor rir junto dele, era muito divertido, ainda mais quando ficávamos acordados até tarde vendo televisão ou jogando, então escutávamos os passos pelo corredor... Meu pai ou minha mãe.

Nos deitávamos tão rápido, cobrindo nossas cabeças e fingíamos que estávamos dormindo, isso sempre acontecia porque as risadas ou a forma que ele falava alto, chamava a atenção deles, mas não era nossa culpa, era sempre tão divertido, ainda mais fingir daquela forma, quando minha mãe ou meu pai saiam do quarto, tínhamos que esconder a cara no travesseiro para abafar as risadas e foi assim que sobrevivíamos acordados até tarde durante todas as férias já que ele passou a passar todos os finais de semana comigo em casa pra dormir, mas nos víamos sempre durante os outros dias já que éramos vizinhos.

Aquele mês foi o mais divertido de todas as férias que já havia tido, era a primeira vez que tinha companhia já que os meus amigos do colégio sempre viajavam naquela época e os meus pais infelizmente não podiam fazer o mesmo comigo devido ao trabalho deles, mas isso nunca foi um problema, em casa eles sempre tentavam recompensar o tempo comigo, brincando, assistindo filmes ou íamos comer fora em algum restaurante ou fast food que tinha parquinho onde eu poderia brincar um pouco com algumas crianças.

Tudo parecia estar uma maravilha, mas claro que nada dura para sempre, isso foi algo que aprendi com o tempo, quer dizer, não momentaneamente, o fim das férias chegou e infelizmente tive que me despedir de Lucas, foi um dia triste demais ir até o aeroporto com meus pais e acenar para ele que logo estava seguindo para o avião junto com seu tio que iria o levar de volta para seus pais, na China.

Quando voltei pra casa estava sentindo que estava faltando alguma coisa, mas depois de dar uma boa olhada em volta, percebi que tinha alguma coisa em minha cama, debaixo do cobertor e quando o puxei, vi que se tratava de um carrinho de brinquedo, o reconheci na mesma hora, vendo que se tratava do carro que pertencia a Lucas, ele havia deixado provavelmente como algum sinal de nossa amizade já que tinha um bilhete do lado com a letra que reconheci ser a de minha mãe.

Oi, Dodo. Eu deixei meu carrinho pra você se lembrar de mim e sua mamãe que escreveu esse bilhete pra mim.

Bingo. O sorriso não sumiu da minha boca pelo resto da noite e dormi ali mesmo, abraçado no carrinho pra não sentir saudade dele que, em tão pouco tempo, havia se tornado meu melhor amigo.

Olha, os dias foram tristes quando voltei a aula porque ele me fez falta, mas rever meus amigos foi muito bom, mas me sentia um pouco excluído, eles falavam sobre viagens, os lugares que se divertiram e não queriam muito saber sobre os meus dias tediosos em casa, de acordo com eles, mas logo me pediram desculpas ao ver que estavam sendo chatos comigo.

Eu era uma criança, era normal ficar deprimido com acontecimentos daqueles, mas logo estávamos brincando durante a aula depois de fazermos as tarefas, então chegou a hora de voltar pra casa, voltei com a carona escolar e logo que entrei em casa, fui até a cozinha onde encontrei meu pai, avisando que havia chegado e ele me mandou o seguir até seu escritório, então hesitei e apenas o fiz.

Ele me ensinou a ligar o computador, em seguida estava me falando algumas coisas, no começo não entendi nada, mas lembro que era um aplicativo onde dizia que poderia fazer uma chamada de vídeo com outras pessoas e em poucos minutos, vi o Lucas ali, naquela tela, com um sorriso enorme e com seu tio ao seu lado. Pulei para cima do colo de meu pai, me perguntando como ele havia parado “dentro daquela tela”, pois é, eu não entendia nada de computadores na época, só dos meus jogos infantis de videogame.

E foi a partir desse dia que toda tarde passei a voltar correndo da aula, me sentava na frente do computador e ficava esperando o momento em que ele iria aparecer na tela, era sempre no mesmo horário, ficávamos conversando e fazendo o dever de casa juntos e era engraçado a forma como ele falava com seus pais, em chinês, explicando quem eu era.

Minhas tardes foram assim por todo o resto do ano, na verdade passou a ser dessa forma por muitos anos da minha vida inteira, só não na época de férias, quando finalmente nos reencontrávamos e logo estávamos juntos em casa, fazendo palhaçada, ficando acordado até tarde e fazendo meus pais ameaçarem nos deixar de castigo, então pedíamos desculpas dizendo que íamos dormir... Mentira.

Quando minha mãe fechava a porta de meu quarto, para ficarmos em silêncio, trocávamos mensagens no celular, mesmo que estivéssemos perto, cada um em uma cama do beliche. Já estávamos na adolescência e toda aquela amizade de duas crianças só ficou cada vez melhor.

Um dos dias mais felizes de minha vida foi quando ele me confirmou que iria morar na Coreia desta vez, onde iria concluir seus estudos para ir a faculdade, fiquei muito animado não vou negar. Ele iria realizar o sonho de estudar onde desejava e eu estaria torcendo e o ajudando no que fosse preciso, afinal, enquanto ele estava chegando nos últimos anos, eu me preparava para a minha formatura.

A nossa amizade ficava cada vez mais fortalecida de uma maneira que foi uma grande emoção pra mim quando Lucas me disse que eu era como o irmão mais velho que ele sempre quis, que não éramos só amigos, éramos irmãos, mesmo que de famílias diferentes, dizia que seríamos parceiros pela vida inteira e talvez ele não estivesse errado…

Os anos passaram e cá estamos nós, ele está se arrumando para a sua tão esperada formatura e eu não devo dizer que estou me sentindo realmente um irmão mais velho, um bem orgulhoso, por sinal... Vocês devem estar se perguntando porque escrevi tudo isso, mas isso é porque…

.//\\.

Uma voz preencheu o quarto. Uma voz alta e animada junto com os seus passos pesados e barulhentos, Yukhei não tinha noção do seu tamanho, um garoto alto com seus dezenove anos, praticamente saltitou na direção ao mais velho, pegando em sua mão e o puxando para que se levantasse, fazendo com que tivesse que interromper toda a sua história que era escrita, narrada com todo o carinho e atenção, em seu pequeno caderno.

— Vem, Doyoung. Está na hora, seus pais estão me chamando, vamos para a minha formatura, chegou o grande dia.

O mais velho riu de forma divertida e assentiu que já iria sair, mandando que o amigo saísse na frente que ele iria terminar de se vestir.

A verdade era que não faltava muito para estar totalmente pronto para a comemoração, para ver o maior lá, de pé pegando o seu diploma, mas precisava finalizar tudo o que estava escrevendo, por isso que enfiou o braço direto em seu blazer antes de voltar a pegar sua caneta, escrevendo mais algumas palavras em seu diário para que terminasse o seu conto de vida.

Doyoung era um ótimo contador de história e passava o tempo livre contando muita coisa para crianças, seja coisas que eles pediam ou algo de sua imaginação, mas desta vez iria contar algo verídico, de sua vida, por quê? Para mostrar para as crianças que seus desejos poderiam ser realizados.

O que quero dizer com tudo isso? Bom... Todos nós conhecemos e desconhecemos pessoas com o passar dos anos, mas sempre vai ter alguém que vai estar do nosso lado, não importa o que aconteça. Desejos podem ser realizados, podemos pedir as estrelas algo que achamos que estamos desejando, mas não vamos exagerar no pedido. Eu queria um melhor amigo e sinceramente? Não trocaria esse pedido por nada no mundo.”.


Notas Finais


decido essa oneshot a todos os meus amigos do coração, os meus anjinhos que caíram do céu pra me aturarem, me animar, me fazerem forte quando penso que não posso ser, dedico tudo isso, cada palavrinhas, para a minha amada Lana @lanacth, quem betou a história, quem me apoia com todos os plots e vive dizendo que ama a minha mente brilhante. decido tudo isso ao Lipe @heremscen, um amor de pessoa, um anjo, uma pessoa que eu devo muito por me aturar e sempre me animar, e deem apoio para ele também, viu gente? ele é um escritor de mão cheia, vai longe. dedico também a @bwirus, minha amiga de anos, minha querida Aline. e não vamos esquecer do meu xuxuzinho, a @mioprincess, né. e também tem a @morphinedesu, a @bbypinkya, a @jeniux que é quem me fez escolher essa dupla linda para esse plot, hehe~ amo todos vocês, não importa a ordem. devo muito a todos. ei, bebê, não esqueci de você também, viu @gavusca?

chega de dedicatórias, né Luke? enfim. é isso, meus queridos, espero que vocês tenham gostado de mais uma tentativa de fluffy e sempre que quiserem podem interagir com o tio, tá bom?

meios de contato:
twitter: https://twitter.com/mingyoda
curioustcat: https://curiouscat.me/theoozi


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