História Querida Eu Mesma - Capítulo 3


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Categorias Once Upon a Time
Tags Swanqueen
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Palavras 1.490
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey! Boa tarde pra vocês bolinhos. Estou tentando sempre que der, atualizar. Aproveitem! ❤️ cheiro.

Capítulo 3 - Capítulo 3


Regina despertou cedo como de costume. O horário das aulas iniciavam-se normalmente às 8:30 e sendo período integral, terminava ao fim do dia. O dia amanheceu nublado, com nuvens pesadas e prováveis chances de chuva. Os constantes espirros de Regina denunciavam a chegada de um resfriado.

  Ela praguejava enquanto ia em direção ao seu esconderijo novamente, mas dessa vez iria somente buscar alguns materiais e seu óculos.

— Ótimo, agora além de aturar esse dia tedioso ficarei resfriada. - Fungava o nariz a cada palavra.

— Bom dia Mills. -  Ariel sorria sem mostrar os dentes.

Belle que passava pelo Campus acenou para Regina de longe, mas Regina forçava sua vista para compreender de quem se tratava. Sua miopia não ajudava, e Regina não estava acostumada a esquecer os óculos no esconderijo.

— Bom dia. - respondeu secamente ao constatar que Ariel se aproximava.

— Não sabia que ainda costuma subir nessa árvore podre, que caretice.

Ariel passava o dedo por entre a madeira e analisava cada expressão de raiva formando-se em Regina.

— E eu não lembro de ter pedido pra cadela abrir a boca.

Ariel que até então encontrava-se a um passo de Regina, ficava agora frente a frente.

— Me chama de cadela de novo sua mimadinha.

— C-A-D-E-L-A! - provocou

— Você adora provocar não é Regina, seu pai deve ter desgosto desse lixo que você se tornou.

— Não meta o meu pai no meio disso, você quer arrumar confusão? Pois bem, sua cadela.

Ariel parte pra cima de Regina, mas esquecia-se dos anos de experiência no Judô que Regina tinha. Acaba ficando por baixo, Regina prende as pernas de Ariel segundos depois de dois tapas na cara.

— Me larga sua imunda! - Ariel se debatia.

Alguém parece ter escutado a briga e corria para separar as duas garotas que se enfrentavam.

— Que palhaçada é essa aqui? - Cora havia voltado de viagem.

— Ma... mãe eu posso explicar! - Regina se defendeu soltando Ariel em seguida.

— Sem desculpas Regina, você não é minha filha quando espanca os meus alunos! Não foi essa a educação que eu lhe dei Regina Mills.

Olhava-a com desprezo, aquele olhar que somente uma Mills saberia desvendar.

— Educação essa que a senhora nunca me deu, até porque nunca esteve presente! - soltou Regina, correndo em seguida para novamente contar a Rose e desabar mais uma noite chorando...

— Não fale assim comigo Mills! - Ao fundo podia-se escutar Cora.

Regina sabia que agiu errado. Mas acontece que, essas provocações eram constantes e não contendo sangue de barata Regina explodirá. Ariel sempre a humilhou, sugava os poucos momentos e lugares felizes que Regina tinha, dizendo ser a pior em tudo. Regina era frágil, mesmo que ninguém percebera. Ela criou uma Regina onde todos se afastaram, e sobrou apenas ela para si mesma.

Entrou correndo e se jogou na cama, logo depois Rose que escutara os boatos, chega ao quarto com o melhor para ajudar a amiga: chocolate.

— Regis... posso me sentar com você? - Ela apenas acena que sim, estendendo a mão para pegar o chocolate.

— Eu não estava lá, e bem, conheço a Ariel, sempre gostou de te provocar e você caí na lábia daquela... como você sempre diz "cadela". - Regina ri fraco. — Acontece que, você não merece chorar por uma garota idiota dessas, tem noção de que daqui uns 10 anos ela vai estar pobre, fudida e você aqui rica, linda e jogando na cara das inimigas sua estrela brilhando? Quero só ver os boy, eita esqueci, girl né, tu é sapatão.- Regina que antes chorava agora ria sem parar e batia no ombro de Rose. — Aí! Só disse a verdade, ué.

Regina se levanta e olha para amiga.

— Primeiro Ro, não vou ter relacionamentos lembra? Enfim... segundo, não estou assim pela Ariel e sim pela mamãe. Ela nem ao menos me escutou, só me olhou com aquela cara de desgosto e deu razão a Ariel. Eu nunca faço algo de bom para mamãe, sempre errado, mal-feito, até no dia das mães Rose! Comprei uma flor pra ela, simplesmente disse que não gostava de flores de plástico. Pelo amor de Deus, eu era uma criança! Minha vida é uma bosta, penso em desistir às vezes sabia? - abaixou o olhar em um ponto fixo, assim como todas às vezes que se sentia perdida.

Rose que até então encontrava-se calada, o que não era normal, opina. 

— Olha Regis, sua mãe sempre foi assim. Você me contava quase todos os dias que ela não estava no colégio porque viajava, ou então não podia porque estava trabalhando. Mas olha, eu sei que ela te ama, só é difícil pra ela depois da perda do Henry. Vai passar minha amiga, eu prometo. - Regina interfere de súbito.

— Faz cinco anos Rose, cinco! - dizia mais para si mesma do que para a amiga. — Falar "Vai passar" é algo muito banalizado pelas pessoas, nada passa, apenas nos acostumamos a não sentir com tanta frequência. Pensar em "O arco-íris após a tempestade" é totalmente fácil, esperança é de graça, qualquer um têm, mas enfrentar os demônios e estar lá para pelo menos segurar a sua mão, ninguém faz. Todos te assistem cair em um buraco, e lá no fundo você escuta as vozes dizendo "Segura firme, vai passar" que se danem essas porcarias! Até você Rose! - diz indignada. 

 Rose sai do quarto sem ao menos dar resposta, Regina quando queria conseguia ser cabeça dura. Sua mãe não estava cem por cento errada, tinha seu erros claro, mas não como dizia Regina. Rose queria ter ao menos um pouco do que tinha Regina, ela reclamava demais, para muito do que tinha.

— Eu não acredito! - socava a parede. — Merda de vida, merda de escola! Merda, Merda!

Batidas foram ouvidas na porta, era sua mãe.

— Está aberto. - limpava as lágrimas, não queria se mostrar fraca em frente a mãe, tudo menos isso.

— Regina quero conversar com você.

— Claro - sorria cinicamente.

— Chega Regina! Sem sorrisos irônicos, eu sou sua mãe, que palhaçada. Olha, eu quero te escutar, ser mais do que mãe, ser sua amiga.

Os olhos de Regina brilharam, ela nunca tinha visto sua mãe falar assim. Será que realmente ela havia feito algo ruim?

— Desculpe mamãe, eu só... Não estou acostumada a ter sua atenção. - as lágrimas presas, caem feito chuva.

Não chovia lá fora, mas sim dentro de Regina. Seu coração parecia ter inundado em meio a tristeza, sentia-se horrível por ter tratado a mãe daquela maneira.

Cora tinha um olhar diferente, quem a visse diria até que estava tramando.

— Se liga garota, não estou aqui pra isso. Você me magoou muito Regina, acha que será fácil perdoar você assim tão facilmente? Há. - agora a ironia pairava sobre Cora. — Bem, querendo ou não, você é minha filha, e só quero o seu melhor. Mas você foi insolente e parece-me querendo sujar o nosso sobrenome. Batalhei muito para ter uma filha valentona, não seja como sua irmã, me de orgulho Regina! - Regina não acreditava nas palavras que saía de sua mãe, havia sido enganada novamente por alguém que tanto admirava. — Para tentar amenizar essa situação, quero que peça desculpas a Ariel. 

Ariel entra no quarto com a maior cara de pau, esperando pelas sonhadas desculpas.

— Não vou pedir nada, ela que causou tudo isso.

— Anda Regina, ou terei que tomar outras providências.

— Que se foda você mamãe! Cansei de tentar ser perfeitinha, você não passa de uma mal amada que coloca a culpa nas suas filhas por não ter alguém. Papai não te merecia, você é horrível. Me odeio por falar isso, mas você deveria ter morrido, não ele. - senta na cama e vira de costas.

— Você é muito mimada Regina! - Cora sentia o sangue ferver. — Você me envergonha. Bem, eu lhe dei opções, acho que irei ter que agir.

Ariel se divertia.

— Não dona Cora, não mude Regina de Quarto! Eu sei o quanto é ruim se acostumar com outra pessoa, ainda mais quando ninguém gosta de você, não é Regininha? - olhava agora para Regina, que se pudesse de novo arrastar Ariel ao chão, o faria. 

— O quê? Você é louca não é Cora? - levantou-se encarando a mãe, não sabia da onde vinha tanta coragem de sua parte.

— Louca é você me enfrentando. Você precisa de um freio. Está decidido essa semana você se muda.

— Não, não, não! Você não pode fazer isso, tem uma regra no contrato que te impossibilita eu sei, está escrito!

— Você só se esqueceu que, eu faço as regras aqui.

Cora ia saindo mas antes de fechar a porta, olha para Regina.

— Aproveite sua nova estadia com a senhorita Swan.

Ariel sai em seguida sentindo-se vitoriosa.


Notas Finais


Será que vai prestar essas duas dividindo o quarto?!


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