História Querida Eu Mesma - Capítulo 4


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Categorias Once Upon a Time
Tags Swanqueen
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Palavras 2.476
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite terráqueos! Senti saudades de vocês. Mais um capítulo dessas duas figuras que tanto amamos. cheiro ❤️

Capítulo 4 - Capítulo 4


Ventava e as cortinas dançavam. A janela deixava leves batidas, aquele som que por vezes nos remete a pensamentos sombrios. Mais uma noite em que Regina não dormia, a reflexão lhe causava insônia. Sua vida sempre custou noites mal dormidas e olheiras pela manhã. Seu peito arfava e sua respiração pesada, aos poucos dava espaço para um choro silencioso. As lágrimas rolavam, ela sentia a dor como ninguém, em silêncio como sempre fez. Não tinha amigos, os poucos que tinha, hoje, a evitavam. Rose passou a sentar-se com Ariel nos intervalos, o que para Regina tornou-se a maior das traições. Killian trocava poucas palavras, mais do que nunca as pessoas passaram a isolar-se cada vez mais de Regina. Ela sabia, mas fingia não se importar, afinal, era Regina Mills.

 

 

O despertador tocava, pensou em tanta coisa que não o tinha escutado.

 

— Grande dia Regina! Coloque um sorriso diabólico nesse rosto. Mostre pra esses filhos da puta, que você não se abala tão facilmente. - dizia para si mesma.

 

Abriu o guarda-roupa e pegou seu uniforme. Ele era simples, blusa com mangas curtas, de cor azul marinho e colarinho branco. Uma calça legging preta com o logo do colégio. Vestiu seu inseparável all-star vermelho, ondulou as pontas do cabelo com babyliss e de batom vermelho com o material em mãos, saiu para mais um dia "tedioso" como ela diria.

 

Nos corredores o burburinho era grande, o impacto da filha da diretora enfrentando a própria mãe era algo de outro mundo. Regina andava sem se importar com os comentários que ouvia, menosprezava todas aquelas pessoas que falavam de si.

 

— Vão se foder. - gritava para um grupo de garotas que miravam-a de cima a baixo.

 

As meninas riam e se divertiam da maneira rebelde como Regina se portava ultimamente. Mal sabiam, da frágil Regina durante a noite.

 

A sala de aula estava cheia quando Regina chegou para aula de História do professor Robin. Sentava no lado da janela, terceira carteira e quando ia preparar-se para sentar, Robin a chama.

 

— Regina, venha até aqui.

 

Ela aproximou-se desgostosa e bufou.

 

— Diga. - cruzava os braços enquanto o olhava sem mostrar interesse.

 

— Tenha modos quando entrar na minha sala, não gosto desse tipo de comportamento. A senhorita está muito valente para meu gosto, irei conversar com sua mãe. Você me entendeu?

 

Regina mascava clicletes e explodiu uma bolha na cara de Robin.

 

— Desculpe, não queria incomodar mas já que consegui, porque você não para de encher o meu saco?

 

Todos na sala ouviam calados. Regina andava grosseira e mal-educada, ninguém entendia o porquê.

 

— O que vocês estão olhando? - o silêncio rondava a sala.

 

Emma que até então encontrava-se calada, não estava nada contente com o comportamento de Regina, com pessoas que nem ao menos mereciam ouvir sua fúria repentina. Levantou-se e encarou a morena, que surpreendida pela atitude da loira a encarava na mesma intensidade. Os olhos se comiam, a tensão iniciou-se.

 

— Qual o seu problema Regina? Ninguém aqui merece escutar os seus shows todos os dias! Você é incensivel nem ao menos se importa com o efeito das suas palavras nas pessoas.

 

— Swan, não lembro-me de ter lhe dirigido a palavra. Primeiramente eu não me importo com nenhum de vocês, já que vocês mesmos não dão a mínima pra mim. As palavras machucam? E as atitudes, Swan? O ser humano só se preocupa quando a coisa vira pro seu lado, de resto, foda-se o outro.

 

Emma nunca esteve tão nervosa, sua mão tremia e suava frio.

 

— Contraditório você dizer para as pessoas se importarem quando nem ao menos você faz isso!

 

Robin sempre fora "frouxo" para resolver situações que envolviam discussões, saiu para chamar ajuda. A turma estava impressionada, quem via até achava que as duas iriam se beijar, de tão próximas que estavam, mas essa proximidade nada mais era do que raiva comprendasa.

 

— Não diga o que não sabe, Swan. Eu não sou obrigada a ser "empática" com gente que não vale a pena. Não se meta na minha vida, terá consequências. - cuspia as palavras.

 

— Você não tem noção do que eu sou capaz, Regina. - olhava-a dentro dos olhos.

 

— Eu pago pra ver, E-m-ma. - balbuciava cada letra, pouco receosa.

 

Um frio na espinha deixou Emma estática, mas o seu espírito de competição a deixava com os olhos queimando, sua boca entreabria devagar e pensava nas palavras certas.

 

— Quando você menos esperar, eu vou estar lá. - alguém grita do fundo, fazendo referência ao Julius de Todo mundo odeia o Chris.

 

A sala inteira acha graça.

 

Começam-se então uma guerra de bolinhas de papel, Emma agora acertava Regina que entrara no espírito da coisa e atacava também. Cora havia sido informada do incidente, e não aguentava mais as reclamações sobre a filha, de uma vez por todas iria dar um basta.

 

— Chega! - gritou da porta. — Emma Swan e Regina Mills, agora na minha sala!

 

Milhares de papéis no chão, os alunos cessaram os risos e enrijeceram ao verem Cora.

 

— E vocês, não admito nenhum tipo de brincadeira que de alguma forma danifiquem a sala. Tratem de limpar essa sujeira! Já!

 

Aos poucos, um a um, recolheram as bolinhas e logo o sinal tocava sinalizando o início do intervalo.

 

Na rodinha estavam Ariel, Rose, Killian, Thomas e Fernanda.

 

— Eu tenho dó da Regina, ela parece surtada. - dizia Fernanda.

 

— Não acho que ela esteja surtada, ela sempre foi assim, ninguém nunca foi com a cara dela. Tenho nojo só de pensar. - Ariel colocava a mão na boca fingindo falso vômito.

 

— Gente... vamos parar de falar da Regina, querendo ou não ela era minha amiga, vocês não sabem o que se passa com ela, então não julguem. - rebatia Killian receoso.

 

Rose se levanta e olha para Killian.

 

— Na onde você tirou isso? Regina nunca gostou de nós Killian, ela nos usava, já que não tinha ninguém.

 

Killian gostava de Regina, mas não queria perder a amizade de Rose e todos ali presentes. Apenas concordou.

 

— Tudo bem... você tem razão. - bufava.

 

— Eu sempre tenho Kill - piscou pra ele.

 

A conversa sobre Regina rolou quase que o intervalo inteiro, tirando o momento em que comentaram sobre a festa de sábado, aparentemente muitas pessoas iriam participar.

 

— Você vão hoje não é? - dizia Ariel.

 

— Mas é claro, tu acha que vamos perder boca livre e várias gatinhas numa festa? - pela primeira vez, Thomas falava.

 

— Você não temos dúvida né Thomas, só pensa em comida. Tinha que ser gordo. - gargalhadas rolavam e não pensavam o quanto o garoto se sentia mal com isso, referiam-se ao seu peso, estava cheio dessas brincadeiras.

 

— É... - engoliu seco.

 

 

Na diretoria, Regina e Emma estavam sentadas lado a lado. Ouvindo os sermões de Cora.

 

— Mas que grande perda de tempo. Vocês têm noção que atrapalharam a aula do Robin? O coitado não sabia o que fazer. - olhava para as duas, rodopiando de um lado para o outro com a mão na cintura, assim como Regina também fazia sempre que perdia a paciência.

 

— E você Emma! - apontava para loira. — Sempre foi uma aluna exemplar! Como pode aprontar uma dessas? - a loira escutava atenta.

 

— Bem, senhora diretora, eu peço desculpas. Mas acontece que, eu não aguento mais escutar a sua filha descontar a raiva dela sem motivo nenhum em todo mundo. - Regina agora encarava Emma sem acreditar na petulância da loira, ela não tinha que opinar em sua vida.

 

— Emma, sobre minha filha eu mesma resolvo. E não tem mais desculpas Regina! - virou-se para morena que roía as unhas impacientemente. — Você irá mudar de quarto, e ainda para o mesmo quarto que a senhorita Swan, assim convivendo juntas irão aprender a se portarem educadamente. Não quero ouvir reclamações de vocês duas, se não se suportam eu não tenho nada com isso, apenas não se matem a cada milésimo de segundo. Obrigada, podem sair.

 

— Mamãe, por favor! - Regina suplicava fervorosamente.

 

Emma se mantivera calada, sabia que de nada adiantava reclamar.

 

— Posso sair? - pediu Emma.

 

— Claro, senhorita Swan.

 

Assim, as duas saíram. Ouviam-se somente os passos, Emma quebrará o silêncio.

 

— Regina. - chamava Emma.

 

— O que foi Swan? - com a mesma posição de Cora, a olhava.

 

— Uau, você parece a sua mãe. - riu fraco.

 

— Muito engraçado. - revirou os olhos.

 

— É sério, eu só quero dizer que a partir de hoje pelo menos teremos que nos aturar. Afinal, estamos no mesmo quarto. Então, se você não me provocar eu fico na minha. - deu a mão para Regina em troca de rendição.

 

Regina olhava para mão de Emma e ria, não iria ceder. Afinal, como nós sabemos, ela era Regina Mills.

 

— Só lhe aviso que durmo em baixo, não me atrapalhe com suas perguntas irritantes e tente não falar comigo se possível. - retribuiu o aperto levemente, enojada.

 

— Você não muda... - Emma sai andando com as mãos no bolso deixando uma Regina pensativa.

 

— Porque sempre a culpa é minha? - no fundo ela sabia, sempre soube, mas não iria mudar para novamente machucar-se, uma lágrima solitária rolava e Regina andava em direção ao seu antigo quarto, iria mudar-se antes que sua mãe fizesse contra sua vontade.

 

Entrou no quarto relembrando os momentos divertidos que passará com Rose, sentia saudades da loira, mas sabia que não era recíproco. Embaixo da cama, encontrou um álbum antigo da sétima série, tinha tantos amigos... Mas todos mudaram, assim como ela. Lembrava de uma amiga em específico, Yuna. Eram melhores amigas, viviam sempre juntas até que um belo dia, Yuna iria se mudar de escola, as mensalidades eram muito caras e Yuna era de família pobre. Foi como uma facada para Regina, se lembrava como se fosse ontem o ocorrido.

 

                 FLASHBACK ON

 

Regina e Yuna, estavam sentadas em um tronco de árvore no jardim. Uma joaninha estava no dedo de Yuna e a garota contava histórias mirabolantes de como a natureza era fantástica.

 

— Rê? - ela acariciava os cabelos da amiga em um chamego, enquanto preparava-se para dar a notícia.

 

— Espera Yuna! Fique parada. - pegou sua câmera e tirou uma foto, onde a mesma sorria e segurava a joaninha, que sem nenhuma criatividade apelidaram de "Joana".

 

— Posso me mexer agora? - imóvel Yuna perguntava.

 

— Espera eu contar até setenta, aí sim.

 

— A não Regina! É sério isso? - falava com medo de se mexer.

 

— É brincadeira! - gargalhava tão alto que até os pássaros voaram pra longe.

 

— Você assustou os bichinhos sua malvada. - Yuna olhava com lágrimas nos olhos para Regina que sem entender apenas a abraçou.

 

— O que foi sis? - usava sempre esse apelido quando Yuna sentia-se triste, elas eram irmãs de outra vida, diziam.

 

— Eu não sei como te dizer isso Rê, mas... - chorava cada vez mais, agora no colo de Regina. — Meus pais não podem mais pagar a mensalidade, terei que me mudar daqui 3 semanas.

 

Regina abriu a boca levemente, nunca pensou perder Yuna.

 

— Não sis! Eu peço para mamãe abaixar o preço da sua mensalidade, vamos ficar juntas. Por favor, não me abandone... - sorria entre lágrimas.

 

— Não posso Rê, eles já pagaram a outra escola e fizeram matrícula.

 

Regina ajoelhou-se e chorava.

 

— Ei, nunca vou lhe deixar. Você se lembra da nosso pacto? Ohana, somos família Rê. Só me prometa que não vai arranjar outra melhor amiga, se não eu mato ela e você. - A pequena Regina riu, mas seu coração havia sido partido. Desde então, evitará criar laços, já que se deixou levar e acabou por se jogar em um sentimento agora destruído pela distância. Nunca mais falou com Yuna, soube que se mudou para Washington, e depois não teve mais notícias.

 

               FLASHBACK OFF

 

Limpava as insistentes lágrimas nostálgicas, tempos que não iriam voltar mas que a mente dificilmente iria esquecer. Uma ferida cicatrizada, mas que as marcas nem o tempo era capaz de curar.

 

O telefone de Regina tocava insistentemente, era Zelena.

 

Que demora Regina! Achei que tinha morrido.

 

— Quase isso - riu. - Mas o que você quer?

 

— Você esqueceu? Hoje é SÁBADO.

 

— Sim, e daí? - fingiu esquecimento, talvez Zelena não iria notar.

 

— Não me venha com desculpas, passo aí às 20:00. Se me der o cano, eu conto pra mamãe que você beijou a nossa prima. - Regina arregalou os olhos - Brincadeira! Beijos. - desligou antes que Regina reclamasse.

 

Teria que ir, agora não havia como fugir.

 

No final do corredor, Emma provava o quinto vestido, e nada era de seu agrado.

 

— Essa não sou eu, que saco! - Mary, até então atônita a novela, pronunciou-se.

 

— Emma, você fica linda em qualquer coisa. Até em um saco de pão.

 

— Não exagera Mary, olha, eu não vou ir de vestido. É desconfortável.

 

— Que frescura, quero ver quando casar...

 

— Uso terno ué, existe os femininos sabia? - alguém batia na porta, já que a mesma estava fechada.

 

— Mary, abre lá. - atônita na televisão, Emma falava com as paredes.

 

— Tudo sou eu, que saco. - vestiu uma camiseta e andou em direção a porta, espreitando somente a cabeça para fora.

 

— Oi?...quer dizer - limpou a garganta.- O que faz aqui Regina?

 

— Esse quarto também é meu, ou você esqueceu? - tentava não olhar para a blusa justa de Swan, além de estar somente de calcinha.

 

— Claro, desculpa. - rapidamente fechou a porta e vestiu um shorts por cima envergonhada.

 

Abriu a porta para Regina agora abrindo passagem.

 

— Entra, fica a vontade. Só não liga pra Mary que está vendo Tv.

 

Tudo era tão diferente no quarto de Emma, que Regina parou para contemplar. Ela tinha um gosto peculiar. Havia diversos quadros expostos na parede, um tapete em forma de lua, com luminárias encandescentes em formato de estrelas, era uma espécie de universo misturado com tintas e um toque de Swan. - guardava suas coisas enquanto pensava sobre Emma, ela era tão receptiva enquanto Regina odiava qualquer forma de contato.

 

— Mary, você comeu todo meu Doritos!

 

— Não está escrito seu nome nele.

 

— Não importa! Corta aqui - moveu o dedo com o sentido de "cortar a amizade"

 

— Hoje não, talvez amanhã.

 

E logo as duas caíram na gargalhada. - Regina invejava esse tipo de amizade.

 

Ia saindo quando Emma a chama novamente.

 

— Regina, tudo bem?

 

— Porque não estaria, Swan?

 

— Sei lá, você parece distante. Normalmente iria estar implicando comigo.

 

— Depois você reclama quando eu sou irritante. Não que eu seja claro. - explicou. — Bom, não é nada. Mas obrigada.

 

Abriu a porta para sair quando escuta a seguinte frase.

 

— Emma, anda logo você está nos atrasando pra festa.

Sim, ela ouviu a palavra "Festa". Poderia ser qualquer uma, mas caso fosse a festa de Zelena, não iria sentir-se confortável. Apenas mais um motivo para Regina não ir, mas caso não fosse assinaria um atestado de óbito. Era melhor arriscar, o que uma boa dose de tequila não faz para ajudar  a disfarçar nossas inseguranças?


Notas Finais


Um passarinho me contou que essa festa vai dar o que falar...


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