História Querida Katy - Capítulo 1


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi oi, pessoa, tudo bom? Hoje começo uma nova aventura, ou talvez recomeço uma nova aventura. Querida Katy é uma fanfic que eu comecei a escrever há alguns anos, mas que infelizmente eu parei de escrevê-la, mas cá estou eu, totalmente envolvida com essa história mais uma vez, tentando reescrever essa fanfic de uma maneira melhorada.

Minha amiga, Natália sempre vem me ajudado a escrever, com ideias e tudo mais, a coloquei como co-autora da fanfic, porque ela me ajuda a corrigir uns erros quando eu posto o capítulo, então digam oi a ela!

Espero que gostem desse primeiro capítulo, boa leitura!

Capítulo 1 - Chapter I


Fanfic / Fanfiction Querida Katy - Capítulo 1 - Chapter I

Katy Woods

 

— Katy, acorde. — A voz calorosa da minha avó tenta me despertar do sono, dona Rose faz cócegas no meu pé e eu sorrio. — Hoje teremos que acordar cedo, minha querida.

 

Minha vó sai do meu quarto e fecha a porta, eu me arrasto para levantar da cama e vou até a cozinha, onde a minha vó está preparando alguma comida. Ainda são seis horas da manhã.

 

— Pensou sobre o que conversamos? — Ela me questiona com um sorriso bobo em seus lábios, mas que logo se fecham ao perceber a minha expressão.

 

— Não, vovó. — A respondo. Fico frustrada em estar a decepcionando, mas eu não posso ir.

 

Hoje é aniversário do meu pai, que está preso desde quando eu tinha 13 anos. Associação ao tráfico de drogas e homicídio culposo, mas isso nem chega perto do que ele realmente fez. Porém eu não gosto de falar sobre isso, ele é um homem abominável e não vale a pena ficar relembrando essas coisas.

 

— Vovó, eu sinto muito, mas não posso ir. — Tento manter a calma enquanto eu falo, não posso deixar que a emoção tomasse conta de mim.

 

— Katheryn, ele pode estar preso, mas ainda sim é seu pai. Você não o vê há quatro anos, não atende nenhuma ligação e também não abre as cartas que ele escreve para você! O que há de errado, menina?

 

Vó, eu queria tanto poder te dizer, mas a senhora é a pessoa que eu mais amo nessa vida, e eu não quero destruir a sua.

 

Prefiro não respondê-la, volto ao meu quarto e me enfio debaixo das cobertas, a fim de me tranquilizar. Passaram-se quatro anos desde que meu pai foi preso, depois disso eu nunca mais tive contato com o mesmo, para o meu alívio.

 

Roger, meu pai, nunca foi um homem confiável, você olha para ele e vê isso em seu rosto, mas ele sempre se fez de bom moço para a minha avó, sempre soube dizer as coisas certas, e ela é mãe, jamais pensaria que seu filho seria capaz de cometer tantas atrocidades, até mesmo com a própria filha. Eu era apenas uma criança, e ele destruiu a minha vida para sempre, foi difícil catar os cacos e reconstruir, eu consegui, mas quando algo se quebra nunca volta a ser como era antes, eu apenas tive que aprender a lidar com a dor.

 

A porta do meu quarto abre e minha vó entra, dona Rose tem o gênio forte como eu, e eu sei que ela não vai desistir dessa ideia. Sento-me em minha cama e me sinto derrotada, ela não precisou dizer uma palavra se quer, ao perceber a minha redenção um sorriso bobo surgiu em seus lábios.

 

Eu não estou pronta, essa é a verdade, jamais em minha vida pensei que iria rever o homem que eu um dia já chamei de pai.

 

Visto-me com um casaco do Doncaster Rovers, uma calça jeans e um tênis branco, sem um pingo de ânimo para me vestir. Encaro o meu reflexo pálido no espelho e tento mentalizar que eu devo ser forte pela minha avó.

 

Durante todos esses anos eu tentei deixar as memórias ruins de lado, seguindo com a minha vida, isso não pode definir quem eu sou hoje em dia, por isso eu guardei tudo que me aconteceu apenas para mim. Nem mesmo Megan, minha melhor amiga, sabe sobre as coisas que envolvem o meu passado.

 

Saio do meu quarto e a minha avó já me espera na sala arrumada e sorridente, tento sorrir para ela, mas eu falho. Pergunto mais uma vez se é realmente necessário eu ir, e ela diz que meu pai sente a minha falta, mas eu sei que isso é uma completa mentira.

 

Dentro do carro eu fico em silêncio e o caminho até o presídio foi torturante, e muito rápido, queria tanto que tivesse um trânsito, um acidente, mais sinais vermelhos e placas de pare, mas foi rápido. Dentro do presídio me fizeram tirar o casaco, tive que entregar o celular e passaram um detector de metais em mim.

 

Foi tudo muito desconfortável, senti-me zonza enquanto caminhava com a minha vó até a sala de visitas. É uma sala grande, com várias mesas espalhadas pelo local, a maioria delas está ocupadas por familiares e amigos esperando algum presidiário.

 

Meu coração ficou estraçalhado quando percebi que havia algumas crianças aqui, deve ser difícil conviver longe do pai.

 

Um alarme soou e eu tomei um susto, alguns homens entraram e algumas crianças correram para dar um abraço de saudades em seus pais, ou irmãos. Então eu o vi.

 

Meu corpo vibrou sobre a cadeira fria de metal, o olhar dele sustentava o meu. Minha avó sorriu para o filho dela e levantou-se para abraça-lo.

 

O homem que é meu pai, e o meu pior pesadelo, virou-se para mim e eu me limitei a apertar a sua mão. Não consegui levantar da cadeira, muito menos olhar para ele. Meu estômago revirou e eu tive a sensação de que iria vomitar a qualquer momento.

 

— Katheryn, como é bom vê-la. — Sua voz não mudou, ela assombra-me todas as noites, mas a sua aparência agora é de um homem magro e acabado.

 

Não consigo respondê-lo, olha para as minhas mãos repousadas em minha perna, e tento ignorar um fluxo que sobe e desce na minha garganta. Eu só quero sair daqui.

 

— Feliz aniversário, meu filho. — Minha avó diz a ele, e ela me olha pedindo para eu parabenizar o meu pai.

— Parabéns. — É tudo o que eu digo, sem muita animação.

 

Minha avó e ele conversam, mas eu não consigo prestar atenção sobre o que eles estão falando, mas eu sei que é sobre mim.

 

— Desde pequena ela gostava de nadar. — Meu pai sorri para mim, mas eu sinto nojo dele. A minha vontade é de dizer todos os podres que ele já cometeu.

— Ela está se dando muito bem na equipe de natação do Doncaster. — Minha avó transborda orgulho em suas palavras.

— Nunca imaginei que a minha filhinha seria uma sensação na natação.

— Mas eu não sou. — Fui seca em rebater o que ele dizia.

 

Ele ficou sem graça e a minha avó também, pouco me importei. Olhei para os lados e fiquei observando as crianças conversando com seus familiares, dava para ouvir o que alguns diziam, as mesas são próximas. Uma menininha está orgulhosa ao falar das suas notas na escola e outro menininho fala sobre o carrinho que a mãe comprou para ele.

 

Essa inocência que carregamos na infância é algo que eu sinto falta, apesar de ter perdido a minha cedo demais. Meu estômago revirou mais ainda e eu não consegui controlar. Acabei vomitando.

 

— Katy! — Minha avó correu para me socorrer, meu pai tentou encostar em mim, mas eu o empurrei.

— Não toca em mim! — Gritei para que todos naquela sala pudessem me ouvir.

 

Que vexame, vomitei na frente de diversas pessoas e crianças, a visita de hoje não deve ter sido nada agradável para essas pessoas. Eu me levantei e sai andando sozinha, minha avó correu atrás de mim, sem nem se despedir de meu pai.

 

Peguei todas as minhas coisas que tive que deixar assim que cheguei, fui até o estacionamento, feliz por finalmente estar em um ambiente aberto, com o ar fresco, isso não se compara com aquele ambiente gélido e escuro de dentro da prisão.

 

— O que acabou de acontecer? — Minha avó me questiona, passando a mão em meu rosto, ainda preocupada com o meu estado de saúde.

— Vó, eu só quero ir embora, por favor. — Respondo a ela, tentando parecer o mais serena possível, apesar de estar com os sentimentos de ódio e repulsa a flor da pele.

 

Minha avó concorda comigo e abre a porta do carro para mim sem pestanejar. Entro no Audi A4, de cor prata, do ano de 2002, da minha avó. O silêncio foi interrompido com o meu telefone tocando e é Megan. Um alívio se instala em meu peito quando eu vejo a pior foto da minha amiga no visor do meu celular.

 

— Katy! — Ela grita. — Onde você está? Estou te ligando há um tempo, mas só chama.

— Longa história... — A respondo.

— Então vem me contar, estou no estádio.

 

Desligo a ligação e peço a minha avó para me deixar em Keepmoat, o atual estádio do Doncaster.

 

Chego ao estádio e o porteiro já me conhece, sorrio para ele e vou até o campo, passando pelo corredor subterrâneo, que é onde ficam os vestiários também. E esses jogadores, sempre jogam cantadas para mim, mas hoje eu não estou no clima, definitivamente.

 

— Chegou a musa do Doncaster Rovers. — Ouço a voz de Danny Andrew, um dos zagueiros do time, o cara que tenta ficar comigo há um tempo.

 

— Bom dia para você também, Danny. — Respondo sem olhar para trás, sigo o meu caminho até o campo, mas o sinto puxar a minha mão.

— Vai fazer o que hoje a noite? — Ele pergunta e eu viro para ele. — Ouvi rumores de que você é uma menina solteira agora.

— Eu sou uma menina solteira, mas Louis não vai gostar nem um pouco de saber que você está me chamando para sair.

 

Ele está sem camisa, e com aquele pose de macho alfa tentando dar o bote, e eu acho graça, o cara é lindo, alto, forte, pernas torneadas, peitoral trincado, uma tentação.

 

— Louis não precisa saber... — Ele sussurra no meu ouvido e eu sorrio para ele.

— Que isso aí? — Ouço a voz de Louis e nos viramos até ele.


 Louis, pai de Megan, minha melhor amiga, solteiro, 33 anos, foi pai cedo, cria a filha sozinho e é presidente e jogador do time.

 

— Danny, você perdeu alguma coisa no ouvido de Katy? — Louis pergunta, se aproxima de nós dois, segura em meu braço e me puxa para perto dele. — Achei que as regras fossem claras sobre ficar em Megan e Katy.

— Foi mal, Louis.

 

Danny levanta os braços e da meia volta, mas antes dele se virar eu pisco para ele, e o mesmo sorri para mim. Louis volta a sua atenção para mim, com uma cara nada boa.

 

Ah senhor Tomlinson, desde que eu comecei a ter uma vida sexual ativa eu sempre o desejei, e não escondo isso dele.

 

— E você dando bola para ele. — Louis diz com sua voz carregada de desprezo, ergo as sobrancelhas e abro um grande sorriso para ele.

— Bem, eu já sou uma pessoa solteira, acho que posso dar bola para ele agora. — Sou cara-de-pau com Louis, e gosto de sua reação. Ele revira os olhos e bufa para mim.

— Você é menor de idade, isso é proibido!

— Somente para pessoas de mente fechada, daqui a alguns meses eu serei maior de idade, isso quer dizer que poderei ficar com quem eu quiser.

 

Pisco para ele e saio andando em direção ao campo, o ouço bufando atrás de mim, mas me segue. Adoro provocar Louis, é um dos meus passatempos favoritos, eu confesso.

 

Notei que algumas coisas entre Louis e eu mudaram quando eu completei 15 anos, eu criei mais corpo e comecei a observar a forma como ele me olhava. Não sou uma idiota, eu sei bem quando um homem me deseja.

 

Louis Tomlinson

 

Essa garota me tira do sério, primeiro a vejo quase agarrada com Danny, depois ela me dá as costas me deixando falando sozinho, porra! Odeio isso, de verdade, e tudo que Katy faz de melhor é me perturbar e testar a minha sanidade mental.

 

Katy anda até Megan, que estava à espera da amiga sentada no banco dos reservas, eu a sigo e a ouço reclamar de mim.

 

— Seu pai tem que parar de querer controlar com quem eu saio ou não. — Ela diz a Megan. — Danny me chamou para sair, mas seu pai chegou e surtou.

— Ele tem 27 anos! — Eu reclamo com ela e as duas olham para mim sorrindo. — Já deixei bem claro que não quero vocês duas com os caras do time, qual o problema nisso? — Katy revira os olhos e Megan acha graça de tudo.

— Problema nenhum, só que você não é pai da Katy, você pode controlar com quem eu fico, ou não, mas Katy não é sua filha... — Megan diz com toda a tranquilidade do mundo. Katy não é a minha filha, mas não a quero com os caras do time e ponto final.


Notas Finais


Espero que tenha gostado, deixe seu comentário, isso me ajuda a escrever!

Te espero no próximo capítulo, até logo!


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