História Querida Lara Jean - Capítulo 54


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Categorias Para Todos Os Garotos Que Já Amei
Personagens Christine, Dr. Dan Covey, Genevieve, Josh Sanderson, Katherine "Kitty" Song Covey, Lara Jean Song Covey, Margot Song Covey, Owen Kavinsky, Personagens Originais, Peter Kavinsky
Tags Lara Jean, Noah, Peter K, Romance
Visualizações 86
Palavras 2.149
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura meus amores ❤️❤️

Capítulo 54 - 52. Tudo está perfeito


 

 

 Ponto de vista- Lara Jean

 Uma alegria inundou meu coração ao ver a fumaça rosa sair daquele bastão. É uma menina! Já conseguia imaginar Peter todo bobão com nossa pequenina em seu colo, ele será o pai mais enciumado deste mundo! Me virei para ele, para comemorar, mas então congelei. A fumaça de Peter estava azul...Azul!

 Peter me olhava com a boca entreaberta, disse algo tão baixo que nem consegui escuta-lo. Ainda meio em choque, ele andou até mim, parando na minha frente. Ficamos nos olhando em silêncio enquanto todos ao nosso redor comemoravam. Peter sorriu e me abraçou com cuidado. Agora entendia o porque da minha barriga estar daquele tamanho apenas no sexto mês de gestação. Não teríamos apenas um bebê, teríamos dois! Uma menina e um menino! Baby's Kavinsky!

 Quando nosso abraço acabou, Tony puxou Peter e os caras começaram a bagunçar ele.Aquilo me fez rir. Com cuidado, Trina me abraçou e me deu o parabens pelo presente em dobro que Deus me deu. A mãe de Peter chorava sem parar, deixando Owen preocupado. Kitty e Chris começaram a fazer piadas que me faziam chorar de rir. Margot estava tão emocianada que nada disse, apenas me abraçou. Meu pai foi quem me deu o abraço mais longo de todos, sussurrava em meu ouvido o quanto estava feliz por mim e ansioso para ver seus netinhos. Foi impossível não chorar.

 Após receber o abraço de todos, voltamos a festejar. A noite caiu e uma linda lua cheia surgiu no céu. Estávamos sentados na enorme mesa que estava no quintal da casa do meu pai, conversamos sobre assuntos aleatórios e então Jessie soltou:

 -O Luke já tem uma namoradinha!- falou enquanto olhava para seu bebê -Vai namorar uma coreana!

 Peter engasgou no mesmo segundo, Dylan precisou tirar Lily do colo dele e o ajudar. Assim que parou de tossir, Peter olhou para Jessie totalmente desacredito.

 -Que papo é esse? Lara Jean, faça alguma coisa!- abriu os braços ao falar -Ela quer arrumar um namorado pra nossa filha! Ela nem sequer nasceu, Jessie! Sua depravada! É bom deixar seu filho longe da minha pequenina!

 Minha pequenina. Olhei para Peter, que falava sem parar e gesticulava rapidamente enquanto dava motivos e mais motivos para deixar Luke longe da nossa filha. Era impossível não amá-lo mais ainda, ele já está protegendo a sua "pequenina" e eu não poderia estar mais orgulhosa. Com toda certeza ele será ciumento!

 -Está dizendo que meu filho não é bom o suficiente para namorar uma Kavinsky?- Tony provocou Peter.

 -Amor...- Peter me olhou, podia ver o desespero em seu olhar -Diz pra ele que ela nem nasceu! Me ajuda!

 Apoiei minhas mãos em minha barriga e olhei para Tony, que estava vermelho de tanto segurar o riso.

 -Tony, nossa filha nem nasceu!- falei pausadamente.

 -Mas já está destinada ao meu filho!- Jessie cutucou Peter ao falar.

 E novamente ia Peter, falava tão rápido que parecia uma rapper. Todos estavam rindo dele enquanto meu pobre marido morria de ciúmes de sua pequenina. A noite será longa... muito longa!!

 Dois meses depois...

 A sensação que eu tinha era de que estava com um elefante em minhas costas. Andava pelos corredores do mercado com a mão apoiada na minha cintura. Era impossível ver meus pés enquanto eu andava, nem sabia se Peter havia colocado o tênis direito em mim! Mas não posso reclamar, Peter vem cuidando tanto de mim que nem sequer tenho motivos para reclamar.

 Entramos no corredor de comidas saudáveis e quase vomitei ao ver o que Peter colocava no carrinho. Sabia que 90% daquilo era para ele, já que o time da Australia fechou contrato com ele e estão apenas esperando nossos bebês nascerem para que então Peter comece a jogar. Agora eu entendia a Jessie! Peter estava cada vez mais forte, seu braço parecia estar maior a cada dia, seu pescoço estava mais grosso e seus ombros mais musculosos. Era uma perdição para os olhos, mas apenas para isso, já que minha enorme barriga não me permitia ir muito além dos beijos.

 -Não precisa colocar isso aí!- apontei para a garrafa de vitamina verde. Aquela era para mim!

 -Preciso sim!- respondeu ao pegar três daquelas malditas garrafas e colocar no carrinho.

 -Me recuso a tomar essa coisa!- torci o nariz.

 Ele apenas me olhou por cima do ombro e deu um sorriso lindo. Voltamos a andar pelo corredor, Peter passou seu braço ao redor do meu ombro, comandando o carinho com apenas uma mão. Entramos no corredor das guloseimas e foi minha vez de colocar as coisas no carinho. Estava parada em frente ao salgadinhos, decidindo qual levar, quando senti o braço firme de Peter em minha cintura. Olhei para ele e soube que havia algo de errado assim que vi seu maxilar trincado.

 -O que houve?- perguntei preocupada.

 Peter olhava fixamente para o corredor a nossa frente.

 -Aquele cara estava te olhando!- falou irritado.

 Nem me dignei a ver quem era o cara.

 -Peter, não estava olhando para mim! Estou horrível e os homens fogem de mulheres grávidas!

 -Ah tá!- soltou bravo, ainda olhando para frente -Você está simplesmente mais linda do que nunca! Seus seios estão enormes, sua bunda! Você nem precisa mais usar maquiagem porque sua pele está simplesmente perfeita! Você está longe de estar horrível!

 Aquilo me deixou sem reação. Peter estava visivelmente com ciúmes. Toquei seu rosto com delicadeza, o fazendo me olhar,  fiquei na ponta dos pés e o beijei. Senti um chute e acabei rindo.

 -Alguém aí não gosta de beijos!- Peter me deu um sorriso largo -Será que eles sabem quando a gente se beija?

 -Sinceramente? Não faço ideia!

 Rimos de nossa piada interna e voltamos a fazer as nossas compras. Estávamos no último corredor, pegando itens de higiene pessoal, eu estava olhando os lenços umedecidos para recém-nascidos enquanto Peter pegava alguns sabonetes e então escutei a voz que me infernizava durante o colegial. Genevieve.

 -Peter? É você?

 Me virei e ali estava ela. Seu cabelo loiro estava na altura do peito, seu rosto lotado de maquiagem e usava um vestido florido longo com uma abertura na perna, que ela fez questão de mostrar assim que Peter se virou para ela.

 -Hã...Não.- Peter respondeu e foi até o nosso carrinho.

 -Seu engraçadinho!- Genevieve riu e tocou o ombro dele.

 -Por favor, não toque em mim!- a voz de Peter saiu grave e irritada.

 Me adiantei, jogando o lenço umedecido no carrinho e colocando minha mão com suavidade no braço de Peter. Pude vê-lo suspirar aliviado. Genevieve arregalou o olho ao ver minha barriga.

 -Meu Deus!- soltou em um gritinho.

 -Bom te ver.- falei com desdém.

 Peter passou seu braço ao redor de meu ombro e saímos dali, deixando Genevieve para trás. Passamos no caixa, que para nossa sorte foi super rápido. Peter colocou as compras no porta-malas enquanto eu o esperava dentro do carro, ele entrou e antes que ele o ligasse, falei:

 -Você está bem?

 Peter apoiou seu braço direito no volante e virou o rosto para mim.

 -Estou. Apenas não queria que ela ficasse perto deles.- acariciou minha barriga ao falar -O modo como ela olhou para sua barriga... meu primeiro instinto foi te tirar dali. Tirar vocês de perto dela! Não ligo mais pra ela ou pra presença dela, mas senti algo aqui.- tocou o seu peito -Não sei o que deu em mim. Apenas quis te proteger... sei lá.

 Acariciei seu rosto, o fazendo sorrir.

 -Apenas fez o que um pai teria feito! Proteger seus filhos... mesmo que não tenham nascido!- ri ao falar.

 Peter me deu um sorriso aberto e perfeito, que ficou em seu rosto até o caminho de casa.

Ponto de vista- Peter Kavinsky

 Três semanas depois...

 Aos poucos fui recobrando a consciência. Primeiro veio a audição, escutava passos indo e vindo, pessoas falando em um murmúrio, barulhos de máquinas por todo o lugar. Então surgiu a visão, tudo estava claro demais e demorei para reconhecer o lugar em que eu estava. Me sentei meio zonzo e senti uma mão nas minhas costas.

 -O senhor está bem?

 Era uma enfermeira. Ah não. Ah não. Ah não.

 -Eu desmaiei?- perguntei a ela.

 -Sim senhor, assim que o primeiro bebê surgiu. O senhor parecia uma pedra caindo, por sorte não bateu a cabeça!

 Me levantei em um sobressalto, estava deitado em um pequeno sofá no corredor. Olhei ao meu redor, mas não sabia onde estava.

 -A minha esposa precisa de mim!- falei com rapidez enquanto olhava em volta -Preciso ir até a maternidade! Ela deve estar assustada! Não acredito que eu desmaiei!

 -Senhor, preciso que se acalme!- dizia enquanto tentava me sentar novamente no sofá -O senhor não bateu a cabeça, mas caiu feio! É mais que normal o marido desmaiar na hora do parto...Rendeu algumas risadas para a sua esposa!

 Claro que rendeu...

 -Me leve de volta, preciso segurar a mão dela!

 Uma porta que estava na nossa frente se abriu e Dan, pai da Lara Jean, saiu acompanhado de Trina. Congelei. Eu estava no corredor dos quartos. Eles já haviam nascido. Comecei a tremer por inteiro, Dan sorriu para mim e me abraçou.

 -Ela está te esperando!- falou ao me soltar.

 Parecia um zumbi andando em direção à porta. Assim que passei, vi Lara Jean sentada na cama, uma manta rosa a cobria até a altura da cintura. Seu cabelo estava solto e levemente escovado para trás. Assim que me viu, sorriu.

 -Você me assustou!- falou ainda sorrindo.

 Foi então que notei. Os dois berços hospitalares ao lado da sua cama, um a direita e um a esquerda. De longe, só era possível ver os pacotinhos azul e rosa se mexerem. Parei na frente da sua cama. 

 -Precisam de ajuda?- a mesma enfermeira que me ajudou, apareceu na porta.

 -Eu acho que ele está em choque!- Lara Jean parecia preocupada -Ele não disse nada...

 -Me ajuda a segurar eles?- perguntei a enfermeira.

 Rapidamente, a enfermeira puxou a poltrona que havia em um canto do quarto, a colocando ao lado do pé da Lara Jean, de uma forma que ficasse de frente para ela. Ela apontou para que eu sentasse e eu o fiz. Com a maior delicadeza, ela pegou o pacotinho azul e caminhou até mim.

 -Espere estar com os dois no colo para dizer algo!- ela falou com calma.

 Apenas assenti com a cabeça. Com suavidade, ela o colocou em meu braço direito e foi até o outro berço. O olhei encantado. Seu cabelo era preto igual o meu, o nariz era levemente semelhante ao meu e a boquinha uma mistura minha com a da Lara Jean, seus olhos estavam fechados. A enfermeira ressurgiu e eu a olhei com atenção enquanto colocava minha pequenina em meus braços. Seu cabelinho também era preto, o nariz era delicado assim como o da Lara Jean e sua boca era idêntica ao do irmão, seus olhos também estavam fechados.

 Lara Jean se inclinou na cama, ficando mais perto de nós. Ela e enfermeira me olhavam com ansiedade e logo me lembrei. Precisava falar com eles.

 -Oi, adivinha quem é...

 Estava prestes a dizer "papai" quando os dois começaram a se mexer no meu colo. As pequenas mãos se abriam levemente e as boquinhas também.

 -Eles te reconheceram!- Lara Jean falou animada -Sabem que é o papai!

 -Sabem?- a ansiedade estava nítida em minha voz.

 Então a minha pequenina, minha linda filha, abriu o olho. Ela me olhou e eu a olhei. Seus olhos eram escuros, quase negros e eram puxados.

 -É coreana!- falei animado.

 -Sim, ela é!- Lara Jean riu.

 Olhei para meu filho, mas ele dormia profundamente em meus braços. Estava os olhando totalmente fascinado até que minha pequenina abriu o berreiro.

 -O que foi? O que eu fiz?- perguntei desesperado.

 A enfermeira a tirou de meus braços e quase chorei também.

 -Ela não comeu ainda!- Lara Jean explicou ao pegar ela em seu colo -Só o preguiçoso aí que comeu! Ela parecia estar te esperando!

 Me levantei com meu pequeno no colo e comecei a andar pelo quarto com ele enquanto Lara Jean amamentava nossa filha.

 -Você é preguiçoso é?- afaguei seu cabelo -Ele é minha cópia! Um mini Kavinsky, literalmente! Ele também é coreaninho?

 -Bem levemente!- Lara Jean respondeu me olhando -O olho dele se parece muito com o da Kitty.

 -Então ele sou eu de olho puxado!- falei com orgulho. -Seremos parceiros do crime!

 Isso fez Lara Jean rir.

 -Como eles se chamam?- a enfermeira perguntou.

 -Lana e Noah!- falei sorrindo. -Combina né?

 Ela concordou com a cabeça. Fiquei ali, olhando para eles totalmente encantado e apaixonado. Às vezes trocava com a Lara Jean e aquilo nos fazia rir, pois sabíamos que agora em diante seria daquele jeito. Mas não estava reclamando, estava longe de reclamar! Eles eram minha família! Tinha dois filhos lindos e uma esposa maravilhosa, tudo está perfeito!


Notas Finais


A ideia dos nomes foi de uma leitora (BlueMoon3107) e eu simplesmente AMEI!!! Eu espero muitooooo que tenham gostado!!!! Não sei quantos capítulos ainda terá antes do capitulo final, se tiver algum pedido, algo que queiram ver ou algo que deixei passar, deixem nos comentários que eu sempre presto atenção❤️ Vocês são demais😍😍


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