História Querida, Olivia - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Feminismo
Visualizações 59
Palavras 2.220
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Literatura Feminina, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hey *lê-se com a voz do Sasuke*
Se você está aqui é porque se interessou. Não é mesmo?
Oras, damas ou cavalheiros, não se acanhem. Sei que não é normal uma história sobre feminismo, mas vamos tentar. Né noum?
Mas, como toda história tem aquelas - malditas - regras aqui não será diferente:

☑ Todo o enredo e planejamento (como: tempo, espaço, personagens, etc) são de minha autoria. Consequentemente, não plagie;
☑ Sou muito atenta com comentários e eles são uma forma de me guiarem à uma escrita melhor;
☑ Logo que finalizar à história não desejo e nem quero que os leitores a prossigam. Você tem imaginação assim como eu, usem-a;
☑ À história irá retratar no século 18. Portanto, terá algumas palavras - muitas - que talvez você nunca as tenha ouvido ou lido;
☑ Sugestões por MP.

✓ Me sigam, para ficar ligada com os as notificações.

Por fim, boa leitura.

Capítulo 1 - Prôlogo


Vinte, de março, de mil novecentos e onze.

   À névoa do dia preenche os espaços entre as fazendas e os nobres cavalheiros que andavam calmamente pelas estradas. Ali, onde a pobreza e a marginalização são mais fortes, Olivia encontrava-se curiosamente interessada. A mulher dos cabelos castanhos, conhecida por duquesa esmeralda por conta de seus intermináveis chapéus e vestidos da cor, admirava a paisagem nublada e triste do horizonte, aquele que outrora estava sorridente antes da mesma sair de casa.

   Nos bairros rurais, o cheiro das fezes ocres das vacas e dos cavalos invadia sua narinas expostas ao vento. Olivia não reclamava. Quando criança, o grã-duque à levava nas fazendas para à jovem de nove anos brincar com alguns bastardos bodes e cabras. O que sua mãe reclamava todo dia. Lembra-se de querer brincar com as outras crianças, filhos ou filhas de damas muito abaixo de seu status. Seu pai não se importava, somente obrigava a caçula da família Thompson seguir as regras ditas pelo patriarca. Desde pequena Olivia se assemelhava ao grã-duque de Nova Jersey, era uma das herdeiras das terras, apenas perdendo por suas duas irmãs mais velhas: Sarah e Cora. Ambas às mulheres havia se casado quando Olivia era jovem, unindo-se em matrimonio com um barão e conde. Olivia, mesmo a contra gosto, foi prometida ao duque que tomaria pose de Nova York, senhor Elijah. Sorte à dela por ser um jovem rapaz de trinta e cinco anos. O homem era respectivamente o herdeiro da propriedade Nova Yorkina, tendo um par de irmãos gêmeos ainda jovens. Portanto, não tomaria seu lugar.

   A mais nova da família Thompsom, sentia saudade da época de quando era mais nova, no tempo que completará quinze anos de idade. Era astuta e aventureira. A grã-duquesa jamais vira sua querida Olivia em sua casa, à menina preferia galopar, acompanhar o grã-duque até as fazendas nortes, fazer esgrima com alguns petulantes cavalheiros. Olivia não era simplesmente filha de pais com um grande status, também era uma mulher faminta pelo seu desejo de ser livre. Mas o universo fora contra ela. No dia que Olivia casou-se com o duque Elijah sua felicidade se acabava aos poucos. Muitas fezes sua mãe lhe dava bronca por querer sair de casa invés de permanecer e cuidar da moradia. O habitual serviço de uma esposa graciosa. Olivia não poderia dizer não, achava que tudo na vida tinha seus deveres e direitos; como sua própria mãe um dia explicou.

   Já se passava das nove da manhã quando Olivia alcançou o bairro de elite, que reconhecera de longe. A carruagem negra estacionou no outro lado da fábrica de têxtil, muito comum naquela época. Olivia bisbilhotava às mulheres e homens que passavam, sempre empenhando-se de desvendar alguns mistérios estampados em seu rosto. Como por exemplo à mulher que passou do lado do transporte, uma mulher esbelta dos cabelos loiros, semelhantes às faíscas do sol do meio dia. Seus olhos, em cores de azul, buscavam algo ou alguém com veemência; pareciam ansiosos. Olivia descobrira que a dama buscava um homem, talvez o amor proibido.

   A porta do veículo se abriu, exibindo Edmundo. O homem de cerca de quarenta e dois anos, um velho amigo de seu pai que havia sido ordenado acompanhar Olivia pelo resto de sua vida sendo seu serviçal ou até conselheiro. Olivia havia se acostumado com a presença do senhor de idade, pedira sugestões que exclusivamente um sábio sabia.

- Duquesa - Edmundo cumprimentou Olivia, mostrando sua mão para à morena se apoiar.

   Assim o fez. Desceu graciosamente da carruagem, notando muitos à olhar com atenção. Todos à conhecia por ser à duquesa de Nova York e filha dos grãs-duques de Nova Jersey. Cumprimentou alguns nobres e damas com sorriso sigilo, tentava o máximo não se expor. Acompanhava Edmundo até o outro lado da rua, onde marcaram presença numa galeria para comprar uma pintura de sua falecida mãe. Tatiana Scott, uma das herdeiras do condado de Miami, se casara com Joseph Thompsom, filho de grãs-duquês de Nova Jersey, sendo o único para tal cargo. Tatiana havia extinto a algumas semanas atrás, deixando seu marido arrasado. Como Olivia tinha um desconforto quando o patriarca da família estava com o emocional abalado, encomendou uma pintura do melhor pintor de sua cidade. Nada melhor que uma pintura de sua dádiva mãe.

- Edmundo, diga-me. Como está o grã-duque de Nova Jersey? - Olivia indagou, colocando suas mãos juntas à frente do corpo.

- Vossa mercê sabe como grã-duque é quando seu emocional está abalado. Seu pai permanece naquele repugnante cômodo que chama de quarto - Edmundo disse, com desdém.

- Oras... - Olivia sorriu, se xingando internamente por achar graça do que Edmundo disse. E logo continuou: - Não fale de meu pai desse jeito, Edmundo - advertiu.

- Sinto muito, duquesa - Edmundo também sorriu, se divertindo com à mais nova.

   Caminhavam entre algumas pessoas que sussurravam entre si como à duquesa era bonita. Realmente, Olivia era uma jovem bonita. Seus cabelos castanhos escuros eram curtos para a normalidade. Muitas duquesas, damas e até escudeiras à repudiava pelo corte tão insolente. Quanto mais alta for a classe, maior o cabelo deve ser. Olivia nunca gostara dos cabelos longos, atrapalhava suas idas até seu celeiro para passear com seu cavalo ou quando corria apresado para algum evento que estava atrasada. A caçula da família não tinha as melhores qualificações para pontualidade. Seus olhos, castanhos como um carvalho, eram desafiadores, arrogantes até um certo ponto, aquele olhar confiante que havia roubado da parte paterna. Seus lábios eram rosados como as pétalas de uma rosa, nunca precisou passar maquiagem naqueles contornos, até porque, eram vermelhos escarlates normalmente. À duquesa de esmeralda era muito famosa pelas redondezas, que sempre tiveram uma queda por Olivia. Distante de uma duquesa como sua mãe.

- Edmundo. O que acha de após apanharmos o quadro de minha mãe passearmos pela cidade? - Olivia questionou, ansiosa.

- Como minha duquesa quiser - Edmundo comentou, sorrindo cúmplice para mais nova.

   Ambos eram amigo de longa data. Edmundo conviveu com Olivia desde que era uma menina. À garota sempre mostrava índices de ser uma mulher independente e astuta, não pensava como suas irmãs mais velhas que sonhavam em se casar com os homens mais bonitos e ricos de todo mundo. Olivia não. Olivia sonhava em concorrer no campeonato de esgrima de sua cidade natal, o que era proibido para mulheres. Achava isso desnecessário, mesmo que fosse uma dama ela também podia lutar.

   Edmundo abriu a porta da galeria, avistando alguns conhecidos nobres. Muitos a admiravam sorridentes, já algumas outras mulheres à apreciavam com desdém. Olivia era uma oponente forte para as outras mulheres de outras classes.

- Duquesa! - Olivia observou o recinto notando ser Magnus, o pintor muito conhecido.

- Magnus, meu querido - a duquesa de esmeralda o cumprimentou, dando um abraço caloroso no companheiro. Mesmo que não fosse o certo - Como está a pintura?

- O grã-duque sempre que a ver, irá ver sua grã-duquesa pessoalmente - gargalhou, fazendo Olivia sorrir satisfeita.

- Isso é majestoso de ouvir. Agora, onde está? - Olivia perguntou, desviando brevemente seu olhar para as outras pinturas.

   Magnus gargalhou mais um vez, entrelaçando sua mão no braço da duquesa, que recusou discretamente. Muitos poderiam ter outra visão daquele gesto, e por mais que Olivia fosse uma mulher livre não poderia constranger sua família por ser considerada uma mulher de vida fácil. Longe disso Olivia queria.

- Siga-me, duquesa - Magnus, constrangido, à guiou entre seus variados quadros - Aqui está.

   À duquesa observava o quadro com certa avaliação. Olivia queria que Magnus desse o seu melhor, até porque, era para seu pai que dava o presente, o homem mais rígido que conheceu. Algumas pinceladas eram lisonjeiras, simples para a tonalidade da cor dos cabelos de Tatiana. Os cabelos encaracolados de sua mãe caia sobre o busto coberto por um vestido branco com variadas pérolas. Tatiana sempre gostara do brilho e joias. À grã-duquesa encontrava-se sentada numa cadeira com as pernas juntas e caindo para o lado oposto de seu corpo. Sorria discretamente, como a verdadeira Tatiana fazia. Realmente, não podia diferenciar a pintura da realidade.

- Está magnifico, Magnus - Olivia assim elogiou, passando seus dedos por cima da pintura lembrando-se dos momentos junto à sua mãe.

   Tatiana era a personificação de grã-duquesa, era pura, gentil, honesta e graciosa; nunca tinha visto sua mãe se zangar. Apenas uma vez, quando era criança e falou bobagens para um barão. Olivia levou uma bronca de sua mãe que ficou zangada por sua filha o tratar soberba. Foi a primeira e última vez que Olivia fez o ato.

- Leve o como um presente, duquesa - Magnus disse, sorrindo amigavelmente.

- O que disse, senhor Magnus? - Olivia indagou, espantada.

- Leve o como um presente. Desejo ver grã-duque feliz novamente.

- Magnus, não posso aceitar. Tenho meu dever de paga-lo - Olivia comentou, agradecendo novamente ao homem.

- Oras, duquesa. Lhe imploro. Leve o - Magnus, por fim, convenceu sua duquesa.

   Mesmo a contra gosto, Olivia aceitou receosa, ordenando que Edmundo apanha-se a pintura, caminhando até à porta. Sendo seguida pelo pintor até à portaria, o agradeceu, se despedindo de Magnus.

   Edmundo e Olivia caminhava pelas ruas Nova Yorkinas indo até sua carruagem para por a pintura no veículo, para somente assim, andarem pela cidade.

- Duquesa, porque desejara passear pela cidade? - Edmundo se pôs ao lado de Olivia, perguntando.

   Olivia sorriu discreta ao homem, andando ao seu lado pela praça acompanhados com alguns pássaros imundos. Mas para Olivia eles tinham sortes, eram livres e felizes, não dependeria de ninguém.

- Edmundo, sinto saudade das pessoas - Olivia comentou, observando algumas crianças brincarem no parque.

- Senhorita, você está cercada de pessoas em vossa casa - Edmundo recordou. 

- Edmundo, sabes que é diferente. Sinto-me perdida com tantas obrigações e pessoas arrogantes.

   Olivia fitou o mais velho, percebendo o homem assentir num gesto efêmero. 

Edmundo sentia algumas gotas d'água cair sobre suas cabeças, sacando o guarda-chuva cobriu a cabeça de ambos que se aproximaram mais. À duquesa e o conselheiro andava calmamente pelo parque sendo o mesmo que algumas outras mulheres caminhavam com seus filhos e suas empregadas, aquelas que estavam sendo molhadas para deixar os filhos de suas madames secos.

   À duquesa de esmeralda sentia saudade de seus filhos que estavam no outro lado do país junto com seu sogro e sua sogra. Eleonor e David II passava suas férias junto com os avós paternos que relaxavam na Noruega, o país que seu marido havia nascido. A linhagem Dalrymple era Norueguesa, mas como à mãe de seu marido era à única herdeira das terras Nova Yorkinas, seu esposo, senhor David, teve que se mudar para os Estados Unidos criando seus três filho no país. Elijah tinha alguns detalhes Norueguês, como seus cabelos ruivos que havia arrecadado de seu pai.

   Edmundo e Olivia sentou-se num dos bancos cobertos pelas folhas das árvores, deixando o banco seco.

- Edmundo, o que seria aquilo? - Olivia indagou, observando uma multidão de mulheres.

    Mulheres que continha em suas mãos placas escrito algo inelegível para Olivia que estava a alguns - bons - metros distantes do grupo. Mas à duquesa conseguia escutar exclamações das moças. Entre elas, muitas mulheres que conhecera quando casou-se com Elijah, como damas, baronesas, condessas, marquesas e até duquesas. Avistou ao longe uma de suas empregadas. Mary-Jane, se Olivia recorda-se.

- Novamente esse abominação - Edmundo disse revirando seus olhos.

   Olivia estava curiosa com as feições zangadas de muitas mulheres. Assim como Edmundo, mulheres e homens desaprovava o ato das damas que esbravejava irritadas. Mas Olivia não consegui entender, por isso perguntou:

- O que aquelas mulheres fazem? - fixou em Edmundo, que negava em gesto.

- São chamadas Feministas - Edmundo revelou, observando de longe as mulheres.

- O que elas fazem, Edmundo? 

- Acham que tem os mesmo direitos dos homens. Por exemplo: desejam ter o direito de voto - o mais velho comento, sentindo repulsa dos atos das feministas.

   À duquesa estava curiosa sobre essa revolução. Nunca imaginou que às mulheres teria alguma voz para se rebelar. Concordava que às mulheres deveria ter o mesmo direito dos homens, assim como ganhar o mesmo salário dos operários masculinos; da mesma maneira como votar; tanto quanto que mulheres poderia ser líderes de uma nação. Olivia se sentia representada, um sentimento novo e nunca presenciado.

- À senhorita concorda? - Edmundo questionou, admirando sua duquesa.

- Com o quê? - Olivia indagou desnorteada.

- Com essa rebelião, duquesa? - o mais velho perguntou, curioso.

   Olivia observou à fisionomia do mais velho, à mesma fisionomia que ganhava de sua mãe quando se rebelava. A expressão de desgosto se Olivia disse-se o que não o agradaria; porque a duquesa concordava com às mulheres. À mulher, à mãe, à cidadã acreditada que todos eram humanos e deveriam ter o mesmo direito e os mesmo deveres.

- Acredito que todos lutam por aquilo que acreditam - Olivia sorriu discreta.

   Sabia que se disse-se a verdade, se fosse honesta, Edmundo poderia contar ao seu pai. Mesmo que o homem fosse amigo de infância, ainda era conselheiro do grã-duque, e por isso, Olivia deveria mentir, mesmo que quisesse contar a Edmundo no que acreditava.

- Compreendo - o conselheiro deu de ombros.


Notas Finais


Até mais.


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