História Querido Amante. (Yaoi) - Capítulo 13


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Demonios, Incesto, Misticismo, Psicológico, Sexo, Yaoi
Visualizações 16
Palavras 1.567
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Demorou, mas eu terminei!
:)

Capítulo 13 - 12 - queda



  [Até quando lutará para enganar a si mesmo? Cavalheiro...]


  Outra vez o vejo adormecer em meus braços, enquanto acaricio os fios dourados do seu cabelo. Mais uma vez me pego admirando suas feições suaves e agora, o modo sereno como dorme, como se sentisse que nada o atingirá. Ele parece se sentir seguro junto a mim, algo tão incomum. Sorrio antes de ajeita-lo em meus braços e o pegar no colo levantando em seguida. Deixo a sala e subo as escadas até o corredor não demorando a encontrar seu quarto, logo o deito sobre a cama e ajeito as cobertas para que não sinta frio. O cômodo tem toda a sua mobília sendo composta unicamente pelo branco e o dourado além de ao contrário do meu quarto, ser muito bem iluminado em provavelmente todas as horas do dia.

  Penso em me retirar ao me afastar indo em direção a porta, mas na verdade não tenho qualquer motivo para isso. Pois são apenas nestes momentos em que estou em meu pleno silêncio, quando seus belos olhos esverdeados não podem ver, que me permito ser mais quem sou. Então por quê o faria? Meus pensamentos então tornam-se momentaneamente claros enquanto caminho de volta para perto da cama e me sento ao seu lado. Passo então a observar-lo com atenção, quantas serão as coisas que gosto em sua aparência? Como deveria tratar ou até mesmo entender essa admiração? Sim, porquê muito me admira suas características. Há tanto que me fascina em alguém tão jovem e digamos, pequeno, que se torna difícil a minha compreensão. Tombo minha cabeça para o lado antes de esboçar em meus lábios um sorriso fechado, o qual pretendo que essa adorável 'criança' jamais venha a ver em sua vida. Isso porquê este carrega consigo significados não tão agradáveis.

  Substituo a expressão anterior imediatamente por uma mais gentil a vê-lo mover-se em meio ao lençóis mudando de posição e soltar um leve suspiro, "tão adorável não?" Levo uma de minhas mãos a sua face e retiro os fios loiros que estavam sobre seu rosto os ajeitando atrás da orelha, em seguida me inclino em sua direção reduzindo lentamente a distancia entre nós até unir meus lábios aos seus em um selar casto, mas que me permiti sentir novamente aquela mesma maciez e doçura. Como se neste instante estivéssemos conectados, através desse contato, posso senti-lo mais junto a mim. Permaneço assim por alguns segundos antes de quebrar o contato e sentir meu espírito reclamar um pouco isso. Ainda o olho por mais alguns minutos após isso, mas sei que já deu minha hora de me retirar dali de uma vez. 

  Saiu do quarto do garoto com cada célula do meu corpo pedindo para que voltasse imediatamente o que é muito irritante e exaustivo lutar contra. Se existe uma coisa complicada no mundo é controlar esse tipo de impulso, sonegar meus anseios e desejos é algo que nunca antes tive de fazer. Até mesmo porquê eles quase nem existiam antes desse garoto os despertar. Sigo direto para o meu quarto e entro no mesmo, fico uns segundos sem saber o quê fazer com a visão dispersa vagando por cada canto, nem sei o que vim buscar aqui, mas assim que vejo o notebook esquecido sobre o criado mudo tenho uma ideia. Eu preciso mesmo finalizar meu livro, e penso que isso pode ser útil para me distrair um pouco. Não importa muito, eu só preciso de algo para fazer. 

  Pego o aparelho e me sento sobre a cama o colocando sobre o me colo. O mesmo parece demorar uma eternidade para ligar, mas sei que é só o meu humor que ficou ruim de um momento para o outro então minha paciência está menor que um grão de ervilha. Quando acho o livro releio alguns trechos já escrito do mesmo procurando onde exatamente parei, depois de me encontrar começo a pensar um pouco sobre o rumo da história antes de começar a teclar as teclas sem parar. Por várias vezes minha mente volta ao garoto no outro quarto e eu volto a reprimir os pensamentos enquanto busco manter meu foco, unicamente, no livro. Se antes nem era para ter um romance, mas essa ideia surgiu mais para o final.

  Vivo a vida do protagonista por um tempo, o modo como seu cotidiano se destroi e o mesmo perde seus dois melhores amigos para uma disputa pelo coração de uma mesma moça, a qual ele também amava, mas não descontroladamente como os outros. Mentiras após mentiras são ditas afim de afastar o concorrente do prêmio final criando diversos problemas e resultando unicamente no afastamento dos garotos levando a amizade nutrida por anos ao pó. Uma grande bola de neve prestes a transformar-se em uma avalanche e levar tudo logo de uma vez. 

  Me perco no texto por horas, não é como se quisesse ser solto dessa prisão de letras no fim. Faço uma pequena pausa apenas quando meus dedos começam a tremer e a vista embaçar em sinal da quantidade de tempo que estive ali, respiro fundo e fecho os olhos por um momento. Apesar de saber que o melhor agora seria parar não quero faze-lo, por isso volto a abrir meus olhos e escrever sem parar, palavras após palavras. Mau notei quando a porta do meu quarto foi aberta e uma figura não muito grande entrou e se encostou na parede, na verdade notei sim, mas não quis dar atenção. Pensei que o mesmo sairia após algum tempo, o quê não aconteceu. Já era tarde bem avançada e o cômodo se fazia cada vez mas tomado pela penumbra na noite que se aproximava quando Gael saiu de onde estava e veio caminhando até mim, sentou-se bem ao meu lado e encostou sua cabeça no meu braço antes de levar uma mão até a tela do meu notebook e em um gesto rápido abaixar a mesma parando pouco antes dos meus dedos e as teclas. 

  - o quê pensa que está fazendo? - questionei sério ainda encarando o lugar onde antes se encontrava a tela do notebook. Estava numa parte importante a ser escrita e é difícil manter o foco para que alguém venha e me interrompa bem no meio de parágrafo. 

  - já está bem tarde, não acha que já deu atenção mais que suficiente ao seu trabalho? - me encarou um pouco irritado. 

  - mas estou em uma parte importante. - argumentei já pensando no que poderia dizer para evitar qualquer problema com aquele garoto. Eu não precisava voltar a me perder em cada pequeno traço contido nas suas expressões.

  - Desculpas! Está tentando me evitar de novo? - fez um pequeno bico que achei fofo. Coisa anormal já que não costumo achar nada fofo. 

  Sim, eu posso vê-lo mesmo que não o esteja olhando diretamente. "Tipo.." pensei em resposta a sua pergunta. 

  - só estou trabalhando. 

  - e eu só quero sua atenção! Você não gosta de mim? - suspirei finalmente o encarando. Só faltava ele gritar e chorar de novo, e eu realmente não sei porquê me importo tanto com isso. O quê há de errado comigo? 

  - claro que gosto de você, esqueceu que é meu sobrinho? - acho que pensei em uma boa resposta. 

  Ele me encara silencioso por algum tempo, tenho a sensação de que não gostou de algo na minha resposta e que posso, muito bem imaginar o quê, mas não menti em nada. Além de que disse de propósito a parte que deixa a entender que só gosto dele por ser meu sobrinho, ele precisa ver com clareza o quê tem feito. De qualquer forma somos parentes e a forma como esse garoto tem se comportado... me passa a deia de que minha irmã tem o criado muito mau, e prefiro não pensar isso. 

  - sério? - pergunta sério tombando a cabeça para o lado ao mesmo tempo que parece me analisar. 

  - sim. Mas achei que já soubesse disso. - me faço de desentendido. - agora que te dei atenção, posso voltar para o meu livro? - já vou levantando a tela do notebook quando ele o puxa do meu colo e o devolve para o criado mudo. O encaro. 

  - Não é esse o tipo de atenção que quero, nem tão pouco. - continua sério. 

  - e o quê mais poderia ser? - pergunto com certo descaso. Ele solta um risinho que me chama a atenção, mas fico em silêncio sobre isso. Só até o que ele faz em seguida. - o quê está fazendo? - indago ao vê-lo subir no meu colo e passar os braços pelo meu pescoço e afundar seus dedos em meio nas fios do meu cabelo.

  - achei que estivesse vendo. Não deixei bem claro? - ele é irônico antes de pressionar seus lábios contra os meus. 

  A surpresa não me deixa sem reação, e sim a falta de preparo me leva a retribuir o beijo automaticamente invadindo sua boca enquanto passo meus braços ao redor de sua cintura o segurando com força. Seus movimentos ainda são contidos me reafirmando sua falta de experiência, o que serve apenas de estímulo para o meu segundo desejo que insisti em querer dominar me neste momento. Uma vez que você comece, será impossível parar até o fim. Qual será o sabor de simplesmente quebrar-lo?....


  (Ele ainda não perdeu, apenas está no chão. O quê será do outro?...)


Notas Finais


Juro que já comecei o próximo, só que não sei quando término ^-^


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