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História Querido confidente - Capítulo 7


Escrita por: pequena_poetisa

Capítulo 7 - Carta e penna na mão!


Fanfic / Fanfiction Querido confidente - Capítulo 7 - Carta e penna na mão!

Um ano depois... 
O sol acordara mais uma vez e isso era sinônimo de despertar e explorar mais uma cidade. Eu era outra pessoa! Me sentia valente e corajosa como nunca. O nosso bando era tão espontâneo e livre, poderíamos viver e ser felizes qualquer que fosse a circunstância. Todo o canto do mundo era um pedacinho do nosso lar.
As memórias e saudades me visitavam frequentemente, mas a cada momento que passava elas iam se apagando no fundo do meu coração, o problema é que nunca se apagavam por completo e quando eu menos esperava, elas invadiam a minha vida, sem pedir licença. 
Quando estávamos em uma pequena cidade, ao lado de Genoa, vi uma criança escrevendo uma carta, sentada em um banco de uma praça. Aquilo me inspirou! 
Pedira um instante aos meus colegas ciganos e eles respeitaram. Mandei para o castelo, com o dinheiro que ganhara com as mercadorias, uma carta a minha avó, já que se passara um ano desde a minha fuga. Com medo que alguém, sem ser a vó Bibiana, lesse minha carta e descobrisse onde era o meu mais novo lar, mandei uma carta levemente codificada: 
Querida Bibiana,
obrigada pelo carinho de sempre. Estou muito bem e espero que a senhora esteja também! Sinto muita falta dos velhos tempos e de quando a senhora penteava meus cabelos...
 Livre-se de seus segredos, eles só fazem mal às pessoas.
Estou com saudades da senhora, minha velha amiga.
Arrivederci. 

 

Rezei com todas as minha forças para que essa carta fosse entregue a minha vó e que não caísse em mãos erradas, também rezei para que ela entendesse meu texto. 
Ficamos naquela pequena cidade por  um mês, juntamos nosso dinheiro e conseguimos nos hospedar em uma simples e pequena pensão, que cobrava bem menos de um quarto do que ganhávamos com as mercadorias, com isso conseguimos clientes naquela região e ficamos conhecidos por todos. Eu estava amando aquilo, pois eu receberia a resposta da minha vó a qualquer momento. Mas não foi o que eu pensava. 
Eu tinha receio de partir e mostrava a todos como estávamos bem lá, mas eu estava percebendo a impaciência de um povo nômade em permanecer em um único lugar. 
No vigésimo dia, quando voltava do correio (para checar mais uma vez se havia alguma carta para mim e tive mais um "não" como resposta) encontrei todos do bando reunidos e me avisaram que estávamos partindo. Comecei a chorar compulsivamente. Nesse período, quem liderava era Nice, uma mulher linda, carismática e feminista, ela veio até mim e perguntou o que estava acontecendo, expliquei tudo o que havia feito, eles já sabiam da história no castelo, mas não sabiam da carta enviada e da minha ansiedade. Compreenderam e me deram um prazo de dez dias, se eu não recebesse nada, iríamos embora. 
Chorava todo o dia, quando saía do correio, sem uma carta de resposta na mão. No quinto dia desde o prazo estipulado enviei um telegrama e nele havia a frase:

Querida amiga, a senhora sabe quem é! Estou desesperada de preocupação pela ausência de respostas.Estou com medo que isso caia em mãos erradas.  


Os dias e as horas se passavam e o aperto no meu coração só aumentava, eu entendia completamente a ansiedade do meu bando, afinal foi o anseio por mudanças que eles transmitiam que me fez permanecer no grupo e me encantar cada vez mais por eles. 
No décimo dia acordei disposta a não passar no correio, afinal eu não recebera nada em um mês, por que receberia agora? No final do dia estávamos todos prontos para partir. Me perguntaram se eu havia passado no correio aquele dia e eu, pela primeira vez, menti dizendo que sim. Eles lamentaram e se desculparam, mas eu os compreendia eu não queria deixá-los. Partimos na noite escura, cavalgando livremente, sem saber que exatamente no décimo dia, uma carta de minha avó chegara no correio da pequena cidade. 

Dois meses depois, chegamos à Cuneo, estávamos cada vez mais perto da França. Na recente cidade descoberta me ofereceram bastante dinheiro para levar uma carga e para a minha surpresa, precisava levar a mercadoria para a mesma cidadezinha perto de Genoa, onde havia deixado minha esperança de receber uma carta da minha avó. Avisei ao pessoal do grupo que demoraria para voltar e parti com o coração apertado, junto com duas integrantes do bando, nunca ninguém viajaria para longe sozinho, parceirismo  era a nossa religião! Chegamos lá após dois meses e levaríamos o mesmo tempo para voltar a Cuneo e encontrar o resto da turma. As duas integrantes levaram a mercadoria para mim, quase no centro da pequena cidade e eu (por curiosidade e sem nenhuma esperança) fui até o correio. Meu coração deu um pulo de alegria quando me informaram que havia uma carta e um telegrama para mim. Na carta havia o seguinte texto:

Querida amiga, 
meus olhos se encheram de lágrimas ao ler sua carta. Quanto tempo! Obrigada por acabar com a minha preocupação.
Sinto a sua falta e queria que estivesse aqui, mas sei que está mais feliz com a distância, meu coração está se sufocando de tanta alegria com o seu contato.
Tentarei resolver meus problemas e banir os segredos de minha vida.
Eu te amo, minha grande e fiel amiga.
Com carinho,
aquela que estará sempre aqui para te ajudar. Arrivederci. 

Enxuguei minhas lágrimas e peguei o telegrama, ao abrir e ler, o deixei cair no chão com tal espanto e estado de choque. Nele estava escrito:

O seu medo se concretizou, esse telegrama caiu em mãos erradas. Está pronta para ver a sua vida virar um inferno? 
 


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Ao escrever senti uma grande tristeza pela distância da Victa e sua avó. Fiquei com uma grande saudade de uma personagem inventada por mim! Quero que elas se reencontrem logo,mas será que vai ser possível depois de ler a ameaça no telegrama? Alguém corre sério risco de vida.


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