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História Querido diário - Capítulo 1


Escrita por: moshimoshi-sama

Notas do Autor


Oiê... (≧▽≦)
𑁍Boa leitura𑁍

Capítulo 1 - Gênio incompreendido


12 de fevereiro

Querido diário. 

 Queria que você pegasse fogo, não que não esteja amando a ideia (diga-se de passagem humildade) de ter que escrever em um caderno como uma garotinha apaixonada todos os meus sentimentos, então aqui vai: 

QUERO QUE VOCÊ E A PORCARIA DO MEU IRMÃO DESAPAREÇAM! 

obrigado! E acho que tem uma lata de álcool em algum lugar.


   14 de fevereiro 

 Querido diário. 

 Aparentemente minha conduta foi "inadequada" e a propósito me desculpe por tentar queimar você aparentemente é "ilegal" pelo menos no quintal de casa perto de lençóis e em período e seca, vai entender essa gente, hoje em dia um homem de quinze anos não se pode mais fazer uma simples fogueira no quintal sem causar histeria, sinceramente os tempos de hoje estão perdidos, segundo a mulher doída que chamo de mãe estou com "problemas comportamentais" e "dificuldade de expressar meus sentimentos" na minha humilde porém inteligentíssima opinião nossa família é estranha e eu sou apenas uma vítima do desequilíbrio dessa casa mas aparentemente ninguém liga para o que eu penso e eu penso que não merecia três sintadas só por botar fogo em três lençóis acidentalmente! Enfim até mais. 

PS:Até achar outra lata de álcool pelo menos.   

Quando o menino que se dizia já um adulto escrevia isso ele não tinha noção do que aquele caderno de couro falso iria passar a rea vida não teria graça isso porque todas as épocas da nossa vida nos marcam de jeitos diferentes e com sentimentos diferentes e não podemos julgar quais sentimentos serão os mais importantes se você perguntasse para ele não época:"Se você pudesse deixar de sentir algo o que seria? Você evitaria algum sentimento?" Ele iria responder:"Acho que sentimentos são superestimados eu nunca me deixaria levar por eles" Mas acho que ele não estaria falando isso para a pessoa que lhe fez a pergunta, acho que não era a ela que ele estava tentando convencer. 

16 de fevereiro. 

Sendo claramente a pessoa mais inteligente desta casa eu certamente já ouvi todo tipo de ofensa referente a minha invejável sinceridade, porém eu admito... Talvez e apenas talvez tenha passado dos limites, mas eu não queria falar aquilo. Olha não veja por outros olhos mas Herodiet é importante, ele é parte da família, uma parte irritante que as vezes me faz ter vontade de socar aquele rosto dentro dos padrões de beleza! Mas é parte da família. E agora estou vendo que estou falando com a p̶o̶r̶, com um diário. Mas você não pode me julgar! Só te compramos porquê é de couro falso e tava na promoção! 

Agora vou contextualizar o que nosso idiota fez, avia dois assuntos favoritos na casa em sua visão, o fato dele quase ter incendiado a casa e o que teria de fato acontecido se Herodiet não estivesse em casa naquela hora o belo idiota que acompanhamos escolheu um horário que não havia ninguém em casa para tentar incendiar a vizinhança então quando o fogo saiu do controle e começou a queimar tudo menos seu diário sua única reação foi entrar em desespero ainda mais quando os lençóis começaram a pegar fogo então reagiu como seu desespero conseguiu ele congelou ficou imóvel e depois de alguns segundos tentando raciocinar que pareceram horas consegui gritar muito alto, Herodiet acabava de chegar na casa da família ele estragou a ausência do casula na casa pois este costumava estar em casa a esse horário principalmente nesses dias que estava de castigo por tentar vender a guitarra do irmão que segundo ele estava fazendo um favor pra família evitando que este deixasse todo mundo surdo, então enquanto o procurava pela casa ouviu um grito auto no quintal dos fundos e foi correndo assustado com o que poderia ser chegando lá ele reagiu rápido puxando o casula para longe de fogo pois logo percebeu que ele estava assustado demais para se mecher e logo em seguida foi até a mangueira e gritando auto, auto o suficiente para os vizinhos ouvirem "ALGUÉM PELO AMOR DE DEUS LIGA PRA POLÍCIA, BOMBEIRO QUALQUER MERDA DESSAS!" Deu certo cerca de vinte minutos depois mesmo com o fogo já contido com a ajuda de alguns vizinhos a polícia chegou ajudou a controlar a situação e claro deu um esporro bem dado no casula. 

O que nos leva ao segundo assunto como Herodiet avia sido o herói, o salvador da pátria e várias outras coisas irônicas que nosso idiota o chamou ironicamente, mas o que nosso idiota não admitiria era que enquanto Herodiet tentava não entrar em pânico e controlar a situação enquanto os vizinhos tentavam ajudar a controlar o fogo enquanto Herodiet olhava e perguntava se estava tudo bem com ele e em certo momento chegou a passar as mãos em seu rosto seu coração falhou, ele como já havia feito antes se perdeu nos olhos castanhos escuros do mais velho seu corpo o traiu pois só conseguia ver este em sua frente não que fosse a primeira vez que se via perdida no fundo daqueles olhos a sensação humilhante de não saber porque seu coração estava batendo rápido porque estava sentindo aquilo e porque aquilo era tão forte ele sequer sabia o que era aquilo mas como disse ele não admitiria aquilo então assim que seu corpo deixou de trai-lo ele se afastou e apenas assentiu, seu rosto estava quente e ele sinceramente não queria saber porque.  

Mas voltando a história não me entendam mal nosso querido casula geralmente adorava ser o centro das atenções,  porém ele raramente era o centro das atenções por um motivo bom normalmente era quando ele aprontava alguma, um exemplo de quando ele não gostou muito de levar o título de "assunto da casa" é quando a casa ficou falando por um mês de quando ele conseguiu fazer uma falsificação perfeita da letra da mãe e enviou a escola por meio de um amigo, esse que ainda não seria válido mencionar, ele falou na escola por uma semana, foi descoberto porque a diretora ficou muito preocupada com o estado do aluno cujo a mãe afirmava estar estranhamente doente e nenhum médico sabia afirmar o que era, então ela como uma mulher doce, gentil e fofoqueira reuniu algumas irmãs de congregação da igreja e foi até a casa do menino, levar tortas para a mãe dele e oferecer conforto na difícil situação atual dando uma boa resumida na história ele ficou de castigo, quase de recuperação e sem conseguir sentar direito se você perguntasse pra ele com certeza lhe diria que nunca apanhou tanto da mãe, foi um mês sendo o centros das atenções horrível não pela sua mãe ela ficou tão brava que nem falava com o pobre menino direito mas sim por seu irmão e Herodiet que riram dele por muito tempo, e eu quero dizer, por muito tempo mesmo. 

Herodiet estava gostando de ser o "assunto da casa" a mãe dos garotos estava falando para Deus e o mundo o ocorrido e nosso enciumado protagonista não gostou muito além do mais seu irmão o qual creio já estar na hora de dizer lhes seu nome pois bem este era Elysian  muita gente não sabe que é um nome grego  um detalhe descoberto pelo nosso protagonista que se perguntou: "Da onde vem um nome tão feio?" Isso aos cinco anos e não contente com a resposta:"Não é feio! Era o nome do pai do seu pai!"

Ele resolveu perguntar para sua professora qual a origem do nome a professora surpresa pela pergunta de um menino de cinco anos não soube responder, e assim o casula ficou entre as conclusões de que sua professora ficava impressionada muito facilmente ou convivia com crianças burras diariamente ele escolheu a segunda opção pois logo depois ele correu para brigar com um menino da sua idade que estava comendo macinha, então ele como uma criança muito inteligente saiu do primeiro bloco e foi ao segundo onde seu irmão estudava na "biblioteca de gente grande" ele perguntou a primeira pessoa que viu "Aonde fica a sessão de dicionários de nomes" ele era uma criança inteligente mas ainda sim uma criança, o que você esperava que ele iria perguntar? Vendo a cena a bibliotecária se aproximou e se agachou para ficar na altura da criança Miranda era o seu nome ouvindo a estranha pergunta da criança que claramente era jovem demais para estar naquele bloco perguntou: "Posso ajudar rapazinho?" A resposta da criança a surpreendeu "Pode. Aonde fica a a sessão dos dicionários de nomes? Meu irmão tem um nome horrível, resolvi procurar de onde ele vem. Se ele for adotado talvez dê para devolver." Ela segurou o riso a criança estava seria e falava com a convicção que nem alguns adultos tem, então com um sorriso doce respondeu:"Por que você iria querer devolver o seu irmão? Tenho certeza que ele ficaria triste se ouvisse isso... Aliás, qual o nome dele?" As respostas da criança não deixavam de surpreender, "Você faz muitas perguntas. Ele ama mais o amigo estranho dele! Se eu sumisse ele daria minha cama pra ele! Eu tenho certeza! O nome dele é Elysian." Ela queria muito rir do rapazinho com o rosto indignado nas primeiras frases mas ainda sim, centrado o suficiente para não esquecer todas as perguntas feitas, mas por sorte ela tinha uma resolução para a questão do pequeno "Por que não pesquisamos? Hum... Espera eu não sei escrever um nome tão diferente como o do seu irmão por quê você não me fala a sala dele? A propósito de qual sala você vem mocinho?" Seu tom era doce o pequeno protagonista gostou dela, mas também percebeu as intenções, "Assim que descobrir você pode me levar pro meu bloco eu sei o número da minha sala, aliás, sei escrever o número do meu irmão. Onde está o computador" falou já seguindo em direção as mesas com computadores que hoje seriam ultrapassados mas serviram para o trabalho foi assim que ele descobriu que Elysian era um nome grego. Contou para todo mundo que seu irmão vinha de uma família grega que aceitou vender ele por 20 centavos porque era um bebê extremamente feio para quem está curioso (imagino que ninguém aliás) ele cumpriu a promessa foi para sua sala e evitou o colapso nervoso da professora que achou que tinha perdido a criança e já estava ligando para os guardas do colégio.

 Mas isso só representa uma relação saudável entre irmãos, quem tem irmão vai entender e acredite Elysian não estava nem aí para todos os chingamento  que seu irmão estava falando seu novo passa tempo preferido era irritar o mais novo ou com o fato dele agora ter um diário (forçadamente mas isso era apenas um detalhe ao mais velho) ou seja com a tentativa falha e desastrosa de tentar queimar o caderno segundo o casula era assim que ele se vingava passivamente por tentar vender sua guitarra

 "Tão infantil... Como se não estivesse fazendo um favor em previnir que ele não pegue paixão pela coisa, ele vai morrer de fome de depender da sua música pra sobreviver!" Ele pensava, não que estivesse errado, Elysian tocava muito mal e sua mãe até avia em segredo comprado tampões de ouvidos descretos para todos da casa porém nosso nada discreto protagonista não sabia a arte da sutileza e decidiu que jogar os pequenos tampões (como os que se davam em aviões, eles mal se vêm se você não prestar atenção... Acho que ninguém fica reparando dentro das orelhas dos outros) e vender a guitarra do irmão. Então essa era a pequena vingança do mais velho, não deixar o casula em paz, e acredite isso foi bem pior ao menor do que vender o toca discos novo do garoto (nem se pergunte como ele conseguiu, ele tenta não se lembrar pelo menos, afinal roubar um toca discos uma pequena maleta de vinil foi mais difícil do que ele tinha imaginado, ele gostava de coisas vintage,  talvez comentaremos isso mais tarde) e isso resultou em um jantar um pouco tenso. 

A mesa composta por cinco cadeiras, sendo usadas apenas quatro se fazia agitada como sempre mas o motivo era um pouco diferente mas vamos voltar antes das agitações não corriqueiras, como dito antes o "assunto da casa" ainda era o recente ato de heroísmo de Herodiet e como consequência a burrice feita pelo nosso protagonista que se encontrava com caras de poucos amigos ouvindo sua mãe falar: 

--- Somos tão sortudos por termos você querido... --- seu olhar ia em direção a Herodiet --- Você salvou meu filhinho do que poderia ser uma tragédia... Graças a Deus você agiu rápido -- com isso virou se bruscamente ao mais novo --- Que bom que alguém nessa casa tem cérebro! 

Elysian franziu a testa e lançou um olhar em direção a mãe como quem diz "Oi, então eu estou aqui, sabia!? E eu não tentei botar fogo na casa! Olha que legal!", Vendo isso sua mãe que falava gesticulando acrescentou: 

--- Você me entendeu! E não é como se você também não vivesse tentando me matar do coração! --- o irmão mais novo deu um riso de lado com a fala discreto mas que não passou despercebido pela mãe --- Está achando engraçado? Saiba, que você sabe ser bem pior que o seu irmão, ele não tentou botar fogo na casa! Seria muito engraçado ir morar na rua pra você? --- tinha ironia na sua voz mas ela não estava gritando ou parecia nervosa ela estava irritada mas acredite com um filho como nosso protagonista você pode a considerar uma das mulheres mais calmas do mundo 

Elysian ouvindo a fala em um ato muito maduro mostrou a língua ao irmão e mecheu os lábios sem soltar som formando um belo "Toma pirralho" 

--- Como se tentar deixar a casa toda surda fosse muito melhor! --- retrucou rápido após a atividade madura do irmão 

--- Relaxa aí maninho... Não quero ferir seus sentimentos...  Me dói o coração só de imaginar você chorando escrevendo todos os seus sentimentos em seu lindo diário ouvindo sua música favorita grils Just wanna haver fun --- disse em um tom claro de deboche e assim sua mãe começou a repreender os dois que engataram em uma discussão

Herodiet que diante das discussões diversas na mesa comia normalmente se segurando para não rir diante da situação, afinal não dava para levar nenhuma daquelas discussões bobas a sério, o propósito principal de Elysian era irritar o irmão e o propósito principal do irmão mais novo era se provar certo independente do teor da discussão e a mãe sequer tinha noção de seu propósito afinal nenhum dos três lembravam de jantares que não fossem assim, agitados a discussões fúteis e terminando em diálogos sem sentido sobre temas que ninguém sabia como aviam chegado. Mas como já disse esse jantar não foi convencional 

--- Será possível que vocês não podem ter um jantar sem perigo de "acidentes" com facas!? Pelo amor! Se o Herodiet já não fosse da família estaria assustado --- assim direcionou o olhar ao menino que comia calmante sua comida esse que levantou o olhar e o levou a mãe dos garotos e assim sorriu com os lábios fechados pois ele estava de boca cheia, Herodiet tinha um sorriso muito marcante segundo nosso protagonista (mesmo que ele nunca fosse admitir isso em voz alta) 

Nosso menino revirou os olhos descretamente (pois não queria apanhar) diante da fala da mãe e com toda sensibilidade do mundo disse: 

--- Você deveria que contar que ele é tão perfeito prós pais dele! Vai que o pai dele volta e a mãe dele resolve pelo menos se drogar em casa! --- ele disse rápido e não pensou pra dizer a mesa se fez em silêncio parecia que a fala tinha paralisado o tempo e o mais novo sentiu o peso de suas palavras seu coração errou uma batida sua mente se fez nublada ele podia ter dito qualquer coisa qualquer coisa mesmo como forma de descarregar sua raiva e no momento que suas próprias palavras o atingiram toda a discussão perdeu o sentido sentiu um gosto amargo do arrependimento na boca 

Todos ficaram paralisados de certa forma, sua mãe abriu a boca para falar algo, porém foi interrompida por uma voz com tristeza mas firme 

--- Tudo bem! Calma, tudo bem... É... Tenho certeza que ele não queria falar isso... Em voz alta... --- sussurrou a última parte 

Agora foi a vez do casula abrir a boca para formular algo 

--- Não! Tudo bem... Você tá certo... Eu sei que sou um intruso na sua família e tudo mais foi só choque de ouvir em voz alta... 

Elysian levantou e ia falar algo para o irmão mas novamente mas Herodiet não queria discui por sua causa então o cortou não o deixando falar nada que causasse mais desentendimento 

--- Obrigado, pela janta tia... Eu vou... Pro quarto... Desculpa! O quarto do Elysian --- consertou pois falou rápido ele arrumou a frase como se tivesse dito o pior dos pecados 

Assim Herodiet foi a passos largos e apressados para o quarto de Elysian sem olhar para trás e com a cabeça baixa, os dois restantes na mesa encaravam o casula que estava com os olhos arregalados com a reação que tivera o outro garoto e com a culpa caindo em suas costas como se fossem toneladas de ferro, acordou dos devaneios com o barulho que seu irmão fez ao bater na mesa com força e encarar o menor com raiva na verdade não raiva decepção no olhar esse encarou o irmão como quem dizia "Sei que sou um merda!"  

--- Qual é o seu problema!? Será que pra você pensar é uma coisa tão difícil!? Você tem algum tipo de noção!? 

Seu tom era firme mas não alto era um volume razoável para que Herodiet não ouvisse pois esse com certeza teria ouvido o mais velho bater na mesa e esse tinha medo do amigo tentar ir para casa no meio da noite

 --- Como você se sentiria se tivesse ouvido isso!? Já se colocou na situação dele!? Ele te ensinou a andar de bicicleta muleque! Nunca reclamou de ouvir você discursar sobre livros de ciência mesmo quando eu e a mamãe já estávamos cansados! Ele segurou a sua mão no velório do papai porque você não parava de chorar pedindo pra ele acordar! 

Ele sentiu na alma o último argumento do irmão engoliu em seco e sentiu seus olhos arderem e as bochechas esquentarem 

--- Nós sabíamos que você iria se tornar um garoto difícil, mas não que iria se tornar uma garoto insensível e egoísta que não mede quem machuca. Nosso pai estaria decepcionado. --- ele disse calmo e com uma voz amarga 

Voltando para o agora, o casula estava deitado na cama olhando para o teto e sentindo os olhos queimarem, ele queria chorar mas não ia se permitir nisso cansado e se sentindo um lixo resolveu pedir conselhos de seu amigo que agora vale a pena mencionar, Noor, se estiver se perguntando é um nome e não um apelido, a origem é árabe. 

𝙿𝚊𝚛𝚊: 𝙽𝚘𝚘𝚛 

𝙲𝚊𝚛𝚊, 𝚏𝚒𝚣 𝚖𝚎𝚛𝚍𝚊.

𝚅𝚎𝚖 𝚙𝚛𝚊 𝚌𝚊, 𝚟𝚘𝚞 𝚍𝚎𝚒𝚡𝚊𝚛 𝚊 𝚓𝚊𝚗𝚎𝚕𝚊 𝚊𝚋𝚎𝚛𝚝𝚊, 𝚎 𝚗𝚎𝚖 𝚟𝚎𝚖 𝚌𝚘𝚖 𝚎𝚜𝚜𝚊𝚜 𝚏𝚛𝚎𝚜𝚌𝚞𝚛𝚊𝚜 𝚍𝚎 𝚗𝚊 𝚞𝚕𝚝𝚒𝚖𝚊 𝚟𝚎𝚣 𝚎𝚞 𝚌𝚊𝚒! 𝚀𝚞𝚎 𝚗𝚞𝚖 𝚝𝚎𝚗𝚑𝚘 𝚝𝚎𝚖𝚙𝚘. 

𝙽𝚎𝚖 𝚚𝚞𝚎𝚛𝚘 𝚜𝚊𝚋𝚎𝚛 𝚚𝚞𝚎 𝚖𝚎𝚛𝚍𝚊 𝚝𝚞 𝚜𝚎 𝚖𝚎𝚝𝚎𝚞 𝚊𝚐𝚛, 𝚜𝚎𝚖𝚙𝚛𝚎 𝚜𝚘𝚋𝚛𝚊 𝚙𝚛𝚊 𝚖𝚒𝚖. 

𝙸𝚗𝚌𝚛𝚒𝚟𝚎𝚕 𝚒𝚜𝚜𝚘 𝚑𝚎𝚒𝚗.

𝙿𝚊𝚛𝚊: 𝙽𝚘𝚘𝚛 

𝙿𝚊𝚛𝚊 𝚍𝚎 𝚍𝚛𝚊𝚖𝚊 𝚖𝚞𝚕𝚎𝚚𝚞𝚎 𝚎 𝚟𝚎𝚖 𝚕𝚘𝚐𝚘 𝚜𝚎𝚞 𝚏𝚛𝚘𝚌𝚑𝚘.

𝚅𝚊𝚒 𝚜𝚎 𝚏𝚎𝚛𝚛𝚊𝚛, 𝚎𝚞 𝚎𝚜𝚝𝚘𝚞 𝚒𝚗𝚍𝚘 𝚍𝚎 𝚚𝚞𝚊𝚕𝚚𝚞𝚎𝚛 𝚓𝚎𝚒𝚝𝚘 𝚜𝚎 𝚟𝚌 𝚊𝚍𝚖𝚒𝚝𝚒𝚞 𝚚𝚞𝚎 𝚏𝚎𝚣 𝚋𝚘𝚜𝚝𝚊 𝚘 𝚗𝚎𝚐𝚘𝚌𝚒𝚘 𝚝𝚊 𝚋𝚛𝚊𝚋𝚘.

𝙿𝚊𝚛𝚊: 𝙽𝚘𝚘𝚛 

𝙾𝚋𝚛𝚒𝚐𝚊𝚍𝚘, 𝚎 𝚟𝚊𝚒 𝚜𝚎 𝚏𝚊𝚛𝚛𝚊𝚛. 

𝙳𝚎 𝚗𝚊𝚍𝚊, 𝚒𝚐𝚞𝚊𝚕𝚖𝚎𝚗𝚝𝚎.

𝙿𝚊𝚛𝚊: 𝙽𝚘𝚘𝚛 

𝚅𝚎𝚖 𝚕𝚘𝚐𝚘 𝚖𝚞𝚕𝚎𝚚𝚞𝚎 𝚎 𝚙𝚊𝚛𝚊 𝚍𝚎 𝚎𝚗𝚛𝚘𝚕𝚊𝚛! 𝙰𝚙𝚘𝚜𝚝𝚘 𝚚𝚞𝚎 𝚊𝚒𝚗𝚍𝚊 𝚗𝚎𝚖 𝚜𝚊𝚒𝚞 𝚍𝚊 𝚌𝚊𝚖𝚊 𝚝𝚊 𝚒𝚐𝚞𝚊𝚕 𝚊 𝚞𝚖 𝚜𝚊𝚌𝚘 𝚍𝚎 𝚋𝚘𝚜𝚝𝚊 𝚍𝚎𝚒𝚝𝚊𝚍𝚘. 

𝚃𝚘 𝚗𝚊 𝚎𝚜𝚚𝚞𝚒𝚗𝚊 𝚘𝚝𝚊𝚛𝚒𝚘! 𝚃𝚎𝚗𝚑𝚘 𝚌𝚛𝚎𝚍𝚒𝚝𝚘 𝙰𝚕𝚋𝚎𝚛𝚝 𝙴𝚒𝚗𝚜𝚝𝚎𝚗.

Noor morava a duas quadras do irmão casula, eles tinham a mesma idade, como se conheceram? Calma, ainda temos tempo para isso. Após uns cinco minutos o mais novo da família ouviu batidas na janela.

Enquanto isso Elysian batia a porta do seu próprio quarto, esse que possuía duas camas devido ao número de vezes que Herodiet passou a dormir na casa com o passar dos anos, ideia ainda do pai dos irmãos, Elysian estava mordendo o lábio inferior esperando o outro responder era óbvio que ele ainda não estava dormindo, Herodiet tinha muita insônia, depois de um tempo ele abriu uma fresta da porta. 

Procurou Herodiet com os olhos, quando não achou seu coração já começou a acelerar "Merda, merda, merda!" Quando já ia entrar em desespero levou um susto. 

--- Elysian, você tá bem? --- a voz do amigo se fez presente e quase que automaticamente Elysian deu um suspiro aliviado --- Cara...? Cara!? CARA!? --- Herodiet estalava os dedos na frente de Elysian que "acordou" com o susto que levou pelo grito de Herodiet. 

--- Eu não sou surdo, sabia!? - respondeu o mais velho, com falsa irritação na voz, mas esse já examinava o rosto dele desde que ouviu sua voz, ele tinha chorado, seus olhos estavam vermelhos. 

--- Parecia! --- Ele percebeu o olhar de preocupação sobre si, então foi em direção a sua cama sem dizer mais nada e sem voltar a olhar para o outro --- Eu estou bem. --- Sua voz estava clara e cheia de certeza mas ele não esperava que Elysian pulasse em cima de si, fazendo os dois caírem na cama do menor. 

--- É claro que você está bem! Você sabe que meu irmão casula é um idiota. E você sabe que é parte da família e uma hora dessas aquele muleque já está chamando o Noor pra chorar nós ouvidos de alguém! --- Ele prendia o pescoço do amigo não forte apenas força o suficiente para ele não se soltar, e dava um cascudo em sua cabeça bagunçado os cabelos do outro 

--- Saí muleque! --- Ele tentava se libertar do outro que ria e o apertava mais forte 

--- Oxi! Você não é homem, não!? Liberte se --- Elysian agora passava os dois braços pelo pescoço do outro que desesperadamente tentava se soltar da brincadeira bruta do mais velho, mas que também estava rindo 

--- Eu te odeio! Me solta desgraça! --- Herodiet estava dando tapas nos braços e pernas do amigo que o agarrava por trás 

---  Odeia nada! Você me ama! --- Ele não esperava que Herodiet ia morder seu braço fazendo ele soltar quase imediatamente o pescoço do mesmo --- Aí! Morder não vale! Nós já conversamos sobre isso! ---  Ele reclamava empurrando o mais novo e dando tapas estalados nele com o outro braço 

--- Você que fica pulando nas pessoas e depois fica reclamando! 

Agora Elysian puxou o amigo pelos ombros e olhou fixamente em seus olhos com uma expressão quase cômica mas preocupada 

--- Herodiet. 

--- Elysian --- Ele não sabia se conseguiria levar o amigo a sério com aquela cara, ele queria muito ir dos olhos arregalados demais e da boca quase formando um biquinho 

--- É sério! Cara, meu irmão é um idiota e eu não dou uma semana pra ele vir te pedir desculpas como o garotinho besta de sempre. Na verdade não dou três dias!  

Depois ele liberou os ombros do amigo, ambos estavam sentados na cama um de frente para o outro e Herodiet já usava pijama, Herodiet adorava pijamas, nisso Elysian deu um abraço sufocante no amigo, literalmente. 

--- Elysian! ELYSIAN! pelo amor de Deus, cara, eu sei que sou irresistível e tals mas me deixa respirar. --- O mais novo disse já meio sufocado, Elysian se afastou e sorrindo disse: 

--- Sim, muito irresistível! Se olha no espelho muleque! 

--- Falou o senhor conquista! Tenho certeza que a Manuela é meio cega! Meio não, muito cega! 

--- Quê!? Ela assim como muitas outras vêem o ser completamente irresistível que sou! 

--- Se ela ver você falando de muitas outras você não vai mais ser tão irresistível assim, ela te esfola!  

--- Ela sabe que tenho olhos só para ela - Elysian falou e depois deu uma piscadinha que julgou ser sedutora ao amigo que riu da cara que ele julgou ser ridícula 

 


Manuela era o tipo de pessoa que você nunca ouve ser descrita do mesmo jeito por pessoas diferentes, segundo nosso protagonista, era a menina mais estranha que conhecia só por ter aceitado namorar seu irmão. Ele a adorava! Tinha mais medo que ela um dia terminasse com o irmão do que o próprio Elysian. 

Herodiet e Manuela eram amigos, amigos do tipo que trocam farpas ele gostava dela, ela gostava dele, mas a relação ambígua deles funcionava ela tinha um dom, um talento que as vezes o casula achava invejável, e Elysian admirava. Ela conseguia irritar Herodiet, e acredite pouquíssimas coisas irritavam Herodiet ele é o tipo de pessoa que tem um dia péssimo, uma semana péssima, um mês péssimo e continua como se nada tivesse acontecendo, mas isso nos ensina algo sobre Herodiet que você já deve ter deduzido, ele teve uma vida difícil. 

Herodiet não ficava de fato irritado com a namorada do amigo, ele só não tinha tanta paciência para lidar com ela como é necessário, para lidar com Manuela você precisa de muitas coisas a principal é paciência logo em seguida vem material para chantagem e um esconderijo seguro isso segundo Herodiet, segundo nosso protagonista apenas um intelecto avançado o suficiente para intender a garota era o suficiente, (e talvez material para chantagem) segundo Elysian era preciso ser experto o bastante para lidar com o lindo jeito da namorada. 

Qualquer um que via o casal não duvidava da frase o amor a cego, se era cego também podia ter uma resistência a dor e ser levemente surdo, Elysian apanhou muito para conquistar o coração dela (literalmente em alguns momentos, mas relaxe normalmente não era dela) além de todos os foras que tomou, e o trabalho para conquistar o pai da garota que não gostava dele desde o momento que o viu, detalhe Elysian tinha sete anos na primeira vez que ele o viu.

Elysian aos  dez anos ele concluí que ele com toda a certeza se casaria com Manuela, aos dez anos Manuela concluí que Elysian era maluco, aos onze anos Elysian concluí que talvez Manuela deva saber que iriam se casar ter dois filhos, um gato chamado cachorro quente e uma beliche, aos onze anos Manuela concluí que Elysian roubava as flores que dava para ela da Sr. Ferreira, Herodiet aos onze anos concluí que seu melhor amigo não era muito normal e que não roubaria mais as flores da Sr. Ferreira para ele porquê Elysian tinha medo de altura, aos doze anos Elysian foi rejeitado pela primeira vez, Herodiet e o casula sofreram mais que ele, foi assim que descobriram que Elysian não lidava bem com rejeições e que ele podia chorar por cinco horas seguidas, aos treze anos  já estava acostumado a ser rejeitado, aos catorze Manuela descobriu que gostava de Elysian, aos catorze Elysian tinha se cansado de ser rejeitado, ainda aos catorze anos decidiram conversar, muito e sobre muitas coisas, aos quinze anos Elysian foi ameaçado pelo pai da namorada pela primeira vez. 

Nosso casula ainda estava se sentindo um lixo porém um lixo com um grande potencial a esganar no melhor amigo. 

--- Nossa! Você é um idiota! 

--- É eu sei... Valeu! 

--- Tipo se eu fosse ele nunca mais olharia pra tua cara! Você é um completo babaca! 

Noor estava sentado na ponta da cama do casula que estava de barriga para baixo abraçado em seu travesseiro e com a cabeça virada em direção ao amigo não muito útil no momento 

--- Valeu Noor! Que bom que sempre posso contar com você para me confortar --- A ironia era clara em sua voz 

--- Vai falar com ele, pede desculpas! Faz alguma coisa que ele gosta! Tipo bolo de abacaxi! 

--- Você quer que ele me perdoe ou quer uma desculpa para comer bolo de abacaxi caseiro!? --- O casula franziu as sobrancelhas 

--- Uma coisa não impede a outra --- E então deu de ombros e logo em seguido levou um travesseiro na cara lançado com a força do ódio --- Aí! Ei! POR QUE FEZ ISSO!? 

--- Dá pra você levar isso a sério!? 

Então Noor viu os olhos lacrimejando do amigo e entendeu que aquilo era realmente sério. 

--- Eu vou te ajudar 

--- Obrigado 

--- Mas... 

--- Mas...? 

O casula levou um travesseiro na cara com uma força exagerada 

--- AÍ! 

--- Você é um idiota Benjamin! 

Ainda 16 de fevereiro. 

Querido diário, 

Noor é um idiota, e entendi o porquê ainda falar com você, você não lança travesseiros na minha cara! E não come todas as minhas bochechas! Mas você também não tem planos para me ajudar então um ponto para Noor, se você fosse mais inteligente teria ganhado, porém eu Benjamin não sou um idiota! 






Notas Finais


Obrigada a você que leu! Desculpa qualquer erro de ortografia... Eu prometo revisar
𑁍Críticas construtivas são super bem vindas
𑁍Se acostumem com os nomes estranhos
(• ▽ •;)


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