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História Querido Diário (Jay Park - Enhypen) - Capítulo 1


Escrita por: MaryMclean

Notas do Autor


Boa noite, meus anjos! Tudo bem com vocês?
Alguns avisos antes de começar está história:
•Estou viciada em clichês românticos, então trouxe mais um para vocês!
• Está estória vai funcionar da mesma forma que BEST FRIEND do Juyeon, vocês escolhem se ela continua soft ou não. Provavelmente vai seguir neste formato.
•Confesso que estou nervosa, está é minha primeira fic do Jay kkk
• Por fim, esta estória a inspirada em um quote que vi em uma rede social. Se eu achar o link vou colocar nas notas finais! Agradeço muito ao autor desde já pela inspiração!

Sem mais delongas, boa leitura e espero que curtam! Perdoem pelos erros ❤

Capítulo 1 - O sorriso


Fanfic / Fanfiction Querido Diário (Jay Park - Enhypen) - Capítulo 1 - O sorriso


Querido diário,

Mais cedo, no corredor ele sorriu para mim.

Geralmente eu o cumprimento de volta, e sorrio para ele. Mas hoje algo foi diferente…

Pensando bem. Ele a o garoto mais famoso da equipe de futebol, e eu a garota mais nerd da escola! Ele nunca olharia para mim...



O relógio deixava que um clique ecoasse pela sala a cada segundo que se passava ali dentro, embalando meu pé completamente nervoso e cheio de ansiedade que batia frequentemente no chão da sala de aula. Minha mãe costumava dizer que este hábito acabaria por abrir um buraco profundo uma hora dessas, mas, tendo a duvidar que isso realmente vá acontecer quando se trata da rede de pisos gastos e acinzentados que compõem esta sala, e muito menos as várias camadas de cimento que seguiam logo abaixo. E,ainda assim, vez ou outra me pego pensando nesta possibilidade quando as aulas demoram a acabar, mesmo após o professor autorizar que os alunos recolham seus materiais.

Foi exatamente quando os ponteiros demorados acertaram a marca das dez e meia que o sinal soou por todos os corredores da escola, avisando aos alunos que aquela era a hora do lanche. Esperei que a maioria desocupasse a sala de aula, evitando o tumulto que seria na porta quando eles estivessem se apressando por conta da comida que agraciaria seu paladar em breve.

Somente quando pouco mais de cinco pessoas, que suponho eu, tenha o mesmo cuidado quanto a questão da superlotação do espaço das portas duplas ao fim de cada período, sobraram dentro daquela sala espaçosa, me dei ao trabalho de colocar a mochila nas costas e segurar os livros que guardaria no armário nos braços, e somente então caminhei na direção do corredor.

Completamente lotado. Com pouquíssimo espaço para quem deseja transitar por entre as salas de aula e ainda assim reconfortante. É verdadeiramente embaraçoso quando todos te encaram quando você anda por corredores quase sem ninguém, e se torna ainda pior quando há um espaço pelo qual se passar, onde centenas de olhos estão presos em cada um de seus passos.

E ainda assim eu preferia que fosse desta forma, milhões de vezes desejei estar sendo observada por vários olhos.

Notei que minha melhor amiga me esperava do outro lado, próxima à cantina da escola, a garota provavelmente já havia degustado de seu delicioso lanche, e agora sorria ao passo que enrolava os cabelos cacheados e os jogava para trás, um gesto típico que me fazia sorrir, o modo que ela cuida dos cabelos é admirável! Coisa que eu nem mesmo me dava ao trabalho de fazer.

Foi só segundos após a localização de minha amiga ser feita que senti olhos em cima de mim. Ele estava encostado no próprio armário, rodeado de vários garotos que o adoravam como um verdadeiro Deus.

O garoto usava um moletom com as cores do time, azul-céu e um amarelo bem notável, além de alguns detalhes em branco. Bem no lado esquerdo repousava o número dez, que indicava sua posição de alta importância para o jogo, o chamado quarterback. Como de costume ele usa a boa e velha calça jeans surrada, os cabelos louros escondidos por um boné preto, e ainda que o olhasse ao longe, soube que o garoto ria de uma forma contagiante.

Eu não me deixaria levar por estes detalhes, ou neste caso tentaria, pois, assim que passei ao lado de sua turma, o garoto sorriu daquela forma doce e calma, que fazia meu coração dar dois saltos a mais além do compasso.

Por alguns instantes pensei em retribuir a gentileza e sorrir como resposta, mas isto é o corredor da escola, e eu sou a garota que o ajuda com as notas na aula de química. Enquanto isso, ele é o quarterback do time de futebol americano da escola, o rapaz mais famoso e desejado por todas as garotas espalhadas a nossa volta, e talvez por isso, ou por simplesmente julgar que não mereço um sorriso tão belo quanto este, que virei o rosto levemente para o lado, como se não houvesse visto seu ato, e simplesmente corri na direção de minha melhor amiga.

Como de costume ela me recebeu com um sorriso lindo em seu rosto, para logo depois passar a discorrer sobre o quanto suas aulas haviam sido maçantes e que ela preferia estar andando pela escola, ou neste caso, perambulando por entre as várias prateleiras na biblioteca. Não demorou para que resolvêssemos ir até o local e permanecer observando cada um dos livros pelos minutos que seguissem no recreio, até que nossa única aula juntas chegasse.

Por este tempo breve busquei por velhos amigos, romances que me faziam sorrir a cada página que era virada, ainda que a maioria deles não correspondam a uma época em que amor realmente fosse levado a sério, ou que se o era feito, costumava ser lembrado como um ato fora do comum e cheio de peripécias que deixam a maioria dos amores de agora realmente reduzidos, como se não se pudesse comparar um baile vitoriano a uma festa de primavera feita pelo colégio, onde garotos convidam suas preferidas para os mais variados  tipos de dança, e pasmem, o classicismo continua vivo e cheio de significado quando, por fim, a valsa tomava conta de cada centímetro do salão abarrotado de tecido demais e cores que seguem a moda da estação, e por muitas vezes não combina com o tom de pele de quem o portava.

Acabei por rir baixo enquanto segurava um exemplar bem conservado de orgulho e preconceito, uma verdadeira obra de arte que nos mostra uma mulher infinitamente corajosa e bondosa, e ainda assim acalentada com a surpresa de um coração tomado por um belo cavalheiro.

Em vão tenho lutado comigo mesmo; nada consegui. Meus sentimentos não podem ser reprimidos e preciso que me permita dizer-lhe que eu a admiro e amo ardentemente.’’ 

Seria impossível olhar para este livro sem se lembrar desta frase, ou da forma que Darcy mudou por sua Elizabhet, a própria forma do amor taxado de indiferença em duas pessoas tão diferentes.

— Ei, vamos, está quase na hora da educação física! — concordei com a cabeça e deixei o livro onde estava antes de eu pegá-lo, e somente então segui a garota por entre os espaços da escola que nos levariam até o tão famoso campo e espaço de atletismo, nome dado por nosso amado professor e treinador quando o local foi fundado há uns cinco anos.

E sinceramente, eu deveria ter trazido Darcy para me fazer companhia nestes longos minutos.

Não demorou muito para ouvirmos os comandos das líderes de torcida ainda que ao longe, suas vozes saindo um pouco mais esganiçadas do que deveriam ser, além do que, o amarelo de seus uniformes certamente não deveria ser uma cor permitida em ambientes públicos, aquilo me cegava mesmo que o sol nem mesmo principie qualquer aparição no céu desta manhã.

E ainda assim as garotas se espalham em uma formação de entendimento dificultado pela borda esquerda do campo de futebol, enquanto levantam seus pompons e gritam comandos ao passo que observam o treinamento do time, belo dia para se ter aula de educação física! 

Me movi na direção das arquibancadas e escolhi um dos lugares lá no alto, onde as pessoas certamente não se dariam o trabalho de levantar o olhar para verificar se estávamos realmente ali, ou neste caso, o treinador não tentaria notar se as molengas realmente prestavam atenção em seu treino tão importante.

— Eles estão muito enganados se pensam que aquilo é uma formação de ataque decente! — sussurrou minha amiga ao meu lado, ela apoiava os cotovelos nos joelhos enquanto observava a tática de jogo com afinco — o zagueiro vai ter trabalho demais, e o atacante de menos, coisa que não devia acontecer!

— Talvez eles queiram deixar os atacantes descansarem no treino de hoje! — brinquei, e ela deu de ombros — vá até lá e ensine ao treinador como se joga!

— Provavelmente eu seria expulsa, prefiro me revoltar em silêncio — constatou, decepcionada com sua posição em relação aos jogos feitos pela escola — se ao menos existisse um time feminino!

— As injustiças serão recompensadas algum dia,Nina, acredite! — respondi a ela, que não pareceu se animar em nada com o comentário, não me deixando escolha a não ser dar de ombros e continuar a olhar para o escarcéu feito pelas líderes de torcida.

Aquilo não deveria ser cômico de maneira alguma, aquelas garotas seguiam horas rigorosas de treinamento e coreografias que provavelmente já enchiam seus cérebros, além de fazerem parte da elite da escola, perdendo somente para os garotos que jogavam no time. Ainda assim, a maioria delas namorava algum deles, e ainda assim elas erravam a cada cinco minutos e comemoravam um ponto no placar como se aquilo valesse suas vidas.

Mas é claro que toda a minha atenção no que era engraçado não durou muito, indo para os ares assim que os garotos concluíram todo aquele exercício físico em excesso. Foi como se aquele sorriso luminoso tomasse conta de meus pensamentos em questão de segundos, a forma como seus olhos se tornavam ainda menores com o ato, ou simplesmente na maneira costumeira em que o garoto passou a mão direita pelos cabelos louros e agora molhados pelo suor, da mesma forma que fazia quando trocava o boné de posição, jogando a aba para trás.

Tentei não pensar em cada um daqueles detalhes ao ver todo o time o agraciando com palavras que o deixavam envergonhado, provavelmente diversos elogios que certamente faziam com que o ranking de reputação de cada um deles subisse gradualmente no conceito do loiro.

Não esperei pelo que viria em seguida, apenas me levantei com cuidado e desci as escadas até que alcançasse o corredor que nos levaria novamente as instalações da escola. E ainda assim, não me aguentei ao olhar para trás, notando que uma das líderes de torcida se agarrava aos ombros do rapaz com afinco enquanto ele gargalhava de algo. E ainda assim, por um instante remoto e sem sentido vi seus olhos se cruzarem aos meus, e uma urgência admirável tomar seu corpo quando ele se desfez do abraço da garota e seguiu para o vestiário masculino.

Apressei meus passos até que alcançasse os armários cinzas do corredor gigantesco, e logo depois busquei pela chave de meu próprio armário quando parei na frente dele, abrindo logo em seguida. Para completar ainda mais minha sorte, a próxima aula seria de química, tentei não pensar sobre o assunto e busquei pelo livro e o caderno que seriam usados no período dito, para logo depois seguir até o laboratório.

Como de praxe, o professor já nos esperava lá dentro por possuir um horário vago antes deste, e além dele, suas fiéis companheiras, as várias fórmulas anotadas com cuidado nos espaços brancos.

Levariam bons dez minutos para que toda a turma finalmente se lembrassem que a próxima aula os esperava, o que me daria tempo o bastante para copiar cada uma das coisas escritas no quadro pelo professor, coisa que me pouparia certo tempo dos exercícios, e me prenderia a atenção antes da explicação feita por ele.

Foi exatamente como dito, demorou para que todos chegassem e tomassem seus respectivos lugares ao longo da sala de aula, os mais atrasados foram os rapazes do time e suas companheiras animadoras. O último deles, o quarterback, que apoiou os materiais escolares sobre a mesa e se sentou ao meu lado, meu companheiro de laboratório.

— Já que todos estão aqui, quero lhes apresentar a última matéria do bimestre… — o professor passou a explicar sobre tudo o que deveríamos saber sobre cadeias carbônicas e suas ramificações, o que levou bons minutos de minha concentração que se tornava a cada dia mais limitada quando se trata desta aula.

— Seu moletom, é legal — me virei para o lado, e engoli em seco — eu também curto essa banda! — revelou, novamente tentando puxar algum assunto entre nós.

— Obrigado! — respondi, sem saber exatamente como diria a ele que comprei esta blusa, anos atrás por pura ignorância, julgando que após algum crescimento de minha parte ela caberia perfeitamente. O que é um erro grave, já que ela continua tendo o dobro de meu tamanho — para ser sincera eu gosto mais da ilustração do que da banda — sussurrei, ainda que a conversa tomasse conta da sala de aula.

— Isso sim, é algo surpreendente! — Ele sustentava um sorriso pequeno no rosto, e o mesmo boné preto em sua cabeça com a aba virada para trás, o moletom do time da escola havia sido substituído por uma jaqueta da mesma cor do chapéu, e o jeans que sempre estaria ali, além dos óculos de aros arredondados que ele sempre usaria para a leitura — pensei que levasse a cultura pop mais a sério, Mary! — Foi impossível não rir baixo.

— Teria mais sentido se algo como "ser ou não ser, eis a questão" estivesse escrito em minha blusa, mas julgo que isso não seria muito bem aceito pelos corredores! — dei de ombros, e pela primeira vez ele desgrudou os olhos de suas anotações, os prendendo em mim, o que, com toda a certeza, deveria causar algum tipo de desconforto. Mas, não foi exatamente o que aconteceu.

— E ainda assim ficaria legal, não vejo nenhum problema com frases de Shakespeare — levantei meus olhos até ele, perdendo o restante do bom senso que mantive até o começo desta aula — tenho certeza que você tem uma blusa desse tipo, ou uma camiseta.

— E  se eu te dissesse que as uso como pijamas? — Ele riu novamente,voltando a atenção para os cálculos em seu caderno.

— É como dormir pensando em romances, esperado — o rapaz deu de ombros — está bem, confesso que tenho um moletom do Mickey Mouse, que uso como pijamas em dias de frio.

— Isso é algo que eu realmente amaria ver! — Comentei, apenas imaginando o rapaz vestido com algo do tipo — deve ser bem fofo!

— Então façamos desta forma, você vem ao meu jogo esta noite, Mary — ditou ele, endireitando os óculos e novamente olhando para mim — vestida com alguma frase incrível, e te juro que trago minha mais especial camiseta do Mickey para que você veja que esta não é uma mentira!

— Talvez isso seja um pouco injusto, veja bem, eu estarei cumprindo com duas exigências! — ele deu de ombros —contanto que você use a camiseta em algum momento, e os óculos, eu aceito!

Não esperei que aquilo realmente se tornasse algo real. Mas caiu como um peso em mim quando o rapaz estendeu a mão em minha direção, a qual peguei com cuidado, sentindo cada momento em que nossas peles se tocaram e a forma em que ele apertou com cuidado.

— Temos um trato, Mary? — Ele sorriu de forma adorável, e esperou paciente pela minha confirmação, e afinal, o que eu tinha a perder com isto?



— Temos um trato, Jay!



Notas Finais


Me digam se curtiram! Tentarei continuar o quanto antes!
Espero poder agradar as ENGENES com este conto fofo do Jay!

Até mais👋👋


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