História Querido Vizinho - Capítulo 4


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood
Tags Once Upon A Time, Outlawqueen, Regina Mills, Robin Hood, Robin Locksley, Zelena Mills
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Palavras 1.111
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Buraco na parede


— Eu só tenho alguns minutos antes de me maquiar para o espetáculo, mas me conta o que está acontecendo — disse Zelena.

Eu tinha mandado uma mensagem para minha irmã mais cedo: Você não vai acreditar nisso. Me liga.

Foi logo depois de descobrir a identidade do síndico e donodo prédio.

— Então, lembra do Artista Nervosinho?

— Você transou com ele?

— Não!

— O que é, então?

— Acontece que... ele é proprietário do prédio.

— Mentira!

— Isso não é nada bom.

— Por que não? Eu acho ótimo!

— Como? Agora eu nunca vou conseguir fazer esses cachorros calarem a boca.

— Não, tipo, quando vocês começarem a dormir juntos, não vai ter que gastar com aluguel.

— Não vamos dormir juntos. Ele é um idiota. E mesmo que em algum universo bizarro isso acontecesse... eu nunca deixaria de pagar meu aluguel. Seria como me prostituir.

Ela riu.

— Hummm.

— Quê?

— Sexo com raiva é o melhor sexo, sabe?

— Sim, você já disse isso antes. Não posso dizer que já experimentei.

— Bom, quando rolar com o... qual é o nome dele?

— Robin. Esse é o nome dele. E não vou fazer sexo raivoso com Robin.

— Robin? Como o Robin Hood?

— Foi o que eu disse! Falei a mesma coisa quando ele me disse o nome dele. Ele não ficou muito feliz.

— Quando é que ele fica feliz com alguma coisa?

Respondi, rindo:

— Verdade.

— Mas vai rolar. Merda... estão me chamando. Eu tenho que ir.

— Boa sorte!

— Pega o síndico!

— Você é maluca.

— Amo você.

— Também amo você.

Conversar com minha irmã sempre me deixava de bom humor.

Faltava uma hora para a minha sessão de terapia por telefone e eu decidi ir buscar alguma coisa para comer. Quando estava descendo, encontrei Murray, o zelador. Ele estava varrendo as escadas e assobiando, enquanto as dezenas de chaves que carregava presas ao cinto tilintavam.

— Oi, Murray!

— Ei, oi, moça bonita.

— Você não costuma trabalhar na terça-feira.

— Estou passando por uma fase difícil. O chefe me deixou fazer umas horas extras.

— O chefe... é R.H. Locksley?

— Isso... Robin.

— Acabei de conhecê-lo. Não fazia ideia de que o meu vizinho antissocial e dono dos cachorros que vivem latindo era o dono do prédio.

Murray riu.

— É, ele realmente não anuncia isso por aí.

— O que ele faz?

— Está pensando em como alguém tão jovem é dono deste prédio?

— Sim, mais ou menos isso, mas também queria saber por que ele é tão grosseiro.

— Ele late mais do que morde.

— Isso é um trocadilho?

— Não. — Ele riu. — No fundo, Robin é uma boa pessoa. Autoriza hora extra sempre que preciso delas e é muito generoso na época do Natal... mesmo que pareça ter um pau enfiado na bunda de vez em quando.

— Um pau? Um poste! — Bufei.

— É, de vez em quando é assim. Mas, ei, ele põe a comida na minha mesa, então eu nunca falei nada disso. — Murray piscou.

— Ele é muito talentoso — eu disse. — Tenho que reconhecer.

— Inteligente também. Pode acreditar. Ouvi boatos de que ele se formou no MIT.

— MIT? Está brincando?

— Não. Não se pode julgar um livro pela capa. Ele inventou alguma coisa. Vendeu os direitos de patente, aparentemente, e usou o dinheiro para investir em imóveis. Agora ele só recebe os aluguéis e vive como quer, da arte.

— Uau. Isso é... muito impressionante.

— Mas eu não falei nada disso.

— Já entendi, Murray.

— Planos para hoje à noite?

— Não. Vou só comprar comida e trazer para jantar no apartamento.

— Bom proveito.

— Obrigada.

Vinte minutos depois, voltei ao meu apartamento com tostones e arroz blanco con gandules do meu restaurante favorito, Casa del Sol.

Depois de comer, sentei em meu quarto e meditei um pouco para me preparar para a minha sessão de terapia por telefone com a dra. Belle French: especialista em traumas de relacionamento.

A duzentos dólares por sessão de uma hora, a doutora French não era barata. Foi a minha mãe quem sugeriu que eu procurasse alguém para falar sobre meus sentimentos. Eu não sabia se estava funcionando, mas continuava com as sessões toda terça-feira às oito e meia da noite.

Talvez eu devesse mandar a conta para o Graham.

                             ~~

Eu falava com a terapeuta pelo viva-voz enquanto dobrava roupas no quarto.

— Você repete muito essa pergunta, Regina. Se Graham realmente amava você ou não. Acho que parte do motivo pelo qual não conseguimos ir além disso tem a ver com o conceito do unicórnio.

— Do unicórnio? O que é isso?

— Um unicórnio tem uma beleza mítica e é inatingível, certo?

— Sim...

— Era isso que Ruby representava para o Graham. Ele havia descartado a possibilidade de um relacionamento amoroso porque ela era proibida. Enquanto isso, se apaixonou por você. Esse amor foi bem autêntico. No entanto, quando o unicórnio de repente se torna atingível, tudo muda. O poder do unicórnio é extremamente forte.

— O que você está dizendo é que o Graham realmente me amava, mas só quando pensava que estar com Ruby era impossível? Ela era o unicórnio dele e eu não era um unicórnio.

— Exatamente isso... Você não era o unicórnio dele.

— Eu não era o unicórnio dele — repeti em voz baixa. — Será que posso...

— Lamento, Regina. Nosso tempo acabou por hoje. Vamos explorar esse assunto um pouco mais na próxima terça-feira.

— Ok. Obrigada, dra. French.

Soltei um longo suspiro, me joguei na cama e tentei entender o que ela havia acabado de dizer.

Unicórnio. Hum.

Meu corpo enrijeceu quando ouvi risadas.

No começo pensei que estava imaginando.

Vinha de trás da cabeceira da minha cama.

Levantei com um pulo.

— Unicórnio. Que porra! — ele disse com sua voz profunda antes de gargalhar de novo.

Robin.

Ele estava ouvindo a minha sessão de terapia!

Meu estômago revirou.

Como ele tinha conseguido ouvir tudo pela parede?

— Você estava escutando a minha conversa? — perguntei.

— Não. Você estava interrompendo meu trabalho.

— Não entendi.

— Tem um buraco na parede. Não dá para não ouvir suas conversas malucas por telefone quando estou trabalhando.

— Um... buraco na parede? Você sabia sobre esse buraco?

— Sim, ainda não consegui consertar. Já devia existir quando comprei o prédio. Provavelmente, era um buraco da glória, ou alguma merda desse tipo.

— Você tem escutado as minhas conversas... por um buraco da glória?

— Não, você tem me submetido a conversas cretinas com pessoas que estão roubando seu dinheiro... por um buraco da glória.

— Você é um...

— Babaca?



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