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História Quero férias, praia e um romance clichê - Capítulo 6


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Notas do Autor


oie aqui está mais um capítulo

não esqueçam de favoritar e comentar a história :)

Capítulo 6 - Seis


Fanfic / Fanfiction Quero férias, praia e um romance clichê - Capítulo 6 - Seis

High By The Beach - Lana Del Rey

 

Entro no meu quarto, coloco o livro na mesa, e literalmente tenho um gay panic: Grito no meu travesseiro e dou vários pulos aleatório em torno da cama.

 Após o surto penso em qual resposta adequada devo dar. Apenas agradeço ou puxo um assunto? Ou talvez os dois?

Daniel: Oii, td bom com vc? Encaro o telefone já ansioso pela resposta. Em menos de um minuto surge três pontinhos mostrando que o Gustavo está digitando.

Crush da praia: Sim! Tudo certo para amanhã? Estou animado

Daniel: Clarooooo não vejo a hora 

 Passamos a madrugada toda conversando e eu descobri que tínhamos muita coisa em comum, como gosto musical parecido e uma paixão inexplicável por vídeos de culinária para cair no sono. Por mais brega que pareça acabei dormindo pensando nele.

 Acordo com minha mãe gritando comigo:

- Daniel acorda logo, o Gustavo tá aqui na sala dizendo que veio caminhar com você.

 Saio da cama em um pulo ainda de cueca boxe.

- Meu Deus eu tô atrasado! Mãe, avisa que eu vou me arrumar agora bem rápido.

- Tá - Ela saiu do quarto segurando um risinho.

 Coloco uma roupa leve e vou pra sala, ele está sentado conversando com meu pai que está no sofá de frente para ele. Sua postura no sofá é invejável e vejo que os dois estão entretidos em um assunto, aproveito essa distração para ir silenciosamente na cozinha e roubar uma maçã da fruteira.

- Tudo pronto. Oi Gustavo.

 Ele sorri quando me vê e se levanta.

- Oi, eu estava te esperando.

- Bom, então vamos?

- Vamos.

 Atravesso a sala em direção a porta evitando o olhar do meu pai.

- Divirtam-se.

- Pode deixar - Gustavo responde atrás de mim.

  Fico em silêncio ao lado dele enquanto o elevador desce.

 - Então, tá a fim de rodear a praia toda?

 Ele me pergunta quebrando o silêncio constrangedor.

- Claro.

 Não sei por que, mas não consigo ter assunto quando estou tão perto dele, pela internet parece bem mais fácil.

- Tudo bem.

 Ele sente o clima incômodo e se balança o máximo que pode dentro do elevador. Finalmente paramos de descer e a porta abre na portaria.

 Depois de atravessar o asfalto chegamos no calçadão e iniciamos nossa caminhada.

- O mar está bonito né?

- Sim está muito lindo. Dá até vontade de entrar.

- Topa mergulhar depois?

- Po-pode ser.

 Apenas a possibilidade de ver Gustavo sem camisa de novo provoca um fogo dentro de mim.

 Caminhamos metade da orla em silêncio comigo prestando atenção nas formas do seu corpo, seu andar leve com os tênis de caminhada, seu peito se movendo regularmente (diferente do meu que quase salta com esse ritmo), há também sua bunda incrivelmente farta que observo quando ele se vira para a praia.

 Gustavo tem pernas largas e um passo dele são três meu, logo fico cansado ainda na metade do caminho.

- Será que podemos parar um pouco? Não estou muito acostumado a andar tanto.

- Claro. - Ele me observar enquanto eu apoio minhas mãos na coxa vergonhosamente. - Desculpa, eu devia ter perguntado se você fazia isso sempre.

- Na-não. Tudo bem. - Arfo. - Eu estou mesmo precisando fazer exercícios físicos.

- Tá nada. Você está ótimo.

 Sinto que as borboletas no meu estômago estão fazendo um desfile de escola de samba na minha barriga depois desse elogio.

- Quer uma água de coco? Eu pago.

 Antes que eu responda ele aborda um homem com um carrinho de coco que magicamente surge do nosso lado.

- Dois por favor.

 Ele paga o homem que acena e volta ao seu trabalho silencioso.

- Obrigado. - Digo pegando um coco da sua mão.

- Eu que agradeço por ter aceitado caminhar comigo. Ter companhia é bom, ainda mais a sua.

 Isso foi uma cantada? 

- Não foi nada, como eu disse aqui é um tédio, então sempre que quiser fazer alguma coisa pode me chamar.

 Me ofereço de bandeja para ele.

- Também foi ótimo conversar com você ontem a noite.

 Voltamos a caminhar em um ritmo mais lento com nossas bebidas.

- Eu também gostei, ainda mais a parte de você também amar a Lana Del Rey.

 Ele ri e, para surpresa de ninguém, seu sorriso é lindo.

- Ela é perfeita, uma deusa aqui na Terra prestigiando nós meros mortais com sua linda voz.

 Gustavo diz isso balançando as mãos e virando os olhos. Isso foi bem gay e me faz rir.

- Concordo totalmente amiga.

Brinco com ele também imitando seus movimentos.

- Ai, desculpa ser assim tão calado é que eu sou um pouco tímido.

- Não tem problema Daniel, eu também sou. - ele sorri e olha pra baixo, como se para provar o quão tímido é.

 Entre o calçadão e a praia tem um degrau, Gustavo e eu sentamos nele.

- Normalmente quando caminho sozinho sempre coloco musica no fone e fico observando o mar, é tão calmo e lindo, me faz sentir livre.

 Gustavo diz meu lado concentrado na praia à nossa frente.

- Eu também gosto do mar, passar as férias aqui tem sim um lado bom quando lembro que vou poder mergulhar e esquecer da minha rotina entediante na minha cidade.

- Você gosta da sua cidade?

- Na medida do possível sim, eu apenas acordo; vou pra escola; chego em casa; durmo e trabalho no supermercado perto da minha casa.

- Sua rotina é quase igual a minha, massante né?

- Bastante, ontem pelo celular você me disse que somos vizinhos de cidade né?

 Fiquei triste de saber que ele não mora tão perto de mim, mas ao mesmo tempo feliz pois se eu quebrar a cara não vou passar vergonha esbarrando com ele na rua.

- Eu posso te visitar um dia, se você quiser.

- A...

 Fico mais uma vez sem fala perto dele.

Okay, agora eu acho que ele está realmente dando em cima de mim 

 - A então você já quer me visitar?

 Questiono tentando ser sedutor mordendo meus lábios, mas pela cara dele parece que chupei um limão.

- Claro. Algum problema? - Ele me diz fingindo ser convencido e ri. - Nós poderíamos ver algum filme sei lá.

- Jangada também tem cinema.

- Tem? Não sabia.

- Ficou pronto ano passado.

- Ah que legal, topa ir?

- Você está me chamando para um encontro?

 Ele me encara surpreso e depois sua expressão fica séria. Acho que ele não estava brincando igual eu.

- Sim.

 Ele pega na minha mão e volta a olhar para o mar. Fico nervoso com a mão dele na minha e o silêncio que voltou a nos rodear.

- Posso te perguntar uma coisa?

- Claro

- Você namora?

- Eu? - Ele ri. - Não. E você?

- Também não.

 Fico em silêncio com vergonha de ter perguntado, mas nada arrependido da resposta.

 De repente, Gustavo pergunta algo que estava martelando na minha cabeça desde quando ele me disse pela primeira vez:

- Tá afim de mergulhar agora?

 



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