História Quero que você saiba - Capítulo 31


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Categorias South Park
Personagens Butters Stotch, Craig Tucker, Kenny McCormick, Kyle Broflovski, Stan Marsh, Tweek Tweak
Tags Bunny, Creek, Fake Boyfriends?, Fake Confession, Flex! Bunny, Flex! Butters, Flex! Kenny, One True Love, Otp, Practice Confessing, Practice Kiss, Style, Top Tweek, Top! Kyle
Visualizações 141
Palavras 5.897
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oieeee!!!

Quase três meses sem postar... desculpem, eu tava tão envolvida com outras coisas, Dahs, Twyle Week e outros surtos de inspiração ou fic pra sair do bloqueio (*cofCrylecof*)... mas, graças a minha lerdeza essa fic vai atravessar mais um ano... 😜 era pra ela ter acabado em 2019, porque tenho planos de uma Creek - Policial/AU faz uma vida e meia, e só posso lançar a fic quando essa aqui acabar!

Esse cap foi bem gostoso de escrever e estou com ele pronto faz uns dias, mas queria responder todos os comentários do cap anterior antes de postar ele... só que eu percebi que não vai rolar, melhor postar logo antes que vocês cansem de mim...

MAS PROMETO QUE VOU RESPONDER TUDO, HEIN!

Também, não deixem de ler minhas outras fics, a minha fav dos últimos tempos é a Bunny ((💙🧡)) e a Twyle Week se querem saber! 💓


Agora, chega de enrolação, nos falamos mais lá nas Notas Finais!!

* A imagem da capa pertence a annatou (twitter, mas essa pessoa deletou todas as artes dela de SP😭) *

BOA LEITURA!!

Capítulo 31 - Algo Trivial


Fanfic / Fanfiction Quero que você saiba - Capítulo 31 - Algo Trivial

Passava das oito da noite de sábado quando Tweek observava o céu anormalmente estrelado por uma fresta da janela, ele vestia uma camiseta de Craig e uma calça de pijama antiga, também pertencente ao namorado. Eles já haviam jantado com a família algumas horas atrás, porém Tweek mal comera, nervoso por ser observado pelos Tucker.

Craig, percebendo isso, surpreendeu a família se oferecendo para tirar a mesa e lavar a louça, isso fez com que Tweek obviamente o ajudasse e, por consequência, se distraísse da pressão com um pouco de atividade rotineira.

No entanto, depois de algum tempo jogando o game abandonado dias antes, e por mais que Tweek estivesse interessado em passar as fases quase impossíveis do jogo, Craig ao seu lado era uma distração.

O loiro se afastou da janela sorrindo, seu rosto aqueceu com o pensamento de que ele não entendia como era possível se sentir tão feliz apenas em encarar os dedos longos de Craig correndo pelo controle do videogame, igualmente Tweek ficava fascinado observando os olhos de Craig brilhantes refletindo a luz da tela.

Passando a mão no rosto Tweek sentou na beirada da cama, estava sozinho no quarto porque Craig fora buscar algo na cozinha. O moreno estava demorando e isso abria precedentes para Tweek se perder em pensamentos. Ele apanhou o controle nas mãos deslizando o dedo naquela superfície, sentindo o rosto aquecer ao pensar nas vezes que não resistiu e colou sua boca na de Craig sem pestanejar.

Sentir os lábios de Craig contra os seus era uma novidade que ele não conseguia se cansar, quanto mais perto estava, mais queria tocá-lo. E quanto mais o tocava, mais dele queria...

Então, um som ecoou no quarto e Tweek virou a cabeça, encarando a porta recém escancarada em um ato nada discreto, tampouco delicado.

Craig chutou a porta, uma bandeja com cupcakes, uma térmica e biscoitos fazia parecer uma cena de filme, Tweek foi arrancado de seus pensamentos e largou o controle, totalmente interessado na cena que se iniciava quando o moreno se inclinou brevemente, colocando tudo sobre a escrivaninha.

— Minha mãe fez os cupcakes, então, escolha o que quiser.

A franja escura cobria um pouco dos olhos cinzentos quando Craig se atirou no assento em frente a escrivaninha, a cadeira rodou levemente com seu impulso, ele parecia exausto, o loiro notou.

— O que eu quiser? — Tweek questionou com um mínimo sorriso, na televisão o personagem dos anos trinta os observava irrequieto em uma pausa forçada.

— Sim, pode escolher o que quiser. — Craig voltou a dizer como se fosse óbvio. — Se ainda estiver com fome pego algo depois.

Tweek encarou a bandeja um momento, os cupcakes de baunilha com chantili se destacavam com confeitos de chocolate colorido, havia também uma lata de refrigerante, provavelmente o moreno trouxera para si mesmo.

Tweek ergueu os olhos para Craig e esticou os braços em direção ao moreno que o observou com a sobrancelha erguida.

— O que eu quiser...

Sem titubear, Tweek passou a mão por baixo dos joelhos de Craig e a outra deslizou pelo pescoço apoiando a nuca do moreno na dobra do seu cotovelo, apanhando-o em seus braços.

— Tweek... — Craig murmurou, ele rodeou os braços no pescoço do namorado enquanto o loiro o levava para a cama. — Você não pode ficar fazendo isso.

 

Craig sentiu o rosto aquecer, era uma coisa que não acontecia tanto com ele, mas aparentemente Tweek desbloqueara nele esse novo poder de corar e sentir o coração acelerado.

O moreno escondeu o rosto na curva do pescoço do namorado enquanto Tweek dava alguns passos largos pelo quarto, o cheiro do loiro era suave e Craig esfregou o nariz ali, apenas para tentar inibir o outro, mas o que ele recebeu em troca foi um olhar escaldante.

Quando o loiro o soltou, ambos estavam tão corados que o calor de seus rostos era palpável, Tweek depositou-o na cama com cuidado e alisou a franja de Craig.

— Você... é tudo o que eu quero.

Craig arregalou os olhos, mas não teve tempo de responder, porque seus lábios foram calados por seu namorado, o jogo totalmente esquecido na televisão, por sorte a térmica manteria a temperatura do café que Craig se deu ao trabalho de fazer ele mesmo.

As mãos de Tweek brincaram na bainha da camiseta de Craig, mas o moreno gemeu quando os dedos deslizaram para cima ao mesmo tempo que seus lábios foram abandonados.

Tweek o observava de cima, havia um sorriso tímido ali e Craig sentia-se tonto, amortecido apenas com aquele olhar. Os dedos do loiro continuaram brincando na estampa de sua camiseta, era um desenho com traços infantis e o moreno jamais estivera tão consciente; tanto da sua roupa quanto do toque quente de Tweek através de seu tórax.

Com um joelho de cada lado do corpo de Craig, Tweek seguia o padrão estampado na frente da roupa do namorado, ele manteve os olhos ligados aos do cara abaixo dele, que não sorria, apenas o observava.

O toque escorregou para a bainha da camiseta e começou a desbravar abaixo do tecido, as pontas dos dedos longos eram cálidas e Craig sentiu seu corpo arrepiar, ele queria puxar Tweek para si e beijá-lo, mas ao mesmo tempo queria apenas ficar parado o observando.

Uma luz brilhou em cima da escrivaninha e iluminou os olhos cintilantes de Tweek, sem olhar Craig sabia que era um dos celulares, talvez ambos, já sabiam do estado de Kyle Broflovski, então não havia nada que pudesse puxar a atenção deles agora. Por isso a luz continuou acesa por um momento e então se apagou.

A mão que Tweek depositou ao lado da cabeça de Craig servia para apoiá-lo, mas ele não suportava olhar os cabelos escuros sem tocar, e seus dedos foram atraídos para os fios sedosos.

Os dedos de Tweek continuaram subindo e alcançaram um mamilo que já estava arrepiado, mas quando Craig sentiu o toque, seu corpo se moveu sozinho de encontro à mão do namorado, ele ergueu os braços e puxou Tweek contra si, o corpo dos dois se alinhou do peito até a virilha, e as mãos grandes de Craig se enredam pelo maxilar do loiro, deslizando até a nuca, o beijando apaixonadamente.

A mão de Tweek desce pelo abdômen, e Craig gemeu dentro do beijo quando seu pênis foi tocado pelos dedos ágeis, o moreno se contorceu ao ter sua boca é abandonada, porque os lábios de Tweek se aproximavam perigosamente de sua virilha.

— Tweek... babe...

Craig sentiu o corpo todo aquecer, porque o loiro parecia estará literalmente o cheirando, o nariz escorregando do osso ilíaco em direção ao triângulo da virilha e Craig quer se contorcer e ronronar.

— Hum...?

E esse foi o som que Tweek fez um segundo antes de expor a ereção do namorado, ambos estavam realmente fascinados pelo fato de que "estar duro" era um estado normal agora, bastava que um se aproximasse do outro e seus pênis loucos já estavam prontos para qualquer coisa.

Então, a boca de Tweek finalmente alcançou a ponta úmida, eles brincaram mais cedo na casa do loiro, mas não chegaram muito longe, nada além de beijos acalourados e toques incandescentes, mas agora Tweek estava determinado a levar isso até o fim, Craig percebeu, e definitivamente não podia discutir.

E talvez Craig tenha murmurado alguma coisa desconexa, estava se contendo porque seus pais estavam assistindo TV no quarto, mas só o que passava pela cabeça dele era que com a língua de Tweek lambendo a extensão de seu pau e varrendo seus pensamentos, ele não conseguia manter a boca fechada por muito tempo, os sons simplesmente saíam, como uma torrente de emoções.

— Merda, Craig...

O som cru quase assustou Craig, e teria assustado se ele não estivesse tão entorpecido depois dos minutos de atenção que recebera, mas, de repente ele sentiu-se sendo esmagado pelo corpo magro do namorado, Tweek de alguma forma empurrara as próprias calças de pijama para baixo em algum ponto no alto das coxas, expondo apenas aquele membro lindo e corado que Craig salivou de vontade de provar.

Assim, em um segundo a boca de Craig foi esmagada outra vez, Tweek o encarou por um momento antes de se empurrar para o moreno, havia uma urgência selvagem que nenhum deles podia explicar, mas também nenhum se importou quando suas mentes afogaram-se em calor e desejo.

Tweek gostaria de não se envergonhar, mas estava totalmente em cima de Craig, seu corpo agia por conta própria e cada vez mais atos estranhos se somavam. Craig o incentivando era uma sentença de morte, porque em alguns instantes ele estava movendo-se contra a virilha de Craig, os dois pênis esfregavam-se e Tweek não sabia bem se isso iria a algum lugar.

Estava satisfeito em apenas ter Craig em seus lábios, mas havia uma pequena voz racional falando no ouvido do loiro, avisando que os sons que Craig fazia eram deliciosos, mas desesperadoramente comprometedores, e Tweek já descobrira que seu namorado era tão vocal durante o prazer que era uma surpresa absoluta.

Entre tantas outras.

Craig desceu as mãos que estavam nos ombros de Tweek e espalmaram o traseiro exposto, ele apertou a carne movendo o loiro contra si, o moreno tentou impor um ritmo mais acelerado, mas Tweek mudava o padrão o tempo todo. Era enlouquecedor, toda vez que Craig achava que explodiria, Tweek o parava e começava tudo de novo.

Então, de alguma maneira, aparentemente para alívio de Craig, Tweek resolvera que já tiveram o bastante dessa brincadeira, e então, lá estava aquele frenesi pelo qual o moreno se descobriu cativado.

Tweek perdia o controle, ele manteve-se beijando Craig, mas era um ato calculado, o único, para manter seus pensamentos a salvo de escaparem, na sua mente muitas coisas corriam: O fato de poderem ser ouvidos; as mãos de Craig em sua bunda, a facilidade que ele teria em apenas se afastar e achar um preservativo para terminar isso do jeito mais satisfatório; a urgência do orgasmo; e por fim, o insano pensamento de que ele tinha Craig rente a si, se derretendo sob seus encantos. Craig Tucker, estoico e frio, era, na versão “namorado de Tweek” alguém flexível e receptivo.

Foi com uma tormenta de pensamentos que Tweek sentiu Craig murmurar rente aos seus lábios, as mãos do moreno alcançaram seu ombro, a testa do outro tocou a de Tweek, e ele encarou Craig, seu corpo já sentia todos os avisos do orgasmo, mas quando sentiu que estava muito perto, seu rosto caiu na clavícula de Craig, e deslizando a língua pra cima, Tweek ainda rodou o quadril uma ou duas vezes antes de cravar os dentes no pescoço do namorado e sentir finalmente algo quente e derramar-se ente eles.

Craig sentiu seus lábios sendo tomados outra vez, o orgasmo era tão arrebatador que ele sentia como um pequeno terremoto pelo corpo, era poderoso mesmo que fosse apenas esfregar de peles, ele estava tenso a impressão que tudo com Tweek o deixava fraco e fora de controle, ele sentiu o loiro acelerar seus movimentos, o pênis de Tweek era absurdamente duro contra o dele, e não demorou muito o loiro também se derramou.

Tweek tombou sobre Craig, parecia agora incapaz de se manter lúcido, Craig o segurou, girando depositou Tweek na cama, e ambos ficaram s encarando deitados de lado, Craig beijou a têmpora de Tweek, sentindo-a pulsar, ele mesmo parecia tonto e com o coração acelerado a beira da irracionalidade.

— Você está bem...? — Tweek questionou, havia um tipo de pânico na voz dele, mas Craig o puxou, beijando-o tanto quanto pudesse. — Porra, cara, eu meio que perdi o controle no fim...

— Estou bem. — Craig respondeu abarcando o rosto do loiro com as mãos em conchas. — Você foi incrível, mas eu ainda queria ver o alien.

— Cala a b-boca, Craig.

Tweek gemeu, seu rosto ainda estava vermelho, o sêmen esfriava em sua virilha, mas o corpo ainda parecia uma bola de calor, e não parecia que esfriaria.

— Eu amo você...

Craig sentiu o corpo esgotado, se um dia dissessem a ele que um orgasmo deixava alguém tão fraco assim teria dado boas gargalhadas, porque era apenas absurdo, eles não fizeram muito e aqui estava ele, com certeza sem nem poder se mover para abraçar seu namorado de forma decente.

— Tem certeza? — Tweek parecia sério de repente, ele atirou os olhos para o espaço entre eles. — Isso parece nojento, não sei como aconteceu.

Craig riu levemente, seus olhos pareciam querer fechar.

— Posso mostrar como foi...

Ele beijou a ponta do nariz de Tweek e o loiro teve a presença de espírito de dar um soco no ombro dele, ambos riram, a luz do quarto tornava as nuances dos olhos de Tweek ainda mais bonitas, Craig notou.

— Eu também amo você, Craig.

Tweek disse de repente, e então, Craig sentiu seu coração prestes a explodir, ele puxou o loiro em seus braços e o apertou.

— Mas precisamos limpar essa merda, Craig, eu to falando sério.

O moreno riu e retirou os braços, Tweek se ergueu evitando claramente de olhar para a bagunça, ele foi até uma gaveta e apanhou lenços de papel, atirando para Craig que nem mesmo se moveu.

Depois de se limpar, Tweek desprezou tudo no lixo, com um mínimo sorriso Tweek observou Craig, ele limpou o namorado letárgico que continuava o observando por baixo de cílios escuros.

— Nunca fui tão feliz.

Craig falou subitamente, e quando Tweek ergueu a cabeça, o namorado estava com os olhos fechados, sorrindo, e era tão lindo e tão puro que Tweek gostaria de guardar a imagem.

Se não fosse pela bagunça de esperma e calças arriadas, talvez ele tivesse feito isso.

Feliz, ele se afastou colocando mais lenços de papel no lixo, desligou a luz e então ligou o projetor, puxou o edredom e cobriu Craig, em seguida entrou debaixo das cobertas e puxou o moreno em seus braços, beijando o topo dos cabelos escuros e cheirosos.

Mais tarde comeriam o lanche que Craig trouxera, agora, tudo o que Tweek queria, estava em seus braços, bem junto a ele, e jamais queria perder isso.

 

 

 

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O domingo amanhecera na casa dos Broflovski com um ruivo emburrado sentado na cadeira observando seu namorado dorminhoco, os cabelos escuros espiavam para fora do edredom, e o moreno se moveu ondulando as costas. Kyle sentiu seu coração acelerar reagindo a este pequeno movimento, desconfortável ele ergueu sua perna esquerda apoiando-a numa banqueta que Ike trouxera na noite anterior.

Com um som contrariado incapaz de ser contido na garganta, Kyle desviou o olhar do corpo lânguido espalhado em sua cama, o tornozelo não doía graças ao anti-inflamatório administrado por Stan quatro horas atrás, após receber a medicação, Kyle usou todos seus artifícios de anos de amizade e conhecimento para enredar Stan em alguma atividade interessante, mas o moreno — por algum motivo insensível — não cedia aos avanços do ruivo.

Era um ultraje e tudo o que Kyle sentia agora era uma sensação de frustração azedando em seu estômago, seus pais permitiram que ele ficasse em casa de repouso e não comparecesse a Sinagoga, mas ao invés de se divertir com seu namorado, tudo o que ele podia fazer era observá-lo dormir.

— Por Abraão... — Kyle murmurou para o quarto silencioso, um bufo insatisfeito ecoou no quarto.

Stan se mexeu na cama outra vez, talvez por ter ouvido a voz de Kyle ele acabou virando-se de lado, o edredom escorregou revelando o contorno de sua cintura e coxas quando o moreno atirou o edredom para o lado, se livrando da coberta. Sonolento ergueu os olhos azuis letárgicos e os pousou em Kyle, a mão correu para esfregar o rosto e em seguida escorregou arrumando os cabelos bagunçados.

— Kye... por que não está dormindo? — Stan falou, a voz rouca de sono. — Cara, vem pra cá, tá frio aí...

Kyle cruzou os braços em frente ao corpo, e só por este gesto Stan sentiu-se totalmente alerta, ele sentou-se na cama imediatamente como se tivesse uma mola, os pés tocaram o chão frio e ele aprofundou as sobrancelhas.

— O que houve...?

Quando Stan esticou os dedos para puxar o ruivo, Kyle não aceitou a mão dele, Stan ficou consciente de que teriam alguma outra discussão inútil, mas ele não era o Super Melhor Amigo de Kyle há anos à toa, sabia bem como lidar com isso.

— Não quero voltar pra cama. — Kyle atirou um olhar irritado para Stan. — Você ficou fugindo de mim a noite toda, se é pra ser ignorado, vou ser ignorado daqui mesmo.

Oh.

Sim, e lá estava, Kyle apertou os braços rente ao peito, Stan imediatamente pulou da cama e pairou sobre ele na cadeira, beijando o topo dos cabelos encaracolados, ele brincou com um cacho ruivo entre os dedos e se agachou encarando Kyle agora por baixo, de forma que o outro não poderia ignorá-lo.

— Não fiquei “fugindo”. — Stan disse acariciando o joelho de Kyle através da flanela macia da calça de pijama do ruivo. — Só preciso que você se recupere... ontem foi... um pouco demais.

Kyle apertou os lábios em um beicinho, estava acostumado a ter praticamente tudo o que queria de Stan, mas aqui estava ele, tentando ignorar a boca bege-rosada que era tão beijável mesmo que Stan não tivesse escovado os dentes ainda.

— Vamos lá, Kye... volta pra cama... — Stan se ergueu e o abraçou. — Está com fome? Posso pegar algo para comermos... eu amo você, sabia?

Stan sentiu que o ruivo relaxou o corpo quando o envolveu em seus braços, Kyle tinha as bochechas frias mesmo que a temperatura do quarto fosse razoável, então o moreno o soltou e apanhou apenas a mão dele.

Os olhos verdes esmeraldas não encontraram os azuis de imediato.

— Mamãe deixou chocolate quente na cozinha, mas precisa esquentar no micro-ondas. — Kyle disse com a voz mais macia e menos acusatória. — Eles foram na Sinagoga, só voltam daqui duas horas.

Stan pousou os lábios na têmpora de Kyle e de alguma forma conseguiu arrastá-lo para a cama, foram apenas três passos, mas parecia uma eternidade por conta da pirraça e a perna imobilizada do ruivo, mas o moreno conseguiu, e quando Kyle finalmente se sentou na cama, com as costas coladas à guarda e os pés esticados, Stan colocou um travesseiro embaixo do tornozelo e assim voltou para Kyle, beijando-o.

Os lábios de Kyle eram tão bons contra os dele que Stan se viu perdido o provando, era óbvio que o ruivo já tinha se aventurado até o banheiro e escovado os dentes mesmo sem ajuda dele, Stan não tinha lembranças em sua vida de alguma vez ter encontrado Kyle acordado sem que ele já tivesse escovado os dentes.

— Vou até lá pegar algo para você comer... não dá pra administrar anti-inflamatório e analgésico de estômago vazio. — Stan disse enquanto cobria Kyle fazendo dele um pacotinho de cobertores, o ruivo voltara a ter uma expressão séria. — Já volto, fique quentinho... se você se comportar podemos jogar um pouco!

Kyle sentia a irritação escoando dele, mas se agarrava a ela outra vez porque não queria simplesmente dar o braço a torcer... no entanto, Stan era seu maior obstáculo, porque lá estava o moreno, olhos azuis brilhantes, cabelos escuros bagunçados e sorriso encantador...

— Odeio você.

Kyle gemeu ao declarar isso com voz opaca, Stan riu e beijou-o outra vez, Kyle já sentia seu corpo aquecer, mas o moreno apartou seus lábios e acariciou a face sardenta, ele apertou as cobertas rente ao corpo de Kyle e o ruivo sentiu-se mais aquecido, parecendo um tipo de lagarta em um casulo, até mesmo a perna imobilizada parecia confortável em cima de um travesseiro.

— Já volto.

E Stan saiu do quarto, ele fechou a porta deixando um Kyle emburrado para trás, era meio fofo, mas o moreno sabia que não podia brincar muito disso, em algum ponto Kyle poderia passar de “adoravelmente irritado”, para “exageradamente enraivecido”.

E definitivamente Stan preferia não ver isso.

A noite não tinha sido um passeio no parque para ele também, Stan entrou no banheiro sem se importar com a porta aberta, ele apertou a pasta de dente e começou a escovação matinal se encarando no espelho.

Com Kyle o provocando o tempo inteiro era fácil se deixar levar e cair em amassos incendiários, mas Stan não queria ir tão longe, já se deixara levar quando chegaram no fim da tarde anterior, quando ele cedeu aos seus próprios impulsos e chupou Kyle neste mesmo banheiro.

Porém, agora ele sabia que a perna imobilizada e todo o desgaste eram demais para eles, para Kyle, principalmente.

A privação tornava o ruivo entediado, mesmo que ele parecesse resignado, a verdade era que Kyle estava agitado e descontente, e Stan não queria desgastá-lo com muitas atividades extenuantes...

Porém, seria mentir dizer que ele não queria ceder aos avanços.

Stan terminou de escovar os dentes e fazer tudo o que precisava no banheiro, ficou um instante a mais se encarando no espelho, não tinha olheiras e sabia que dormira bem, ele descobriu que o sexo fornecia um júbilo absurdo, mas a exaustão que a atividade propunha era algo que Stan ainda estava impressionado ao descobrir, seu corpo ficava totalmente liquidado depois de uma rodada de orgasmos, Kyle adormecia quase que imediatamente.

E tudo o que ele precisava agora era que o organismo de Kyle se concentrasse em recuperar a lesão, e não de uma série de clímaces absurdos!

O chocolate quente estava sobre o fogão, Stan descobriu assim que chegou na cozinha, ele despejou nas duas canecas que ele e Kyle usavam, e levou tudo ao micro-ondas, apanhou um pote de biscoitos e puxou da geladeira um pratinho com morangos, assim que ecoou o sinal sonoro do micro-ondas, Stan arrumou tudo sobre uma bandeja e subiu as escadas.

Quando ele abriu a porta, Kyle estava na mesma posição que ele deixou, exceto que agora as bochechas ganharam uma cor rosa-pálido, parecia mais aquecido quando encarou Stan, com os cachos vermelhos caindo sobre os olhos.

— Tem cheiro bom. — Kyle falou, e Stan soltou a bandeja sobre o colo do ruivo e esmagou a boca dele, atirando os braços nos ombros do namorado.

— Você também. — Stan declarou se desvencilhando rapidamente e empurrando um morango na boca do outro, Kyle sorriu de lado, mas aceitou a fruta, um pouco do suco escorreu no lábio dele e Stan desceu a língua para provar. — E tem gosto bom também.

— Cala boca, idiota...

Stan riu e Kyle voltou a mastigar o morango, ele engoliu e apanhou a caneca, Stan continuava o encarando com grandes olhos de filhote de cachorro, e um sorriso mínimo entortando o canto dos lábios.

Eles comeram em silêncio, era aconchegante para dizer o mínimo, Kyle estava acostumado com a presença de Stan por toda sua vida, mas essa novidade de tê-lo ali, podendo abraçá-lo e tocá-lo era tão bom que era ilegal sentir-se tão feliz desse jeito.

Ele assistiu Stan mordendo os cookies, o moreno inconscientemente escolhia aqueles que tinham as maiores gotas de chocolate, Kyle queria rir disso, mas estava ainda posando de namorado irritado, embora mal conseguisse se manter por muito tempo com uma carranca.

— Você quer jogar alguma coisa? Ou podemos terminar aquela série... — Stan falou depois que eles comeram.

Kyle observou a janela, pela fresta da cortina podia ver que estava claro lá fora, ventava, mas não havia flocos de neve se chocando com o vidro, ele queria aproveitar a ausência dos pais para rolar na cama com Stan.

O moreno depositou a bandeja com as canecas vazias sobre a escrivaninha de Kyle, os celulares de ambos tinham uma luz intermitente piscando para avisar que havia notificações de alguma rede social, mas Kyle já havia ignorado isso na noite anterior, e Stan não estava interessado em ver agora.

Ele entregou ao ruivo uma garrafa de água que havia ali, Kyle tomou, porque Stan fizera uma pequena palestra sobre os anti-inflamatórios e a absorção do corpo, e por algum motivo isso não incomodou Kyle, era de se esperar que Stan soubesse tanto sobre recuperação de lesões, sendo o Capitão do Time de Futebol Americano.

— Não to animado para assistir nada... — Kyle respondeu entregando a garrafa, Stan apanhou e colocou-a na escrivaninha junto com a bandeja.

O moreno sentou na cama novamente, os dedos pentearam os cabelos do namorado, ele expôs a testa quando empurrou os cachos ruivos para trás.

— E se nós só ficássemos deitados para que eu pudesse te beijar para sempre? — Stan ofereceu se abaixando rente aos lábios do namorado. — Se você prometer que não vai se exaurir muito...

Kyle girou os olhos, mas seus braços de qualquer forma se enredaram no pescoço de Stan, ele puxou o namorado para si e o moreno pousou ao seu lado, o abraçando até que Kyle quase perdeu o fôlego.

Os lábios deles se reuniram em algum ponto e Kyle só sabia que era a coisa certa a fazer quando segurou o rosto de Stan, o moreno embrenhou os dedos na nuca do ruivo, enquanto a língua tocava cada parte secreta dentro da boca do namorado, Stan segurava nos cabelos macios, o corpo tão consciente da presença um do outro que era quase impossível ignorar o calor que crescia entre eles, a necessidade do corpo era quase como uma força que se impunha.

Kyle foi quem separou os lábios, ele reuniu as testas e Stan eventualmente escorregou, depositando o rosto no peito do ruivo, o cheiro de Kyle era fresco e convidativo, picante e ao mesmo tempo doce, Stan queria se perder naquilo. Ele abraçou Kyle pela cintura, esfregando a ponta no nariz no ombro do ruivo.

Kyle sentia-se relaxado, a frustração de horas atrás um pouco esquecida apesar do desejo ainda reverberar na pele dele. Porque agora, alimentado e aquecido, tudo o que ele sentia era o coração repleto de amor pelo namorado que prendia em seus braços.

— Droga, Stan... — Kyle falou de repente.

Stan ergueu os olhos azuis cobalto para ele, estavam reluzindo com aquela expressão tão própria que Kyle acostumara a ver todos esses anos quando eles acordavam.

— O quê...? — Stan sentia-se tão confortável que poderia cair no sono novamente.

Ele não estava dando atenção para a própria ereção que esfregava discretamente na coxa de Kyle, a mão escorregava da cintura do ruivo e tocava de forma distraída o volume que havia na calça de pijama do namorado.

Estar excitado era uma constante que eles aprenderam a relevar nas últimas semanas, era um estado físico que apontava o quanto se queriam, e Stan não podia deixar de pensar que seu peito estava tão cheio quanto seu pênis, mas não podia dizer isso em voz alta, por mais que quisesse... senão Kyle usaria o estado para tentar seduzi-lo novamente.

Kyle o encarava, tinha um sorriso lento no rosto, olhos verdes pousaram nele quando Stan o encarou, as faces do rosto do ruivo rosadas e o moreno torcia para que isso significasse que Kyle estava aquecido em seus braços, debaixo do edredom.

— Eu amo tanto você...

A declaração dita sem preâmbulo era uma marca registrada de Kyle, falando de repente e justo quando Stan se encontrava amortecido de sono.

— Eu também...

E assim Kyle pousou os lábios nos cabelos escuros de Stan e sentiu-se deslizar para o sono, não mais frustrado, mas sim feliz em sentir o corpo quente em todos os lugares, a carência sexual totalmente alimentada com esse novo sentimento de plenitude que ele experimentava ao ter o namorado protegido em seus braços.

Antes de adormecer, Stan se questionou que tipo de sentimento absurdo era esse, que o fazia repleto de prazer, só de estar aqui com Kyle.

 

 

 

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A porta do Hummer bateu, era quase meio-dia, a viagem da noite anterior fora proveitosa, mas ao mesmo tempo fatigante, ele moveu o braço direito, exercitando os músculos doloridos das horas dirigindo na noite anterior.

Não podia ficar simplesmente parado depois do que acontecera, uma manhã de domingo trivial não era pra ele e obviamente tinha um plano e não deixaria que nada o atrapalhasse. Depositou as sacolas no banco de trás do carro que mais parecia um tanque de guerra, ele gostava assim, o carro impunha respeito por onde ia, e especialmente, empunharia respeito onde estava indo, agora mesmo.

Ele atirou um saco de papel pardo no banco do passageiro, ali havia um lanche para a viagem, talvez precisasse pegar mais alguma coisa no caminho, mas ele tinha dinheiro para isso. Pensando no caminho que seguiria ele observou as correntes nas rodas do carro, estavam prontas para descer as Montanhas Rochosas, satisfeito entrou no banco do motorista, mas antes de dar a partida puxou o celular do bolso, os dedos grossos passearam pela tela observando as respostas ao vídeo que publicara em uma conta anônima no twitter.

O resultado era exatamente o que ele esperava, o mundo é bastante previsível se você apertar os botões certos, e ele sabia muito bem como fazer isso.

Quando desligou a tela do celular e ergueu os olhos, viu ela se aproximando pelo espelho retrovisor, sabia que mais cedo ou mais tarde ela viria atrás dele, a maldita piranha era esperta afinal, ele detestava gostar tanto dela.

Quando o motor do carro rugiu e as rodas empurraram a neve da rua em frente à sua casa, ele ainda deu uma olhada para vê-la parar nos trilhos, talvez desapontada por não chegar até ele e obter algumas explicações.

Sorrindo satisfeito ele dobrou na esquina ainda em tempo de ver o novo casal repugnante trocando um beijo, ignorando a visão para que seu dia não fosse prejudicado por algo tão trivial, ele dirigiu com uma mão só, a outra puxou uma rosquinha de dentro do saco de papel, seu único passageiro nessa viagem para uma atitude sem volta.

 

 

 

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Butters caminhava calmamente pela neve, não queria se despedir, era verdade, preferia levar Kenny até sua casa e deixá-lo lá em segurança, a neve que começava a cair não era mais fria que suas mãos agora que Kenny as soltara.

Kenny tinha o rosto franzido encarando o caderno de anotações de um trabalho que eles tinham que entregar no dia seguinte.

— Vamos precisar rever essa parte dos colchetes, parênteses e... traços... tem vários tipos de traços. — Kenny declarou riscando cada ponto de suas dúvidas com a caneta laranja florescente no caderno de anotações. — E a “hifenização com palavras terminadas em -ly"?

Ele ergueu uma sobrancelha e encarou Butters, que levantou sua própria caneta marca-texto azul florescente.

— Ken, já falei que essas canetas você usa só para marcar as coisas importantes. — Butters disse assinalando o texto que dizia hifenize se a palavra -ly atuar como uma ideia. — Entendeu? Se sair marcando tudo não vai saber o que é de fato importante.

Os olhos azuis celestes de Kenny brilharam quando ele ergueu o marca-texto laranja e fez um traçado na ponta do nariz de Butters, o loiro menor sorriu franzindo o cenho.

— O que é isso? — Butters perguntou envesgando os olhos como se pudesse ver o traçado.

— Marquei o que é importante pra mim! — Kenny sorriu e Butters amou vê-lo plissar os olhos.

— Não seja bobo, Ken...

Kenny se inclinou pousando os lábios na testa do namorado, Butters soltou uma risadinha, e quando Kenny se afastou colocando o caderno de anotações na própria mochila, o pequeno Stotch sabia que estavam se despedindo.

— Vamos nos falar mais tarde para terminar esse trabalho de Inglês. — Kenny disse, ele também não queria se despedir. — Sei que você já deve ter terminado a sua parte, mas... porra, esse ano tem tanta coisa pra ler que Inglês vai me foder sem lubrificante... nada do cuidado e do carinho que você teve!

Butters o puxou beijando-o apenas por sentir seu coração acelerar com as lembranças, ele levou alguns segundos para se afastar quando ouviu um carro passando por eles.

— Tudo bem, Ken, meu pai sabe que temos esse trabalho, ele tem a minha planilha de tarefas a entregar colada no escritório dele, lá tem o seu nome como minha dupla, por isso ele não vai estranhar a sua presença na nossa casa.

Kenny acenou com a cabeça, era o esperado de um pai tão controlador como Stephen, mas de alguma forma os dois estavam indo bem com o namoro "regrado", mesmo com o cerco do pai de Butters.

Quando se separaram, Butters chegou em casa, seus pais ainda estavam na missa, Padre Maxi era o pároco e falava muito nas homilias, o que com certeza hoje era um trunfo para o pequeno Stotch, que ainda adorava conversar com o religioso, assim como seus pais.

Isso provavelmente atrasaria o Sr. E a Srª Stotch para o almoço que seu filho único nem mesmo começara a preparar.

Butters soltou sua mochila no quarto, trocou de roupa e apanhou o celular morto e seu carregador. Ele tomara banho com Kenny horas atrás e seu corpo ainda reluzia dos toques que eles trocaram, era algo que provavelmente sentiria em sua pele por muito tempo.

Pensando nisso, desceu para a cozinha, colocou o celular para carregar no balcão e começou a fazer o almoço. Enquanto lavava legumes na pia, o celular ligava e imediatamente uma chuva de notificações explodiu na tela, Butters franziu as sobrancelhas, não era comum tantas notificações exceto se o mundo estivesse acabando, por isso secou as mãos em um pano de prato, e em seguida puxou o celular ainda preso ao fio do carregador.

Quando tocou na primeira notificação, uma mention no twitter, não pôde acreditar no vídeo que começou a rolar na tela.

— Santo Deus dos Biscoitos! — Ele sentiu o celular vibrar recebendo mais notificações. — Preciso ligar para eles...

 

Na casa dos Broflovski, Stan acordara de outra soneca, seu corpo parecia revigorado e ele já até convencera Kyle a tomar uma sopa para acompanhar a dose da medicação, ele descia as escadas enquanto ouvia o telefone residencial tocar, Sheila estava preparando algo na cozinha e a casa toda tinha esse cheiro de assado maravilhoso.

— Alguém por favor atenda esse telefone! — A voz de Sheila ecoou, Stan chegou ao patamar e não vendo ninguém por perto, caminhou para o telefone, antes de apanhar o aparelho, Sheila virou a cabeça largando um assado em cima da bancada ao lado do fogão. — Ah, graças a Jeová, Stanley, por favor, atenda para mim!

Stan puxou o aparelho e pressionou o botão verde.

— Residência dos Broflovski.

— Ah, Stan, graças a deus, você e o Kyle não estão com os celulares ligados? — Era a voz de Butters e ele parecia frenético. — Por favor, prepare o Kyle primeiro, ele vai ficar tão bravo...

— Butters, se acalme! — Stan ordenou e imediatamente a falação de Butters parou. — Que porra está acontecendo afinal?

— Um vídeo... — Buters puxou o ar e começou a explicar.

Stan ouviu atentamente, sua expressão ficando cansada conforme o resumo de Butters avançava.

— Anônimo? — Ele perguntou e assim que Butters confirmou, Stan apertou a ponte do nariz. — Vou tentar chegar nisso antes dele.

Stan afastou o aparelho do ouvido, mas quando ergueu os olhos na escada, Kyle estava lá em cima, em sua glória total e descabelada, seus olhos eram como fogo verde, líquidos e assassinos.

— Stan, acabei de ver isso — o ruivo erguia o celular com a mesma mão que segurava as muletas —, “anônimo” minha bunda! Eu e todos nós sabemos muito bem quem fez isso!

— Kyle... calma... vamos ver o que podemos fazer...

Mas naquela mesma tarde, algumas horas depois, um novo vídeo foi postado naquele mesmo perfil, e era muito pior que o primeiro.


Notas Finais


Oieeeee!!

Muitos beijos nesse capítulo... adoro 😚

Esse plot era pra caber todo num cap só, mas achei injusto com os pombinhos, por isso parece que vamos ter um ou dois caps a mais do que eu esperei!

Bem, se leram até aqui, DEIXEM UM COMENTÁRIO!
Vocês gostaram dos momentos dos casais? Comentem! Desconfiam de algo e alguém? Me contem tudo!!

Oh, em breve estarei postando fics da Style Week, saíram os Prompts e eu to DELIRANDO com as possibilidades!

Mil Bjs,
Vivi


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