História Quero Te Esquentar Neste Inverno - Capítulo 5


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Categorias Frozen - Uma Aventura Congelante
Personagens Hans, Kristoff
Tags Bara, Hansoff, Hard Lemon, Hyper Cocks, Muscles, Yaoi
Visualizações 154
Palavras 1.715
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Atrás da Cortina


O mistério do dia e de todos os outros era aquela janela.

Hans sentia que estava gastando muita energia mental só por ficar olhando para aquela janela no lado oposto da sua. Talvez, ele estivesse exagerando demais em ficar obcecado com uma simples janela.

O que poderia haver de misterioso por trás daquelas cortinas?

Um quarto de casal? Uma biblioteca esquecida? Um cômodo cheio de quinquilharias do passado? Ou... um par de olhos vendo tudo do outro lado?

Hans sabia que existiam muitas pessoas estranhas no mundo como aqueles vizinhos reclusos e sombrios que ficam observando as pessoas por trás das cortinas de sua janela. Ele já viu muito disso em filmes de terror e suspense dos Estados Unidos. Pessoas desse tipo podiam ter só uma fobia social, ou seriam psicopatas perigosos em casos mais extremos – aqueles psicopatas que ficam obcecados por suas vítimas e depois as matam de formas cruéis e desumanas.

Mas aqui não é os Estados Unidos, um país considerado de primeiro mundo e que ainda tem muitos perigos. Aqui era a Noruega, que já foi eleita um dos países mais felizes, verdes e bons para se virar, junto com a Dinamarca e os outros países escandinavos.

Se a Noruega possuía baixos índices de depressão e criminalidade, por quê Hans insistia em ter vários pensamentos paranóicos sobre aquela janela? Talvez, fosse só a sua curiosidade falando mais alto como se ele pudesse construir uma ponte entre os dois prédios e ir até o outro lado para bater naquela janela.

Ele estava parado diante da janela sob a luz de sua sala de malhação. Já tinha pintado no seu atelier e feito alguns esboços em algumas telas. Agora, ele estava reservando alguns minutos de observação obsessiva para aquela janela. De alguma forma, o ruivo sentia que tinha alguém, ou alguma coisa atrás daquelas cortinas o olhando de volta. É claro que não havia movimentação no tecido delas e nem um barulho sequer. Mas tudo o que lhe restava era um momentâneo clarão de televisão durante a noite e essa intuição meio paranóica de que tinha alguém o observando.

Hans não podia deixar de se sentir lisonjeado. Ele tomava ciência de que era um macho muito quente e sensual, mas será que essa tal pessoa misteriosa não poderia dar as caras simplesmente? Seria legal ele ter alguém com quem conversar – sem precisar de sexo na jogada – até porque Hans estava sozinho desde que partira de Bryggen. Não conseguira fazer nenhuma amizade decente e duradoura em Oslo, mesmo depois de ter atraído a atenção de muitos com o seu trabalho de arte.

Seu dedo tocou o vidro embaçado de sua janela e deslizou por ele na diagonal, dando-lhe um filete de visão nítida da janela no outro lado. Passou a mão pelo vidro e foi desembaçando tudo de modo que o que quer que estivesse no prédio ao lado pudesse ver todo o seu corpo. Tudo o que o ruivo vestia era uma calça de moletom cinzenta.

Dessa vez, Hans não iria se masturbar na janela até porque ele não sabia quem o estava observando. E se fosse um velho safado? Ou alguém com herpes genital? Ou um maluco obsessivo?

Não.

Hans ia apenas mostrar os seus músculos como se fosse um fisiculturista. Ele deu as costas para a janela e foi pegar dois halteres de aço num suporte ali perto. Voltou e começou a levantá-los lentamente com pausas breves entre cada um dos braços musculosos.

Seus olhos verdes se fixaram nas cortinas. Dava para ver dificilmente que havia uma estreita abertura entre elas, mas só haviam trevas ali. Hans iria se mostrar para as trevas.

Suas veias se dilatavam em seus bíceps musculosos toda vez que ele levantava um dos halteres. Seu peitão definido parecia ficar ainda mais duro com esses exercícios e seus mamilos pareciam ficar mais grossos e carnudos.

Ele ficou levantando os halteres por algum tempo. Em seguida, colocou-os de volta no suporte e ficou de frente para a janela. O marmanjo ruivo levantou os braços na horizontal e os flexionou, mostrando como seus bíceps eram fortes. Ele fez várias poses de fisiculturistas na janela e até teve de inventar algumas novas, tudo para conseguir atrair os supostos olhos que o observavam todos os dias.

Hans flexionou seu peito, fazendo seus peitorais definidos saltarem sensualmente.

Mas não houve reação alguma nas cortinas. A pessoa misteriosa não iria simplesmente escancarar a própria janela e se jogar toda desnuda na sua. Isso nem faz sentido de se pensar.

O ruivo lambeu seus dedos com sua língua carnuda e começou a esfregar seus mamilos bicudos, lambuzando-os com sua saliva quente. Seus dedos apertaram os mamilos rechonchudos e rosados, e os puxaram carinhosamente. Os dois logo ficaram durinhos e eriçados.

Ele se aproximou mais da janela e esmagou seus mamilos duros contra o vidro gelado. Decididamente, seria uma visão muito picante de se ter.

Só que isso era perda de tempo. Hans tinha coisas melhores para fazer como...

Beber chocolate quente e ficar desenhando sozinho no seu café favorito. Era isso o que ele iria fazer esta noite. O marmanjo deu as costas definitivamente para a janela misteriosa e foi embora.

:

Kristoff sempre soube que estava seguro nas sombras de sua sala de estar por trás das cortinas – mas, nesses últimos dias, ele começara a desconfiar de que sua observação diária era devolvida por uma observação mais curiosa.

Naquela semana, o loiro andou percebendo que o seu ruivo favorito parecia estar olhando demais para a sua janela. É como se ele estivesse tentando descobrir o que se escondia atrás das suas cortinas. No entanto, só às vezes, Kristoff sentia que o olhar de Hans estava vidrado diretamente nele como se tivesse a visão de uma ave de rapina.

As cortinas de sua janela passaram a ficar fechadas desde que Kristoff descobrira como Hans era maravilhoso e ele queria o ficar observando sem ser pego em flagrante. Era melhor assim. Mas e se Hans fosse alguém muito curioso? Kristoff só conhecia a sua máscula e sensual forma física de longe, mas tratando-se de seus aspectos de personalidade e história de vida, ele era totalmente leigo.

Hoje, Kristoff estava sentado numa cadeira e comendo de um enorme pote de iogurte com frutas vermelhas. Seus olhos castanhos estavam vidrados na fresta das cortinas, que por sua vez lhe conferia a visão da janela do prédio ao lado. O vidro estava embaçado, mas logo um dedo deslizou por ele.

O loiro se endireitou na sua cadeira e olhou mais de perto. Suas pupilas até se dilataram de animação.

Uma mão saiu deslizando pelo visão embaçado até que finalmente surgiu aquele marmanjão ruivo. Ele estava olhando mais uma vez para a janela fechada de Kristoff. Seu olhar era curioso e desconfiado como se sua mente estivesse maquinando intensamente para criar várias teorias mirabolantes sobre todos os segredos e mistérios atrás da cortina.

Então, aconteceram algumas coisas interessantes.

Hans pegou halteres de aço e começou a levantar eles na frente de sua janela. Isso deixou Kristoff surpreso e curioso. Será que aquele ruivo sabia que estava sendo observado, ou só estava tentando chamar a atenção, caso estivesse sendo observado? Essa questão era muito intrigante.

Ele ficou levantando os halteres por algum tempo antes de parar e ir fazer outra coisa. Agora, o ruivo flexionava cada um dos seus músculos definidos e fazia várias poses de fisiculturismo – algumas Kristoff desconhecia. Decididamente, Hans era muito lindo e sensual. Tinha um olhar verdejante meio inocente que contrastava com as costeletas ruivas e os músculos fortes de machão.

Pois bem, Hans fez uma coisa que provocou Kristoff entre as pernas e até o fez parar de comer o seu iogurte suculento. Ele lambeu os dedos e os esfregou em seus mamilos tão lindos e sensuais. Ficou brincando com seus mamilos por algum tempo e depois os esmagou contra o vidro gelado da janela.

Kristoff mordeu o lábio ao ver aqueles mamilos sendo esmagados contra o vidro. Era uma coisa muito gostosa de se ver. Ele olhou rapidamente para baixo e viu que seu pauzão já estava dando sinais de vida dentro de sua calça de moletom.

Como seria bom se Hans se masturbasse na janela de novo.

Mas ele não fez isso. Em vez de se masturbar fogosamente, o ruivo deu meia-volta e saiu de sua sala de malhação. O loiro sabia para onde ele iria essa noite e foi nessa noite que ele fez uma grande decisão.

O próximo passo seria dado hoje.

:

Naquela noite, o Café Troll do Rio estava bem lotado. Estava nevando lá fora e as pessoas apareciam aos montes sacudindo a neve dos casacos ao entrarem pela porta de vidro embaçado, todas se deleitando com o calor aconchegante do estabelecimento muito bem ambientado com música da boa e cheiro de grãos de café sendo torrados na hora.

Hans estava na mesma mesa de antes, era um lugar de sua preferência. Seu olhar estava vidrado mais uma vez em cada traçado do seu lápis. Dessa vez, ele desenhava uma mulher viking de longos cabelos loiros e empunhando uma espada reluzente no alto de uma montanha. Ao seu lado, estava uma caneca de chocolate quente, cujo chantilly já havia sido devorado quase que por inteiro.

Sua mente estava bem distante daquele café. Ele não ouvia vozes, nem música, nem buzinas. Tudo tinha o ar de um profundo estado meditativo ao seu redor. Seu lápis deslizava placidamente pela folha de papel do caderno como se fosse uma terapia. Hans estava tão concentrado no seu desenho que nem percebeu quando o seu admirador secreto entrou pela porta do Café Troll do Rio.

Pés vinham em sua direção. Usavam botas de inverno. E Hans nem desconfiara de que alguém estava vindo em sua direção.

-Você é... Hans Westergaard, não é?-perguntou uma voz masculina meio tímida.

Por algum milagre, Hans ouviu aquela voz com seus próprios ouvidos. Ele levantou sua cabeça e viu que tinha alguém parado em frente a sua mesa.

Era um marmanjo de cabelos loiros claríssimos e profundos olhos castanhos. Mesmo ele usando roupas de frio, dava para ver que ele tinha um corpo bem gigante e forte. Foi uma das primeiras coisas que o ruivo percebeu naquele loiro tão lindo.

-Sim...-Hans respondeu inocentemente.-Sou eu.

 

-Muito prazer.-o loiro sorriu.-Sou Kristoff Bjorgman.



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