História Quero você até o fim - Capítulo 1


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Capítulo 1 - O início



-Você disse alguma coisa querido?- digo me virando em sua direção.

Na minha frente vejo um homem lindo, alto e ... sorrio percebendo seu peitoral nu, uma calça de moletom cinza clara caindo do seu quadril só o suficiente para deixar a mostra algumas veias saindo de seu abdômem até um pouco mais em baixo.

Meu sorriso aumenta quando sinto suas mãos fortes em volta da minha cintura. Sua boca se aproxima da minha com os lábios levemente entreabertos. Nossos lábios num toque tão delicado que nem tenho certeza se realmente se tocavam. Podia sentir sua respiração de encontro a minha pele. Todo meu corpo se arrepiando. Suas mãos subindo nas minhas costas até alcançar a minha nuca, aproximando e intensificando nosso toque. E então ... ele para.

-Eu disse para se apressar se quiser chegar a tempo.- ele sorri, e finalmente me beija. Seus braços se enrolam em volta do meu corpo, nossos lábios numa dança calma e ensaiada, sua lingua toma conta da minha boca. Seus lábios macios precionando os meus. Nos afastamos finalmente quando o ar nos falta.- Vou te levar para o trabalho hoje Clary.- e com um asseno de mão ele coloca um caixo de cabelo atrás de minha orelha.

-Obrigada, pensei que teria que ir de uder hoje.- digo me afastando e pegando meu café da bancada.- Mas acho melhor você ir se vestir Alec, se quiser realmente me levar é melhor colocar pelo menos uma camiseta.

-Pensei que gostaria de me apreciar enquanto chega ao trabalho.- sorrimos juntos enquanto eu beberico meu café e ele corre até o quarto.

Quando termino minha bebida quente ele já está pronto, veste um terno preto elegante, uma camisa branca e uma gravata preta que ressalta a cor intensa de seus olhos.

-Vamos?- eu asceno e ele poem a mão espalmada em minhas costas me direcionando à saída.

Chegamos ao carro e ele abre a porta do passageiro para mim.

-Que gentileza a sua.- digo lhe mandando um sorrizo ao qual ele retribui.

Ele fecha a porta assim que me sento e se encaminha ao lado da direção. Ele sempre liga o rádio quando dirige e coloca em qualquer estação que esteja passando uma música minimamente decente, dessa vez é uma música em inglês com uma batida até que descente, deve ser mais uma daquelas músicas do momento.

Passados mais alguns momentos em silêncio exceto pelo rádio esbaforido de onde sai uma música péssima, chegamos ao meu trabalho.

Alec para o carro em frente ao prédio alto com vidrassas em toda sua extenção.

-Que horas eu te busco?- ele se estica em minha direção e me da um beijo rápido.

-Hoje não precisa. Vou pegar um relatório no décimo terceiro andar e ficar trabalhando nele depois do horário da saída.

-Ok, mas não trabalhe tanto Clary.

-Ok. - rio.- Tchau Alec. Até mais tarde.- digo saindo do carro.

-Tchau Clary.- ele diz saindo com o carro.

Olho para trás e já não o vejo.

Suspiro.

Vou caminhando pelo saguão até o elevador, onde aperto o número vinte e sete e espero chegar ao meu andar. As portas se abrem e eu saio lá de dentro, de onde vejo minha secretária.

-Olá Helen, como vai?- digo me apressando para dentro da sala.

Ela corre atras de mim com uma pasta cheia em suas mãos.

-Bom dia srta. Fairchild.- ela diz me entregando o envelope.- O sr. Starkweather pediu que deixasse o câmbio do capital nos envelopes.

-Ok obrigada.- digo me sentando na cadeira.

- E seu irmão também ligou, ele pediu para que retornasse assim que possível.

-Ok, obrigada. Vou ligar pra ele agora mesmo.- digo pegando o celular e me recostando na cadeira.- Está dispensada agora, obrigada.

-De nada srta. Fairchild. -ela diz saindo da sala, e assim que a porta se fecha eu aperto a discagem.

-Oi Sebs, por que você n ligou direto pra mim?

-Oi Clary, eu liguei sim, você que não atendeu.

-Não ligou não, se tivesse ligado teria ficado marcado no histórico de chamadas.

-Liguei sim, seu celular que não marcou.

-Não ligou.

-Compra um celular novo que marca quando alguém te ligue.

-Vai se fuder Sebs.

Ouço um riso do outro lado da linha.

-Então, na verdade eu te liguei pra saber que roupa eu compro pra amanhã.

Amanhã.

Parece tão estranho que depois de tanto tempo isso finalmente esteja acontecendo. Já fazem sete anos que eu e Alec estamos juntos e nunca houve uma apresentação oficial entre as famílias, e por isso vamos fazer esse jantar. Claro que conhecemos alguns familiares um do outro já que estamos juntos desde os 19 anos, mas é diferente, nunca houve nada tão oficial ou formal. Ele me faz me sentir tão calma e segura, acho que é por isso que estou com ele. Não é por isso que todos ficam?

-Clary?- a voz do outro lado da linha me desperta.

-Ahn? Oi.

E de novo ouço-o rindo.

-Você ouviu alguma coisa que eu disse Clary?

-Claro, claro. Ouvi sim.

-Ah é? Então o que eu acabei de dizer?

-Que eu sou uma irmã incrível e que você me ama.

-Boa tentativa, mas na vdd queria saber se você e o Alec querem ir no bar hoje depois do trabalho, lá pelas sete horas. E sobre a roupa.

-Claro Sebs, eu ia adorar. Vai ser algo chique mas nem tanto, ta mais pra esporte fino. Vou ligar agora mesmo pro Alec e ... não espera. Ai que droga.

-O que foi Clary?

-Ai que droga. Lembrei que hoje eu vou ficar no escritório até tarde, talvez eu só saia depois das nove.

-Tudo bem. Vamos fazer o seguinte, o Alec vem na hora combinada, aí você chega depois, pode ser?

-Ótimo Sebs. Vou ligar agr mesmo pro Alec. Tchau, até mais tarde.

-Tchau Clary. Vou te enviar o endereço por mensagem.

Encerro a ligação e já ligo para o Alec.

-Oi Clary.

-Oi Alec, eu tava te ligando pra falar sobre hoje a noite. O Sebs quer encontrar a gente as sete num bar, só que eu vou estar trabalhando até as nove, então vou chegar mais tarde.

-Tudo bem, já entendi o seu ponto. Chego lá as sete, só me enviar o endereço.

-Ok, já faço isso.

-Mais alguma coisa querida?

-Não não. Só isso mesmo. Espero não ter atrapalhado.

-Não, tudo certo. A próxima reunião só começa em meia hora.

-Ótimo. Então tchau Alec.

-Tchau querida.

Desligo o telefone e mando o endereço que o Sebs me mandou para o Alec. Assim que termino isso me enpenho nos papéis.

A pilha de papelada em minha mesa parece especialmente grande hoje.

Ás seis terminei toda a papelada, fui até o décimo terceiro andar e peguei mais outra.

Qando terminei o sol já tinha se posto, os andares daquele grande prédio já estavam quase todos vazios. Assim como Helen os outros funcionários já tinham ido em bora há horas.

Eram oito e trinta e cinco quando entrei no elevador já me olhando no espelho.

Conferi minha roupa, terno cinza claro, camisa branca, sapato bico fino preto, e colar de pedras grafite, tudo impecável. Menos é claro aquele coque mal feito despontando do todo da minha cabeça. O refis já saindo do elevador.

Peguei o celular e chamei um uber que chegou bem rápido. Me joguei no banco de trás, e descobri que como meu namorado este motorista tinha o hábito de escutar o rádio, e como meu marido, não importava a qualidade da música. Ele me perguntou se preferia que desligasse, mas ele parexia estar se divertindo.

Chegando lá desci do carro e percebi que naquela rua haviam dois bares.

Ótimo.

Fui andando pela calçada já percebendo que estava chique demais para aquele lugar. Talvez tivesse sido melhor eu ter passado em casa e trocado de roupa.

-E NUNCA MAIS VOLTE!- bradava a voz de dentro de um dos bares, que agora de perto, estava mais para um boteco.

O homem alto e forte empurrou outro para a rua. Este caiu sobre a calçada já se levantando.

A porta do bar bateu às nossas costas.

-Esse imbecil ainda me paga.- murmurava entre dentes o homem loiro batendo o pó de suas roupas.

-Oi? Tudo bem? Eu vi que...- comecei.

-Tá. Ta sim. E você o que tem a ver com isso?- ele diz sem nem ao menos olhar na minha cara.

-Nossa nada. Eu só...

-Exatamente. Nada! Agora vê se você se manda daqui. -ele dispara e se vira pra mim. E então quando finalmente me ve ele começa a rir.

-Sabe, essa não é a reação comum das pessoas a meu respeito.- digo cruzando os braços.

-É claro que não. Todos devem se curvar aos seus pés. Ó rainha de tudo. -na última frase sua vóz é grosseiramente almentada duas oitavas.- Minha família é igual você. Um bando de riquinhos esnobes que só se importam consigo mesmos em seus ternos chiques de linho e bolsas da gucci.

-Tenho certeza que sua família não é como eu, por que se fossem você não seria assim.- disparo. Sinto raiva pulsando em minhas veias.

-Ah é? E como eu seria?

-Mais educado, definitivamente.

Ele se aproxima de mim e seu sorrizo é irritante e provocador. Ele é claramente um sabe-tudo arrogante. 

-Escuta aqui seu...

-Dobre a língua para falar comigo gatinha. - ele fala com um doçura forjada.

-Tenho mais o que fazer.- digo e saio andando em direção ao outro bar.

Ainda consigo ouvir a risada imbecil daquele canalha atrás de mim enquanto marcho até o fim da rua.

Entro no bar e procuro meu irmão ou Alec, quando os vejo sentados com uma morena linda com o cabelo cheio e armado.

Alec está sorrindo pra ela e o ciúmes que sinto me faz esquecer o que houve há poucos momentos.

Me dirijo até a mesa no canto e no caminho eles me veem e ascenam para mim, e é claro que eu retribuo com um sorriso doce e delicado como deve ser.

-Olá rapazes, oi Maia.- digo me sentando ao lado de Alec e colocando minha mão no meio de suas coxas grossas. E sorrio doce e friamente para Maia.

-Oi Clary.- interrompe Sebs.- estavámos te esperando.

Alec põem uma das mãos em meu ombro. Permitindo que eu chegasse um pouco mais perto.

-Sim, estávamos anciosos.- disse Maia bebericando sua cerveja.

-E como você vai Maia?- pergunto.

-Então, era sobre isso que queria falar com vocês hoje.- diz Sebs- Eu e Maia comessamos a namorar.- Ele coloca seu braço em volta da cintura dela os aproximando. Maia não rejeita, mas também não ajuda o movimento.

-Que bom cara, estou feliz por vocês.- diz Alec.

-Sim, que bom que estão felizes.-digo sorrindo.

-Obrigado pessoal, e para comemorar a primeira rodada é por minha conta.- Sebs diz ainda muito feliz com a notícia.

E assim passamos a noite. Comemorando, bebendo e nos divertindo.

Fechamos o bar, já eram três e meia da manhã. Sorte que o dia seguinte é um sábado.

Chamamos outro uber e depois que chegamos em casa só me lembro de me jogar na cama.

Dormi rápido pensando naquele dia. Na pilha imensa de papelada na minha mesa, no Alec quase pelado na minha cosinha de manhã, sorrio com essa imagem ainda gravada na minha cabeça, no meu irmão e a Maia namorando e, é claro, no homem na frente daquele boteco.

Tento esquecer ele.

Depois de alguns minutos entro num sono tão pesado quanto possível.



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