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História Questions And Notes - Capítulo 1


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Notas do Autor


Mais outra fanfic porque sim! É o que resta fazer nessa quarentena.
Eu estou bastante animada com ela, pois é meio clichêzinha sim, mas tentei colocar um elemento novo no meio para chamar atenção
Grace VanderWaal as Selena Mason (mas podem imaginar como quiserem)
BTS as BTS

Capítulo 1 - Chapter One


Fanfic / Fanfiction Questions And Notes - Capítulo 1 - Chapter One

CHAPTER ONE

APRIL, 11th – THURSDAY

Inesperadamente, meus óculos são retirados do meu rosto. Em seu lugar restam somente borrões indistintos e coloridos do que antes era o corredor da Western High School, lotado de alunos esperando dar o sinal de início das aulas.

– Não vou devolvê-los até concordar em ir à festa comigo – diz Miranda, frequentemente conhecida como minha melhor amiga. Nesse momento, no entanto, é o motivo por trás da minha falta de paciência.

Há uma semana que a garota insiste para que eu vá a “pequena reunião de amigos” na casa de Park Jimin que ocorrerá amanhã, porém essa é a última coisa que pretendo fazer. Eu odeio festas e aglomerados de pessoas, me sinto tão sufocada. E se estiverem bêbadas, se não alteradas por outra coisa, a sensação triplica.

Por esse motivo, nego sem hesitar a cada vez que Miranda Brooks – que, ao contrário, ama tais aglomerações – pede para acompanhá-la. De tanto pedir, a ruiva desistiu da abordagem e resolveu passar para algo mais infalível: chantagem. Ainda por cima, uma envolvendo os dez graus somados de miopia e astigmatismo que possuo; adoraria dizer que é um exagero e que não enxergo tão mal a esse ponto, entretanto...

– Você vai entregá-los agora mesmo, a menos que queira ficar sem aquele vestido preto que você está pedindo há séculos para usar – infelizmente, para Miranda, essa é uma área que eu, Selena Mason, possuo certo conhecimento devido aos meus irmãos mais novos. Aqueles pestinhas.

Imediatamente, meus óculos são devolvidos, deixando a outra com um pequeno bico.

– Você não sabe brincar – murmura a garota. Em seguida, o sinal bate e todos os estudantes começam a se dirigir para suas respectivas salas, incluindo nós duas.

No entanto, antes que conseguíssemos chegar ao lugar de destino, sou empurrada bruscamente para frente, fazendo-me esbarrar na pessoa que ali se encontrava. Como resultado, ambos – eu e o garoto em quem trombei – vamos ao chão, junto de todo o conteúdo presente em nossas mochilas. Ao mesmo tempo, nós dois nos abaixamos para pegá-los.

– Sinto muito – peço, sem nem mesmo olhar para o rosto do outro, concentrada demais na própria bagunça, além de todo o meu cabelo loiro, com pontas azuis, estar bloqueando meu campo de visão. Ao contrário do esperado, – me responder – ele continua em silêncio, apressando-se em recolher seus pertences. Quando termina, levanta-se e praticamente corre para longe.

Para mim, ainda agachada no meio do corredor, só me resta a visão de cabelos curtos pretos e uma jaqueta verde combinada de uma calça jeans escura se misturando entre tantas pessoas, além de um questionamento: “Por que fugir?”

– Vamos, Lena, já estamos atrasadas – Miranda me apressa, terminando de pegar os objetos caídos. Eu aceno com a cabeça, sinalizando que entendi e nós seguimos caminho, embora mais exasperadas que antes, torcendo para não sofrermos nenhuma repreensão por parte do professor.

Mais tarde naquele mesmo dia, durante o horário de almoço, estou me dirigindo à biblioteca, planejando devolver o último livro devorado rapidamente por mim e trocá-lo por um novo quando percebo algo estranho. Ele não está em minha mochila, onde tinha certeza de tê-lo posto mais cedo. Eu procuro de maneira quase desesperada por minutos, não conseguindo imaginar onde ele poderia ter ido parar quando sou interrompida por uma mão em meu ombro.

Tamanho o susto que levo, pulo alguns centímetros no lugar, sem ter ouvido passos no corredor quase vazio, quanto mais de alguém literalmente ao meu lado. Eu me viro, ficando de frente para um rapaz nem tão alto, mas gigante para mim, de cabelos escuros e jaqueta verde. Espera, será que é ele?

– Acho que isso é seu – o garoto, de nítida descendência asiática, fala com um tom de voz baixo. Ele estende o braço direito para a frente, em sua mão o livro, até então, perdido. Ele deve tê-lo pego sem querer.

Arregalando os olhos, pego o livro, praticamente o abraçando e agradecendo internamente por seu retorno. Nunca me perdoaria por perder um livro ou, como gosto de dizer, um portal para universos paralelos.

– Muito, muito obrigada mesmo, é.... – faço uma pausa, pois não sei como se chama. Na verdade, não lembro de alguma vez tê-lo visto na escola, o que é estranho, já que não há tantas pessoas estudando aqui. Bem, mas eu costumo ser bastante distraída, não é novidade.

– Jeon Jungkook. E não foi nada – e, sem aviso algum, o garoto vai embora, tendo mantido o rosto inexpressivo durante todo o “diálogo”.

Por que ele age desse jeito? Será que se irritou comigo pelo esbarrão? Mas nem foi minha culpa, sem contar que eu pedi desculpas. Ah, deixa para lá. É melhor eu voltar para o que estava fazendo. Sendo assim, ando até a biblioteca, como era o plano inicial.

 

APRIL, 12th – FRIDAY

Novamente, aqui estou eu arrumando meu armário, esperando Miranda chegar. Ela está um pouco atrasada, espero não ser nada sério.

– Selena, você não vai acreditar no que aconteceu! – eu adoro como a ruiva é discreta e nem chama a atenção de meio mundo. Viro minha cabeça para a direção de sua voz, vendo-a tentando imitar um tomate. Tenho que admitir, ela tem talento, ainda mais com a ajuda de seus cabelos. – Meus pais me proibiram de ir à festa hoje, só porque já sai quatro vezes nesse mês. Nem é tanto assim, tive de escolher faltar em três por consideração a eles. E mesmo com isso, não posso ir.

Às vezes penso que ela deveria tentar carreira no rap. Não é possível que esse ser de 1,70m consiga falar tão rápido e sem dar espaço para respirar. E quanto a sua dramaticidade... acostume-se. Ela é sempre assim.

– Por isso, disse a eles que dormiria na sua casa hoje. Enquanto acreditam estarmos tendo uma sessão de filmes, estaremos dançando até nos acabarmos – Miranda simplesmente solta, como se eu estivesse ciente de seu plano todo esse tempo. Juro, se eu estivesse bebendo água e participasse de uma fanfic de comédia, esse seria o momento em que cuspiria tudo na cara da garota. Droga, por que fui me esquecer da minha garrafa justo hoje?

– Desculpa, acho que não entendi. Você falou o quê?

– Que dormiria na sua casa. E que vamos para a festa – ela respondeu, agindo normalmente, como se eu tivesse concordado.

– Já disse que eu não vou, tampouco vou mentir para os seus pais e os meus – digo, tendo acabado de arrumar meu armário e indo para a sala de aula, sabendo que o sinal tocaria em pouco tempo. Miranda vem atrás, a mochila vermelha pendurada em somente um ombro.

– Você não entendeu. Tenho tudo planejado, ninguém vai mentir, apenas omitir – semicerro os olhos em sua direção, porém ela me ignora. – Eu realmente vou dormir na sua casa, mas quando retornar. Você, Lena, vai pedir a permissão dos seus pais e eles deixarão porque sabem que não fará nada demais e, ao contrário dos meus, são legais. Nem ficaremos até tarde, no máximo, duas da manhã e não me olhe assim, por mim iria embora com os primeiros raios de sol. Deve ser tempo o suficiente para ficar com ele...

É claro. Agora entendo sua insistência. Todo esse trabalho somente por ele, Kim Namjoon. Tudo bem, eu admito, ele é muito bonito, inteligente e educado. Afinal, é o presidente de classe do nosso ano, o último. No entanto, continuo confusa com uma coisa.

– Se quer tanto ele, o chame para sair, é tão mais simples, além de não ter ninguém para atrapalhá-los, como em festas – não compreendo como a Mira nunca fez isso, sendo toda confiante como é.

– Ah, Srta. Mason, você não entende mesmo a arte do flerte – ela fala, forçando um sotaque indiscernível. Deveria ser de onde? Ou melhor, tal sotaque existe?

Eu ia respondê-la, contudo sou interrompida pelo barulho que sinaliza o início das aulas, ao mesmo tempo em que nos sentamos em nossas carteiras. Não temos lugares fixos na Western, porém a maioria dos estudantes, inconscientemente, escolhe seu próprio assento e todo o resto costuma respeitar a escolha. Só que é preciso ser esperto no primeiro dia do ano letivo e chegar cedo para pegar o melhor lugar. Eu e Miranda fizemos isso e conseguimos nos sentar bem no meio, onde podemos tanto conversar sem sermos notadas quanto prestar atenção na matéria.

Uma vez que estamos bem instaladas e o professor ainda não chegou, retomo nossa conversa.

– É verdade, para mim não faz o menor sentido. Por isso me explica o porquê de eu precisar ir junto? Você nunca insistiu tanto para que eu também fosse a alguma coisa – normalmente, ela me chama, eu digo não, ela insiste uma vez, eu nego, ela desiste. Costumamos funcionar bem assim, por esse motivo estou curiosa para saber a causa de sua insistência.

Estranhamente, Mira olha em volta como se esperasse que alguém estivesse ouvindo nossa conversa e só então me responde, quase sussurrando.

– Eu prometi que não contaria tão cedo, mas... ‘tá bom, você venceu, não consigo guardar segredos da minha melhor amiga. Tem um garoto, eu não vou dizer quem, interessado em você, porém ele é muito tímido e um amigo em comum me pediu para ajudá-lo – ela solta de uma vez. Preciso de alguns segundos para assimilar bem o que me foi dito. Uma pessoa interessada em mim, isso é novidade. Como se age nesses momentos?

– Ah, certo. Ok. Por que não? – e o prêmio de reação mais esdrúxula do mundo vai para quem?

– Mesmo assim você continuará negando, né? Mas, por favor, me escuta antes de... – ela é impedida de continuar falando pois o professor finalmente chega, todo atrapalhado e com uma mancha de café na roupa. Certeza que é demitido até o fim do ano. É uma pena, ele explica bem, só que é jovem e afobado demais.

#

Não temos a chance de continuar nosso diálogo conforme as aulas seguem, não até o almoço, quando enfim podemos descansar. Todavia, algo que pude fazer foi pensar em como agir diante da novidade. Cheguei à conclusão de que não gostei do tal garoto agir por intermédio de um amigo que agiu por meio da minha amiga. Qual é, seja mais direto! Não precisa surgir na minha frente e dizer logo como se sente, bastava se fazer notar. Principalmente porque nem o nome do ser eu sei.

Está bem, Miranda falou que ele é tímido, eu entendo o quanto isso pode nos bloquear, – eu mesma não sou a pessoa mais social do mundo – porém querer que eu nem saiba como ele é extrapola um pouquinho os limites. Como espera que eu também me interesse quando não sei absolutamente nada a seu respeito? Sem contar que me encontrar com ele em uma festa lotada e barulhenta não ajuda a causar uma boa impressão.

E é tudo o que eu digo para Miranda, enquanto tentamos ao máximo nos fazer de surdas para a baderna que é o refeitório nesse horário.

– Não surta, mas meio que o garoto já esperava por uma reação dessas. Não exatamente essa, apenas me disse que, caso você quisesse um contato mais direto, te entregasse esse bilhete – ela me estende um papelzinho amarelo dobrado ao meio e eu o pego, um pouco atordoada. Ele já sabia que eu reagiria assim? Como, se eu mesma não tinha ideia? Ah, deuses, e se... – Ele também me pediu para enfatizar o fato de que não é um stalker, somente é observador.

‘Tá, um observador. Sei. Mas decido dar um voto de confiança e deixar para lá, por enquanto. Abro lentamente o bilhete, talvez com os dedos tremendo de leve por conta do nervosismo e leio seu conteúdo. Quase sinto vontade de rir ao terminar, não conseguindo levar a sério as palavras ali escritas cuidadosamente.

Uma das milhares de coisas que mais admiro em você

é a sua inteligência. Por isso, vou te sugerir um jogo:

Todos os dias, você receberá um papel igual a este

através da sua amiga. Neles, estarão escritas algumas

frases; nelas, terão dicas que te ajudarão a descobrir

quem sou. Só então, nos falaremos pessoalmente.

Vai jogar? Sim ou não?

P.S.: ponha sua resposta na porta do seu armário.

P.P.S.: cada vez que descobrir algo, transcreva a dica, ponha

no armário e, se estiver correto, terá direito a uma pergunta,

porém eu escolherei respondê-la ou não.

P.P.P.S.: não tente trapacear ;-)


Notas Finais


Me perdoem caso tenha algum erro, eu estou aberta à críticas
Espero de verdade que tenham gostado!


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