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História Quietos pesadelos - Capítulo 1


Escrita por: Blue_Moonwr

Capítulo 1 - Capítulo Único


No Novo Mundo, cada passo deve ser dado com extrema atenção, qualquer deslize pode acabar em morte então obviamente os Mugiwara não podiam estar mais relaxados e festeiros.

Franky e Usopp estavam fazendo planos pra uma armadura de alpaca esquisita, Zoro tomava quantidades de saquê suficientes para derrubar tripulações inteiras sozinho. Robin e Chopper liam livros embaixo de uma sombra fresca, Brook afinava seu violino e Sanji cozinhava para seu querida Nami que tomava um banho de Sol perto das laranjeiras.

Sanji: Nami-swaaaaan! Aqui está sua bebida e seu sorvete!

Ele falava enquanto fazia uma pose desnecessária e entregava as coisas pra ela.

Nami: Obrigada Sanji-kun!

Ela fala com um sorriso meigo.

Sanji: Eu que agradeço pela chance de te servir!

Diz o cozinheiro dando voltas enquanto seus olhos têm formato de coração.

Zoro: Servo idiota.

O espadachim sussurrou, mas obviamente não passou despercebido pelo Perna Negra. De felicidade e paixão seu rosto virou raiva e desprezo.

Sanji: Disso alguma coisa marimo idiota?!

Zoro: Sim! Falei que você é um cozinheiro retardado que só pensa com a cabeça de baixo!

Usopp, Franky e Brook começam a rir ouvindo o grito do cabelo verde.

Chopper: Como assim com a cabeça de baixo?

A rena pergunta inocentemente pra Robin.

Robin: Ignore eles Chopper.

Uma aura furiosa saí dela enquanto encara o espadachim, que só ingora completemente. 

Sanji dá salto e chega acima do Zoro, e os dois começam a se enfrentar.

A navegadora dá um suspiro e termina seu sorvete, aquele barulho todo já era algo com que estava acostumado e até aprendeu a amar. 

Mas, por mais que parecesse só um dia normal pra tripulação estava muito quieto. 

Nami: "Cadê o Luffy?"

Já era quase hora do almoço e seu capitão ainda tinha que começar a reclamar de fome. Pelo que se lembrava ele tinha ficado acordado até tarde pescando, só que a essa hora já devia ter acordado.

Movida por uma leve curiosidade a navegadora se levanta da cadeira de praia e vai até o interior do navio, em direção ao quarto dos homens mas não encontra seu capitão lá.

Splash!

A ruiva ouve algo vindo do banheiro e vai até lá pra dar uma olhada no Luffy.

Luffy: Ufff...

O pirata enchia a sua mão com a água da pia e jogava em seu rosto, ele parecia ofegante. Na porta do banheiro sua navegadora percebeu que ele estava com alguma olheiras e parecia abalado.

Nami: Luffy... Tá tudo bem?

Ele se espanta e olha na direção da porta. Um sorriso aparece no seu rosto, mas Nami sabia que era falso.

Luffy: Hihihi. Tô ótimo, só lavando o rosto pra ir comer. Tomará que o Sanji já tenha feito o almoço, aquele peixe que eu peguei ontem tava ótimo.

O sorriso no rosto dele aumenta, mas para ela isso só o fez parecer mais falso. A preocupação era evidente em seu rosto.

Nami: Tem certeza que tá tudo bem?

Ela põe a mão no braço direito dele.

Luffy: Com certeza! Rápido, vamos comer. SANJI COMIDA, COMIDA, COMIDA!

Ele saí rápido do banheiro deixando somente a navegadora preocupada.

Pelo resto do dia ela prestou atenção no capitão, porém ele não demonstrou nada fora do normal, até suas olheiras tinham desaparecido.

Robin: Tem certeza que ele parecia assim?

No quarto delas Nami dividiu suas preocupações com a amiga.

Nami: Absoluta, mas aquele idiota não fala nada e ainda age como se estivesse perfeitamente bem. Eu só queria que ele pelo menos dissesse o que está acontecendo.

A frustração e raiva na sua voz eram perceptíveis.

Robin: Parece que perguntar diretamente não vai levar nada. Não se preocupe, eu vou manter um olho nele também.

Ela dá uma piscada para a companheira.

Nami: Obrigada Robin, você é a melhor.

...

Mais uma vez a noite chega para os Chapéus de Palha, todos estavam em seus respectivos quartos dormindo. A navegadora acorda no meio da madrugada com a garganta seca e vai na cozinha pegar um copo de água.

Porém no caminho ela ouve algo.

Luffy: Ugh... Bon-chan, desculpa... Ace... Ace... Argh!

Ela trava completamente. Mil coisas passam em sua mente. Assim como o resto da tripulação ela não sabia ao certo o que aconteceu em Impel Down nem depois durante a guerra, só que o Ace morreu na frente do Luffy. Ninguém nunca quis tocar nesse assunto, e agora ela se arrependia disso.

Nami entra no quarto, vai direto na cama do Luffy. Ele está se contorcendo, suando frio, parece até mesmo ter se arranhado. Ela quase chora ao ver quem tanto ama nessa situação.

Ela começa a balançar ele, queria chamar seu nome, mas sua voz simplesmente não saía.

Luffy: Agh!... Affff...

Atordoado o usuário da Gomu Gomu no mi olha para sua companheira, seus olhos estavam arregalados e ele estava completamente ofegante.

Ela pegou na mão dele e tirou-o do quarto, ele não resistiu e só a seguiu.

Eles foram parar no convés a luz das estrelas. A navegadora olhava pra baixo e o capitão tinha um olhar incerto.

Nami: Por que você não falou nada?

Sua voz parecia falha, como se estivesse segurando choro.

Luffy: Falar o que?

Ele tentou responder com um sorriso bobo, mas dessa vez não ia funcionar.

Nami: Não menti pra mim!

Ela bate no peito dele, e seus olhos se encotram. A ruiva estava a beira das lágrimas. Luffy arregalou os olhos e não soube como reagir.

Luffy: Nami... eu...

Ela o interrompe.

Nami: A quanto tempo você tem tido pesadelos?

Ele abre a boca, hesita em falar, fecha, mas abre de novo.

Luffy: Desde dois anos.

Ela bate com ainda mais força no peito dele, apesar dele nao sentir nada, e deixa a mão lá.

Nami: E por que não falou nada?

Lágrimas se formavam no canto de seus olhos, se sentia uma inútil. Não só não pode estar ao lado dele quando o mesmo precisava, como também mesmo quando estava demorou tempo demais pra perceber que algo estava errado.

Luffy: ... Me desculpa, eu...

Nami: Não queria preocupar a gente! Isso não importa! Todas as vezes você esteve lá, todas!

Ela não conseguiu mais resistir e começou a chorar. Luffy entrou em desespero.

Luffy: Me desculpa Nami, calma, eu sinto muito, mas eu...

Ele gesticulou tentando acalmar ela.

Nami: Cala boca! Isso é culpa sua. Agora para de esconder as coisas e me conta tudo.

O capitão dá um passo pra trás e ela um pra frente.

Luffy: Nami, eu...

Ela o interrompe, mas dessa vez é com um abraço, colocando a cabeça do seu amado no seus ombros e sussurrando no seu ouvido e acariciando sua cabeça.

Nami: Tá tudo bem, eu sei que doeu. Não precisa se fazer de forte, eu tô aqui por você.

Luffy arregala os olhos e abre a boca. E lentamente lágrimas começam a sair de seus olhos. Os dois caem de joelhos. Nami não parou de acariciar a cabeça dele em nenhum momento.

Luffy: Eu... fiquei tão assustado, quase morri, doeu muito, sobrevive por tão pouco. Mas eu não podia morrer, eu tinha que salvar o Ace, encontrar vocês. Doeu tanto. E o Bon-chan, ele ficou pra trás pra que pudessemos continuar, ele me pediu pra salvar o Ace e mesmo assim, eu... eu... o sacrifício dele foi em vão, eu não consegui fazer nada, ele morreu na minha frente.

Lágrimas não paravam de sair. Nami também estava chorando.

Luffy: Foi minha culpa, se eu não tivesse voltado pelo vivre card, se eu não tivesse hesitado...

Nami: Não foi sua culpa! Eu sei que não foi.

Luffy: Mas...

Nami: Luffy, você tentou o seu melhor, e eu sei que dói, mas eu aposto que o Ace estava muito feliz de ter um irmãozinho como você, e eu sei que ele não te perdoaria se você ficasse se culpando. Já passou, eu sei que dói, mas você não precisa sofrer sozinho. Mesmo que você não queira falar isso pra ninguém, eu estou aqui por você, então pode pelo menos falar comigo.

Luffy: Obrigado Nami, obrigado.

Ele continua a chorar nos ombros dela. Nenhum dos dois prestou atenção em quanto tempo passou, mas em algum ponto as lágrimas pararam e eles só estavam lá se abraçando.

Luffy é o primeiro a quebrar o contato, mas a navegadora ainda toca nos braços dele e seus rostos ficam frente a frente.

Ele fecha os olhos e seus lábios se encontram. Mais uma vez a passagem de tempo foi despercebida por eles.

Ambos se levantaram, Nami pegou na mão do seu capitão.

Nami: Essa noite... dorme comigo.

Um grande sorriso se formou no rosto do futuro rei dos piratas. Ele concordou com a cabeça e seguiu para o quarto dela. Naquele noite Luffy não teve nenhum pesadelo. Claro que no dia seguinte Robin ia comentar sobre como eles fizeram barulho na cama, mas isso é para outro momento.

 

 

 



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