1. Spirit Fanfics >
  2. Química >
  3. Eu Te perdôo

História Química - Capítulo 10


Escrita por: Mali98

Notas do Autor


Oi! Como estão? Espero que bem.
Desculpa a demora, mas dessa vez eu posso explicar. Domingo foi meu aniversário e aí tive que planejar o bolo e essas coisas então fiquei sem tempo.
Mas aqui está o capítulo.
Boa Leitura.

Capítulo 10 - Eu Te perdôo


Quando a morena colocou os pés na festa, foi recebida por Robin, que lhe deu um sorriso e a chamou pra dentro.

Butch olhou a morena se distanciar e sorriu, saiu andando até o outro lado do cômodo.

- Bc! Pensei que seu pai não ia deixar você sair hoje. - Ela comentou enquanto sentavam num dos sofás.

- Você conhece o professor... Ele me deu até meia noite pra voltar. - Buttercub respondeu.

- Bem que eu imaginei que não seria tão fácil. Enfim, quer uma bebida?

Buttercub olhou pro pequeno bar instalado no meio da sala. Não era surpresa nenhuma, os pais de Mitch eram donos de umas das maiores empresas da cidade, aquela casa estava cheia de exageros. A morena ponderou a proposta, mas a primeira coisa que veio a sua mente foi Blossom a olhando com aquele olhar de reprovação caso chegasse bêbada em casa.

Já bebera antes e toda vez exagerava, não queria arriscar. Olhou pra amiga e sorriu.

- Eu passo. Quero evitar arrumar treta com a ruiva. - viu Robin assentir e levantar, foi caminhando até o bar e pediu só uma bebida.

- Vamos provocar a galera do time de futebol? - Robin perguntou.

Instantâneamente um sorriso brotou nos lábios da morena.

- Partiu. - elas se levantaram.

 

                               ...

 

Butch estava bebendo vodka sentado na escada, afastado de todos. Não é que não gostasse de festas, ele as adorava, mas sua super audição não facilitava as coisas. Podia ouvir os casais se pegando e até fazendo sexo do segundo andar, podia ouvir as conversas estúpidas e outras coisas desnecessárias. Olhou de relance pro lado oposto do cômodo e viu Buttercub, estava agarrando o pescoço de algum membro do time de futebol, ela sabia que ele não revidaria e se revidasse, seria recebido por um soco bem forte. Observou a morena por mais algum tempo.

- Que saco... - sussurrou bebendo um gole de sua vodka.

- Tá entediado? Espero que não seja minha festa. - Mitch apareceu em seu lado.

- E aí... - os dois trocaram comprimentos e Mitch sentou ao dele nos degraus.

- A festa tá chata? - perguntou bebendo uma bebida que Butch não soube identificar.

- Não... É só que eu sou novato, sabe como é né? - deu outro gole na vodka. - Não tenho ninguém pra conversar e tal...

Mitch o encarrou.

- Eu pensei que você fosse amigo da Bc. Vocês chegaram juntos hoje. - comentou.

Butch o olhou de volta surpreso. Não tinha visto Mitch quando chegaram, de onde ele estava observando?

- Hm. Não somos amigos, tá mais pra inimigos mesmo. - disse simples.

- É sério? - foi a vez do outro ficar surpreso. - É que não parece, vocês estão sempre juntos na hora do intervalo e sentam juntos nas aulas... Pareciam amigos.

Butch ficou surpreso. Mitch vinha os observando... Isso era por Buttercub? O moreno sorriu. Talvez a aposta pudesse ser mais fácil que o esperado.

- Mitch, diz aí... O que você acha da Docinho? - perguntou. Pode ver o garoto surpreso. Mitch não esperava essa pergunta.

- B-Bom... Eu acho ela muito maneira e uma ótima líder de banda. - ele sorriu. - fora que ela é fera na guitarra.

Butch quis revirar os olhos. Queria algo mais comprometedor, mais claro e mais concreto. Mas isso ele iria conseguir depois, ainda tinha uma semana.

Se ele conseguisse só fazer os dois ficarem, poderia fazer uma declaração surgir depois. Olhou novamente pra Buttercub, o time de futebol estava bebendo umas latas de cerveja, e Buttercub está com um pequeno copo.

Butch sorriu. Ela havia começado a beber, dessa forma seria mais fácil.

Bem mais fácil.

 

                            ...

 

- Mais uma! Mais uma! - Buttercub pediu a sétima latinha de cerveja. Estava numa competição com Calem, o lateral do time de futebol, pra saber quem bebia mais.

Como acabou naquela situação? Simples. Ele a desafiou, e nesse momento, as palavras e ordens de Blossom e do professor sumiram. Ela tinha uma vantagem, o Químico X em seu organismo poderia ajudá-la a não cair nos truques do álcool, por mais que ela fosse fraca pra bebida.

- Terminei! Quero outra. - Calem pediu a nona lata com um sorriso vitorioso. Buttercub franziu a sobrancelha e fechou o punho. Não queria perder.

- O primeiro a vomitar ou desistir... Perde! - outro garoto do time disse, ele era o "juiz".

Por quê Butch não havia intervido até agora? Simples. Ele confiava na morena e achava que ela ganharia. Não sabia sobre a fraqueza dela por bebidas. E também, achava que dessa forma, ela ganharia coragem de beijar Mitch.

- Mais uma. - Calem foi pra décima latinha. Sorriu debochado pra morena. - Pensei que sua resistência também fosse poderosa, mas parece que me enganei.

Buttercub, que até então estava na oitava latinha, ficou vermelha de raiva.

Odiava quando alguém era prepotente daquela forma. Com sua raiva, ela amassou a latinha que estava em suas mãos e pediu outra.

- Me da cinco! - ela gritou.

- C-Cinco de uma vez só? - Robin perguntou. - Bc você pode...

- ME DA CINCO! CARALHO! - gritou.

Robin abriu espaço no balcão, Buttercub avançou e pegou as cinco latas. Calem a olhou confuso. A morena num passe de mágica, bebeu as cinco. Os olhos esmeralda estavam repletos por uma chama. Ela bateu no balcão de novo.

- Me da mais cinco! - ela gritou. - Vou beber de cinco em cinco, consegue o mesmo, Calem?

O garoto engoliu em seco. Estava enfrentado uma superpoderosa apesar de tudo.

Beberam mais algumas latinhas antes de Calem desistir, sendo humilhado de 23x14.

 

- Aeeee Porraaaa! - Robin, que já estava bêbada, sorriu quando elas voltaram pro sofá. 

- Aí minha cabeça, caralho... Vou mijar. - Buttercub disse. - o banheiro é no segundo andar né?

Robin assentiu. Quando Buttercub saiu, Butch sentou no sofá ao lado da garota bêbada que ainda bebia outra lata.

- A docinho foi foda hoje. - o moreno sorriu, só teria que dar um jeito de juntar Mitch e Buttercub num lugar vazio.

- Foda né? - Robin gritou. - Elaaaaa conseguiu marcar sua presença hoje, todo mundo tava vendo a competição! A cinderela é fodaaa! - Robin disse quase se engasgando com a bebida.

- Cinderela? Você bebeu demais... - o moreno comentou.

- Naum bebi naum! Ela é cinderela sim! O professor Utonium disse pra ela voltar pra casa meia noite! Igual a cinder... - Robin começou a engasgar. - Vou tomar uma água.

Butch ficou paralisado. Buttercub estava bêbada e tinha que voltar pra casa cedo. O professor e a irmã dela iriam ficar revoltados. O moreno olhou pro relógio em seu pulso.

Dez e quarenta. Ele ainda tinha tempo de levá-la pra casa, se não levasse, ela iria se dar mal.

Andou até onde Mitch estava.

- Mitch, eu e a Bc já vamos. - comentou.

- Quê? Já? Tá cedo. - Mitch não estava muito sóbrio. - Você vai levar ela pra casa?

- Vou. Onde ficam os banheiros? - perguntou.

- No segundo and... - mal pôde terminar de falar, o moreno já havia corrido até o segundo andar.

 

                       ...

 

Bubbles estava deitada em sua cama com vários travesseiros e cobertores em sua volta. Havia acabado de assistir um filme de romance, gostava de assistir até tarde sábado. Utonium e Blossom já estavam dormindo aquela hora e Buttercub havia saído. Tudo estava calmo do jeito que ela gostava.

- Esses filmes são tão fofos... - comentou enquanto via a tela de créditos do filme no notebook. - Um romance fofo desses aquece meu coração...

Bubbles desligou o notebook e se aconchegou na cama. Ficou pensando no filme e curtindo aquele silêncio gostoso.

Até seu celular tocar.

Tomou um susto, mas pegou o celular, a luminosidade da tela fez seus olhos quererem fechar.

Número desconhecido. Era o que a tela mostrava. Bubbles ergueu uma sobrancelha e abriu o aplicativo de mensagens.

"Oi, Bubbles, aqui é o Boomer, a MaisGrana me deu seu número." Era a mensagem. Bubbles teve vontade de espancar a amiga. MaisGrana gostava de ver Bubbles sofrer só pode. "Oi, Boomer!" Respondeu e escreveu:"Agora poderemos falar sobre as aulas de piano fora da escola por aqui." Isso era uma vantagem, talvez não estivesse tão mal a ideia de MaisGrana.

"Ah! Sim... Poderemos falar e eu posso te passar uns exercícios." E a loira respondeu:"Claro! Farei meu melhor. Aliás... Podemos começar a praticar alguma música ou ainda está muito cedo pra isso?"

Bubbles queria tocar uma música de verdade, não só saber tocar as teclas do piano. Uma mensagem veio em resposta.

"Essa mensagem foi apagada."

- Hm? - a loira franziu a testa quando viu que Boomer havia mandado e apagado a mensagem antes dela ler. Alguns minutos depois ele mandou outra mensagem.

"Tá livre amanhã?"

 

                             ...

 

- Aiiii minha cabeça. Nuncaaa mais eu bebo! - Buttercub saiu de dentro do banheiro e parou no meio do corredor pra amarrar o cadarço. - merda. Não consigo amarrar... Tenho que comprar um tênis sem cadarço.

Ela estava num corredor escuro, sozinha e bêbada, o que poderia dar errado? 

Foi de repente que uma sombra apareceu no corredor.

- E aí gatinha... - um adolescente visivelmente bêbado se aproximou. Buttercub não consegui reconhecer quem era, não que ela conhecesse todos os caras da escola.

- Oi... Aí quero dormir... - comentou. Não estava pensando direito e não fez nada a respeito da aproximação repentina do jovem.

- Dormir? Tem um quartos bacanas alí. - ele apontou pras portas. - Vem comigo... Eu te levo. - ele estendeu a mão.

- Uh..hum... - ela segurou na mão dele com sua mente nublada.

Andaram até o quarto. Quando a morena entrou ela foi jogada contra a parede. Instantâneamente franziu a testa.

- Ah? Que merda...- ela olhou pro rosto dele e viu um sorriso não muito agradável.

- Ei docinho, já que estamos aqui... Por quê não aproveitamos um pouco? - o jovem perguntou enquanto aproximava seu corpo do dela. Buttercub definitivamente odiava aquele apelido. A morena fechou os olhos, só queria dormir.

E, de repente, ouviu um estrondo forte.

- Ah? - abriu os olhos e viu o jovem caído no chão desmaiada.

- Docinho! Até que enfim te achei... Vamos pra casa. - Butch pegou no braço dela e a tirou do quarto.

- Ah? Por quê o cara tava no chão!? O que tú fez com ele? - perguntou enquanto deciam as escadas.

- O que eu fiz? O que ele ia fazer com você? - ele respondeu. - Vai me dizer que entrou num quarto com um cara desconhecido pra brincar de boneca? 

- ... - Buttercub estava bêbada era normal não entender a situação.

- Só vamos. - Butch falou.

 

                         ...

 

Chegaram na casa de Buttercub em quinze minutos. Voaram até a janela do quarto de Buttercub que estava destrancada. O moreno abriu a janela e entraram no quarto.

Ele olhou no relógio. Onze e quatro. Quatro minutinhos não eram nada, certo? Buttercub estava acabada e não parava de cambalear. O moreno levou ela até a beira da cama.

- Docinho, deixe eu tirar seus tênis. - pediu agachado. A morena levantou o pé com dificuldade e ele tirou um seguido do outro. - Pronto. Agora...

Ele levantou e tentou deita-la na cama, mas a garota acabou tropeçando no processo.

- Wahh! - Buttercub numa tentativa de não cair, abraçou o moreno, que pela surpresa acabou perdendo o equilíbrio.

Ambos caíram na cama abraçados. Butch encarou a morena receoso da reação dela, mas ela riu. Buttercub riu, seus cabelos foram todos parar no rosto.

Butch tocou em sua bochecha pra tirar os fios negros da face morena. E assim Buttercub deu outro sorriso. Mas dessa vez um sorriso sapeca.

- Butch...- chamou.

- Hm? Que foi, docinho? - ele perguntou tentando sair de cima dela, mas a morena foi mais rápida. Envolveu seus braços nas costas dele e inverteu as posições, estando por cima.

- Eu já te falei que te acho gostoso? - ela sorriu.

- Ah? - ele estava surpreso com o qual direta Buttercub podia ser. A garota passava a mão entre o peitoral e o pescoço do moreno, lhe causando um arrepio no processo. - Hm? Docinho?

- Butch, eu me pergunto... - ela parou de passar a mão e aproximou seu rosto do dele. - Que tipo de gosto você tem?

E pela primeira vez, Butch ficou sem palavras, sentiu suas bochechas esquentarem. Buttercub estava sendo direta demais.

Butch nunca viu Buttercub como garota, por mais que fizesse piadas maliciosas a seu respeito. Sempre a viu como uma rival, uma inimiga.

E agora lá estava ela. Buttercub colocou as mãos nas laterais do rosto de Butch que a olhou de olhos arregalados.

- Buttercub o que está fazendo!? - ele perguntou mas não obteve resposta. - B-Buttercup!

Ele não estava completamente sóbrio, aquela situação era um perigo. Suas mãos foram inconscientemente parar na cintura dela. Mas, nesse momento, a cara de Brick e Boomer vieram a sua mente. Usou sua força e inverteu as posições.

- Docinho, você está mal, é melhor descansar... Nós vemos segunda. - ele levantou da cama e nem deixou ela falar nada. Saiu voando.

 

                             ...

 

Bubbles estava parada na frente de uma cafeteria, em plena duas da tarde de domingo, pra quê? Eu respondo. Ela iria se encontrar com Boomer.

Noite passada eles haviam combinado de se encontrar. Boomer perguntou se ela estava livre e ela disse sim, e então ele a chamou pra sair. Bubbles não sabia onde iriam, só sabia que eles se encontrariam na cafeteria as duas da tarde. Como não sabia pra onde ia, não sabia o que vestir, mas terminou optando por uma blusa preta e um short jeans azul bebê, usava um casaco branco amarrado na cintura e tênis branco.

Chegou no café e pediu um café gelado. Bebeu enquanto conversava com a amiga pelo aplicativo de mensagens.

"Como vai o encontro com o loirinho?" A loira revirou os olhos. "Já disse que não é um encontro! Ele disse que vai ser bom pras aulas de piano." E MaisGrana respondeu: "Claro, Claro... Não é um encontro. Enfim, vou te deixar aproveitar o não encontro com o loirinho, tchau!"

- As vezes ela é impossível. - Bubbles disse sorrindo.

- Quem é impossível? - Boomer perguntou. A loira tomou um susto, ele havia chegado sem ela ver.

- N-Ninguém... - ela respondeu baixo. - Boomer, por quê me chamou aqui? - perguntou tentando conter a curiosidade.

- Já te disse... É pra ajudar com o piano. - ele sorriu.

Estava usando uma calça jeans e um suéter azul. Usava um boné branco na cabeça.

- Como assim? - perguntou terminando de beber o café.

- Vai ser melhor eu mostrar... Vamos logo sair daqui. - ele levantou.

Bubbles foi até o caixa pagar e depois ambos andaram até o destino.

 

                        ...

 

O casal de loiros estava parado na frente daquela casa. Bubbles não entendia nada e Boomer sorria.

- Um orfanato? O que estamos fazendo num orfanato?

- Vem... Entra que você descobre. - Boomer pediu.

Ambos entraram, só se separaram quando o loiro foi falar com uma mulher. Bubbles olhava ao redor, tinham desenhos colados na parede e uma caixa de brinquedos na entrada.

- Vem, Bubbles, estão esperando a gente.

- Quem está esperando? - a garota perguntou confusa.

- As crianças. - dito isso, Boomer abriu a porta principal daquele cômodo, revelando do outro lado um monte de crianças. - Oi, meninos e meninas!

Após o loiro chama-los, todas as crianças sorriram. Uma de cabelos castanhos fora correndo até ele.

- Boo! Você voltou!

- Boo vai tocar hoje?

- Boo, olha o desenho que eu fiz! Olha! Olha!

- Boo eu t-também fiz um desenho.

Várias crianças falavam ao mesmo tempo enquanto abraçavam Boomer. Bubbles observava a cena surpresa e confusa.

- Crianças, quero que conheçam uma... Amiga minha. - Boomer se levantou. - Essa é a Bubbles, ela veio tocar piano pra vocês hoje.

Nesse momento, várias crianças olharam pra loira que estava corada com tantos olhares.

- Boo, ela fala? - um garotinho perguntou.

- Ah? S-Sim ela só está surpresa em conhecer vocês. - ele sorriu.

- O-Oi... Eu sou a Bubbles, é um prazer conhecer vocês. - a loira sorriu.

- Ohhh a voz dela é linda! - uma garota disse.

- Ela parece uma princesa. - uma baixinha de óculos falou.

- S-Sério? Obrigada. - Bubbles olhou pra Boomer. - Então eu vou tocar pra pessoas hoje?

- Isso. Tocará para uma platéia. É uma boa forma de aperfeiçoar a confiança. - Boomer disse tirando algo do bolso do suéter. - Aqui... É a música que vamos tocar.

- Vamos? Vai tocar comigo?

- Sim. Deixei meu violão aqui semana passada, vou pegá-lo na recepção e já volto. 

E dessa forma Boomer saiu, deixando Bubbles sozinha com as crianças. Uma garotinha loira se aproximou.

- Bub...- chamou.

- Sim? O que foi? - Sorriu docemente.

- Eu e minhas amigas... - olhou pra outras três meninas atrás de si. - Querias te fazer uma pergunta... Podemos?

- Claro, amorzinho. 

-... Bom... Queríamos saber se... Você é a namorada do Boo. - Bubbles viu a garotinha corar.

- N-Não! E-Eu sou só uma... Uma... Amiga dele. - era a vez da loira corar.

- Só amiga? Mas vocês combinam tanto! - uma das três meninas falou.

- Isso! Você parece uma princesa e ele um príncipe. - uma de óculos disse.

Esses e outros comentários foram ditos pelas crianças até a hora de Boomer voltar.

- O violão ficou quadrado na dispensa. - o loiro sorriu sem graça pela demora.

- Tudo bem. Vamos tocar, o importante é que tive tempo de decorar a música.

- Sério? Você é incrível, Bubbles. Agora venham crianças... Vamos até o palco. - Boomer saiu acompanhado de Bubbles e as outras crianças.

 

                        ...

 

Bubbles tocou bem, errou uma ou duas notas, mas em gerou foi bem. Boomer acompanhou no violão e cantou. Bubbles ficou maravilhada como a energia das crianças e o facinío que elas tinham por Boomer.

- Crianças, hora do lanche. Deixem nossos amigos descansarem um pouco tá? - a zeladora apareceu chamando todas pra cozinha.

E uma após outras, todas seguir a mulher. Bubbles e Boomer estavam ao ar livre e sozinhos agora.

- Você vem aqui com frequência? - perguntou.

- Sim. Essas crianças não tem muito pra se distrair, então música ajuda. 

- Quer dizer que você vem todo domingo tocar pra elas? 

- Sim. Faz alguns messes que venho. Quando chegamos na cidade, só avisamos ao prefeito, mas tínhamos que nos adaptar... Eu conheci esse orfanato porque um dia eu estava andando e achei a garotinha loira perdida, ajudei ela e ela me fez conhecer esse lugar. A partir disso eu fiz amizade com as crianças através da música. Até ensinei algumas a tocar violão.

- Isso é incrível, Boomer... Eu costumo ajudar muitas crianças e pessoas que precisam... Se você pudesse me ajudar com sua música...

- Melhor não. - O loiro a interrompeu.

- Ah?

- Sou um desordeiro. Quando souberem disso... Vão querer se afastar e isso pode te prejudicar... - Boomer falou mirando o chão.

Bubbles não conseguiu dizer nada. Boomer ainda pagava pelas coisas que tinha feito na infância e isso a deixava triste. Ela mesma já quis distância por achar que ele era perigoso e quis afastar MaisGrana dele também, estava estudando na mesma turma só para poder vigia-lo e tudo isso devia ser sufocante.

- Boomer, eu...

- Boo! Bub! Toquem mais uma música! - um grupinho de crianças surgiu.

- Ok! Vamos, Bubbles, depois dessa música podemos ir embora. - Boomer se levantou e pegou seu violão. - Te pago um sorvete quando formos.

-... Tá. - A loira respondeu.

 

                         ...

 

Bubbles e Boomer estavam andando pela cidade com sorvetes na mão, o fim do dia era denunciado pelo pôr do sol atrás deles. Bubbles comia de seu sorvete de creme com castanhas e Boomer de seu sorvete de menta.

Andaram até chegarem perto da casa de Bubbles.

- Acho que nos separamos aqui...- ela disse. - Boomer, hoje foi incrível! As crianças foram muito legais e eu estou contente de ter tocado pra elas.

- Fico feliz, Bubbles. - ele sorriu. - Bom... Tá ficando tarde. Vou indo também. - Boomer deu um último aceno antes de virar pra trás.

Bubbles ficou parada vendo aquele sorriso. Pensou em todo o dia incrível que teve e em tudo que descobriu sobre Boomer.

A loira correu até onde Boomer estava e o agarrou pela mão.

- Boomer, eu queria te pedir desculpas.

- Bubbles? Desculpas? Pelo quê?

- Eu desconfiei de você esse tempo todo. Eu achei que você era um inimigo, eu errei com você. - Bubbles sentiu lágrimas salgadas saírem de seus olhos sem ela saber o porquê.

- Não precisa pedir desculpas por isso... Eu fui um vilão, eu machuquei você, é normal pensar isso de mim... Só estou pagando pelos meus atos. - Boomer agarrou a outra mão da loira e apertou gentilmente.

- Não! Não é normal! Você mudou, e eu ainda sim... Não confiei em você. Você não tem que pagar por algo que já passou... Você não é mais aquela pessoa de antes. - Bubbles começou a soluçar.

- Bubbles... - os olhos cobalto começaram a transbordar lágrimas também. - B-Bubbles...

- Eu sei que ser maltratado machuca você

... Então me desculpe e... - Bubbles encarrou os olhos molhados do loiro com um sorriso. - Eu te perdôo.

- Ah? Quê? Você me...

- Pela nossa infância. Eu te perdôo por tudo. Não somos mais inimigos, rivais e essas coisas. Como eu disse pras crianças... Somos amigos. - ela levou as mãos até o rosto do loiro e enxugou suas lágrimas. - Tá tudo bem agora. Pode parar de chorar...

Um silêncio confortável se formou entre os dois. Boomer parrou de chorar e Bubbles também.

- Bubbles, posso te pedir uma coisa?

- Hm? Claro.

- Pode me dar um abraço? - perguntou sentindo as bochechas esquentarem.

- A-Ah! C-C-Claro! - a loira se aproximou e o abraçou.

Era incrível. Parecia que os braços do loiro haviam sido feitos pra ela e vice-versa. E daquela maneira, o domingo acabava, com os dois loiros abraçados em frente ao por do sol.

E por algum motivo, com os batimentos cardíacos acelerados.


Notas Finais


Acabei! Gostaram?
Gente desculpa a demora, mas domingo foi meu aniversário aí foi uma loucura aqui.
Não demoro pra postar o próximo.
Até a próxima.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...