História R. I. P. 2 My Youth (Taekook) - Capítulo 23


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Kim Namjoon (RM), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys, Bts, Depressão, Drama, Jungkook, Kookv, Namjoon, Suga, Suícidio, Taehyung, Taekook, Vkook, Yoongi
Visualizações 95
Palavras 1.365
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Seinen, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Self Inserction, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 23 - Subconsciente marcado


Fanfic / Fanfiction R. I. P. 2 My Youth (Taekook) - Capítulo 23 - Subconsciente marcado

"Que filha da puta..."

Tae estava com as bochechas vermelhas quando eu terminei de dizer a ele o conteúdo da carta que tinha recebido. 

"Como alguém escreve isso a alguém com quem tinha um relacionamento? É revoltante!"

Eu já tinha passado da época de me revoltar. Da de chorar, me espernear, não acreditar, jurar que ela ia voltar, adoecer, querer morrer, me sentir inútil, etc... Eu ainda tinha problemas com autoestima e amor próprio. 

"Eu fiquei muito deprimido."

Continuei a contar.

"Fiquei na pior fossa da história. Eu queria viver pra ela. Achava que ela era a parte mais importante da minha existência e que ela dava sentido aos meus dias. Eu contava tudo a ela e conhecia os gostos dela. Achava que éramos almas gêmeas. Que eu tinha muita sorte por tê-la conhecido tão novo. Conversar com ela era muito divertido. E ela fingia ter paciência comigo em todos os momentos. Era doce. Era gentil. Eu acreditava em tudo que ela dizia."

Tae piscou devagar, triste. Ele, com certeza, lembrou também do que já havia sofrido. Nós não éramos tão diferentes naquele campo. 

"Quando ela escreveu que eu era simples demais, sensível, frágil e doente, que era engraçado quando eu falava de sexo, que eu não podia satisfazê-la e que ela estava 'atrasando' a vida dela, Tae... Aquilo... Me destruiu. Eu não conseguia me masturbar mais. Eu brochava. Não conseguia parar de evitar as mulheres. Eu excluí todas as minhas contas online e fiquei sem sair de casa por semanas. Eu passava dias e noites lendo e relendo a carta dela, tentando entender o que tinha acontecido. Comecei a pensar em suicídio diariamente, e a fazer planos pra isso. Especialmente depois de uma coisa que eu fiz..."

"O que você fez?"

Aquilo. Fazia tempo que eu não pensava naquilo.

"O que você fez, Jungkook?"

"Eu me vinguei, Tae. Mas não quero que pense que eu sou esse tipo de pessoa. Ela me arrasou. E sequer me pediu desculpas. Eu a procurei na internet de todas as formas e achei as contas dela. Ela não ia conseguir passar muito tempo longe das suas distrações. Ela voltou aos sites de jogos e a sites de encontro também, e eu a peguei. Hackeei as contas dela e do marido, e divulguei online vídeos sensuais dela, histórico de conversas e prints, tudo com data. Eu sabia que ela não ia atrás de mim, não tinha como saber que tinha sido eu. E mesmo que tivesse, eu tinha acabado de atingir a maioridade e tinha como provar o envolvimento dela comigo. Ela não ia arriscar que eu a denunciasse por isso."

"E o que aconteceu?"

"Quando o marido dela viu tudo, eles se separaram de novo. Mas você não vai acreditar, eles voltaram depois de poucos meses."

"Nossa, que burro..."

"Manipuladora, mentirosa, fingida, falsa... Ela podia fazer qualquer um acreditar no que ela dizia. Quem pode dizer quantas vezes ela enganou alguém?"

"Então sinto pena do marido dela."

"Mas, Tae... Ela conseguia fugir das consequências dos atos dela... E nem sentia nada, porque ela não parecia capaz de sofrer. Eu estava afundando e me envenenando com ódio, profundo ódio. Então piorei. Fiquei ainda mais suicida. Eu cheguei a implorar à minha mãe que fosse comigo ou que me deixasse ir..."

"Do que você tá falando?"

"Eu pedi a ela... Que morresse junto comigo. Que pudéssemos nos matar... Juntos. Assim um não sofreria com a falta do outro."

"Meu Deus... E sua irmã?"

"Nós nos odiávamos. Eu dizia à minha mãe que ela era a minha única razão de estar vivo. Eu tinha medo dela desmoronar com a minha morte. Mas nessa época em que me vinguei eu não quis saber. Depois de sugerir à minha mãe que morresse junto comigo, resolvi me matar pela primeira vez."

"E o que te impediu?"

"Minha irmã ficou grávida de novo. E eu disse a mim mesmo que esperaria mais um pouco. E esperei."

Ficamos em silêncio por um tempo. Tae segurou meu rosto e beijou minha bochecha, encostou a testa na minha.

"Eu senti muito ódio, por muito tempo... Nem sei como não morri disso, Tae. Não sei."

"Mas você conseguiu superar. Não é?"

Olhei pra ele. Como eu ia explicar a próxima parte?

"Você sabe como você ficou traumatizado depois da sua ex?"

Ele assentiu.

"Você disse que achou que não suportaria mais ouvir 'eu te amo', não foi?"

"Sim."

Fechei os olhos, senti angústia. Que embaraçoso falar daqueles assuntos... Eu sentia raiva de mim mesmo.

"Eu não sei se... Se consigo ter uma relação sexual com você."

Ele arregalou os olhos, começou a balançar a cabeça em negativa. 

"Eu preciso me acalmar primeiro. Ou não consigo segurar a ereção. Eu fiquei muito abalado por tudo que ela me disse, Tae. Ela foi muito cruel. Ela riu de mim."

"Eu consigo entender isso, mas... Você acha que isso vai demorar muito?"

Comecei a gaguejar. Ele então segurou meu rosto de novo e me beijou na boca com força. 

"Desculpa, Jungkookie. Eu espero. Nós vamos trabalhar isso. Tá?"

"Tá..."

Escondi o rosto nas mãos e comecei a chorar. Ele puxou minha cabeça pro peito dele. 

"Você já confia em mim, amor?"

Fiz que "sim" com a cabeça.

"Falta só o seu subconsciente... Eu vou conseguir dobrá-lo. Vou estar sempre aqui, ele vai se acostumar à minha presença."

Levantei o rosto e ele sorriu. 

"Calma, Kookie... Calma, meu bem. Nós não precisamos ter pressa pra fazer amor. Nós já fazemos amor de outras formas. Já somos amigos, namorados, praticamente moramos juntos. Temos tempo."

Passei a mão no cabelo dele. 

"Temos mesmo?"

"Óbvio. Não tô pretendendo deixar você. Nunca, aliás. Eu te amo."

Meu coração sempre batia muito forte quando ele dizia isso. Eu começava a sorrir como bobo e meu rosto ficava quente.

Tae pulou pro meu colo e deu um monte de beijinhos na minha boca e no meu rosto, me fez rir. Ficamos abraçados durante um tempão e depois dormimos juntos no colchão.

***

Yoongi estava adiando a mudança dele. Era perceptível. Namjoon recebeu ele em casa uns dias, mesmo Tae dizendo que estava esperando por Yoongi. E nós percebemos que o branquelo estava começando a ficar deprimido. 

Falando com Namjoonie, soubemos do que já desconfiávamos. Ele achava que se mudar pra casa do Tae ia me deixar chateado e talvez causar problemas entre eu e meu amor. E ele não queria isso. Então resolvemos conversar com Yoongi e dizer a ele que não se preocupasse com nada. 

"Jungkook, eu acho que mesmo a gente falando a ele que fique tranquilo, isso só vai funcionar se você falar com ele em particular. Você sabe o porquê."

Eu sabia. E era verdade.

Saímos pra andar de bicicleta e Namjoon e Taehyung nos deixaram a sós na Subway. Saíram pra comprar sorvetes em outro lugar. Eu e Yoongi sentamos à mesa em uma praça de alimentação de um shopping e eu tentei puxar o assunto.

"Suga-hyung. Você já decidiu em que dia vai se mudar? Eu posso ajudar."

Ele me olhou, curioso. 

"Sério?"

"Claro. Você vai gostar de lá, é tão arejado. Apesar de ser pequeno, é muito gostoso. Você e Tae tem hábitos diferentes, né? Mas tenho certeza de que não vão brigar por isso."

Ri. 

"Jungkook... Você tá de boa mesmo sobre isso?"

Quem acabou falando do assunto foi ele.

"Sim, hyung. Eu tive por um tempo minhas suspeitas de que você tivesse sentimento por ele, mas era ciúme besta. Eu não tenho nada contra você e confio em vocês."

Ele não pareceu acreditar muito.

"Eu não vou ficar indo lá sempre, eu sei respeitar a privacidade de vocês. Quando você estiver lá, eu vou aparecer menos. Não se preocupe."

"Não me preocupo com isso, Jungkook. É porque agora vocês não vão ter onde se encontrar a sós. Eu só aceitei mesmo o convite do Tae pra me mudar pra lá porque eu não tinha outra opção. Eu preferia deixar a casa pra vocês dois, agora que são um casal..."

Eu, sinceramente, também preferia ficar com meu amorzinho e nosso apartamento. Mas Yoongi era nosso amigo e precisava de ajuda. Logo, não havia dúvida. Se era o que a situação pedia...


Notas Finais


Já pedi à minha mãe p se matar junto comigo. A pessoa tem que tá muuuito no fundo do poço pra falar essas coisas... Como vcs estão hj hein? Fico me perguntando. Bjs em todxs 💕


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