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História R U Mine? - Capítulo 1


Escrita por: NicolyCRodrigues

Notas do Autor


Essa é a primeira história que crio coragem para publicar, sou novata nisso e peço que quem gostar tenha paciência comigo quando vierem os momentos de bloqueio criativo, tentarei sempre dar o meu melhor e sempre me superar cada vez mais, peço também que não hesite em me deixar saber caso se interesse, isso vai me incentivar bastante.


Obs: Colocarei uma música no inicio de alguns capítulos para ajudar vocês a terem uma imersão maior na história e terem uma noção da vibe que imagino a cena, o link que coloquei abaixo transmite a vibe de toda a história em si.

https://youtu.be/cpIs5gJdTio

Capítulo 1 - Prólogo


"Até que ponto a decisão de alguém pode transformar sua vida?"


Daqui a dois anos...


Lillian

Olho pelo retrovisor e vejo que os carros estavam se aproximando cada vez mais rápidos, pego a arma que ainda havia munição e coloco o braço fora da janela disparando algumas vezes, vendo que isso é inútil desisto e acelero ainda mais.

-Puta merda! - exclamo procurando desesperadamente pensar em alguma possível solução. Jogo a arma no banco ao lado e vejo o celular, olho para frente vendo o carro um pouco mais adiante sumindo em uma curva que em breve eu passaria. - Isso não vai dar certo - penso alto comigo mesma. - Não vai ter como nós dois fugirmos...- ao dizer isso em voz alta algo subitamente surge em minha mente. - Não ao mesmo tempo.

Tinha acabado de surgir a ideia mais imprudente que eu poderia ter em toda minha vida, muito provavelmente a ideia que a tiraria caso falhasse, mas não consigo me imaginar vivendo - quer dizer, sobrevivendo -, caso sejamos pegos agora, pois eu sei que ele irá mata-lo, não me importava o que fizesse comigo depois, mas eu sei que não conseguiria lidar com outra pessoa sendo tirada de mim apenas por eu me importar com ela, já carregava muitas mortes comigo por esse motivo e não iria permitir que me fosse tirado mais ninguém.

Eu já estava muito perto da curva e com isso diminuo a velocidade o suficiente para poder passar e logo após volto a acelerar, precisaria de uma certa distância para conseguir realizar a minha ideia mas não poderia ir muito longe. Pego o celular ao meu lado ligo para o número mais recente e coloco no viva voz, chama apenas uma vez até ele atender.

- Lillian? - apesar de toda aquela situação sua voz parecia estar mais calma do que o esperado.

- Você precisa ir para o mais longe possível que conseguir...- Começo a falar mas logo sou interrompida.

- Como assim eu tenho que ir para o mais longe possível?- Ele repete minha frase dando uma ênfase a mais no "eu''. - E quanto a você? - A confusão em sua voz era evidente.

- Você é inteligente...- sorrio ao dizer isso e lembrar de quando ele havia dito isso comigo há um tempo atrás ao me conhecer, como poderia imaginar naquele momento tudo o que viria a acontecer futuramente e ainda mais, que agora estaríamos nessa situação?- Já deve ter percebido que não vai ser possível nós dois fugirmos ao mesmo tempo...

- Onde você quer chegar com isso? - pergunta impaciente.

- Você ainda pode fugir... - tento começar a falar de novo, porém mais uma vez ele interrompe.

- Você quer se entregar? - a incredulidade em sua voz era gritante, não consegui lhe responder de imediato, mas isso lhe respondeu. - Sabe que não vai adiantar nada você se entregar agora, no fim nós dois seremos pegos de todo jeito, no máximo uns 2 ou 3 carros irão parar para pegar você, os outros iriam continuar atrás de mim...

- Vai adiantar se eu te conseguir mais tempo - dessa vez eu que o interrompi.

- E como você pretende fazer isso se entregando? -pergunta com sua voz se alterando, mas não me dá tempo de responder ao continuar falando. - Não vai adiantar, eles irão continuar vindo atrás de mim! - grita ele com o desespero agora estampado em sua voz, sorri ao notar isso, nunca tinha visto ele deixando transparecer o que sentia, ele parecia ser sempre tão imbatível e graças a isso jamais poderia imaginar ver isso um dia.

- Eles não irão. - Digo convicta disso.

- Nós precisamos continuar... - ele para antes de reformular a frase. - Você precisa continuar... - diz enfatizando o "você". Ele demorou alguns segundos para terminar de falar.- Não pode se entregar, ele não pode te pegar de novo...- diz ele com sua voz agora quase em um tom de sussurro.

Ao ouvir isso não consegui segurar por mais tempo as lágrimas que estava me esforçando para não derramar.

- Ele também não pode pegar você - digo com uma voz baixa e embargada- vai te matar...E eu não posso perder mais ninguém.

- Mas você vai se perder se fizer isso...- diz ainda com a voz baixa.

Sorrio tristemente sentindo algumas lágrimas escorrerem pelo meu rosto antes de responder.

- Eu já me perdi...- agora a minha voz que estava saindo em sussurro. - Desde o momento em que ele colocou os olhos em mim.

- Você não precisa se entregar, é só continuar tentando...- ele começa a tentar me convencer. - Vamos dar um jeito, é só não parar!

- Se eu não parar eles nunca irão parar também.

- Você não pode fazer isso! - ele fala quase em um rugido.

- O que eu não posso é perder mais ninguém...

- Lillian, não faça isso! - Ele me suplica. Não consegui identificar o misto de sentimentos que sua voz transparecia agora, acho que incredulidade, desespero e talvez até medo, o jeito como ele me pediu isso me fez sentir um aperto forte no peito e por alguns milésimos eu tive vontade de ceder, mas ao retomar minha consciência eu sabia que isso não era possível, não de um jeito que não me arrependesse depois por ter cedido, de todo jeito já havia tomado minha decisão.

Vendo pelo retrovisor que eu já estava a uma distância suficiente da qual precisava, começo a diminuir a velocidade e ele logo nota isso.

- O que você está fazendo? - ouço ele gritar.

- Te dando mais tempo - respondo mais uma vez dando um sorriso triste. - Se eu não morrer agora, volte por mim! - Lhe digo apressadamente antes de desligar a chamada. O celular logo volta a vibrar e o encaro por alguns segundos me perguntando se nele haveria algo que poderia levar até ele, preferindo não arriscar o jogo pela janela.

Olho pelo retrovisor mais uma vez e vejo os carros surgindo em alta velocidade após fazerem a curva, diminuo ainda mais a velocidade quase parando o carro e fecho os olhos respirando fundo por alguns segundos na tentativa de criar coragem, nesses poucos segundos várias lembranças de tudo o que eu havia passado nos últimos dois anos vieram à minha mente em turbilhão, graças á isso consegui ter uma coragem que jamais poderia me imaginar tendo, de literalmente entregar a minha vida - ou que sobrou dela -, nas mãos de Deus - se é que ainda haveria um Deus por mim depois de tudo que fiz -, e deixa-lo decidir o que aconteceria comigo, se eu morreria e estaria finalmente me livrando de todo o inferno que estava passando, ou se eu voltaria e teria que sobreviver a ele até não me restar nenhuma outra alternativa a não ser destruí-lo, antes que ele me destrua de vez.

Abro os olhos agora decidida e giro o volante fazendo o carro ficar atravessado na estrada e rapidamente piso no freio, ao olhar para o lado pude ver os carros se aproximando rápidos demais para poderem parar diante deste meu inusitado movimento, desvio o olhar rapidamente olhando para o outro lado e por alguns milésimos vi o carro que estava a minha frente se distanciando, logo sinto um forte impacto me atirando para longe e em seguida senti minha cabeça batendo no teto do carro fazendo-me perder a consciência por alguns instantes, só consegui ver alguns vislumbres de tudo ao meu redor ficando de ponta a cabeça enquanto sentia meu corpo acompanhando esse ritmo, não consegui acompanhar toda a movimentação do carro capotando várias vezes consecutivas e também não percebi quando ele finalmente parou deixando-me ver tudo de cabeça para baixo, com dificuldade consigo olhar para o lado e com minha visão retorcida vejo o carro dele sumindo ao longe sem nenhum outro o perseguindo, sorrio, mesmo não sabendo ao certo se realmente consegui esboçar, e então tudo ficou escuro.

 


Notas Finais


Espero que tenha gostado! ❤️


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