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História Racing Hearts - Capítulo 27


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Notas do Autor


Hello!

Animadxs para o lançamento do carro da Red Bull dia 23?

Esse capítulo também está uma fofura, e se ele existe, agradeçam a Srta. Piquet que disponibilizou aquele video do Max com a baby P.

Espero que gostem,

Beijos <3

ps: parte 27 de 30.

Capítulo 27 - Sample of Our Future


Senti o vento gelado do mar bater no meu rosto e respirei fundo, meu corpo queimava depois de quase uma hora de corrida. Tomei um longo gole de água enquanto observava Max terminar seus últimos minutos de treino.

- Estou morto – o holandês se jogou na grama ao meu lado, com a respiração ofegante – Se eu tenho que treinar o dobro, a culpa é sua – ele disse apontando o dedo indicador para mim.

- Por quê? – perguntei ofendida.

- Porque você come pra caralho e eu entro na onda – o garoto se sentou, pegando minha garrafa de água – Eu já falei, se eu não entrar mais no cockpit vou falar para o Horner brigar com você – gargalhei ouvindo a acusação.

- Prometo que vou começar a pedir só saladas – dei um sorriso torto e Verstappen rolou os olhos para mim.

- Vai nada, não quero você doente – ele piscou, levantando em seguida - Vamos? – aceitei a mão estendida de bom grado.

- Nós precisamos passar no mercado – o lembrei da tarefa e ele torceu o nariz.

- Que horas a Alícia vai deixar o Ethan? – Max perguntou quando já estávamos dentro do carro.

- Ela disse que às 11 – respondi, conferindo a mensagem que minha amiga havia me mandado na noite anterior.

Eu e Max passaríamos o dia cuidando de Ethan. Alícia e Oliver estavam vindo de Marselha para uma reunião importante com investidores de Mônaco e precisavam que alguém ficasse com o pequeno, e eu obviamente nos ofereci para tal. Confesso que eu estava radiante com a ideia, adorava ter meu afilhado por perto, e Verstappen recebeu a proposta com um sorriso no rosto, fazendo questão que ficássemos no apartamento dele e não no meu.

A verdade é que o holandês era louco por crianças e eu me derretia só de imaginar os dois brincando juntos, já estava me preparando psicologicamente para perder o meu afilhado para o meu namorado.

- O que acha de irmos almoçar em algum lugar? – Verstappen perguntou, apoiado no carrinho do mercado, enquanto eu escolhia algumas frutas.

- Pode ser – lhe lancei um sorriso – Só precisamos garantir que cabe uma cadeirinha de bebê no banco de trás da sua Ferrari – dei ênfase no nome da marca italiana.

Eu não perdia nenhuma oportunidade de provocar o garoto a respeito do assunto.

- Eu vou trocar de carro por causa de você – gargalhei alto, chamando a atenção de uma senhora que escolhia maçãs e ela nos encarou sorrindo.

- Conta outra, baby – me aproximei do holandês, lhe dando um selinho.

Em pouco tempo já estávamos a caminho do apartamento de Max, que balançava a cabeça no ritmo agitado da música, do amigo Martin Garrix, que tocava no rádio.

Deixei o garoto responsável por guardar as compras enquanto eu tomava banho. Percebi que estava passando muito tempo no apartamento de Verstappen quando entrei no closet do holandês e encontrei diversas opções de roupa para vestir. Sorri sozinha, pensando que se um ano atrás me dissessem que nós dois estaríamos juntos eu ia rir e negar veementemente.

Optei por uma calça skinny clarinha e não me segurei ao encontrar um moletom preto de Max, que praticamente pediu para eu vesti-lo. Desci as escadas secando os cabelos com a toalha e encontrei meu namorado saindo da cozinha.

- Até que demorou para você começar a roubar meus moletons – o garoto comentou divertido, me fazendo dar um sorriso malandro.

- São tão gostosos – falei com a voz arrastada.

- Gostosa é você vestida neles – gargalhei sentindo minhas bochechas esquentarem.

Max sabia como me desconcertar com pouquíssimas palavras. Ele se aproximou de mim, enfiando as mãos geladas por debaixo da blusa, me fazendo dar um pulinho ao sentir o toque na minha cintura. Não neguei o beijo que eu tanto gostava, mas logo fui obrigada a nos separar.

- A gente devia ter tomado banho juntos – estalei um tapa o ombro dele, que riu, mas logo começou a subir as escadas – Não coloquei os suquinhos na geladeira porque não sabia se podia – Verstappen parou no meio do caminho para me dar a informação.

- Fez certo – afirmei e ele assentiu, voltando a subir.

Pendurei a toalha na lavanderia e sorri sozinha, entrando na cozinha e vendo os sucos que compramos para Ethan todos arrumados em cima da mesa. Max era uma caixinha cheia de surpresas, e com certeza esse cuidado com crianças era só mais uma.

O som da campainha fez meu coração acelerar de ansiedade e abri a porta para encontrar minha melhor amiga e o garotinho mais lindo do mundo sorrindo para mim.

- Miiiiii! – Ethan gritou animado, se jogando para o meu colo.

Amassei o rostinho dele com um beijo, o ouvindo gargalhar.

- A mágica da madrinha, dois minutos atrás ele estava resmungando porque eu o acordei – Alícia comentou, observando o filho – Saudades amiga – retribuí o meio abraço.

- Torcendo para essa reunião trazer vocês para Mônaco de uma vez por todas – eu falava sério, queria tê-los por perto mais tempo – Entra – eu fiz sinal, mas a francesa negou.

- Oliver está me esperando lá embaixo, já estamos atrasados – ela me estendeu a mochila azul de Ethan – Você já sabe todas as recomendações desse garotinho – o pequeno brincava com o cordão do moletom – Deixamos a cadeirinha dele na portaria – assenti – Qualquer coisa você me liga, ok?!

- Foque na sua reunião, Ethan estará sob os melhores cuidados do mundo – eu disse em tom prepotente, fazer Alícia rir.

Assisti minha amiga se despedir do filho, que parecia não dar muita bola para os sentimentos da mãe.

- Agora somos eu, você e o tio Max – falei para o pequeno assim que fechei a porta e ele pareceu entender, já que me deu um sorriso ainda meio banguela.

Ethan e eu estávamos sentados no tapete fofinho da sala de Verstappen, e o pequeno prestava atenção na história que eu contava com um fantoche de tubarão amarelo na mão.

- Maxi – ouvi o garotinho dizer, olhando para trás de mim.

O holandês descia as escadas, já vestido para sairmos almoçar e eu deixei meu queixo cair.

- Você ouviu isso? – perguntei para Max, que assentiu com um sorriso – Como ele sabe o seu nome se te viu uma vez e praticamente dormindo? – perguntei incrédula.

- Porque eu sou o tio mais legal do mundo, não é Ethan? – observei o holandês pegar o pequeno no colo, que logo passou os bracinhos pelo seu pescoço.

- Perdi o afilhado – comentei derrotada me levantando do chão – Vou me arrumar para sairmos – Verstappen assentiu enquanto Ethan apertava suas bochechas, rindo – Divirtam-se – desejei em um falso tom triste.

- Para de ser boba – recebi um selinho, antes de subir as escadas em direção ao banheiro da suíte de Max.

Me arrumei com calma, mas sem muita certeza de onde iriamos decidi continuar com a roupa que estava, apenas terminei de secar meu cabelo e passei rímel e blush para não parecer tão pálida no inverno europeu.

Pelas risadas que ouvi quando voltei para a sala, soube que Max estava no simulador com Ethan, mas não esperava que a cena fosse ser tão encantadora. O pequeno estava no colo do holandês, e tinha as duas mãozinhas fixas no volante, que tremia conforme Verstappen acelerava ou freava, o fazendo gargalhar. Me apoiei no batente da porta, assistindo aos dois por longos minutos e ao mesmo tempo imaginando que aquela cena provavelmente faria parte do nosso futuro, eu gostava da ideia.

- Estou pronta – anunciei, depois de muito observá-los – E com fome – completei, me aproximando.

- Fome, Mi – Ethan repetiu o que eu dizia, colocando a mão na barriguinha.

Peguei o loirinho no colo, enquanto Max desligava o equipamento e se levantava da cadeira.

Descemos até a garagem, e com um pouco de esforço conseguimos encaixar a cadeirinha no banco traseiro mínimo do carro esportivo. Sem muito mais demora, estávamos percorrendo as ruas de Mônaco.

- Quero ir em um lugar que eu ia quando era criança – o holandês me encarou sorrindo, com a mão na minha coxa como sempre – Acho que o Ethan vai gostar – assenti e observei o garotinho que estava no seu próprio mundinho brincando com um carrinho colorido.

O restaurante temático de super heróis era colorido e cheio de desenhos divertidos pelas paredes, coincidentemente Ethan estava vestido com um moletom do Capitão América, e eu obviamente fiz questão de tirar uma foto dos dois próximo a imagem do herói.

- Aw – fiz um som estranho – Olha como vocês são lindos – mostrei a imagem na tela do celular para Max, assim que nos sentamos na mesa e acomodamos Ethan na cadeira alta – Vou postar essa foto – anunciei e o garoto concordou com um sorriso.

“domimeloni: um almoço especial com os garotos da minha vida”

Em poucos minutos, recebi a notificação de comentários de Lando, que me fizeram gargalhar.

“[landonorris]: eu achava que também era um garoto da sua vida, estou severamente decepcionado, nossa amizade acaba aqui.”

“[landonorris]: é mentira, eu amo vocês”

Respondi, dizendo que também o amava e que ele sempre seria meu irmão do coração, o que tornou a publicação uma verdadeira bagunça, já que unia tudo que os fãs gostavam: minha amizade com Norris, meu namoro com Max, Max segurando uma criança e declarações fofas. Só faltava Leclerc aparecer comentando algo para o show ficar completo.

Deixei o celular de lado para dar atenção aos dois que estavam comigo. Ethan rabiscava alguns papeis com giz, que o garçom havia trazido junto com o cardápio, o qual Verstappen olhava atentamente.

- Eles têm Mac n’cheese – o holandês me deu um sorriso malandro, que me fez rir.

- Cheese – Ethan respondeu batendo palminhas e eu soube que a escolha dele também já tinha sido feita.

- Serão três porções então – concordei – Mas com suco de laranja! – disse firme para Verstappen, que comemorava a escolha.

Ajudei Ethan com sua porção de macarrão e assim que terminou de comer, ele pediu o papel e os gizes novamente, permitindo que eu e Max almoçássemos tranquilos.

O próprio restaurante tinha uma espécie de mini parque, com balanço, escorregador, piscina de bolinhas e outros brinquedos que toda criança ama, e Ethan se animou com a ideia de gastar algum tempo brincando, e assim o fizemos.

O caminho de volta até o apartamento de Max foi embalado por muitas canções infantis, no intuito que o pequeno só dormisse quando chegássemos em casa e por incrível que pareça cantar baby shark trinta vezes funcionou perfeitamente.

- Esquenta a mamadeira dele, por favor? – pedi para Verstappen, assim que colocamos os pés na sala do apartamento.

- Não tenho certeza se sei fazer isso – o holandês me respondeu sem jeito.

- Fica com o Ethan, então – passei meu afilhado, sonolento e manhoso para o colo dele.

Preparei o leite nas proporções que Alícia costumava fazer e aqueci o suficiente para ficar apenas morno. Sentei no sofá, com as pernas cruzadas em X e logo Ethan estava no meu colo, segurando a mamadeira com as mãozinhas e dando piscadas cada vez mais longas.

Instintivamente comecei a cantar uma canção que minha mãe cantava para mim quando era pequena.

Tu sei del mondo amore
            Ti han detto che sei Redentore
            Luce de uma stella, luce del sole
            Tu guerriero contro il dolore*

Eu mal tinha terminado a última estrofe e o pequeno já ressonava em meu colo, com um semblante digno de anjo.

- Eu consigo ver essa cena com os nossos filhos nos seus braços – ouvi a voz baixa de Max e levei um pequeno susto.

Havia esquecido que ele estava ali.

- Se puxar você, não vai se entregar tão facilmente – comentei divertida.

- E se puxar você, uma dessa não será suficiente – o garoto devolveu a brincadeira, pegando a mamadeira da minha mão e apoiando na mesa de centro.

Verstappen se sentou ao meu lado e passou um braço pelos meus ombros, me permiti aconchegar no abraço, ainda observando os traços suaves de Ethan.

- Nossa filha vai ter os seus lábios – o holandês começou a colocar os sonhos em palavras, aquecendo meu coração – E a sua força de vontade e determinação – ele fez um carinho suave no meu braço.

- Mas ela vai ter os seus olhos – eu era capaz de imaginar o infinito azul replicado – E com certeza você vai morrer de ciúmes – Max riu baixo, mas concordou.

- O nosso futuro vai ser tão lindo, liefde, eu mal posso esperar – senti ele deixar um beijo na minha cabeça e concordei.

Eu sabia que se fechasse os olhos naquele momento seria capaz de vislumbrar tudo aquilo que havíamos conversado e Max tinha razão, o nosso futuro seria lindo e principalmente cheio de amor, e aquilo com certeza seria suficiente para sempre.


Notas Finais


*Tu sei del mondo amore
Ti han detto che sei Redentore
Luce de uma stella, luce del sole
Tu guerriero contro il dolore

Você é o amor do mundo
Disseram que você é o Redentor
Luz de uma estrela, luz do sol
Você é um guerreiro contra a dor


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