1. Spirit Fanfics >
  2. Racing Hearts >
  3. Redemption

História Racing Hearts - Capítulo 28


Escrita por:


Notas do Autor


Hello!!!

É a segunda vez que eu estou tentando postar esse capítulo hoje, alô senhor, me perdoa a ausência e me deixa recompensar com um capítulo grandão, por favorrrr

Alguns recados:

1) PASSAMOS AS MIL VIEWS AAAAAAAAAA MUITO MUITO OBRIGADA A TODO MUNDO QUE ACOMPANHA RACING HEARTS

2) estamos próximos a reta final dessa história, a próxima está sendo planejava só no aguardo de vocês me dizerem se querem!

3) desculpa qualquer erro, esse capítulo foi escrito e postado pelo celular

Aproveitem <3

Capítulo 28 - Redemption


Fanfic / Fanfiction Racing Hearts - Capítulo 28 - Redemption

Quarta Feira - 13 de Novembro 

As pessoas sempre falavam que o Brasil tinha um ar diferente, e eu podia garantir que sim enquanto caminhava pela pista de Interlagos, ainda vazia, com os raios de sol do final da tarde tocando o meu rosto de forma suave. 

Suspirei quando avistei Max sentado no meio da arquibancada, sozinho e contemplativo. Eu sabia que esse final de semana seria difícil e conhecendo Verstappen como eu conhecia, tinha certeza que o encontraria ali. 

Subi os degraus um por um e me sentei ao lado do holandês em silêncio, e esperei que ele tivesse vontade de falar. 

- Eu estou com medo de falhar outra vez - o ouvi dizer entre suspiros. 

- Você sabe que o resultado do ano passado não foi culpa sua - respondi o que nós dois sabíamos que era a verdade. 

Há um bom tempo eu não via essa versão de Max, inseguro consigo mesmo e aquilo me machucava de certa forma. 

- Mas ainda assim, eu perdi o primeiro lugar - os olhos azuis me encararam, intensos como sempre e carregados de sentimentos que eu sabia que ele não estava conseguindo lidar sozinho. 

- Sabia que o pessoa da Team Junior tinha mania de me comparar com você? - perguntei retoricamente, já que não dei tempo de ele me responder - Diziam que nós dois somos incansáveis - procurei sua mão e entrelacei na minha - Eu posso dizer porque eu já pensava isso antes de sermos o que somos - o holandês ouvia tudo com atenção - Você é um piloto talentoso para caralho e essa vontade de ser sempre o melhor, ninguém tem tão intensamente quanto você - eu não escondia o sorriso para elogiar Max - Eu tenho certeza que você vai transformar essa pista no seu palco nesse final de semana - sorri verdadeiramente, sendo sincera em cada palavra. 

Verstappen me encarou por minutos e parecia analisar cada pequeno pedaço do meu rosto, enquanto absorvia tudo que eu havia dito, até que abriu um sorriso e me puxou para seus braços.

- Obrigado por acreditar em mim - o ouvi dizer em um sussurro.

- Eu sempre vou acreditar porque sei que você é capaz de superar minhas expectativas - nos separei minimamente, apenas para tirar o boné da cabeça de Max e encostar nossas testas - E eu vou amar te ver naquele primeiro lugar - repeti algo que ele havia me dito parecido semanas atrás. 

- Pode ter certeza que a vitória vai ser para você - não deixei de sorrir ao ouvir a promessa. 

Naquela tarde assistimos ao por do sol de um ângulo da pista diferente do que estávamos acostumados, mas que como sempre foi incrível apenas por estarmos juntos. 

Sábado - 16 de Novembro 

Acordei naquela manhã como há algum tempo não acordava: sem Max ao meu lado. Me espreguicei demoradamente e só então me levantei, encontrando uma bandeja de café da manhã na mesa lateral do quarto. Peguei o pequeno pedaço de papel que estava perfeitamente apoiado no copo de suco, e pela primeira vez vi a letra do meu namorado sem ser em um autógrafo.

“Decidi ir para o paddock mais cedo e você estava tão linda dormindo, que não tive coragem de te acordar. Aproveite o café, nos vemos mais tarde. Com amor, MV.” 

Sorri encantada me sentindo como uma adolescente apaixonada. Max era incrível e eu uma grande sortuda. 

Me arrumei sem pressa, sabia que as qualificatórias seriam intensas e além de me preocupar comigo eu me preocupada com Max. Eu sabia que a ida dele mais cedo para o paddock era puro nervosismo e que ele iria precisar de mim. 

Suspirei sozinha, lembrando de assistir ao grande prêmio do ano passado, onde o primeiro lugar foi arrancado de Verstappen por pura vaidade e ego de Ocon, que não aceitou levar uma volta do holandês e negou a ultrapassagem, gerando um toque e fazendo com que Hamilton levasse o lugar mais alto naquele fatídico domingo. 

Eu cheguei ao paddock tão absorta em pensamentos que me assustei com Lando chegando ao meu lado nas catracas de acesso. 

- Buongiorno - ouvi ele me cumprimentar em uma das poucas palavras que eu havia conseguido ensiná-lo em italiano. 

- Bom dia - respondi, e assim que estávamos do lado de dentro, ganhei um abraço apertado e familiar - Saudades de você - minha voz saiu abafada por eu ainda estar apertando o inglês. 

- Eu também estou com saudades, sunshine* - o garoto me encarou com o sorriso que faziam os seus olhos ficarem pequenininhos - Podemos almoçar hoje, tenho uma hora livre - Norris convidou e eu assenti.

Começamos a caminhar em direção as nossas garagens, abraçados como sempre e Lando logo percebeu minha inquietude.

- O que está acontecendo? - o inglês perguntou me conhecendo o suficiente para saber que algo não estava certo.

- Estou preocupada com Max - respirei fundo - Por tudo que aconteceu ano passado - o garoto balançou a cabeça, entendendo o motivo.

- Eu entendo, Domi, mas sinceramente acho que o Max amadureceu muito nesse último ano - o inglês declarou - Acho que ele vai se utilizar disso como combustível para ser o melhor, como sempre - paramos próximo a garagem da McLaren. 

- Quando foi que você ficou tão adulto? - soltei o comentário “do nada” e Lando gargalhou.

- São apenas fatos, sunshine - o inglês deu os ombros - Nos vemos no almoço? - ele perguntou sorrindo. 

- Com toda a certeza, irmãozinho - ganhei um abraço e um beijo na testa do meu melhor amigo.

Continuei caminhando até as garagens da Red Bull torcendo para que Lando tivesse razão sobre o comportamento de Max. 

Cumprimentei os mecânicos com um sorriso e fui informada que o reparo do assoalho tinha sido terminado com sucesso, o que me deixava mais tranquila para buscar um resultado melhor que os últimos que eu havia conseguido. 

- Bom dia, Domi - Mônica me encarou sorrindo, assim que entrei na minha salinha - O Max está em reunião com o Chris e vocês tem uma coletiva depois do almoço e antes das qualificatórias - ela me informou, lendo a agenda que estava na tela do tablete em suas mãos.

- Sorte que eu já tomei café da manhã - comentei divertida, arrancando uma gargalhada da minha assessora. 

Eu estava assinando alguns bonés, que seriam distribuídos para a torcida amanhã, e conversando com Mônica sobre os detalhes de uma campanha publicitária que me queria como garota propaganda, quando ouvi a porta da sala de reuniões bater com força. Segundos depois, um furacão holandês passou pelo corredor direto para sua própria sala. Encarei Mônica, que estava com os olhos arregalados. 

- A reunião deve ter sido péssima, há tempos não vejo Max assim - ela comentou e eu assenti. 

- Vou lá ver o que houve - respirei fundo e levantei, sob o olhar atento da loira. 

Bati na porta e ouvi um resmungo vindo do lado de dentro, preferi interpretar que eu podia entrar. Max estava sentado no sofá, com os cotovelos apoiados nos joelhos e o rosto enterrado nas mãos. Me aproximei e sentei ao seu lado. 

- O que aconteceu, amore? - perguntei em tom suave, na tentativa de não irritá-lo ainda mais.

Os olhos azuis me encararam, mais escuros que o normal. Verstappen estava transbordando de raiva. 

- Horner disse que os mecânicos estão trabalhando, mas que não me garante que o carro vá chegar até o final da corrida amanhã - o garoto despejou as palavras em mim e a frustração dele chegava a ser palpável. 

- Vida, você sabe que os nossos mecânicos já operaram milagres nos carros, vamos confiar no trabalho deles por enquanto - eu disse calma mas Max apenas rolou os olhos para mim. 

- Você não entende, Dominique - torci o nariz ao ouvir ele me chamar pelo nome inteiro - Eu não posso falhar aqui outra vez, não por culpa do caralho do motor fodido - eu tentei abrir a boca para falar algo, mas ele continuou - Nada do que você disser agora vai resolver ou me fazer sentir melhor com essa merda de situação, eu quero que tudo vá para a puta que pariu - encarei o holandês, não reconhecendo o meu namorado ali. 

Levantei do sofá em silêncio e caminhei em direção a porta, com o coração apertado pela forma com que ele havia falado comigo. 

- Onde você vai? - Verstappen perguntou quanto meus dedos alcançaram o metal gelado da maçaneta. 

- Não vou ouvir grosserias por algo que eu não tenho culpa e só quis ajudar - respondi firme, mas sem olhar para o garoto. 

- Não Domi, espera - eu sabia que ele ia se desculpar, mas eu não queria ouvir, não naquele momento.

- Quando você se acalmar a gente conversa, Max - sai pela porta, fechando-a atrás de mim. 

Como Mônica havia afirmado que o nosso único compromisso do dia era apenas após o almoço, pude sair das garagens que pareciam me sufocar naquele momento. 

Caminhei por algum tempo pela pista vazia, até chegar ao famoso “S” do Senna e ali me sentei na grama, respirando fundo. 

Eu nunca havia convivido verdadeiramente com o temperamento explosivo de Max e sinceramente era estranho confirmar que ele realmente existia. Eu estava tão acostumada com o jeito carinhoso, cheio de abraços, beijos e declarações que não soube lidar com as emoções contrárias a isso. 

Senti meu estômago roncar e busquei meu celular no bolso da calça, vendo que fiquei por tanto tempo ali que já era quase meio dia. 

- O QUÊ? - percebi que falei alto demais e me afundei levemente na cadeira, vendo Lando gargalhar.

Eu havia me encontrando com Norris em um dos refeitórios do paddock  e o inglês achou que era a hora perfeita para me contar que ele estava conhecendo alguém. E eu quase surtei. 

- É ué - o garoto disse simplesmente depois de se acalmar da crise de riso gerada pelo meu grito - Amy não é do meio, começamos a conversar depois de um comentário engraçado que ela fez na minha live na twitch - eu não deixei de torcer o nariz para a informação - Ela tem 19 anos, mora em Londres e está estudando moda - Lando tinha um sorriso bobo nos lábios e eu suspirei. 

- Escuta aqui - eu disse firme, fazendo o inglês arregalar os olhos - Se essa menina te magoar, eu sou capaz de ir até Londres, a pé, independente de onde eu esteja e ela vai se ver comigo, entendeu? - eu estava falando sério, mas Norris só fez rir. 

- Sim senhora - ele fingiu bater continência para mim - Mas é sério Domi, ela é muito legal, quero que vocês se conheçam assim que for possível - não consegui não sorrir, era visível que meu melhor amigo estava se apaixonando. 

- Tem foto dela? - perguntei, despretensiosamente e Lando assentiu, me entregando o celular em seguida. 

Amy tinha os cabelos em um tom de loiro bem claro, os olhos azuis eram contornados por longos cílios e seu sorriso era delicado. 

- Ela é linda - encarei Norris com um sorriso e ele concordou - Vocês vão ser um casal tão fofinho - vi suas bochechas corarem e meu coração derreteu.

Depois do almoçarmos, foi a vez de Lando me deixar em frente a minha garagem, com um abraço apertado e um desejo de boa sorte nas classificatórias. 

Respirei fundo quando entrei e a primeira coisa que encontrei foi o olhar de Max em mim. O garoto já estava vestido com o macacão e tinha um sorriso no rosto. 

Passei direto por ele e seus mecânicos e fui para minha sala me trocar para ir para a pista.

- A gente pode conversar? - ouvi a voz dele atrás de mim segundos depois de abrir o armário. 

- Sim - fiz sinal para que Max fechasse a porta e assim ele fez. 

- Os mecânicos conseguiram concertar os problemas, o carro está 100% para amanhã - ele disse sem jeito, sentando no sofá. 

- Fico feliz em ouvir - sorri sincera para a informação. 

- Me desculpa por explodir com você mais cedo - o garoto suspirou - Eu não queria agir daquele jeito mas quando vi já tinha falado - Verstappen passou a mão pelos cabelos. 

- Tudo bem - respondi com um meio sorriso - Eu não soube reagir ao seu temperamento, não estou acostumada a te ver assim - o holandês assentiu - Fiquei chateada pela forma que falou comigo e preferi evitar a discussão - Max entrelaçou minha mão na dele.

- Prometo que vou agir melhor a próxima vez que me frustrar - concordei e o garoto me puxou para um abraço. 

Conversamos por mais alguns minutos enquanto eu colocava o macacão, e logo estávamos nos desejando boa sorte antes de colocarmos os capacetes. 

Eu precisava lembrar de dizer a Lando que ele realmente estava certo sobre o que disse de Max no início daquela manhã, apesar de que o resultado do dia deixava isso claro para todos. O holandês havia sido perfeito nas classificatórias e conseguiu a pole position para a largada de amanhã, estando um passo mais próximo da redenção. 

Domingo - 17 de Novembro

Vi a última luz vermelha se apagar e acelerei o carro para viver uma das corridas mais intensas da temporada. 

Eu tinha um longo caminho pela frente se queria chegar ao pódio, afinal as qualificatórias que renderam a pole a Max, me colocaram em P5, atrás de duas Mercedes e a Ferrari de Vettel, ao lado de Charles que largaria em P6. 

Logo na primeira volta, o Monegasco conseguiu me ultrapassar, me fazendo xingá-lo por várias gerações, mas eu não iria desistir. 

Exatamente na metade do grande prêmio fui informada no rádio que Bottas havia tido problemas de potência e estava fora da corrida, automaticamente eu estava em P5 outra vez. 

Poucas voltas depois, na de número 40 fui chamada para os boxes e pude assistir de perto a punição de Hamilton por acelerar antes do permitido, a corrida acabava de se tornar mais interessante. 

Max liderava, com Gasly , que havia feito um pit stop precoce, em segundo e as duas Ferraris a minha frente. E quando eu já estava começando a achar que minhas chances de pódio já não existiam mais, Leclerc provou um toque com Sebastian, que destruiu o pneu dos dois carros vermelhos, me colocando automaticamente em terceiro lugar. 

Eu pude assistir Max passar pela bandeira quadriculada poucos segundos à minha frente e eu estava mais feliz pelo holandês do que por mim mesma. 

- Eu não disse que você ia conseguir? - falei, ainda de capacete, sendo abraçada por Verstappen. 

- Obrigado, de verdade, por tudo - eu assenti com um sorriso batendo meu capacete no dele. 

Observei o sorriso orgulhoso do meu namorado ao erguer o maior troféu do domingo e me senti completa. 

Amar alguém que tinha os mesmo objetivos que eu e competia pelas mesmas coisas definitivamente não era uma tarefa das mais simples, mas com certeza havia me ensinado muito, principalmente à receber a vitória dele como minha também, afinal, quando se ama a felicidade do outro é a nossa e nada me fazia mais feliz do que ver o sorriso no rosto daquele holandês. 

 

 


Notas Finais


* sunshine: raio de sol, em inglês


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...